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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ainda é Verão e já estou deprimida

Este título não me tem saído da cabeça desde que cheguei de férias e percebi que não estou bem. Comigo mesmo. Ando há que tempos a adiar o inevitável, com esperança que tudo se componha e não passe de mais uma "fase", mas na verdade continuo só a esconder a porcaria debaixo do tapete. E logo eu que sou super organizada e limpinha. Para se perceber a dimensão da minha tontice eu queria era vir aqui hoje falar sobre o primeiro dia de escola de cada uma das minhas filhas, que deveria ser anunciado com toda a popa e circunstância e fotografia a condizer com a(s) sua(s) felicidade(s) e que me devia chegar para ser tão feliz. Sim, tenho umas filhas fora de série e uma sorte do caraças. Por isso prometo que vou escrever tudo direitinho em cada um dos seus cadernos, para que mais tardem recordem como são especiais e como tornam estes dias supostamente especiais , em dias iguais a todos os outros, sem necessidade de espalhafato , nervosismos, medos, mas cheios de vida ! Anteontem foi a festa da mais velha e quem me conhece sabe a camada de nervos que isso me pode causar, pelo que invisto de mim. Não sei se correu com tinha imaginado e nem sei se consegui tirar fotos dignas do momento, mas se os miúdos gostaram, elogiaram e os pais também, mas sobretudo ela estava feliz é porque foi um sucesso, verdade? Deveria aprender  a aceitar o acaso e a confusão com mais naturalidade e despreocupação. Mas ter o controlo das coisas dá-me alguma segurança, dentro da minha própria insegurança...Um dia de cada vez. Ontem foi a vez da mais velha ir para as actividades na nova escola, a primária  e calhou ser da forma menos programada e pensada possível. fomos pedir informações, estavam já a acontecer coisas , perguntei-lhe se queria ficar e ela disse que sim. Ficou e adorou e acho que não poderia haver maneira mais simples e tranquila de começar esta (nova e grande) etapa. Temos de novo a sorte de a escola ser uma continuação da anterior, com o mesmo espírito, com muitas caras conhecidas, de confiança e ainda por cima num espaço lindo de morrer. Dentro desta desorganização completamente desprogramada , achei que era melhor adiar para hoje a entrada da mais nova na creche. E ainda bem. ontem teria sido caótico, hoje foi só uma dia como todos os outros.  A mais velha quis ir (á escola antiga) levar a irmã (o que me deixou logo de coração nas mãos) e eu tentei explicar que era um dia complicado. Ao que ela me desarmou logo com a seguinte pergunta: ó mãe é mais importante a família ou ir para a escola aprender ? (trau.....golpe baixo ao qual todas as teorias e certezas desabam). Claro que vens connosco a caminho da tua escola ! Acabámos por ir os quatro .
E querem lá melhor que isto ? A mais nova entrou , instalou-se logo disse-me adeus e mandou beijinhos como se aquela fosse a "nossa" casa. E é. Contas feitas as miúdas portaram-se muito melhor que a mãe, que fez birra por não querer sair de cada uma das escolas, por ficar de coração apertadinho e com borboletas na barriga, por chorar (para dentro) de tanta felicidade. Mentira, estamos todos a passar pelas mesmas emoções, elas sabem é lidar duma forma muito mais natural com elas. 
Mais logo vou buscá-las e isto passa. Devia aprender com elas, não era ?

quarta-feira, 29 de julho de 2015

making of 6 anos de aventura # primeira tentativa

E de repente aparecem-te coisas há frente (do ecrã, claro) , absolutamente lindas de tão simples que são, que têm tudo a ver com o que queres e és, mas que afinal são um verdadeiro berbicacho de achar , encontrar ou comprar (mesmo no ecrã).....


Isso é mesmo ligeiramente triste....vou tentar o plano B que é tudo isto mas em branco, será que consigo ? ( mas em branco leva-me para outra temática e outra festa, caraças...um dia faço disto a minha vida, mas infelizmente para mim , não é ainda agora .é que eu não sou os outros)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Go with the flow

