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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Festival play 3

E lá fomos ao primeiro fim de semana do festival Play, no cinema São Jorge, com a maiúscula e a minúscula. Nem que fosse só para ir ao cinema são Jorge, acho que valeria a deslocação, mas depois há curtas maravilhosos e inesquecíveis, por isso não entendo como as sessões estavam mais vazias que cheias, no Domingo de manhã então ....O mau tempo não pode deveria ser desculpa e os bilhetes não são assim tão inacessíveis. Para a semana há mais e porque o cinema e a música andam de mãos dadas, apresentamos este ano um evento muito especial – uma sessão de cinema com música ao vivo de Rita Redshoes. Uma oportunidade única de ver o filme O Balão Vermelho, de 1956, realizado por Albert Lamorisse. Já temos preferidos, sobretudo na sessão Alguém que me compreende , onde cada curta é melhor que a outra ( Mimi & Lisa Katarína Kerekesová Princess Marie-Sophie Chambon My 2014 Neighbor Anya Zulueta Bunny New Girl Natalie van den Dungen Due Piedi Sinistri Isabella Salvetti ), mas houve uma da sessão Mudar o mundo, que me marcou, não pela beleza mas só e apenas pela mensagem. Acho que deveriam mesmo perder 3/4 minutos a ver...


 
As sessões para a minúscula eram deviam ser lindas, mesmo que só tenha conseguido ver alguns instantes, visto que o restante tempo passei de costas para o ecrã mas de olhos (zonzos) nela, que estava tão mas tão contente que não parava quieta. Ela e outros tantos que aquilo foi é uma animação na plateia. Mas agora a sério, vão que é mesmo bom.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Coisas boas estão e vão acontecer

Por falar em espetáculos no São Luís , em ilustrações para crianças e sobretudo porque o fim de semana está à porta, aqui vos deixo (como muitas vezes me perguntam) o que podem e devem fazer no próximo. Até o tempo parece ajudar, por isso, a não ser que como eu tenham recebido um convite para uma festa ás 9.30 da manhã de Domingo ?!?!?- estive quase para "encomendar" à Menina Rapaz  um texto baseado neste infelizes e pós-modernos factos reais  -uff,  passem pelo São Luís onde vai ser como Estar em Casa . A ideia, tal como disse o André Teodósio , no artigo do DN vai ser "antes de mais, fazer uma ocupação - mas com "k", uma "okupação" - de todo o teatro. "Até extravasando os limites legais, boicotando as asaes, boicotando os critérios de idade, de eficácia. O teatro é um espaço classista e exclusivista, é preciso ter dinheiro para entrar. É um espaço sectarizado, as pessoas vêm ver uma coisa só de cada vez. Nós vamos quebrar essas regras todas." Todos podem entrar. Quebrar as regras, por um lado, "dando visibilidade a pessoas ou suportes ou maneiras de fazer que normalmente não têm espaço aqui" e deixando-os ocupar todos os espaços e todos os horários. Por outro lado, permitindo a entrada, gratuita ou a preço reduzido, dos espectadores. E dando liberdade, a uns e a outros. O que não falta são coisas para ver e ouvir , mas se já o perderam, não percam mesmo  A terceira idade, do Teatro Praga. Há também dança, Este corpo que me ocupa, do João Fiadeiro e para quem gosta de música, o Sérgio Godinho mais o Filipe Raposo vão apresentar os Pequenos Delírios Domésticos. Outra hipótese , se gostarem das caminhadas à beira rio, dos passeios de bicicleta e de ilustração infantil , é irem ao Museu da eletricidade, onde já inaugurou a Bienal Internacional de Ilustração. Vai lá estar até Abril, por isso não precisam de ficar empanturrados....

