Chegámos
ao fim do que parece sempre o mais longo mês do ano. Pensem lá um
bocadinho em tudo o que já aconteceu desde a noite do ano novo e digam
lá se não tenho alguma razão? Por aqui , Há já muito tempo que ando a
brigrar com ele. O tempo ( ah esse ladrão, que me está sempre a roubar
)....Se por um lado é sinal que ando muito mais focada em mim, por outro
não consigo dedicar-me a 100 % a tudo o que agora me apetece
experimentar e fazer. O outro lado bom desta renovação tem passado com o
tempo que passo a ver as vidas dos outros. Eliminei tudo aquilo que só
me trazia angustia , que no fundo não era nada que de interessante e
relevante e fiquei com as pessoas que fazem coisas que gosto e admiro e
com a qual sinto ligação. Os livros por exemplo. Ainda pensei em aderir
aquelas coisas dos hastags do livro por semana , ou dia , ou qualquer
coisa que o valha, mas não tenho disponibilidade nenhuma para o fazer
regularmente. Ando ao sabor do tempo (levou-me este dia tão bom e que
passou a correr), do meu tempo ( Já só o posso lembrar). Mas precisava de partilhar alguns livros e sobretudo uma ideia que virou um PACOTE - espreitem o site da prateleira de baixo para perceberem e aderirem a este desafio fantástico. Janeiro teve 4 semanas e mais uns dias , por isso hoje deixo 4 sugestões e desejos de livros - todos da Orfeu Mini- sugiro a ida à Baobá, livraria em Campo de Ourique, que para além de livros tem contadores de histórias aos fim de semana- cada um mais bonito que o outro e todos com uma história s linda s, que não consegui resistir a um ou dois. O pior é que parece que sempre que saio das livrarias com um, outra novidade vai de imediato para a prateleira...enfim, para o mês há mais !
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
poesia-me
Eu cá acho que as minhas filhas têm muita sorte....mas isso só saberemos daqui a alguns anos, quando lhes perguntarmos ! Posto isto, tenho a dizer que é uma sorte ser mãe nos dias que correm. Eu cá acho que tenho uma sorte do caraças....Confesso que tenho gostado muito ,de com elas assistir ás histórias nos museus e ás peças nos teatros, feitas para elas. O ano ainda agora começou e já delirei com a minúscula no Pantuta e fiquei encantada com a maiúscula no Poesia-me, ambos os espetáculos no São Luís mais novos. è sobre este último que quero deixar algumas palavras, sobretudo de agradecimento, por mim e (espero que) para elas. As futuras gerações, as minhas filhas. Poesia-me é uma série de encontros entre poetas e escritores e ilustradores e graúdos e miúdos que podem declamar, escutar e trocar ideias sobre poemas, palavras ou pensamentos. Parece-me uma forma muito inteligente de cativar a leitura dos mais novos e de os deixar curiosos sobre a arte. que é a Vida. Tudo isto rodeado de deliciosos cheiros e apetitosos sabores dum lanche poético. O primeiro encontro aconteceu sábado passado, com o Álvaro Magalhães. Aqui em casa deve ter sido um dos primeiros livros que comprei, sobretudo porque tinha ilustrações dum dos meus pintores portugueses preferidos, José de Guimarães. Os textos , não os tinha lido com atenção. E por isso agradeço de novo. Foi uma tarde mágica onde me senti mais próxima que nunca da Poesia e absolutamente encantada com os poemas que a Inês Fonseca e Santos, tão bem escolheu e leu. Trocar ideias com os mais novos, sobre os textos lidos, é uma aprendizagem encantadora e sobretudo uma lufada de ar fresco ás conversas chatas e pessimistas dos mais velhos. Ali tudo foi poesia. Tudo é ainda possível e só isso não é tão maravilhoso? Nada acontece por acaso e só o texto do programa ( que só li depois) já diria (quase) tudo.
A
vida é misteriosa(antes
e depois de ser breve, frágil, milagrosa).Quem
somos, de onde viemos, porque estamos aqui?Esquece
as perguntas, os mapas, as liçõese
atira-te ao que está a acontecerque
a vida não é para ser decifrada(o
que, de resto, não adiante nada),mas
para se viver.
