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quinta-feira, 20 de junho de 2013

de olhos em bico

É oficial, quero todos os livro de costura japoneses que existem ...Quanto mais procuro, mais encontro e está a tornar-se um verdadeiro quebra-cabeças a escolha, aliás a decisão que este e este e este outro ainda não podem ser. Primeiro porque não tenho dinheiro, depois porque ainda não tenho assim tanta experiência nas costuras, falta-me ainda tempo e uma tradutora (se bem que os livros, passo-a-passo, conseguem ser espectacularmente bem ilustrados e sobretudo depois de ter descoberto neste blogue esta série maravilhosa). Mas a vontade em aprender e construir mais já se apoderou de mim e agora ninguém me pára (nem pare, sff). Há também a questão dos tecidos a que hei-de regressar brevemente, pelos quais me perco diariamente, mas aos quais já consigo dizer, agora (ainda) não...O pior vai ser quando chegar o primeiro livro de para raparigas crescidas-que já vem a caminho. ops
Se puderem folheiem estes para perceber o que quero dizer e se quiserem mesmo contribuir para a minha felicidade já sabem o que podem oferecer:


 Tenho a certeza que voltarei a este tema outra e outra vez...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

A Hora da estrela

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

E a partir de hoje vou matar saudades de ti, Clarice Lispector....Numa inesperada e excitante novidade mesmo aqui ao pé de mim....Depois conto tudo.

terça-feira, 5 de março de 2013

Uma História aos Quadradinhos

Quando a minha avó morreu ninguém se chateou. Quando a minha avó morreu não precisei de partilhar a sua manta de retalhos com mais ninguém. É só no verão que me cobre a cama e é como se voltasse a estar com ela, na cama azul de ferro, no quarto das flores rosas, no fundo do corredor da sua casa, a ouvir todas as suas histórias... Ainda no outro dia falava dos livros de crianças pouco memoráveis e no entanto descobri o mais valioso de todos, pois toca-me no sítio certo de tão pessoal, bonita e simples que é. A Manta....

Já repararam no quadrado azul com os frutos rosas e laranjas ? era dum vestido da minha tia ....

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pesadelo cor-de-rosa

Já uma vez aqui tinha falado na confusão que me faz ler histórias supostamente dirigidas a crianças. A serio que não entendo a treta do medo, das bruxas que roubam crianças, fazem-nas prisioneiras e até as querem mesmo comer, das princesas que só querem é casar, dos pais que abandonam os seus filhos, dos príncipes que dão beijos na boca e logo a seguir viveram felizes para sempre, das invejas e ganâncias, das histórias que eles querem continuar a ouvir e deveriam ter ficado enterradas no tempo dos Reis e Rainhas (daqueles a sério) ou mesmo na pré-história. Mas depois há os outros, os de agora que têm ilustrações lindíssimas mas cujo conteúdo ou é imperceptível , ou é simplesmente desadequada para as crianças que são esponjas ! Sinceramente tem sido demasiado difícil escolher bons livros para a minha filha (e não que me encha as medidas a mim) e isso considero preocupante. As ilustrações são super importantes mas deveriam acompanhar uma história, um texto, com princípio,  meio e fim , com cabeça tronco e membros e sobretudo simples. Para quê complicar ? É que nem 8 nem 80...Não é preciso haver finais felizes nem histórias complexas, mas também não se querem frases soltas nem morais muito rebuscadas. Por agora são apenas crianças e têm o mundo todo à sua frente e o devido tempo para perceber a complexidade que é ser-se adulto. Talvez esteja a ser injusta ou então os livros que folheio são de facto para crianças mais crescidas, mas então há uma lacuna para crianças com 3 anos que já percebem tudo e querem saber tudo e se o problema for só meu gostava mesmo que me mostrassem que estou errada. Sei que lá em casa,  para além de alguns contos populares que  me foram contados, só tenho prazer em mostrar-lhe e contar-lhe três ou quatro livros e histórias. São histórias do mais simples que pode existir e sem serem rebuscadas têm das mensagens mais importantes, positivas e bonitas que se desejam. A árvore generosa e  o  Meu balão vermelho.  Se tiverem reclamações ou boas sugestões façam o favor de me importunar .

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Se eu tivesse tempo #

Lia sem interrupções, lia do princípio ao fim sem que entre um e outro se passassem demasiados meses ou mesmo anos...

Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
por não estarem distraídos de Clarice Lispector
a tradução é português do Brasil, mas isso agora pouco ou nada interessa ....<3

sábado, 1 de dezembro de 2012

Pela estrada Fora





Memory and dream are intermixed in this mad universe, isso ou o efeito das drogas que é bem capaz de ser o que estraga (digo eu) a genialidade destes senhores, da geração Beat. Diz que as fotos são do poeta Allen Ginsberg. Já o livro do Kerouac é um mito que só agora me apercebi existir em filme. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Histórias com tempo: 1800


Esta é a Alice. Reza a história que no dia 4 de Julho de 1862, Charles Dogson, ou melhor Lewis carroll convidou as três filhas do seu amigo Liddell - Alice, Lorina e Edite - para um passeio de barco no rio. Durante o passeio, como já era hábito sempre que estavam na companhia de Lewis, Alice pediu-lhe que contasse uma história para entreter as irmãs. Lewis começou a contar a história à medida que ia remando ao longo do rio. Fez três tentativas para que a história terminasse mas as meninas não o permitiram e iam pedindo para que continuasse. Quando a história terminou já passava das oito da noite e com ela findou também o passeio de barco dos quatro amigos. Antes de se deitar, nessa mesma noite, Lewis escreveu toda a história tal como a tinha contado a Alice e às suas irmãs. Chamou-lhe Alice Debaixo da Terra. Só dois anos mais tarde, em 1864, é que a tornou a ler e é nesta altura em que eventualmente lhe terá oferecido o livro: Alice no país das maravilhas. Nem a propósito é a surpresa que espero fazer ainda neste Natal, à geração5.0 da nossa família. Não digam a ninguém.

 já agora o deliciem-se com o primeiro filme : Alice in Wonderland

domingo, 6 de maio de 2012

Nem tudo são livros

Não há dinheiro, mas há muitos livros, e cores, e letras, e histórias, e cores, e sons e cheiros com fartura!




 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Nostalgia, ou a negação dum presente doloroso

Eu era um sujeito então perseguido pelas nostalgias. Sempre tinha sido, e não sabia como me livrar da saudade para viver tranquilamente.
Ainda não aprendi. E desconfio que nunca vou aprender. Mas pelo menos já sei uma coisa valiosa: é impossível se livrar da memória. Você não pode  livrar -se daquilo que amou.
Isso tudo vai estar sempre com a gente. Sempre vamos desejar recuperar o lado bom da vida e esquecer e desnutrir a memória do lado mau. Apagar as perversidades que cometemos, desfazer as lembranças das pessoas que nos magoaram, eliminar as tristezas e as épocas de infelicidade.
É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez, para a nossa sorte, a saudade possa se transformar, de uma coisa depressiva e triste, numa pequena faísca que nos impulsione para o novo, para nos entregar a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas será diferente. E isso é o que todos procuramos todo dia: não desperdiçar a vida na solidão, encontrar alguém, entregar-nos um pouco, evitar a rotina, desfrutar a nossa parte da festa.

Pedro Juan Gutiérrez, em “Trilogia Suja de Havana”