Mostrar mensagens com a etiqueta Não me importava de viver aqui. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Não me importava de viver aqui. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de novembro de 2016

Sombras de Alguém ( parte mil e qualquer coisa)

Há que confiar mais no primeiro instinto . Foi isso que fiz depois de vasculhar uns quantos negativos, numa imensidão deles ( vamos esquecer por momentos aquele saco igual cheio dos filmes super8), muitos catalogados - quem não ficaria entusiasmada com URSS 1979, China 1981, Vietnam 1991, RDA 1983, Peru 1986, entre outros), mas muitos mais em rolo, ainda por revelar...Foi amor à primeira vista e foi a conjugação das estrelas que fez com que o espólio de alguém muito interessante, ficasse todo nas minhas mãos. Quer dizer, nas mãos do Sombras de Alguém. Será preciso muito tempo para conseguirmos digitalizar centenas de histórias , aliás História, por isso é melhor ficarem atentos.  Senão vejam bem estes tesouros ( de apenas 2 rolos)  que preciso já partilhar....


Se já me fascina o que poderá por estar por trás da história destas pessoas, enquanto procuro talvez um pouco de mim - (ah como a arquelogia me ficaria tão bem) - não se imagina o comovida que fico , quando descubro que para além de serem pessoas certamente interessantes, tiveram uma vida do caraças....(ah como a inveja me fica tão mal)


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Casa-Mãe ( momento obrigada Universo)

No meu instagram apareceu-me um novo e lindo café , que só depois percebi era na nossa cidade e melhor ,que sendo no bairro vizinho , se vai num pé e vem noutro. Como sou curiosa e precisava de sair de casa , precisamente para tomar cá, lá fui eu conhecer o Hello Kristoff - que não só soa ,como parece mesmo um lugar saído duma qualquer cidade norte europeia. Simples e lindo e claro que um pouco já visto, mas nem por isso deixou de me deslumbrar. Sobretudo porque lá consigo falar em português com os empregados ( aqui vai a minha critica ao copenhagen cofee ) que ainda por cima são super simpáticos e nada a armar - das poucas mas ultra importantes coisas que aprecio mesmo. Mas a parte mesmo boa é que lá existem revistas para ler e eu lá peguei numa ou duas. E depois comovi-me , muito. 
 

Comovi-me por tantos motivos, mas sobretudo porque encontrei uma revista com um nome lindo, uma capa linda e uma linda revista, cheia das coisas mais importantes e belas que percebo agora fazem tanto sentido. CASA-MÃE .A revista é um compilação das pessoas que colaboraram neste lindo projecto de recuperação duma velha casa num lugar que só pode ser mágico. Assim, sim. Isto era o queria fazer e faz sentido para mim enquanto arquitecta e criadora e apaixonada pelas nossas artes intemporais e manuais. E fico imensamente feliz por um projecto assim ter tido a coragem de deixar de ser um sonho para se tornar real.E por outro lado imensamente triste porque queria tanto conseguir ser ou fazer algo precisamente assim- e não sei se vou a tempo, mesmo que já o consiga verbalizar: quando for grande, quero ser artesã. Cada história,  corresponde a uma parte de quem contribuiu com a sua arte para fazer parte desta casa-mãe. Alguns obviamente que já conhecia e seguia, por isso cada página que passava me enchia mais de vida. É a isto que se chama Amor e paixão, não é? O Vasco, o Ricardo Lopes ( meu professor de roda e que é uma inspiração) , o Mestre Zagalo, a Sul, a Lona, a Companhia portugueza do chá, e todos os outros que fiquei encantada de conhecer como a circulo ceramics, os ladrilhos santa catarina, a MizeteNielsen....Mas se estão encantados como eu façam o favor de ir comprar a revista/livro, que eu já tenho a minha e não me apetece largar. Também me apetece cada vez mais seguir o meu sonho de vez e ir tentar aprender tudo o que consiga e possa. Começo para a semana a Cerâmica, mas também não me importava nada de trabalhar a cestaria ou mesmo a madeira. Mas sim, um passo de cada vez e o mais importante e assustador parece que já dei. Finalmente reconstruir-me e ser feliz !