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Agenda cultural para bebés - Outono (em progresso)

Lembro-me de quando a mais velha era bebé, procurar e procurar programas de fim de semana, sobretudo para quando chovia . É que ficar com ela em casa era um desassossego e eu abomino a ideia dos parques, não os infantis de rua , que esses adoro. Com excepção dos concertos para bebés na Olga Cadaval e os concertos nas manhã de Sábado no Oceanário, que ainda continuam a existir, só a partir dos 2 anos é que havia qualquer coisa. Ou então é só difícil chegar à informação, se não se procurar especificamente nos lugares- tal como aconteceu agora. Existem hoje em dia uma série de plataformas e agendas destinadas aos mais novos, mas parece-me que nem ali existe uma oferta para os mais bebés. Sendo assim e porque tenho uma bebé com um ano, que precisa de muito espaço, mas adora ouvir histórias e dançar, decidi pesquisar o que vai acontecer em Lisboa neste Outono. Até agora , eis o que encontrei, mas a busca continua !


Culturgest - oficinas para pais e bebés 
São Luís - Dança - Uma Luz na terra
Museu da Marioneta - Tarará-Tchim (Dançarte e Ária da Música)
Museu da marioneta - Carneirinhos  (Maria de Vasconcelos)
CCB -  oficina de teatro 

Na Gulbenkian não descobri nada para menores de 2 anos, no Maria Matos não têm nada agendado mas vão pensar nisso (assim é que eu gosto !) e aguardo resposta da Companhia de música teatral . Se me estiver a falhar algum, façam o favor de me lembrar. As bibliotecas também podem ser uma hipótese ( não a melhor uma vez que o passatempo preferido dela(s) é tirar todos os livros das prateleiras) , mas enquanto estiver sol e não chove, parques e jardins, muitos !

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

um shot de meia-hora, sozinha.

Acabei de chegar do Chiado. Fui de vespa a apanhar vento na cara. Já tenho o novelo de lã que preciso para continuar as calças para a Júlia.. Estava imensa gente sorridente e gira na rua (ou então era o meu estado de felicidade). Aproveitei para ir provar um pastel de nata da Manteigaria, que me soube pela vida. As montras já cintilam e ate já cheira a Natal. Vim atravessando o Bairro alto já era de noite e por instantes, apeteceu-me não ter que voltar a correr para casa. E pronto , quem diz a verdade não merece castigo !

sábado, 12 de julho de 2014

Ainda falta muito?

Confesso que nesta semana os níveis de ansiedade atingiram máximos históricos, sobretudo porque temos tendência em dar ouvidos ao que se diz por aí....que um segundo é muito mais rápido, que a barriga já está mais descaída (há quase 2 semanas...), que na mudança da lua é que é, que depois de sair o rolhão são só mais um ou dois dias, que por causa das diabetes tem que se induzir por motivos clínicos, que se tem que fazer amor, que se deve caminhar muito e sobretudo descer e subir escadas e a última é que deveria comer picante...Eu própria acreditei nisto tudo e passei talvez a ideia (errada) que ela nasceria há mais de uma semana - sobretudo porque sim, comecei a sentir contracções muito antes que da primeira. Agora sou eu que tenho que responder milhares de vezes por dia: pois, ainda aqui estamos...Já me desejaram tantas horas pequeninas que já se começam a acumular e a parecer demais!  Isto tudo para dizer que ainda por cima está um calor que se farta e caminhadas só apetece dar à noite- ideia não muito inteligente quando se está cansada e se tem outra criança a dormir com os anjinhos...Mas estou a ficar tão desesperada que caminho a toda a hora, esteja calor ou demasiado calor. Subo e desço as colinas e até as escadarias. Compro tecidos e linhas e elásticos e volto para casa numa correria e não paro de costurar e passar a ferro e tirar moldes, na esperança que toda esta agitação acelere o processo, mas N A D A . Entre ontem e hoje fiz mais duas saias, um top e estou a terminar um tapa-fraldas e capaz de ainda fazer mais um vestido, tudo isto entre caminhadas... Seja como for as minhas queridas sobrinhas , quando regressarem de férias terão uma surpresa a condizer .