Começaram os festivais de verão. Este ano calha não ir, porque tão simplesmente não há nenhum concerto que me (de)mova. E não é porque tenho 40 , ou porque este ano não se apanha pó, ou porque e as casas de banho não são portáteis e até têm loiça cerâmica, ou até porque há estacionamento à porta de casa, ou até porque os bilhetes são mesmo caros. Já fui a tantos SBSR ( a ver se me lembro de vir aqui meter os bilhetes que tenho que digitalizar mas que estão religiosamente guardados, porque na altura eram mesmo a sério) que perdi a conta. Sei que fui a Alcântara, Algés, Parque Tejo e no Meco. Já fui em grupo, em par e sozinha. Vi todo o género de concertos e houve uns que me marcaram mais que outros, uns que me desiludiram à séria, outros que me arrependi tanto de não ter visto, mas guardo como a cereja em cima do bolo o último de vi. Foi em 2013, à ultima da hora, num momento temporário de loucura ( mais destes  são precisos !!!) com um bilhete comprado a preço de saldo - por ser uma pulseira que já não ia ser usada, deixei o rapaz e a miúda em casa e fui sozinha, de mota ( iuhhhhhhuhhhhhh), até ao pó do meco (quero lá saber). Meti-me na primeira fila e saltei , gritei , dancei e cantei como se não houvesse amanhã e foi a coisa mais libertadora de todos os tempos e o melhor concerto de sempre ( isto porque nos outros, me mantive em distância de segurança, senão os faith no more e os arcade fire também entravam no top) E pronto é só isto. Devia era arriscar ainda mais vezes e fazer realmente aquilo que o meu coração me manda. Sou sempre tão mais feliz...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

a primeira volta ao sol da Júlia, em jeito comovido de carta



E assim, num abrir e fechar de olhos, já deste uma volta inteira ao sol, minha Júlia. Quero tanto conseguir escrever e dizer-te que este foi um ano tão, mas tão bom, tão graças a ti, minha luz…Mas por um lado não estou onde gostaria de estar- que era com tempo para estar sempre contigo, enquanto és a minha bebé e depois porque temo que as emoções, as saudades e sobretudo a intensidade do que aconteceu se atrapalhem e atropelem nesta carta. Foi um momento inesquecível, aquele em que a tua luz nos iluminou para sempre e será uma história que te irei contar, talvez demasiadas vezes, mas não agora. Sussurrar-te-ei quando te deitar hoje à noite, mas aviso já que há talvez uma parte que não vais gostar lá muito… É que não te achei logo um bebé bonito e como eras tão diferente da tua irmã e de qualquer um de nós a ligação não foi assim imediata, apesar de já te amar incondicionalmente há 39 semanas e 6 dias. Mas tu, minha doce Júlia, nasceste da melhor maneira possível e ajudaste-me tanto que nem imaginas. Deste-me tempo e espaço e nem sabes tu como isso foi importante e como me mudou e mudou a minha forma de estar para ainda mais melhor. Sim, hoje sou muito melhor pessoa, mulher e mãe, graças a ti, minha minúscula (que só és assim carinhosamente chamada por seres tão mignonne) . O Amor pela Laura, que tanto temi, ainda cresceu mais e pelo vosso pai, só se confirmou que é  mesmo a minha melhor metade e o Amor que sinto por ele Infinito. Trouxeste-me muita serenidade e mesmo que inquietantes, ainda mais sonhos e vontades. Deste-me a conhecer tantas pessoas novas e algumas amigas para a vida, com as quais fomos crescendo, brincando, desabafando, ajudando e que talvez não saibam os quão importantes são na minha vida. Ensinas-me todos os dias, exatamente como a tua irmã o fez e faz a ser audaz, destemida, corajosa, aventureira, curiosa e apaixonada pelas coisas mais simples. És tudo isto e ainda tanto mais. Serena, observadora, independente, carinhosa, brincalhona, cheia de ritmo, generoso, teimosa e muito mas muito senhora do seu (lindo) nariz. E esperta e sábia, que só assim entendo como desde cedo percebeste que há tempo e horas para tudo, mesmo sendo tão mínima e dependente de mim. Também aprendi isso contigo, que não vale a pena antecipar e muito menos ter pressa. Tudo acontece quando tem que acontecer. Talvez gostasse que fosses mais meiga e que me desses mais colinho, mas com tanta coisa por descobrir, não há tempo a perder, verdade? Tornaste tudo tão mais fácil e simples que até me senti mal, por ter complicado tanto com a tua irmã e sobretudo comigo e a minha visão complicada das coisas. Vivi tudo com muita intensidade, mas com demasiadas inseguranças e um medo de falhar as expectativas que tinha colocado tão elevadas, avassalador. Amei por demais ter tido uma filha única durante quase 5 anos, mas a tua chegada fez esse Amor crescer ainda mais. Foi precisamente isso que senti quando chegámos a casa: que ia rebentar de tanto Amor ( ok , as hormonas também ajudaram a criar esta sensação) . Por incrível que pareça filmei-te muito mais vezes (já a tua irmã tem talvez muito mais fotos que tu), mas queria ter conseguido guardar num livro tudo aquilo que cresceste durante este tempo. O que interessa é que nos rir e muito com as tuas gracinhas, quando chamas o gato, quando bates palminhas, quando fazes aquela careta de marota, quando começas a dançar ao som de qualquer coisa, quando empurras o skate e deslisas por casa, quando usas os teus brinquedos para escalar até mais alto, quando vês a tua irmã chegar e até susténs o ar, quando acordas a palrar, quando já te pões em pé sozinha, quando vês fruta e o lanche da mãe, quando dizes olá a toda a gente em modo papagaio, quando percebes que estamos a chegar à escola da mana que será a tua, quando abres os braços para ires para o colo daqueles que te são queridos (que é  praticamente toda a gente), quando brincas com água, quando escalas o escorrega, quando abres os braços e as mãos para cima a dizer: não há!, quando espalhas todos os livros de costura da mãe, quando dás abraços aos teus  amiguinhos. Tens uma luz especial e uma energia invejável e talvez seja por isso que por onde passes, não passas despercebida e espero que isso te traga muito boa vida. E tudo isto aconteceu no tal pestanejar, enquanto davas a tua primeira volta ao sol e nós girámos em torno de ti. Este teu primeiro ano voou  e isso tem tão de maravilhoso quanto de assustador. Espero que os próximos sejam igualmente intensos e que tu nos continues a mostrar o melhor de nós, como eu costumo dizer, quando dizem que tu és muito parecida comigo eu respondo que não, és a versão melhorada. Obrigada, por me fazeres ainda mais feliz , eu o teu pai e a tua irmã vamos continuar a fazer-te precisamente o mesmo. Apresento a Juleca todos os dias 15 desde 2014 <3