(in
Poesia-me, de Álvaro Magalhães e Cristina Valadas, ed. Asa)
Mas quando se falou no "Ah, o amor..." e ouvi o "Esse ladrão " - O tempo é um ladrão que me está sempre a roubar - fiquei logo a suspirar por mais, muito mais. Fui eu quem fui logo a seguir comprar o livro para nós, para mim e só por isto valeu muito a pena. Eu não me canso de agradecer, espero que elas, as minhas filhas percebam a sorte que têm. Agora que já vos convenci só têm que esperar até ao dia 18 de fevereiro , que é quando vai acontecer a segunda sessão. Até lá , não desesperem leiam, muito . Aconselho a Biblioteca Alvaro Magalhães.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
Bibliotia
Chamei-lhes caderno da gratidão, ainda se lembram ? Eu nunca mais me esqueci...foi o primeiro de muitos giveaways que fiz ao longo de este ano, enquanto estava a mil, cheia de ideias para fazer com as miúdas e sobretudo à procura de (agora sei) mim. E de (agora sei) algum colo. Neste caminho sinuoso ( agora sei) perguntam-me se consigo nomear as minhas qualidades e fico genuinamente atrapalhada, porque só consigo responder que sou uma boa observadora e generosa. E se me falam em crianças, dou o que não tenho mas que crio e invento. Dou tudo e mais alguma coisa. e agora, nas minhas idas diárias ao IPO toda eu anseio para que este meu dom consiga pelo menos levar , não só a minha sobrinha, mas as outras crianças que já me procuram para ouvir-me a contar as histórias dos livros, a algum lugar especial , longe dali dos bichos maus. Há pelo menos mais uma fã assumida dos meus livros e outra que timidamente também percebo que gosta de me ouvir. Foi por isso que decidi usar os cadernos de gratidão - que só podiam estar à espera deste momento- como um género de passaporte dos livros. É que a pequena C. pediu-me para ficar lá com o Nicomedes e para hoje levar o Pato? Coelho? Assim encontro uma forma engraçada de controlar quem fica com o quê....Também fiz um carimbo estrela, que é a estrela do caderno e que serve para elas pontuarem o livro. Quantas mais estrelas , mais gostaram da história. Assim eu assumo-me como uma bibliotia itinerante e elas para além das histórias, ganham um caderno só delas para encherem de estrelas e desenhos e tudo o que lhes apetecer ! Agora vou ter que ir ali organizar as folhas do origami e as máscaras para o dia das bruxas que lhes vou deixar para fazerem. vitória vitória, acabou-se esta história !terça-feira, 25 de outubro de 2016
A tia mágica *
Todos os minutos que me restam entre a minha própria terapia, as minhas filhas e as rotinas de uma casa e duma vida, agora são dedicados à minha pequena sobrinha que finalmente iniciou ou tratamentos contra o bicho mau. (Ele é grande, mas ela é maior !) . Agradeço a vossa preocupação , mas entendam que agora é o nosso tempo. O tempo de lhe oferecermos todo o colo e mimo e amor e alegria e boas energias e muito muito riso. Tudo o resto não queremos de todo. Sendo que pedir para serem dadores de sangue é sempre uma ajuda.... As borboletas foram um sucesso , muito maior que imaginei. Agora dão cor aos seus dias e seguem-na para toda a parte e sobretudo até lhe dão voz quando julgamos que ela não queria falar: - falta aqui a azul ! Sou a tia que conta historias e faz borboletas e coroas, e leva marionetas, e inventa contos , e enche balões que aparecem nas histórias , e aperta os narizes que libertam sons, que leva raspanetes da enfermeira por andar a correr com a menina no corredor (sim, tinha toda a razão...não levava o cinto posto-shame on me), que só consegue ver luz e cor num sítio que todos achamos que é triste . Nada disso ! Somos nós que colorimos as nossas vidas, com riso e brincadeira. É tanto disso que fala este livro. É tão curiosa e tão apropriada a todos nós mães e pais. No final ela riu-se e é só isso que importa.
* termo especial inventado pela minha salvadora mais que tudo
terça-feira, 18 de outubro de 2016
O Amor salva !
Passavam muito tempo juntos. Ela adorava fazer-lhe cócegas nas
orelhas e jogar às escondidas. Ele gostava de lhe contar histórias
secretas da floresta e de lhe soprar suavemente nas antenas.
A minha sobrinha mais nova está doente. Com aquela doença de nome feio e que deixa todos os que sabem, constrangidos e incomodados, tristes e indignados, ansiosos e desconsolados, mas sobretudo muito revoltados. Não era para menos, mas como estamos a falar da gigante C. vai correr tudo bem. É que sabem, eu acredito mesmo que ela vai ficar boa, porque tenho a certeza que o Amor cura. Agora é preciso criar uma rede de colo e mimo infinito, para ela, para os pais , para as irmãs e para todos nós, que a amamos acima de tudo. Sim, acima de ti bicho-feio ! xôooooo !!!! É Estar e brincar com ela, à grande e à Tiense ( á moda da tia) onde só há lugar para o improviso e a palhaçada. Por isso, agora é a hora de tornar todos os sonhos reais. Cada instante, de cada vez. Percebi que lhe arranco grandes gargalhadas com a minha forma criativa e divertida de contar histórias, ou como diria a minha irmã: para quê os doutores palhaços quando tens a Tia M.!? E hoje , assim à pressa lembrei-me duma linda história, sobre a amizade, a união, a generosidade . Sobre aqueles que julgamos mais frágeis , mas que conseguem mover montanhas. Sobre os bons amigos que são como as estrelas....nem sempre os vemos, mas sabemos que estão sempre lá. Vai ser uma história para ela, que espero os pais oiçam. Levo um urso e algumas borboletas que fiz em origami ( ver o tutorial aqui) . Depois vamos pendura-las num ramo, para lhe alegrarem e personalizarem o espaço, que já sei está carregado de boa gente. Mas....não há como a nossa casa, os nossos e se depender de mim ela terá disso todos os dias !
A minha sobrinha mais nova está doente. Com aquela doença de nome feio e que deixa todos os que sabem, constrangidos e incomodados, tristes e indignados, ansiosos e desconsolados, mas sobretudo muito revoltados. Não era para menos, mas como estamos a falar da gigante C. vai correr tudo bem. É que sabem, eu acredito mesmo que ela vai ficar boa, porque tenho a certeza que o Amor cura. Agora é preciso criar uma rede de colo e mimo infinito, para ela, para os pais , para as irmãs e para todos nós, que a amamos acima de tudo. Sim, acima de ti bicho-feio ! xôooooo !!!! É Estar e brincar com ela, à grande e à Tiense ( á moda da tia) onde só há lugar para o improviso e a palhaçada. Por isso, agora é a hora de tornar todos os sonhos reais. Cada instante, de cada vez. Percebi que lhe arranco grandes gargalhadas com a minha forma criativa e divertida de contar histórias, ou como diria a minha irmã: para quê os doutores palhaços quando tens a Tia M.!? E hoje , assim à pressa lembrei-me duma linda história, sobre a amizade, a união, a generosidade . Sobre aqueles que julgamos mais frágeis , mas que conseguem mover montanhas. Sobre os bons amigos que são como as estrelas....nem sempre os vemos, mas sabemos que estão sempre lá. Vai ser uma história para ela, que espero os pais oiçam. Levo um urso e algumas borboletas que fiz em origami ( ver o tutorial aqui) . Depois vamos pendura-las num ramo, para lhe alegrarem e personalizarem o espaço, que já sei está carregado de boa gente. Mas....não há como a nossa casa, os nossos e se depender de mim ela terá disso todos os dias !
os "comprimidos" são mágicos e são para os pais tomarem em caso de emergência. A ver se despachamos os pensamentos maus todos e lhes adoçamos a alma. Para que saibam , o bicho é grande, mas a C. é muito maior ! Tomáaaaa
O urso caça borboletas
Susanna Isern & Marjorie Pourchet
O urso caça borboletas
Susanna Isern & Marjorie Pourchet
OQO editora
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Medo e Utopia e tantas , mas tantas outras coisas.