Para que fique registado a miúda cá de casa diz que vai ser ainda hoje e sendo assim vou só ali e já venho, senão há uma garantia, de segunda-feira não passa mesmo. Até lá !

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Recordações da casa cor-de-rosa

Que segredos  e objectos se escondem dentro das tantas casas sem gente, aqui nesta tão velha cidade cheia de historia ? O meu gosto pelas coisas velhas, tralhas doutros tempos e surpresas doutros tempos já não e segredo para ninguém, mas se imaginassem como me sinto cada vez que vejo um prédio, que desde que me conheço estava abandonado, agora de portas abertas a ser esvaziado e esventrado , umas vezes directamente para as carrinhas dos "oportunistas" outras directamente para contentores....É o que está a acontecer a três ou quatro portas de mim. Sacos pretos gigantes a serem colocados no lixo e pela amostra de alguns semi rasgados deduzo que verdadeiros tesouros (para mim, por exemplo) possam lá ficar esquecidos. Só não arrisco uma incursão porque  a minha actual condição (32 semanas a recompor-me duma gastrointrite) não o permite....e se me doí a alma ! A ver se pelo menos ganho coragem de amanhã apanhar os ditos senhores e perguntar se posso ir dar uma espreitadela e pedir que me guardem uma ou outra peça de loiça ou algum móvel que vão mesmo acabar  por partir. Foi alias assim, que consegui uma poltrona /chaise longue lindíssima (que ainda está por recuperar/estofar). Por agora debrucei-me apenas, para trazer estes dois azulejos. Já se percebe que promete, não já?

domingo, 11 de maio de 2014

outros Carnavais ....

Hoje de manhã fomos fazer turismo no centro de Lisboa, sendo que havia um motivo para o bonito passeio: O festival da Máscara Ibérica , que terminava hoje e que tinha alguns desfiles que deviam ser bem curiosos. Estes são os gaiteiros de Viana do Bolo, na Galicia e posso garantir que foram um estrondo (sobretudo para os meus ouvidos) ! As imagens que se seguem são da nossa pequena, que sim usa do analógico mas também tem uma digitalzeca que usou ás cavalitas do pai, sem medos. Adorou já se está a ver e também adorámos as máscaras dos nossos caretos de Mirando do Douro e nem falo da gastronomia porque dela fugi.....

Fomos foi almoçar a uma tasca em pleno Rossio, very typical , mas que tinha uns pregos e umas bifanas e uns petiscos de chorar por mais. Não chorei e antes pelo contrário ri: é que aqui confesso que pequei e atirei-me a uma bica e a um pastel de nata como se não houvesse amanhã! E sim, soube-me a um pedaço de céu....

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sei o que fizeste Sábado passado #

A proposta era simples e aliciante, num dos nossos jardins e espaços preferidos :

Encontros no equinócio e no solstício - O puzzle do Jardim  

"No Jardim vai crescer uma pintura gigante e coletiva. O ponto de partida é pequenino e o ponto de chegada é surpresa! Peça a peça, cada um de nós vai criar pedaços de uma imagem, que irá encaixar no sítio certo, até chegar ao puzzle final. "

E por isso lá fomos nós , à ultima sessão, completar o dito puzzle. Vejam lá se percebem o que foi feito, senão perguntem-me ;-).  O analógico tem destas coisas, um pequeno atraso, que neste caso até foram apenas alguns dias . O que significa que as fotografias que se seguem são de minha autoria e tiradas com a dita Yashica , kitada .