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Momento obrigada universo, em Analógico

E cá estão. Uma parte delas. Saíram muito melhor do que esperava e algumas até têm que ir já, para sítios especais, como paredes. Pelo menos para mim. A parte maravilhosa, é que ficou registado a primeira ida à praia da Júlia ( sendo que nós já tínhamos todos feito praia no ano passado, quando ela tinha um mês, mas isso não conta. ) Só mais uma coisa, para ficar aqui escrita: Ela não gostou nada de areia seca  e adorou a molhada. A água, bem...estava fria. Quanto à surpresa e a adrenalina que é tirar e revelar em analógico, só me resta prometer a mim mesma que tenho sempre que a continuar a levar. Para toda a parte. O lugar, onde nos sentimos sempre em casa , é sempre o mesmo, mas consegue sempre surpreender nos e revelar se em nós como uma energia renovadora. É sem dúvida mágico. Pelo menos para nós.

todas as imagens são de minha autoria 
YASHICA TL ELECTRO X + KODAC GOLD COLOR EXP.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Para sempre (mais tarde) recordar

O que me vai salvando aqui no trabalho é a música, maioritariamente a radio radar, que ainda nem tive tempo de re-configurar os meus álbuns. Esta semana ouvi que alguém vai dedicar à sua filha, de seu nome Júlia , uma hora de músicas e pensei para mim que também já era tempo de começar a compilar um álbum só para elas. Não sou assim tão conhecedora, já gostei disto e daquilo, vou gostando mais disto do que aquilo e na maior parte das vezes gosto até me fartar e noutras vezes esqueço-me do que mais gosto. Tenho que me organizar a sério e não deixar passar algumas pérolas que devem mesmo ficar para a nossa prosperidade. Tenho outro defeito, não conheço bem as letras, presto pouca atenção (outro pormenor que vou ter que mudar) e na maior parte das vezes sei lá do que estão a falar.  Por isso esta tarefa não vai ser nada fácil e ainda bem, que quero ter tempo e elas ainda têm tempo. Começo por 10, porque ao ler as letras tive que ir eliminado uma data delas e porque quis fugir ás óbvias. Mas lá está, tenho tempo, espero.

se tiverem muita vontade em sugerir, força !

terça-feira, 14 de abril de 2015

Brincar à Arquitectura com póneis (os meus clientes preferidos)