Nada acontece por acaso e se vinha aqui falar de livros infantis ,e sonhos ,e vontades ,e coisas que aconteceram este fim de semana em Óbido no Fólio, e coisas que queria que acontecessem na minha vida, acabo por falar naquilo que não queria, que habita em mim e que pelos vistos se relaciona com tudo isto: o Medo e a Utopia. Por isso começo do fim para o princípio. Um artigo que acaba de esbarrar nos meus olhos e que ...touché ! "O revisor diz-nos que a viagem entre o Rossio e Óbidos durará cerca de
duas horas. E eu penso, que a minha outra viagem, aquela que me trouxe
até aqui, durou uns vinte anos. Quando cheguei a Óbidos não era bem eu,
era mais um estilhaço daquilo que devia ter sido." E é isto que também sou: um estilhaço. aliás muitos estilhaços. demasiados. E é também tanto isto "E ela, que
também fez a viagem de Lisboa até lá, conta-me que se cansou de ter
medo. Que o nascimento da filha a fez pensar que queria viver num sítio
mais tranquilo, onde não andasse sempre com medo de não ter tempo. Um
sítio onde pudesse ser freelancer e deixar de ter medo de perder o
emprego. E eu penso, a caminho de um festival literário, cujo tema é a
utopia, que se calhar essa é a utopia da nossa geração: Não ter medo". Medo, muito medo. Tanto que comprometeu a minha vida e a minha felicidade por demasiado tempo. Quase 40 anos de alguém que quase sempre não fui eu. E estou farta. E quero tanto mas tanto deixar de ter medo. Para finalmente ter a coragem de viver tudo aquilo que mais quero e que afinal não é assim tanto. Em Óbidos, no Fólio e na galeria de arte onde estava a Pim!, onde ainda por cima há sempre aquela Alegria em reencontrarmos aqueles tão bons e importantes amigos- aqueles que já deixaram de ter medo- nossos e sobretudo da nossa maiúscula, emocionei-me com a Utopia dos textos do Afonso Cruz , sobre o qual queria conseguir falar. Mas também ele me tira as palavras do coração, quando escreve naquelas lindíssimas paredes brancas: Quanto tempo leva uma pessoa a crescer até voltar a ter a felicidade da infância? e o tapete do chão quando diz: Não sei se o mundo está preparado para ouvir o que as crianças têm a dizer. Eu estou. Quero é conseguir sair daqui e para conseguir ter a tal felicidade prometida e que me é devida. Para isso há alguns livros dele para as crianças ToDos, que são simplesmente geniais e que nos mostram esse espanto filosófico da vida que as crianças têm, mas que vamos perdendo quando crescemos ( cheios de medos) .Estes 3 são imperdíveis !
O ideal mesmo seria voltar a ser uma criança... Tem piada que nunca deixei de ser utópica e sempre achei que fosse isso que me estivesse a comprometer. Mas o que queria dizer é que
talvez seja por tudo isto que cada vez mais só me apeteça estar entre crianças.Ao menos elas não me julgam. É um dar e receber imediato. E foi numa contadora de histórias que me imaginei e vi feliz. Já que não os consegues ilustrar, nem escrever, Conta-os ! E é isso que já vou fiz na escola da maiúscula e vou fazer na sala da minha minúscula, porque é assim que se começa. Os caminhos para ser feliz sempre lá estiveram. Agora é questão de quando deixar de ter medos , avançar. E tu, já estás preparado?
O universo é horrível e injusto.
A perfeição
Não existe. Por mais que procuremos
ela foge como o horizonte .
E nós vamos sendo felizes e isso é perigoso.
Não há nada mais perigoso que ser feliz.
Era importante que nos irritássemos,
que nos desassossegássemos,
que exigíssemos,
que nos inquietássemos,
que lutássemos,
por um mundo melhor, em suma,
que fossemos menos felizes.
mais preocupados.
Ou seja:
se fôssemos um pouco mais infelizes,
seríamos todos muito mais felizes.
( Afonso Cruz in PIM! 2016)
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
3 em 1
Claro que ando por aqui....Não são só elas que recomeçam . Eu também (re)começo. E parece que hoje começa o Outono. Ops. Fiquemos por aqui e partilhemos das coisas boas e bonitas do momento. 3 livros. um para bebés. outro para crianças . e outro para adolescentes. todos paras adultos. Todos deslumbrantes em história e em imagens. Aconchegem-se lá com os vossos filhos e sejam sempre felizes.