Se gostaram,  esperem pelo dia 20 de Setembro, onde vai acontecer mais magia no Jardim . Quem se atreve a DESCOBRIR ?

terça-feira, 11 de março de 2014

Sombras de alguém

Que eu sou fascinada pela cidade de Lisboa, já muitos sabem. Que adoro perceber a sua história e os seus segredos, também já o disse por aqui. Que dava uma boa detective, talvez ainda não tinha revelado. Mas que adoro fotografia, não é surpresa para ninguém. A história dos negativos vem de algum tempo, como ele tem explicado um pouco por toda a parte , mas sempre que me passam pelas mãos fico arrepiada com as surpresas que acabam por ser reveladas. Esta fotografia é tudo isto. Linda, emana história(s), mas o mais impressionante é que o reflexo no espelho revela uma pista do lugar onde se situou. Sabemos, porque passamos por lá várias vezes e porque fica perto da nossa casa. Aquela fachada, aquele vão e os carris dos eléctricos dizem muito, só me resta ir procurar uma loja , com o chão em quadrados de pedra brancos e pretos , que um dia terá sido uma linda barbearia. Assim sim, tudo faz algum sentido.

Por outro lado e por curiosidade,  lembrei-me duma história que nos aconteceu há quase 10 anos, no regresso da primeira viagem que fizemos juntos a Amesterdão e que pode ser a chave para esta incessante procura e curiosidade, psicologicamente falando. É que a mala dele foi roubada  à porta de minha casa e lá dentro estavam todos os rolos e negativos da nossa aventura pelos Países Baixos. Será que eles andam por aqui ?Será que algum dia irão regressar ás nossas mãos?  Quero acreditar que sim, se não vamo-nos entretendo com o que já temos, que já tem pano para mangas e até eventos culturais históricos que esperamos em breve revelar !

segunda-feira, 3 de março de 2014

Antes que desapareça #

Não sou a primeira, nem serei a última, a falar e mostrar a beleza que algumas lojas de comércio tradicional ainda preservam e por agora se vão mantendo. Felizmente que na Baixa lisboeta ainda existem lindíssimas relíquias que estão a funcionar graças aqueles que ainda por lá passam e se vão abastecendo duma ou doutra forma. Sim, é importante que para isso entremos e compremos sejam sementes, conservas, carimbos, lãs e tecidos, papeis e canetas, bacalhau e frutos secos, luvas e chapéus, chás e cafés, e tantas outras coisas...



Aqui na Soares & Rebelo encontram tudo para o vosso jardim, quintal ou vaso, desde os pacotinhos de gramas ás toneladas. Fica ali mesmo numa esquina entre a praça da Figueira e o Rossio.  As fotografias são de minha autoria, em analógico (quase) como sempre.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A nossa primeira curta- animada

E uma pequena brincadeira, improvisada e sem ser nada pensada, feita ao sabor do momento, pelas mãos dum pai, uma mãe e uma criança de 4 anos, enquanto nos noticiários pediam para que a população não saísse de casa, sem termos dado pelo  lusco-fusco e pelo anoitecer, com muita risada e cantorias pelo meio, resultou numa pequena curta-animada que a todos nos surpreendeu...Também nós ficámos de boca aberta com o resultado. Esperamos que também vos consigamos fazer sorrir por breves minutos. Pisco o olho e até já !

 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

PLAY

Se não foram, deviam ter ido ! De 1 a 9 de Fevereiro decorreu no cinema São.Jorge o PLAY festival internacional de cinema infantil e Juvenil de Lisboa. A variedade era imensa e conseguimos ir a 3 sessões (dos 3 aos 5 anos), com os temas que mais interessavam: Mudar, Ser Diferente, Alimentos e Amizade. A sala estava longe de estar cheia e não serão os preços nem o estado do tempo desculpa para se perder uma oportunidade destas. Não entendo e pronto, depois não vão para lá chorar quando mais este fechar ou queixarem-se que não há programação cultural para as crianças....Houve curtas lindíssimas e que por aqui por casa não nos deixaram indiferentes e por isso aqui as partilho e guardo para memórias futuras. Agora tenho que ir, que só nos falta uma !

 
  tenho que acrescentar este, que foi mesmo um final feliz em grande !Tanto que neste momento estamos todos cá em casa a fazer a nossa própria curta ;-)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pequenos nadas