Na milésima tentativa ,de tentar encontrar uma alternativa viável à minha mudança de vida- depois do regresso ao trabalho forçado (shuif), juntamente com a vontade de entreter a mais velha, todos os esforços são poucos e as brincadeiras e construções muitas. Confesso-me num carrossel de emoções. às vezes acredito mesmo que aquilo que só me apetece fazer , me vai permitir viver descansada e feliz. Outras vezes, caio na real e acho que tudo não passa duma ilusão. Não páro de pensar nisto e não páro de fazer aquilo. Absorvo milhares de ideias mas depois frustro-me por não as conseguir mostrar e ultimamente nem sequer as consigo executar....Na verdade , quase sempre no meu trabalho foi assim. Sou arquitecta e exerço, mas frustra-me não conseguir ser a arquitecta que quero e idealizo. Estou saturada e infeliz, mas não me imagino sem estar a conceber, criar, construir e sobretudo a magicar. Se o pudesse fazer, sendo mãe a tempo inteiro era o ideal. Por agora faço-o nos nossos tempos livres, como posso, como se pode ver.... Numa daquelas noites quentes, fui com a miúda à rua buscar uma série de cartões que estavam em óptimo estado, já tinha os moldes cortados e depois foi só cortar as 6 partes da casa ( 3 paredes e 3 pavimentos).  Depois já era tarde e não a chegamos a montar, até hoje. Hoje porque foi o dia em que chegou uma encomenda com o melhor presente de todos os tempo (segundo ela) que faz de mim a melhor mãe do mundo (de novo, segundo ela).
Montou a casa em três tempos e ficou maravilhada quando a viu finalizada. Imaginou logo jardins e terraços e espaços isto e aquilo.


Mas quando lhe pedi para fechar os olhos e esticar as mãos, para receber os novos habitantes da casa é que foi o delírio. Quando os abriu saltou um OH AH , seguido dum salto de cabeça para os meus braços. Todos os póneis e mil obrigadas ( aliás até me perguntou, quantas vezes já disse obrigada).  Ficou tão feliz , que até levou a casa ás costas quando teve que ir à casa-de-banho.... Foi só hoje ao final da tarde, mas já se fartou de brincar e até já fez uma festa de anos para a AppleJack (amanhã mostro o cartaz que fez) . Ideias também não lhe faltam e quase que sobrava para mim mais uma noitada , a fazer camas para os 12 pequenos póneis.... Ufaaaaa....
 

.Na verdade, não me importava mesmo nada....

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Contra a pirosada, fazer, fazer ! #amanhãédiadosnamorados

Por aqui,o Amor está no ar....e tudo é um bom motivo para fazer corações e entreter estas tardes lusco-fusco. Ideias há aos montões e giras que se fartam. Fizemos só algumas e outras iremos fazer, que por aqui não é preciso haver um dia apenas para celebrar o Amor.Por aqui é todos os dias ....

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Presentes de natal # os crescidos

Foi à última da hora que decidimos lançar-nos nesta aventura que é fazer cosméticos caseiros, mais concretamente sabonetes, meio que às cegas... Mas quando metemos uma coisa na cabeça, não há quem nos demova. Descobrir receitas foi um filme. Encontrar ingredientes a tempo, outro. O resultado foi surpreendente primeiro porque cheiram mesmo bem, segundo porque fazem espuma e por fim deixam as mãos mesmo macias.

A base é o leite de cabra, depois adicionámos 3 texturas e cheiros: Alfazema, Jasmim, Aveia e Mel. O pacote também é caseiro, aproveitando um dos muitos carimbos , que um dia tivemos a sorte de encontrar na feira da ladra e que assenta na perfeição no tema. Só tenho pena de não ter uma letra deslumbrante, que faria certamente com que a embalagem fosse ainda mais-que-perfeita.  Para primeira experiência diria que superou as expectativas, agora é afinar detalhes e meter mais vezes as mãos à obra. Não somos só nós a dizê-lo, os felizes contemplados , também.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Update - crónica dum nascimento anunciado