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
Sugestões para miúdos e graúdos
Não, ainda não fomos de férias....Sim, ainda têm tempo de adquirir estas belíssimas sugestões para miúdos e também graúdos, mais e menos criativos, mais e menos divertidos, se entreterem nestes belos fins de tardes e até noites de Verão. OK os dois de cima se calhar fica para quem passa férias em casa dos avós, onde há material tipo tesouras e cola e tintas e isso, mas os dois de baixo até para a praia se podem levar. Eu como em modo revival espero ter companhia para riscar muitos deles !
segunda-feira, 18 de julho de 2016
sugestões de leitura para as férias dos mais novos
Bem sei que uns já foram , outros estão, mas a maior parte nós só pode (nós infelizmente devido à logística de escola e avós) ou prefere (?!) ir em Agosto...Mas o que me trás aqui até é uma publicação pós feira do livro , que agora vai é servir como sugestão(ões) de leitura para a pequenada ler nas férias. Da minha listadesejo
acabei por eliminar alguns ( por não serem ainda certos para a idade da
miúda cá de casa) e dediquei-me a investigar os livros do dia e
sobretudo os manuseados ( ahcoisamailinda). Uns saíram como novidade na feira, outros foram uma bela e surpreendente novidade para mim. E são estes ( entre um e outro que comprei para mim? eheheh. E é isto. Leiam livros, façam muitos desenhos, façam novos amigos e escrevam postais aos vossos amigos, façam castelos na areia, dancem na água, contem quantas estrelas consigam, baloicem em ramos, corram e pulem e arranhem-se no mato, mergulhem em riachos, cantem ao por do sol e riam-se muito. isto vale para todo !!!! Ah e boas férias !
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Mamã
Não me vou perder em palavras. Vou apenas dizer que este é um livro emocionante e belíssimo, donde não apetece sair (o colo e o mimo nunca são demais) . Também ele é de poucas , mas certeiras, palavras, aliás poesia, que acompanham as deslumbrantes ilustrações da argentina Mariana Ruiz Johnson. Não há nada mais intenso que a maternidade e esta é uma linda obra de arte e uma homenagem ao Amor de Mãe. Devia ser assim tão simples.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Dia internacional do Livro Infantil
Amanhã comemora-se o dia internacional do livro infantil, mas como ao fim de semana não ligo o computador, deixo já hoje as minhas sugestões, quer dizer, listas de desejo dos livros que queria quero muito para as minhas filhas e para mim também. Na verdade comemoramos este dia todos os dias, é que histórias e ilustrações bonitas fazem das nossas noites e dias e vidas muito mais felizes.
Para a maiúscula (6 anos)
para a minúscula (quase 2 anos)
Volto em breve, para partilhar as ilustrações, pelas quais ando completamente apaixonada, de outros dum rapaz que aqui já falei e dum outro que acabei de descobrir e que tal como a Julie Morstad , me deixou absolutamente deslumbrada.
terça-feira, 22 de março de 2016
Ideias luminosas ( da série #tenhounsamigoscomumtalentodocaraças )
Fazia-me falta (desde sempre) uma luz de cabeceira. Mas como não havia mesa, nem espaço, nunca me dei ao trabalho de procurar uma solução que me servisse. Mas havia a melhor das cabeceiras....a própria da parede/estrutura em madeira que separa a zona de dormir, do espaço de arrumar/vestir e foi só quando a Ana (a mulher do meu primo) me perguntou onde poderia comprar fio de algodão, para fazer um candeeiro como este, que se fez literalmente luz ! Claro que era mesmo isto e claro que lhe pedi logo para me fazer um e claro que ficou maravilhoso e claro que acho que ela vai mesmo ter que fazer mais.
...Finalmente posso ler, deitada na minha cama , histórias para ela...Ela e eu e a gata, agradecemos . Por falar em histórias, andamos a ler alguns contos populares portugueses - Consigleri Pedro, mas acho que vou já desistir de ler mais (vende-se)...São demasiado cruéis, desadequados e sobretudo desajustados da nova/nossa realidade social e vidas, tal como até já tinha pensado há cerca de 3 anos atrás. Voltei a eles, porque imaginei que agora ela já teria outra maturidade para ou ouvir, mas afinal sou mesmo eu que não estou preparada para o género. Ops.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Livros infantis # Lista de desejos ( das miúdas claro)
A minha nossa paixão por livros infantis já não é novidade para quem por aqui passa. Desde que a maíuscula deixou de ser bebé, que mesmo antes de dormir, lhe contamos uma história , ou mais quando nos sabia a pouco. Depois ela começou a pedir para ficar com mais dois ou três livros para ver e agora já começa a fascinar-se por ela própria começar a entender as letras e as palavras. Quando a minúscula nasceu, deixei de ser eu a contar-lhe as histórias. Passou a ser o pai. Curioso..agora quando sou eu a ler-lhe (aliás são os únicos livros que actualmente leio) parece que me volto a encantar cada vez mais com as histórias e o mais curioso é que ela agora também as percebe de formas tão diferentes. É nos livros que tantas vezes procuro tentar ajuda-la a compreender ou ultrapassar alguma situação mais delicada. Nem a proprósito há agora um livro que merece a nossa atenção e que vai merecer um post só para ele. Já o disse aqui ou aqui, mas ali no Nheko a Alexandra ainda diz melhor. Há muito que me mantenho afastada das livrarias, talvez depois de ter perdido a cabeça (aliás a carteira) na última feira do livro e na feira do que o livro pode, mas por isso a lista dos livros que gostava(mos) mesmo de ter, não pára de crescer ...Ah e também porque há a Amazon cheia de livros que dificilmente serão traduzidos para português, e jogos e coisas perigosamente deslumbrantes para a conta duma mãe demasiado....infantil . No bom sentido claro !