Sou uma pessoa que valorizo todos os mais pequenos pormenores do quotidiano, sejam eles palavras, frases, gestos, momentos e é por isso que hoje estou triste. Uma das minhas vizinhas velhotas, aquela que falava com os gatos e dava de comer aos passarinhos , mesmo tendo envelhecido extraordinariamente no último ano, sempre, mas sempre que me via à janela perguntava pela minha Laurinha. Queixava-se da solidão dos dias e do abandono por parte dos filhos e eu ficava sempre com o coração apertado do outro lado dos jardins que nos separavam. Já me tinha apercebido que a janela nunca mais se tinha aberto e até tive para ir lá tocar à campainha, mas não foi preciso...hoje percebi que ela já não mora ali. Mora uns andares mais acima, junto ás estrelas. A vida é feita destes pequenos nadas, mas são estas pessoas que a tornam grandiosa.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Inserir a moeda

Há coisas que simplesmente não têm explicação e o meu fascínio pelas lavandarias de moeda self service é um desses casos. Provavelmente é uma ideia romântica e até acredito que demasiado floreada, mas que me fascinam é um facto. Qual não foi o meu espanto quando numa das últimas caminhadas (receitada pelo médico após o almoço) aqui pelo bairro onde trabalho (que aliás tem  cada vez mais que se lhe diga) descobri uma destas Laundromat. É mínima , mas isso não interessa para nada,e em tons de azul, tem 3 tambores que não param de girar mais outros 4 a centrifugar, cestos de roupa molhada e outros já por passar, uma pessoa em pé e outra sentada. Os preços nem me pareceram absurdos (uma vez que felizmente o nosso clima não exige máquinas de secar em casa)  e para mim, só o facto de ali estar chega-me perfeitamente....


 
A ver se trago a máquina um destes dias para a juntar aqui à galeria de imagens, que aproveito para mencionar retirei do Pinterest. Tenho é que ver se convenço o chinês que está à porta ....

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Para melhor muda-se sempre?

Estamos em início de processo de mudança de casa, uma vez que a nossa renda está a tornar-se bastante cara  (com continuação de previsão de salários em atraso) e com a chegada de uma nova criança, não vai haver espaço para todos. E é aqui que começam todos os "problemas" ou vá questões ás quais me levam a colocar ainda mais perguntas... Por mim ia morar para o campo, onde havia espaço e mais liberdade de brincar na rua, onde se ia a pé ou de bicicleta para todo o lado e o carro só fosse preciso para as viagens, onde se viam as estrelas à noite e não se ouviam os barulhos da cidade, onde eu tivesse o meu jardim e um baloiço- Mas sobre  isto já estou farta de falar e segundo a outra metade da família isso é impossível e incomportável. Na verdade eu e as minhas irmãs herdamos um prédio, com pessoas lá dentro a pagarem rendas do tempo do outro senhor e com casas vazias abandonadas há 20 anos,a precisar de obras que custam o dinheiro que nós não temos. Seria necessário um pequeno investimento inicial mas que no fundo depois não seria preciso muito mais...A questão é que não é uma casa que eu adore e muito menos numa zona que me diga qualquer coisa. Adapta-mo-nos a tudo, é verdade e certamente tem muitas outras coisas boas, mas não são realmente aquelas com as quais me identifique. Depois começo a pensar que não estamos em altura de ser esquisitos e que temos que nos ajustar à realidade e ao que temos. Mas... Mas caramba eu adoro o bairro e a zona onde vivo, apesar de querer mudar para uma rua acima por causa do barulho nocturno ( que sim é um grande problema). Mas durante o dia é o melhor lugar para se estar e o que tem mais haver comigo. Não preciso de muitos luxos nem de passeios largos e planos, nem de centros comerciais, nem de gente pindérica, nem que o carro seja o centro das atenções. Preciso de jardins e parques infantis e comércio tradicional,  de mercados aos fim de semana e andar a pé para todo o lado,  de ver o rio e de ouvir os sinos das igrejas no fim do dia, preciso de gente diversificada e diferente, preciso que haja escolas ao lado de casa, preciso que haja uma piscina com natação para as miúdas,  das colinas, miradouros e esplanadas,  de vizinhos que se cumprimentem e se entre-ajudem, dos carris de eléctricos e de muitas árvores, ruas apertadas e becos, de uma churrascaria, uma peixaria, um talho, um restaurante de hambúrgueres, um chinês e um indiano a dois passos de casa, e de pão fresco, de sair à noite e vir a pé para casa. Pois, parece que estou muito bem mal habituada...tenho procurado coisas , para vender ou alugar mas ou ando a ver nos sítios errados ou simplesmente não há oferta nenhuma ( ou então são os meus valores que estão abaixo do mercado). Seja como for estou a viver mais um dilema que nesta fase do campeonato não precisava para nada e por isso gostava de saber se haverá por aí alguma luz que me mostre o caminho. Aquela coisa a que chamaram de treta dos astros tem a sua dose de razão...O que eu quero ,  o que eu posso  e o que eu devo é demasiado distante. Mas só eu sei o que me faria feliz...E se tivesse um pedaço e terra ou mesmo um jardim era o que bastava para puder ser em qualquer parte.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