Faz hoje uma semana a mais nova nasceu, naquele que posso considerar o melhor e mais maravilhoso parto de todos os tempos, porque aconteceu precisamente na tal hora pequena (mas sobre isto falarei com toda a calma e tempo que o momento solene exige, assim que tiver um pouco mais de tempo) mas resumidamente desde que as águas rebentaram até que dei à luz , decorreu apenas uma hora; O pai assistiu , deu-me sempre a mão e até cortou o cordão, também me perguntaram se queria ser eu a puxá-la para fora, mas aqui a cobarde declinou; Foi amor à primeira vista; Ela é linda e perfeita; Não foi preciso a episiotomia e não precisei de usar aquelas ervas (alfavacacobra), nem gelos, nem uma dor....; Pegou na mama como se a conhecesse desde sempre; Na materninade fomos recebidas e tratadas como realeza, por seres humanos extraordinário; Perdi sei lá quantos quilos e mexo-me melhor que nunca. A diabetes, essa foi a única que não regressou à nossa casa; Quando chegámos a casa uma onda avassaladora de Amor apoderou-se de mim, e senti-me a transbordar de um sentimento que não acredito ainda tenha um nome; A mais velha.....bem a mais velha tem sido extraordinária e continua a surpreender todos os dias que passam, é de facto uma miúda demasiado especial , tal como eu sempre suspeitei ;-); recebeu a irmã de mãos e braços abertos (até lhe fez e entregou uma das pulseiras da moda feita por si), de coração aberto e cheio de responsabilidade e cuidados; Continua a Amar-me como sempre, apesar de eu suspeitar que eu, agora ainda a Amo mais...tal como a ele, o pai ; Se ao longo destes muitos anos que já partilhamos as nossas vidas tive alguns medos, incertezas e dúvidas, agora só tenho uma certeza: Amo-o perdidamente e por breves instantes nalgum destes dias, confesso que me apeteceu fugir com ele, só os dois, para celebrarmos este novo e "estranho" amor; Mas nem tudo foram mar de rosas e os baby blues atacaram-me assim que dormimos mal na primeira noite de verdadeiro calor cá em casa. Chorei demasiado , por tudo e por nada, num descontrolo e aperto difícil de explicar...Foi nessa altura que me voltei a questionar sobre tudo e sobre nada- terá sido a melhor decisão? vou ser capaz? irá o nosso Amor resistir ? continuarei a conseguir estar sempre ao lado da mais velha? Irei isolar-me de novo e afastar-me de tudo e todos? - felizmente que existem as irmãs mais novas e foi a minha que me escutou e me indicou os passos seguintes a dar- vitaminas! e descanso (isso já sabia, mas quem é que me pára agora que me sinto a super-mulher ?); Também existem as avós e cabe-lhes a elas o alimentarem esta família, o que é um descanso obrigatório; Ao terceiro dia estabilizei e as lágrimas e os apertos no coração acalmaram, apesar de continuar inquieta...digamos que este tempo não ajuda; A pediatra já a viu e diz que está tudo na maior; Daqui a nada já podemos sair os quatro à rua e parece-me que aí os meus níveis de ansiedade irão dissipar-se ; Hoje faz uma semana e ali está ela a descansar no seu ninho. A mais velha feliz e contente na escola. O pai, a tratar do que tem que ser tratado cá por casa; E eu aqui estou , a saborear estes momentos, um dia de cada vez. Com o coração cheio (<3)


quarta-feira, 28 de maio de 2014

O meu festival será outro...

Um dia fizeram-me uma surpresa , levaram-me de olhos vendados desde casa até ao interior do CCB, para assistir a um concerto maravilhoso e inesquecível: 3 pianos, que me levou ás lágrimas.Por outro lado o Rodrigo Leão também e ainda consegue ter esse efeito em mim....e ora não paro de sorrir e dançar, ora se dá um click e desato a chorar. Hoje a noite já prometia ser especial, mas eu estou grávida e mais sensível que nunca. Por isso levo muitos lenços e desde já peço desculpa, pela melodia soluçada que se irá escutar no alto do segundo balcão.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Recordações da casa cor-de-rosa

Que segredos  e objectos se escondem dentro das tantas casas sem gente, aqui nesta tão velha cidade cheia de historia ? O meu gosto pelas coisas velhas, tralhas doutros tempos e surpresas doutros tempos já não e segredo para ninguém, mas se imaginassem como me sinto cada vez que vejo um prédio, que desde que me conheço estava abandonado, agora de portas abertas a ser esvaziado e esventrado , umas vezes directamente para as carrinhas dos "oportunistas" outras directamente para contentores....É o que está a acontecer a três ou quatro portas de mim. Sacos pretos gigantes a serem colocados no lixo e pela amostra de alguns semi rasgados deduzo que verdadeiros tesouros (para mim, por exemplo) possam lá ficar esquecidos. Só não arrisco uma incursão porque  a minha actual condição (32 semanas a recompor-me duma gastrointrite) não o permite....e se me doí a alma ! A ver se pelo menos ganho coragem de amanhã apanhar os ditos senhores e perguntar se posso ir dar uma espreitadela e pedir que me guardem uma ou outra peça de loiça ou algum móvel que vão mesmo acabar  por partir. Foi alias assim, que consegui uma poltrona /chaise longue lindíssima (que ainda está por recuperar/estofar). Por agora debrucei-me apenas, para trazer estes dois azulejos. Já se percebe que promete, não já?

domingo, 20 de abril de 2014