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Sobre a morte #livros infantis ( para todos)
Aqui estão eles. Dois livros que abordam, aquele tema tabu, que ninguém gostaria ter que falar ( sobretudo a crianças, como diz na peça o Miguel Fragata) : a morte, mas com naturalidade, com sensibilidade, sem camuflar a sua importância ou aligeirar a dureza do mesmo. Tudo é dito sem dizer. São livros de uma beleza incrível e que nos podem ajudar a aceitar que a morte é uma inevitabilidade e que por isso mesmo temos é que viver esta vida com tudo aquilo a que temos direito. São pois livros sobre a vida, com o melhor que ela tem: Felicidade, experiência, aprendizagem e herança, amor e família, onde os dias de despedida tristes e cinzentos se pintam de luz. São livros cheios de poesia e sentimentos, sobre a realidade que afinal não é infinita nem eterna, contados com imensa delicadeza. Afinal, estes sentimentos de dor, tristeza, amor e saudade fazem parte das nossas vidas, "só" precisamos é de aprender a lidar com eles. São livros para crianças, mas tenho a certeza que vão emocionar muitos adultos, que se vão rever tanto nestas relações com os nossos próprios avós. Não tenho qualquer vergonha em dizer que a mim, me fazem chorar.
O Anjo da Guarda do avô, por Jutta Bauer da Gatafunho + A Avó adormecida, por Roberto Parmeggiano e João Vaz de Carvalho da Kalandraka
Quis a vida e o mistério da morte, que enquanto escrevo e organizo o post, que a minha querida amiga, com o qual estava a falar precisamente sobre isto que é o mistério da nossa "hora", recebesse a mais triste das notícias, que o seu avô
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
A importância de ensinar, nem que seja a brincar
Crianças têm mais capacidade de ver o mundo sem preconceitos e
julgamentos do que os adultos. Essa habilidade de entender o novo e o
diferente faz com que a gente tenha muito a aprender observando os
pequenos. Afinal de contas, o mundo existe para ser explorado!
Eu ainda não consegui perceber se é tão linear assim. As crianças não aceitam bem todas as diferenças e a sua inocência , tão pura , rapidamente pode pode ser confundida com alguma crueldade. A chamada verdade pura e dura. Para o bem e para o mal. Muito porque ainda não têm filtros é certo, mas que vão magoando, vão. Eles dizem o que vêem e o que vêem são pessoas com olhos tortos, ou gordas, ou anãs, ou sem cabelo, ou coxas, ou que falam diferente, ou que têm uma cor diferente, ou que agem de forma diferente, os simplesmente são diferentes. Explicamos que nas diferenças é que está a beleza da vida, mas bem sabemos que nós próprios na maior parte das vezes queremos é ser iguais a todos os outros. Pelo menos em fases das nossas vidas- estou a lembrar-me da adolescência. Mas isso tem outro nome, insegurança e falta de amor próprio. E isso ensina-se em casa e deveria ser desde cedinho. Mas infelizmente não é assim, por todas as razões e mais alguma. E depois é o que se vê nos recreios das escolas. Cada vez mais cedo e cada vez com maior agressividade. Acho que não estou a exagerar. Não só nas escolas públicas, onde existem precisamente mais crianças diferentes, mas nas privadas também ( com outros requintes de malvadez). Isto da consciência das diferenças até foi um assunto que já aqui vim desabafar, mas agora são os relatos que vou ouvindo, que me deixam incomodada e , como sempre, com vontade de agir. É que os miúdos gozam absolutamente com tudo, até com aquilo que nem tem motivos para ser gozado. De repente sou transportada para há 20 anos atrás quando fazia e coordenava campos de férias e onde dedicava a minha pesquisa e imaginação a criar jogos para fazermos em grupo. A ver se vou revirar a papelada e sobretudo arruma aqui as gavetas de cima é que por incrível que pareça , agora é muito mais difícil pesquisar.... é tanta mas desinformação, tanto lixo que temos que levar pelo meio....Não, não quero vídeo jogos, nem vídeos virais , nem aplicações de isto ou aquilo....Também não quero que seja preciso ir tirar mais um ou dois cursos superiores para conseguir ajudar , por meio de jogos simples e práticos, a "explicar" que as diferenças existem (género, raça, religião, forma, formato e feitio) e que deveriam ser respeitadas. A brincar, que no fundo elas são crianças e já perdem demasiado tempo a trabalhar que nem os crescidos. Para depois ter outra tarefa ainda mais difícil, que é chegar aos adultos, da escola e tentar dizer-lhe que até podiam fazer isto e aquilo , assim de vez em quando, sem grandes recursos ou custos. Acho que não estou a exagerar, pois não? Enquanto vou investigando e recolhendo informações deixo aqui uma lista de livros ( a maior parte deles não existe em Portugal, mas existem em português do Brasil) que parece milagrosamente me passou pela frente ( ok, isto do excesso de informação nem sempre é mau, dá é só muito mais trabalho). São os 13 livros infantis para ensinar a importância dos direitos humanos às crianças.