faça chuva ou faça sol, divirtam-se !

Este fim de semana diz chove, mas não há motivos para os papás e as mamãs desesperarem, é que há uma data de coisas para fazer com as crianças, aqui pela cidade. Dentro e fora. A pagar ou até grátis. E como é no partilhar que está o ganho aqui deixo as sugestões para ficar toda a gente feliz! Há festival de música no CCB e mesmo ali ao lado há uma festa do património no Museu de Arte Popular.  Pelo jardim do Príncipe real e a praça da Alegria haverá um acto simbólico com o nome de a corda pelo botânico , quanto mais não seja, dá-se um passeio belo jardim ou então vão até à Gulbenkian onde por esta altura já se descobrem histórias e oficinas no CAM. Entre preguiçar um pouco mais em casa, que actividades e invenções também não faltam * e festas de anos de amigas nós já sabemos por onde vamos andar ou melhor, correr ...Não vale é ficar de braços cruzados e a desesperar porque para a semana a hora vai mudar !

* hei-de dedicar um dia a este tema, que aposto dará pano para mangas.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Lisboa Alternativa # o que tens que conhecer

 (enquanto me re.organizo das ideias um post que ficou pendente e que hoje depois de ver  uma reportagem ao almoço achei que não poderia ficar guardado por muito mais tempo)

Para memória futura aqui fica um lugar histórico que tem os dias contados. O Lavadouro municipal das francesinhas no Bairro da Madragoa que já viu bem melhores dias e certamente tecidos mais bonitos. Já pouco cheira a sabão clarim que deu lugar aos gatos de ruas que ali se escondem por debaixo do que resta dos alguidares abandonados doutros tempos. Os estendais estão vazios e enferrujados e quase todos os tanques estão vazios. Restam dois. Restam duas. Apesar de existir alguma informação no site da Junta de freguesia a verdade é que apenas a tia Olívia, já com 90 anos ainda bate e esfrega a roupa todos os dias. O resto já faz parte da história do lugar que foi oferecido ás varinas da Madragoa por D.Maria Pia em 1900. Diz-se que vai dar lugar a uma creche e a um centro de dia. Diz que é o único em Lisboa, mas já ouvi histórias doutros. Diz-se muita coisa, mas o melhor mesmo é irem lá espreitar enquanto é tempo e ouvirem o som da roupa a ser torcida na pedra e batida com um pau e o silêncio que o peso da história dum lugar que já era...

