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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

(há greve) no Metro de Lisboa

Se há coisas que não entendo é: porque se fazem greves (funcionários) que só prejudicam quem (os utentes que agora e mais que nunca precisam de trabalhar) já deixou o dinheiro no bolso daqueles (os patrões) que supostamente deveriam ser os lesados e em vésperas de feriado...Para desanuviar, apreciem estas lindíssimas fotografias do Estúdio Horácio Novais (1930-1980) dedicadas ao metropolitano de Lisboa, num tempo que parece haver muito mais civismo, cuidado e respeito pelos espaços públicos.



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Bons velhos tempos

Sou uma saudosista. Há quem diga que seja uma negação duma realidade dolorosa, mas na verdade vibro com histórias e imagens dos outros tempos, onde parece que o tempo tinha tempo e fazia-se tudo com tempo. Olho com ternura para estas imagens, com apenas 60 anos de distância e vejo tudo aquilo que lhe falta agora: tempo.








Reportagem fotográfica de um nevão sobre Lisboa, nos anos 50, da autoria do Estúdio Horácio Novais, que pode ser vista na  Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Há dias assim


Hoje estou triste. Hoje só me apetece chorar. Hoje sinto-me paralisada de tanta raiva contida. Vou escrever e gritar silenciosamente para ver se descarrego os nervos. Tudo se resume a apenas isto: uma pessoa tenta pelas vias correctas, resolver, sanar, corrigir um erro que outra pessoa fez no passado, sem que ninguém na altura tivesse tomado as devidas providências e a única coisa que recebe é um esbofetear constante de má-fé, por parte de uma cambada de imbecis, mal-formados e ignorantes que afrontam seriamente a minha dignidade e inteligência. Como é possível que uma coisa tão simples, mas tão simples de resolver, para além de estar a levar uma eternidade e uma mão cheia de tostões, se pode ter tornado num labirinto de notificações atrás de notificações, de pedidos absurdos, de análises estrambólicas por parte duma cambada de mentecaptos que se empurram uns aos outros e que se atropelam numa série de leis que também já se atropelam umas ás outras. Como é possível que quando alguém só quer as coisas bem feitas, só lhe atirem pedras no caminho e sobretudo quando esse alguém , com todos os órgãos sensoriais no sítio certo , a funcionar na perfeição e até tem formação académica e profissional na referida área, só vê disparates, alguns demasiados graves, a serem feitos nas barbas desses seres burros e incompetentes. E até estou a ser moderada naquilo que realmente sinto…Estou chocada e profundamente desesperada com o grau de estupidez, mas sobretudo do poder que estes seres têm nas suas mãos. Como é possível que tudo o que quero fazer cumprir agora se esteja a virar contra mim, como? Como é possível que para crimes haja prescrições, mas que a mim, dona actual dum apartamento, cujo inquilino que há mais de 40 anos decidiu tornar a sua varanda numa marquise, sem avisar ninguém e sobretudo seu senhorio à altura, me obriguem a repor e a pagar multas pelo sucedido ???- repito, no tempo dos meus avós !!! Não há pior que ser vítima dum sistema que tudo vê, mas nada faz, excepto quando alguém se lembra de fazer o que deve ser feito…Choro de raiva e de frustração. Choro porque custa perceber que há por aí demasiada gente sem princípios, demasiado egoístas, demasiadas pessoas que lá porque a vida lhes corre mal descontam em tudo e todos os que se lhes cruzam no caminho, demasiada gente que só vê aquilo que lhes está á frente sobretudo se reluzir, pessoas más e que agem de má-fé. Choro porque me sinto inútil e porque as minhas armas não são as mesmas que as deles. Choro porque não sei mais o que possa fazer. Choro porque só queria agir pelo bem e agora vou pagar um preço demasiado alto pelos erros dos outros. Choro porque queria desistir, mas agora é tarde demais. Choro porque este mundo continua a ser dos xico-espertos , das pessoas com dinheiro ou com conhecimentos e cunhas. Choro porque, por mais (re)voltas e revoluções que se dêem, há coisas que nunca vão mudar, nem aqui nem em outro lugar. Mas quando as lágrimas secarem sei que vou continuar a acreditar que posso e devo continuar a acreditar que um dia, tudo será diferente e bem melhor.  

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

uns saiem para comprar, outros para gritar



Eu sei, muitas das vezes falo primeiro e só depois penso depois. Eu sei, não somos todos iguais. Eu sei, não se deve meter tudo no mesmo saco. Eu sei, não se deve generalizar. Mas não consigo, não estar profundamente indignada e chocada com aquilo que acabei de assistir- nota importante: sobretudo nos tempos que correm, que é para não me acusarem já de ser preconceituosa. Não, não me refiro á entrevista do PM, que nem preciso de ouvir para saber que vai ser mais do mesmo e onde basicamente ele só está a falar para se ouvir, em vez de falar para mim e todos nós. Eu sei, nem tudo o que parece é. Refiro-me a um acontecimento da moda, que está neste momento a entupir as ruas do centro da cidade e aqui do bairro. Desculpem mas para mim é demais. Eu bem sei que não vem tudo ao mesmo, eu bem sei que quem pode, pode. Mas eu  quero (aliás, preciso) mesmo  de acreditar que estes milhares de pessoas  que andam aqui a passear nas ruas, de copo na mão e sacos na outra, entrando porta sim porta sim,  não sejam aquelas que se queixam diariamente ,  linkam todas as horas os textos do momento, que só falam em sair daqui e que dizem que vão á manifestação de amanhã, são os mesmos. É que não podem-é que para além de não lhes ficar bem, não combina…. Eu sei, não devemos ficar fechados em casa a lamentarmo-nos de tudo. Eu sei, o dinheiro precisa de circular. Eu sei, as pessoas precisam de trabalhar. Mas estas megas produções, com disco jokeys porta sim porta não, com bebidas a 5 euros, com acessórios e pechisbeques que até podem ser o máximo mas pouco ou nada servem e são (mesmo) caros, servidos nestes tempos tão conturbados, mas sobretudo hoje, choca-me. Eu sei, só está aqui quem quer e nem todos estão ao mesmo. Mas custa-me passar o dia a ler notícias e comentários de pessoas que estão a (sobre)viver no limiar do que é aceitável e depois á noite  ver todo este (pseudo) glamour. Na mesma cidade, no mesmo dia. Eu sei, e espero que não sejam as mesmas pessoas. Se forem, para além de estar tudo explicado só digo: tenham vergonha. Mesmo que não sejam, sinto-me mal por assistir a tamanha desigualdade social. Eu sei, há coisas que não se devem comparar. Mas hoje calhou e caiu-me mal. É que para mim, viver numa sociedade em que é o tudo ou nada, onde uns têm tudo e outros quase nada, é para mim perturbador e inconcebível...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Lisboa tem,

Roupa de todas as formas formatos e feitios, estendida de em todo e qualquer lugar. 


 Todas as imagens são de minha autoria