Eu ainda não consegui perceber se é tão linear assim. As crianças não aceitam bem todas as diferenças e a sua inocência , tão pura , rapidamente pode pode ser confundida com alguma crueldade. A chamada verdade pura e dura. Para o bem e para o mal. Muito porque ainda não têm filtros é certo, mas que vão magoando, vão. Eles dizem o que vêem e o que vêem são pessoas com olhos tortos, ou gordas, ou anãs, ou sem cabelo, ou coxas, ou que falam diferente, ou que têm uma cor diferente, ou que agem de forma diferente, os simplesmente são diferentes. Explicamos que nas diferenças é que está a beleza da vida, mas bem sabemos que nós próprios na maior parte das vezes queremos é ser iguais a todos os outros. Pelo menos em fases das nossas vidas- estou a lembrar-me da adolescência. Mas isso tem outro nome, insegurança e falta de amor próprio. E isso ensina-se em casa e deveria ser desde cedinho. Mas infelizmente não é assim, por todas as razões e mais alguma. E depois é o que se vê nos recreios das escolas. Cada vez mais cedo e cada vez com maior agressividade. Acho que não estou a exagerar. Não só nas escolas públicas, onde existem precisamente mais crianças diferentes, mas nas privadas também ( com outros requintes de malvadez). Isto da consciência das diferenças até foi um assunto que já aqui vim desabafar, mas agora são os relatos que vou ouvindo, que me deixam incomodada e , como sempre, com vontade de agir. É que os miúdos gozam absolutamente com tudo, até com aquilo que nem tem motivos para ser gozado. De repente sou transportada para há 20 anos atrás quando fazia e coordenava campos de férias e onde dedicava a minha pesquisa e imaginação a criar jogos para fazermos em grupo. A ver se vou revirar a papelada e sobretudo arruma aqui as gavetas de cima é que por incrível que pareça , agora é muito mais difícil pesquisar.... é tanta mas desinformação, tanto lixo que temos que levar pelo meio....Não, não quero vídeo jogos, nem vídeos virais , nem aplicações de isto ou aquilo....Também não quero que seja preciso ir tirar mais um ou dois cursos superiores para conseguir ajudar , por meio de jogos simples e práticos, a "explicar" que as diferenças existem (género, raça, religião, forma, formato e feitio) e que deveriam ser respeitadas. A brincar, que no fundo elas são crianças e já perdem demasiado tempo a trabalhar que nem os crescidos. Para depois ter outra tarefa ainda mais difícil, que é chegar aos adultos, da escola e tentar dizer-lhe que até podiam fazer isto e aquilo , assim de vez em quando, sem grandes recursos ou custos. Acho que não estou a exagerar, pois não? Enquanto vou investigando e recolhendo informações deixo aqui uma lista de livros ( a maior parte deles não existe em Portugal, mas existem em português do Brasil) que parece milagrosamente me passou pela frente ( ok, isto do excesso de informação nem sempre é mau, dá é só muito mais trabalho). São os 13 livros infantis para ensinar a importância dos direitos humanos às crianças.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Caderno das respostas
Talvez o que ainda me prenda ao facebook é a ligação a pessoas que me interessam (com as quais vou aprendendo qualquer coisa) e a informação que circula (entre essas pessoas que interessam). Do resto tenho-me vindo a desligar e infelizmente por vezes chegam-me aos olhos coisas que não precisava nem queria ver, muito por parte desta interligação universal. Enfim. Foi então um feliz acaso, ter percebido que ia acontecer qualquer coisa , pelo bairro, num dia em que fazia frio e vento e chuviscava e até entretinha as crianças. Depois foi perceber que era sobre um dos nossos temas preferidos, num sítio que queríamos muito conhecer. O que um livro pode, na rua das gaivotas 6 ( um espaço do Teatro Praga ). UaU. Foi reencontrar os senhores que já me conhecem da feira do livro ( que engraçado), por detrás de todas aquelas guloseimas, das quais tinha jurado não me aproximar depois do desvairo, precisamente na feira do livro deste ano. Foi coincidir com a apresentação flash de muitos livros, com muitos dos ilustradores que tanto admiro- não estão bem a ver as minhas borboletas na barriga, ai se eu soubesse tinha levado a biblioteca atrás para me autografarem todo, todinhos. Foram as lindas ilustrações expostas na parede, assim só por elas. Foram as ilhas onde as crianças podiam brincar e pintar e desenhar e colar e encaixar e brincar e ilustrar ( e ligar e desligar o interruptor- desporto preferido da minúscula). E depois as novidades e as boas surpresas. Prometo regressar com as listas de desejos, mas tenho que falar dum caderno : Caderno das respostas: que ( tal como aqueles típicos dos bebés) tem a particularidade de registar os pensamentos das crianças dos 3 aos 10 anos, precisamente em cada uma destas etapas da sua vida. Não tenho a certeza se este saudosismo é um sentimento típico português, mas quem não tem curiosidade em olhar para trás e perceber quem éramos, como éramos, o que fazíamos e de que e quem gostávamos, o que nos fazia feliz ou do que tínhamos medo...Escrever com eles o que pensam à medida que vão crescendo, juntamente com algumas actividades lúdicas bem giras ( como desenhar a planta da nossa casa como se fosse um mapa), também pode ser uma forma de os conhecermos e ajudarmos ainda melhor.
Eu por exemplo tenho lá em casa uma miúda de 6 anos, acabada de entrar na primária e que ( já?!) anda em modo adolescente. Neste momento só Quero mesmo acreditar que ela vai confiar em mim para a ajudar a encontrar as suas dúvidas,medos e inquietações. É que " as perguntas são só o ponto de partida.
Eu por exemplo tenho lá em casa uma miúda de 6 anos, acabada de entrar na primária e que ( já?!) anda em modo adolescente. Neste momento só Quero mesmo acreditar que ela vai confiar em mim para a ajudar a encontrar as suas dúvidas,medos e inquietações. É que " as perguntas são só o ponto de partida. terça-feira, 3 de novembro de 2015
Livros e rasgar e colar e arrancar e voltar a arrumar
Ando fascinada com livros, para elas ( e sim também para mim) que muito infelizmente não há por cá, mas que rapidamente chegam cá. A única parte chata, é que para isso tenho que os comprar, em vez de me sentar no chão das livrarias e bibliotecas, com elas a folhear. Mas este é um dois em um. Quem não gosta de rasgar e colar? Ainda por cima "criam-se" animais. perfeito !
Não gosto de revelar toda a magia, mas aqui é inevitável. Ora espreitem esta delícia para a pequenada. Entretanto chegaram os livros com as ilustrações da Julie Morstad, mas para eles preciso de tempo....são ainda mais lindos do que já aqui mostrei.
A look inside “Paper Zoo,” an activity book by Oscar Sabini from Princeton Architectural Press on Vimeo.