 

Agora o sonho é conseguir ir conhecer e viver este lugar que tem tudo para ser muito especial ( Faço anos em Novembro e logo a seguir é o Natal, não me importo que se juntem e juntem tudo. Obrigadinha)
 

domingo, 25 de setembro de 2016

Pasta e (não) Basta (!!!)

Hoje, como diria a minha maiúscula, foi o melhor dia da minha vida ! Sim , percebo que achem estranho. Não, ainda não consigo explicar. Mas isso agora não interessa nada. O que interessa é que hoje assisti a um dos mais belos espectáculos da minha vida. Eu e a maiúscula. Quem sabe o que estou a falar e que não conseguiu bilhete que se prepare, pois tenho a dizer que perderam o imperdivel...Pasta e basta ( infinitos corações) no São Luís Mais novos.  Sim, chamem-me nomes, eu própria me chamei quando assim que recebi a newsletter há meses atrás, comprei imediatamente o bilhete- isso e porque li na mesma frase Miguel Fragata e Afonso Cruz ( mais infinitos corações) + experiências culinárias em família. Juro. A chegada ao jardim de Inverno onde nos lavaram as mãos ( quanta honra) , pediram que escolhêssemos entre 3 tipos de massa  e por fim nos deram uma parte rasgada dum postal (festival Todos) que era o nosso bilhete, uma parte dum puzzle que indicaria o nosso lugar na sala. Um jardim de inverno ainda mais lindo (e aquela luz....ai a nossa luz) com mesas de madeira corridas, bancos corridos , uma estrutura leve de iluminação e fios ( onde estava o dito postal suspenso), no centro uma cozinha improvisada onde já fervia água nas panelas e cheirava a terra e mar e ar e vida. Na nossa mesa um saco de sêmola de trigo, ovos e água e uma máquina de fazer massa. Juro.  Adorei. e sabiam que adorar significa levar à boca ? Todos os minutos foram mágicos. A história, as histórias,  os cheiros e os sabores. O aquecimento e o relaxamento. A mão na massa ( milhões de infinitos corações) a nossa de alfarroba, porque afinal íamos fazer massa de chocolate com sabor a mar (opa....mais corações). Amassar. estender. farinha.  passar na máquina. estender. rechear. cortar. farinha sempre farinha. partilhar.escutar. fazer. limpar. pôr a mesa. as mesas. sentar. desfrutar. comer. deliciar. se fizéssemos bem a massa iríamos ter uma bela refeição, senão a nossa massa não estivesse lá muito bem feita a refeição não ia ser tão boa....repetir .ouvir e rir. limpar e dançar. ouvir e rir até a loiça partir. sorrir e opá....não podemos repetir? Saímos de estômago, mas sobretudo de coração cheio. Queremos mais ! quero mais ! Pasta nunca é demais !!! Obrigada 

as fotografias foram tiradas com o meu telemóvel, mas dá para perceber que foi um verdadeiro momento obrigada universo, não dá?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Não me importava de trabalhar e/ou viver aqui #

Quando tirei o curso de arquitectura de interiores todos diziam: ah sim ...decoradora queres tu dizer. Não , não era de todo isso que queria dizer e nem foi essa (nunca) a vertente do curso, mas deixemos essa ensombrarão onde está . Já hoje confesso que hoje até me tinha dado jeito. Sobretudo depois de saber os preços que os ditos decoradores cobram só pelo projecto, a faltar os preços (demasiado) exorbitantes daquilo que é mesmo bonito e sobretudo depois de me pedirem para fazer um trabalho flash baseado nas " tendências " do pinterest ( isto sou só eu a ser má língua). Enfim, tudo para dizer que me  fartei de encontrar coisas maravilhosas e que se me pagassem só para fazer isto, até  nem me importava nada . Também não me importava nada de ter um quarto tipo estes aqui....


Bom fim de semana. Fui !

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Se (só) dependesse de mim , aprender seria sempre ....colorido!