 

fotografias tiradas com Yashica Tl electro x + fuji200/val.06



sábado, 27 de julho de 2013

Apanhada na Ladra 1.0

Hoje é sábado, dia de feira da Ladra- que como já bem sabem, é um dos meus lugares preferidos para passear,  encher a vista e gastar algumas moedas. Estas fotografias foram tiradas na terça-feira passada, onde fui acompanhar a mãe que capotou, num passeio prometido e devido, com o bónus de ter a viagem ter sido feita (e registada em vídeo por ela) de mota, na minha mota . Sobre este blind date blogosférico prometo falar noutra altura, mas não hei-de acrescentar muito mais ao facto de dizer que quando estamos juntas é como se nos conhecêssemos desde sempre.   Pena tenho de ter sido uma visita de médico, mas o excesso de trabalho nesta altura condiciona-me os passeios extra-curriculares ...fica prometida nova investida lá para meados de Agosto, agora que o embate inicial já foi ultrapassado. Conversamos, rimos, trocamos ideias e impressões, recordamos outros tempos, vimos a caderneta da casinha, teve-se vergonha de perguntar o preço de tudo se bem que quando se começou a perguntar só lhe saíam verdadeiros tesouros- o taxímetro era espantoso e fantástico, mas 500 euros ...., trouxe mais alguns mapas, negativos para o rapaz, um frasco de vidro para a laranjada e ela ainda conseguiu um par de carimbos. Mas a sério, soube a pouco, temos ainda tanto que dizer e procurar...temos que lá voltar!



fotos tiradas com yashica TL electro x + fuji200/06 e protopan

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Fugir à rotina e (quase) de graça #

O título deste post poderia e deveria ser outro, aliás outros é que as hipóteses são tantas que não me consigo decidir pela melhor. Não é bem um guia, são sítios perdidos ou escondidos ou desconhecidos que quero partilhar e que acho que todos deveriam conhecer e visitar. Alguns podem mesmo deixar de existir ainda nesta vida e assim sendo aqui ficariam para memória futura. São recantos de Lisboa que vou descobrindo do nada, por acaso ou porque alguém já me passou o testemunho. O próximo lugar deveria ser um segredo que não deveria divulgar, mas é um lugar tão mágico e que me trás tão boas recordações já com duas décadas de história e que fica mesmo no coração da cidade. O cantinho das freiras no Chiado é em tudo especial sendo que a particularidade são os  almoços ,servidos por freiras num lugar de sonho. Mesmo em cantina, com tabuleiros e com escolhas limitadas que lembram em tudo o liceu, a esplanada é mesmo um pedaço de céu, na terra onde se descobrem "pecados" privados por todo o lado. Quando estudei nas belas-artes ia lá regularmente, depois tive demasiado tempo sem lá ir. Foi preciso um encontro imediato (que me revigorou duma maneira) para que agora passe a levar lá os meus blind-dates - mas só os que merecem tudo .Se puderem vão pelo menos uma vez , que até nem convém que muita aquilo tenho muita gente. Ámen.



O cantinho das freiras fica na Travessa do Ferragial nº1, serve almoços do 12-15h. 

As imagens foram tiradas com a Yashica TL electro X+ fuji200/06

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Indignação

Agora a sério...Quem daqui costuma comprar livros na livraria Sá e Costa que meta o dedo no ar. Pois....bem me parecia que costumam descer um pouco mais até à Fnac. Não é vergonha nenhuma, mas agora escusam é de ficar chocados. Já agora também há muitas papelarias, tascas, lojas de tecidos e retrosarias, alfarrabistas, sapateiros e marceneiros, charcutarias e lojas de cafés lindíssimas, históricas e nossas e mesmo aí ao lado, onde podem e devem comprar os vossos papeis e canetas e material escolar e carimbos, brinquedos, jornais e livros,  tecidos e linhas e botões e fechos, frutos secos e cafés e chás, beber uma cerveja e comer uma bifana, entre tantas outras coisas. Já bem basta a especulação e desequilíbrio imobiliário e económico. Somos nós que decidimos enquanto ainda há escolha.  Espreitem, entrem e frequentem estes espaços antes que seja tarde demais. Depois não digam que ninguém  vos avisou....