Por falar em livros colagem, que se ainda por cima se podem fazer em casa, não resisto em partilhar este projecto, dum denominado #quietbook, que acho tão maravilhoso, que se não fosse eu detestar fazer e coser coisas em miniatura ( porque não consigo desligar das minhas imperfeições) até me aventurava num.....quem sabe....cada vez que ela coloca mais uma página terminada o meu entusiasmo aumenta!
A look inside “Paper Zoo,” an activity book by Oscar Sabini from Princeton Architectural Press on Vimeo.
Por falar em livros colagem, que se ainda por cima se podem fazer em casa, não resisto em partilhar este projecto, dum denominado #quietbook, que acho tão maravilhoso, que se não fosse eu detestar fazer e coser coisas em miniatura ( porque não consigo desligar das minhas imperfeições) até me aventurava num.....quem sabe....cada vez que ela coloca mais uma página terminada o meu entusiasmo aumenta!
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Que mais me passou ou anda a passar ao lado ?
Não minto, mas tenho vergonha. Não minto que só agora conheci este projecto , depois de o ter visto aqui na prateleira-de-baixo .É mesmo por isso que tenho vergonha, por só agora o ter conhecido, sobretudo quando estive num curso de arquitectura ( tantas, mas tantas perguntas que me faço....) Juro que fiquei sem palavras, talvez ainda combalida por estes reality checks vs fantasmas do passado, mas também pelo mar . Continuo a engolir em seco quando percebo que também há um filme do Godard (não me digas que até o tenho lá em casa...) , ainda por cima tem uma música absolutamente linda e que agora que também me faz soluçar. Inspiro e respiro.
Inspiro, expiro, respiro e continuo a descobrir o Livro. Parece-me tudo mais que perfeito.
[...]
O escritor chamado Malaparte
escolheu um lugar dessa ilha
(a ilha que se chama Capri)
para construir a casa onde melhor escreveria.
Como tinha mau feitio,
depressa dispensou o arquitecto Adalberto
e a casa foi crescendo, sem ordem nem projecto,
com os materiais que ali havia.
Rochas, mar, horizonte, solidão.
[...]
A colecção «Casas com nome» pretende reunir um conjunto de casas exemplares, arquitecturas paradigmáticas do século XX, revisitadas através de uma dimensão literária e imagética. Apesar de contarem histórias reais, os livros são habitados por casas que ganham vida própria: casas que são máquinas, casas que são sonhos, casas que são dentro e casas que são fora. Casas que são gente.
O primeiro livro da colecção — «A casa do senhor Malaparte» — conta a história de uma casa especial construída na ilha de Capri e das ligações desenhadas entre o arquitecto, o cliente, o mar e o horizonte
Mas se as meninas e os meninos querem suspirar comigo, sugiro que ainda vejam este vídeo publicidade a uma marca de roupa, que mostra ainda como esta casa de 1937 mais parece é do(um) futuro . reeenhauuuuu......ah pois é....
[...]
O escritor chamado Malaparte
escolheu um lugar dessa ilha
(a ilha que se chama Capri)
para construir a casa onde melhor escreveria.
Como tinha mau feitio,
depressa dispensou o arquitecto Adalberto
e a casa foi crescendo, sem ordem nem projecto,
com os materiais que ali havia.
Rochas, mar, horizonte, solidão.
[...]
A colecção «Casas com nome» pretende reunir um conjunto de casas exemplares, arquitecturas paradigmáticas do século XX, revisitadas através de uma dimensão literária e imagética. Apesar de contarem histórias reais, os livros são habitados por casas que ganham vida própria: casas que são máquinas, casas que são sonhos, casas que são dentro e casas que são fora. Casas que são gente.
O primeiro livro da colecção — «A casa do senhor Malaparte» — conta a história de uma casa especial construída na ilha de Capri e das ligações desenhadas entre o arquitecto, o cliente, o mar e o horizonte
Mas se as meninas e os meninos querem suspirar comigo, sugiro que ainda vejam este vídeo publicidade a uma marca de roupa, que mostra ainda como esta casa de 1937 mais parece é do(um) futuro . reeenhauuuuu......ah pois é....
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Sobre o desconhecido e o medo
Parte deste post já o tinha escrito há uns dias, quando o maldito facebook , resolveu mostrar um post dum amigo de um dos meus amigos ( não falo da dita coluna do lado direito que está sempre a dizer o que fazem e deixam de fazer, que essa já desactivei há muito tempo) de carácter amargurado ,cheio de ódio e revolta, mas também xenófobo e racista. Fiquei ainda mais chateada , quando depois de fazer queixa, o facebook achar que ele não estava ser assim tão incorrecto. Ok a política da "liberdade " de expressão não obedece à declaração universal de direitos humanos, como sou tão "ingénua". Esteve aqui a arrefecer ideias, até que hoje descobri um livro especial...