Tudo começou com esta fotografia, que me apareceu através da página de facebook da Trienal de Arquitectura de Lisboa. Depois todo o desassossego que é isto da escola primária, mais duas coincidências : um artigo , do pediatra delas, que fala precisamente sobre o paradoxo que é para os pais criar hábitos de estudo , e outro artigo, que me enviou a mãe da BFF da maiúscula, que esteve a passar o fim de semana cá em casa ( aliás até a brincadeira que elas tiveram, de brincar ás escolas , me deixou de novo reticente sobre aquilo que de facto elas estarão a absorver da escola. No fundo uma era a professora e a outra era uma aluna, havia uma tabela de comportamento com sorrisos e elas basicamente passaram o tempo a dizer cala-te este, cala-te acoloutro, vais levar nota na caderneta, vou telefonar aos teus pais, blablablaba ou seja o resumo que elas fazem da escola é dos comportamentos e não da aprendizagem. isto quer dizer qualquer coisa não quer ? não estou com macaquinhos no sótão pois não? ), enfim, e o resultado foi todo um dia de trabalho perdido (confesso). Na procura de informação sobre este método de desenvolvimento da lógica da matemática. O método Cuisenaire (a sorte que eu tenho em perceber francês...)
O método consiste nestas barras coloridas e é Engenhoso, pois envolve memória visual, memória auditiva e memória tátil. Muito eficaz se a criança aprendeu o passo-a-passo das etapas que constituem o método. Ou seja, é óptimo mas envolve conhecimento e entrega dos pais. Ou seja, tenho uma nova missão que já começou . As peças estão encomendadas, as fichas de apoio em averiguação- para mim, para entender maneira de explorar o método,  e os 24 vídeos, muito simples e elucidativos a ser lentamente processados. Há medida que vou investigando, apercebo-me do admirável mundo novo que é o homeschooling, ou a variedade de correntes de ensinos e métodos que existem pelo mundo fora e lamento que por aqui, não haja alternativa. Uma escola de cada não conta. e professores que dizem que seguem esse método também não. Falo em formas de estar na vida ( como um todo), faço-me entender ? É neste momento que sinto o peso da idade e do tempo, que já passou, e lamento me por só agora perceber que de facto há alternativas, que podem resultar muito melhor que as convencionais, ou pelo menos que se ajustem melhor aquilo que somos.. Tiram-me do sério ter que escolher entre coisas menos más e não entre boas escolhas,  os dados adquiridos e  o temos pena mas as coisas são mesmo assim ( este sentimento português tão redutor e que nos torna tão resignados e acomodados) . Entristece-me o processo de crescimento escolar que nos vai empurrando a todos para o mesmo lado, sem nos deixar crescer e ter a maturidade certa para escolher entre as (afinal) infinitas possibilidades ( que só sabemos que existem se tivermos a sorte de ter uns pais de mentalidade aberta e que não tenham medo de nos deixar voar). Lembrem-me de ensinar ás minhas filhas que , desde que trabalhem por isso, ser viajante é uma opção como outra qualquer. Enfim. o tempo não pára e eu também não. Por isso e enquanto a caixa não chega e eu vou exercitando o método , sou capaz de fazer uns rectângulos coloridos em feltro, é que a miúda tem andado preocupada  (ninguém merece mas uma criança muito menos) por não conseguir fazer o numero do dia, que no fundo é encontrar somas que resultem no número dia (28) e acho que com isto a posso ajudar - pelo menos a ficar entusiasmada em vez de frustrada

a primeira foto é daqui e a ultima é dum leilão do ebay que ainda estou a namorar. Este post está cheio de links "escondidos" nas palavras sublinhadas e a bold. Façam o favor de as usar e abusar!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Não me importava de viver aqui #