Não sou a pessoa mais informada do mundo. Também tive péssimos professores de história e a dada altura estudar ,para mim, era só uma obrigação, onde o importante era decorar e ter boas notas . Como consequência sou uma inculta. Mas tenho a meu ver algo muito mais importante e valioso, aos dias e aos acontecimentos históricos actuais, tenho educação e sobretudo valores. Universais. Respeito. Dignidade.Liberdade. Porque sou ignorante, não julgo raças, cores, religiões, políticas. Acredito que todos somos diferentes, mas nascemos iguais . Não preciso de respostas para tudo, é um peso demasiado grande para uma vida tão curta, aliás porque não há verdades absolutas. Tenho consciência que o mundo é gigante e tem de tudo, em toda a parte. tudo e de todos. Por toda a parte. Para além dos jornais e telejornais nacionais, que já desisti de ver porque são todos demasiado sensacionalistas e sobretudo tendenciosos, existem as redes sociais e a "informação" voa a uma velocidade tão demasiadamente rápida que na maior parte das vezes as pessoas nem lêem o que partilham, ou partilham o que não interessa nada em ler. E por detrás dela, onde no fundo podemos ser quem quisermos, porque nos conseguimos esconder em anonimatos cobardes, somos confrontados com tudo e mais alguma coisa, sem filtro dizem uns de dedo orgulhoso e outros sem filtro rigorosamente nenhum na linguagem e sobretudo no pensamento. Sempre existiram estas pessoas, não sou assim tão ignorante, mas agora estão por todo o lado , mesmo quando não fazem parte das nossas vidas e círculos e ás vezes é mesmo impossível não ficar indiferente. Por ser tão perigoso entre gente adulta, custa-me horrores ver perfis de crianças assim à beira de tanta desinformação e só espero que isto daqui a um par de anos já tenho mudado, ou eu tenha forças e lucidez para o conseguir explicar à minha mais velha. Dói e dá medo, aquilo que vejo a passar e se na maior parte das vezes tento ignorar , por dentro fervilho. Não é por mim, mas pelo futuro. Pelas minhas filhas. Quero tanto acreditar que lhes estou a dar as ferramentas necessárias para se tornarem pessoas bem amadas, conscientes, respeitadoras, tolerantes, felizes, seguras , generosas, educadas, empáticas , curiosas e sonhadoras. Tenho consciência que é das tarefas mais difíceis ( e sim arrisco a dizer ingratas) que tenho que construir todos os dias e que isso envolve tempo, dedicação e Amor. Por isso invisto o que posso e com o que posso. Ainda não vi o livro, e espero não estar enganada, mas tem tanto e tudo a ver com os dias que correm, que não resisto e acho que vou já buscar um para nós. Volto já.
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Não sou a pessoa mais informada do mundo. Também tive péssimos professores de história e a dada altura estudar ,para mim, era só uma obrigação, onde o importante era decorar e ter boas notas . Como consequência sou uma inculta. Mas tenho a meu ver algo muito mais importante e valioso, aos dias e aos acontecimentos históricos actuais, tenho educação e sobretudo valores. Universais. Respeito. Dignidade.Liberdade. Porque sou ignorante, não julgo raças, cores, religiões, políticas. Acredito que todos somos diferentes, mas nascemos iguais . Não preciso de respostas para tudo, é um peso demasiado grande para uma vida tão curta, aliás porque não há verdades absolutas. Tenho consciência que o mundo é gigante e tem de tudo, em toda a parte. tudo e de todos. Por toda a parte. Para além dos jornais e telejornais nacionais, que já desisti de ver porque são todos demasiado sensacionalistas e sobretudo tendenciosos, existem as redes sociais e a "informação" voa a uma velocidade tão demasiadamente rápida que na maior parte das vezes as pessoas nem lêem o que partilham, ou partilham o que não interessa nada em ler. E por detrás dela, onde no fundo podemos ser quem quisermos, porque nos conseguimos esconder em anonimatos cobardes, somos confrontados com tudo e mais alguma coisa, sem filtro dizem uns de dedo orgulhoso e outros sem filtro rigorosamente nenhum na linguagem e sobretudo no pensamento. Sempre existiram estas pessoas, não sou assim tão ignorante, mas agora estão por todo o lado , mesmo quando não fazem parte das nossas vidas e círculos e ás vezes é mesmo impossível não ficar indiferente. Por ser tão perigoso entre gente adulta, custa-me horrores ver perfis de crianças assim à beira de tanta desinformação e só espero que isto daqui a um par de anos já tenho mudado, ou eu tenha forças e lucidez para o conseguir explicar à minha mais velha. Dói e dá medo, aquilo que vejo a passar e se na maior parte das vezes tento ignorar , por dentro fervilho. Não é por mim, mas pelo futuro. Pelas minhas filhas. Quero tanto acreditar que lhes estou a dar as ferramentas necessárias para se tornarem pessoas bem amadas, conscientes, respeitadoras, tolerantes, felizes, seguras , generosas, educadas, empáticas , curiosas e sonhadoras. Tenho consciência que é das tarefas mais difíceis ( e sim arrisco a dizer ingratas) que tenho que construir todos os dias e que isso envolve tempo, dedicação e Amor. Por isso invisto o que posso e com o que posso. Ainda não vi o livro, e espero não estar enganada, mas tem tanto e tudo a ver com os dias que correm, que não resisto e acho que vou já buscar um para nós. Volto já..
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Momento obrigada Universo # ilustrações que salvam tudo
Ontem, a propósito da pesquisa que fiz sobre o autor do livro em questão, descobri um blogue mágico. E dentro dele, um maravilhoso e quase infinito mundo novo. Já se sabe que sou meio que obcecada por livros para crianças, histórias e ilustrações, por isso acho que se consegue perceber porque fico sem palavras , a contorcer-me na cadeira, a suspirar e cheia de vontade de ficar horas e horas e horas a devorar cada uma destas lindíssimas ilustrações- que constam nalguns livros que não resisti em encomendar logo (aguenta carteira) pela Amazon (que por acaso me irrita um bocadinho)- da minha nova ilustradora preferida do universo Julie Morstad. Também me dá vontade de fugir, de ir ter com as minhas miúdas e brincar com elas, e correr pela floresta fora, e rebolar na areia, e apanhar um avião para uma cidade nova, e enfiar-me numa loja cheia destes livros e adormecer à noite na cama só com uma lanterna debaixo dos lençóis até me doerem os olhos .Sou uma privilegiada... é que os meus sonhos são tão ou mais poderosos que a realidade. E fazem me feliz. Tal como um simples abraço e um Obrigada. Mais disto e menos de tudo o resto !!!
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