Eu não sou os outros, mas ás vezes bem sei que sou. Não gosto lá muito das coisas formatadas, repetições, cópias e no fundo mais do mesmo, mas na verdade sou uma mulher, cheia de sonhos e desejos e curiosa, e que passa o dia em frente ao computador e que ainda por cima sou artista arquitecta. É inevitável que as coisas que nos vão invadindo os monitores tenham algum tipo de impacto e até de influência naquilo que também vamos partilhando, não é? Tipo isto, das casas de sonho, que bem sei não é novidade. Na verdade nunca foi, mas antes havia revistas que comprávamos, recortávamos e colávamos em folhas e cadernos e diários, nossos. Por isso prefiro pensar nestas minhas "rubricas" ( outra ideia importada) como os meus recortes pessoais, que sim são iguais a tantos outros. E agora tive um flash dos meus cadernos forrados com recortes da revista Bravo.... Adiante que isto agora não interessa nada. A casa é gigante por fora . Não precisava de tanto. Mas depois tem  lago nas traseiras ( ou será à frente) e campo até perder a vista. Não precisava de tanto.  Tem alguns vizinhos. Disso preciso. Tal como preciso de luz , de tectos altíssimos, de várias salamandras, de um corredor gigante que dê para andar de patins e skate, de baloiço pendurados nos quartos e paredes brancas . Caraças, é mesmo esta...
 



as imagens foram retiradas do post original que pode e deve ser visto Aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Que mais me passou ou anda a passar ao lado ?

Não minto, mas tenho vergonha. Não minto que só agora conheci este projecto , depois de o ter visto aqui na prateleira-de-baixo .É mesmo por isso que tenho vergonha, por só agora o ter conhecido, sobretudo quando estive num curso de arquitectura ( tantas, mas tantas perguntas que me faço....) Juro que fiquei sem palavras, talvez ainda combalida por estes reality checks vs fantasmas do passado, mas também pelo mar . Continuo a engolir em seco quando percebo que também há um filme do Godard (não me digas que até o tenho lá em casa...) , ainda por cima tem uma música absolutamente linda e que agora que também me faz soluçar. Inspiro e respiro.




  Inspiro, expiro, respiro e continuo a descobrir o Livro. Parece-me tudo mais que perfeito.

[...] 

O escritor chamado Malaparte
escolheu um lugar dessa ilha
(a ilha que se chama Capri)
para construir a casa onde melhor escreveria.

Como tinha mau feitio,
depressa dispensou o arquitecto Adalberto
e a casa foi crescendo, sem ordem nem projecto,
com os materiais que ali havia.

Rochas, mar, horizonte, solidão. 
  


[...]  

A colecção «Casas com nome» pretende reunir um conjunto de casas exemplares, arquitecturas paradigmáticas do século XX, revisitadas através de uma dimensão literária e imagética. Apesar de contarem histórias reais, os livros são habitados por casas que ganham vida própria: casas que são máquinas, casas que são sonhos, casas que são dentro e casas que são fora. Casas que são gente.  

O primeiro livro da colecção — «A casa do senhor Malaparte» — conta a história de uma casa especial construída na ilha de Capri e das ligações desenhadas entre o arquitecto, o cliente, o mar e o horizonte


Mas se as meninas e os meninos querem suspirar comigo, sugiro que ainda  vejam este vídeo publicidade a uma marca de roupa, que mostra ainda como esta casa de 1937 mais parece é do(um) futuro  . reeenhauuuuu......ah pois é....

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Paixão arrebatadorra

Há dias assim...Em que temos a sorte de nos cruzarmos com a pessoa certa à hora certa, neste caso com o blogue certo à hora certa. Daqueles que dá vontade de bater na senhora de tão irritantemente espectacular que é. Daqueles que nem dá vontade de partilhar porque queremos que o tesouro fique só para nós. Com as imagens perfeitas, nos lugares perfeitos, onde todos os pormenores são perfeitos e são sobretudo um espelho de tudo aquilo com que vais sonhando e mais que tudo desejando para ti. Essas pessoas existem mesmo, as histórias também, os lugares, os momentos, os sabores, as cores, os detalhes, tudo aquilo que imaginas pode ser real. E é isso que me deixa estupidamente roída de inveja , ao mesmo tempo que fico embevecida e apaixonada por cada fotografia e momento. Se eu pudesse , era ali que gostava de ser e estar.... o que na prática significa que imagens como estas, sonhos e vontades vão por aqui aparecer muitas mais vezes, tantas as que forem precisas até eu própria conseguir chegar lá. Ao meu lugar. que poderia tão , mas tão bem ser simplesmente este(s). Um lugar no campo e outro na praia. Ali vou ser (tão) feliz.

   créditos imagens : Beth Kirby

domingo, 20 de abril de 2014