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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Caixa de histórias

A mais bela caixa de todos os tempos já chegou a nossa casa, para deleite dos graúdos e das miúdas . Foi amor à primeira vista, quando a descobri enquanto procurava puzzles para a maiúscula, mas na verdade é muito mais do que poderia imaginar. Ilustrações lindíssimas, personagens maravilhosas, contos de fadas como nunca os vimos e o melhor é que até somos nós que fazemos a história. Assim que abrimos a caixa com 20 peças com imagens de cada lado, parece que o jogo implora para ser jogado. Ora espreitem o filme de apresentação em inglês, enquanto vamos testando contos lá por casa.

 

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

FTM # para acalmar os medos nocturnos

Outra particularidade que me apercebi, ainda sobre a temática da escola primária pública, é que não fazem trabalhos manuais...Limitam-se a fazer desenhos com lápis ou canetas de feltro. Como, mas como é possível que não haja lugar para se criar, construir, inventar e experimentar as Artes? (respira, respira) Sendo assim vamos ter que reforçar as actividades criativas lá por casa, o que confesso me dá mesmo prazer. Mais uma ideia engraçada, rápida e fácil ( claro que com o apoio dos pais, porque há objectos cortantes !) duma luz de presença personalizada e mágica. É só seguir as fotografias ! Ai que saudades ...



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Livros infantis # obrigatórios

 “Sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos ou somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e por isso influencia também a nossa saúde física e mental.” OMS


Ora bem, agora com 6 anos e desde que entrou para a primária ( sim, volto a dizer, é uma mudança mesmo GRANDE) , a minha maiúscula começa a atravessar uma fase , que julguei chegasse ligeiramente mais tarde, mas que sobretudo julguei que ela reagisse de forma diferente, mais desempoeirada , como se costuma dizer. Sim, estou a falar de sexo e peço desculpa por não ter avisado antes  que os desenhos contêm imagens explícitas , do modo ( bem curiosa e que me deixou mesmo de boca aberta e ligeiramente corada, como boa ex-cristã que sou) como ela vê as coisas. Mas aquilo que me deixou assim, mais embaraçada, ou magoada, foi o facto de ela não querer mostrar os desenhos, de os esconder. Desenhou-os em casa da avó, a quem acabou por mostrar e pediu segredo, por isso sabíamos ao que íamos quando tentámos de forma descontraída, perceber o que estava naquele caderno que nem seuqer nos podíamos aproximar. Ela corava e baixava a cabeça ( onde é que eu já vi isto, ai maldita genética ) e nós tentámos mesmo desdramatizar. Afinal estamos também a falar de Amor e há lá sentimento mais bonito que esse ? confesso que o meu único espanto foi a ilustração pormenorizada, mesmo que ligeiramente confusa , do tema. Donde lhe surgiram estas imagens, onde é que ela viu isto, como é que ela sabe que é (mais ou menos) assim ? Por outro lado, não entendo donde vêem estes macaquinhos da cabeça , talvez e inconscientemente da minha educação e do pai, que entretanto ( e há bastante tante tempo) já cresceu e amadureceu e se desprendeu de preconceitos e estereótipos, ou talvez seja mesmo de conversas na escola, onde na verdade passa muito tempo e agora com crianças dos 6 aos 10 anos. Não devia haver vergonha nenhuma neste tema, mas na verdade é preciso saber abordar o tema, que ainda assusta demasiado aos pais ( aqui , peço desculpa, mas aponto o dedo à nossa educação -culpa- cristã ). A par disto dos beijinhos e dos corações, há ainda outra questão, que também pensei estivesse ultrapassada. A questão das coisas que são de meninos e as coisas que são de meninas. Pensamos nós que fazermos o nosso papel em casa é suficiente , mesmo que ela brinque com tudo e todos e até lhe chamem de "maria rapaz" ( lá está outro termo que mais cedo ou mais tarde vai dar que falar)....até ao dia em que ela nos responde: mas eu não quero essa galochas azuis porque são de menino, não uso essas calças de fato de treino cinzentas porque são de menino. Ai o caraças....É bom que se saiba, que desde que nascemos ( aliás antes) começamos logo a definirmos a forma como encaramos a nossa sexualidade, por tanto é importante que estejamos conscientes disso.  A parte mesmo boa é que anda por aí um livro obrigatório a todos os pais e educadores ( sim, vou sugerir a sua divulgação na escola) que pretende desmistificar e ajudar as crianças a compreender melhor o seu corpo, as diferenças, as origens. Para crianças dos 3 à puberdade/adolescência , altura essa que é bom que já conheçamos bem o nosso corpo e estejamos bem na nossa pele. A educação sexual formal surge da necessidade de ensinar às crianças e jovens conceitos desprovidos de preconceito e de imparcialidade, o objectivo não é mudar tradições e costumes mas sim dota-la de ferramentas para que possa fazer um trabalho crítico e viver a sua sexualidade de forma feliz e gratificante, valorizando e aceitando-se como é. Lá por casa vai ser bem usado, se há coisa que faço questão é de ter filhas bem resolvidas....


A Viagem de Peludim - Quem Sou? De Onde Vim? Como Nasci?


por Vânia Beliz, Sara Rodi (Autores)

Enquanto não têm o livro, convido-vos a entrar no site  que também é altamente esclarecedor e já vos vai responder a uma data de questões, confiem em mim. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Momento obrigada Universo # (ainda) sobre a escola primária (e a vida)




Juro que fico de boca aberta quando o universo, ou o algoritmo, ou o acaso, me presenteia com momentos preci(o)sos , no momento certo. Mas logo hoje, quando me preparava para trocar ideias e dúvidas com uma amiga e mãe sobre as nossas filhas e a escola, ter esta frase escarrapachada no ecrã do telemóvel, foi arrepiante. Mas vamos por partes.

Tenho a sensação que um professor hoje em dia, se encontra refém das condições em que trabalha. Dos números e das metas curriculares e dos conteúdos programáticos. Digo os professores de hoje porque me parece que as mudanças ocorridas na sociedade, na família e no sistema educacional, mudaram a realidade, mas não a sala de aula. Aliás até agravaram. As novas relações familiares, a falta de limites das crianças, a invasão inovadora da modernidade, a falta de tempo e as exigências cada vez mais absurdas a troco de quase nada, a falta de preparação dos professores, a imaturidade das crianças, minam as relações entre todos, educadores e pais e crianças e o seu papel, num momento em que paradoxalmente  se espera que a escola assuma cada vez mais tantas atribuições complexas, para além das tradicionalmente desenvolvidas. Não aceito por isso comparações com os outros tempos, os de antigamente, porque são precisamente outros tempos. Mas também não aceito que se criem ansiedades e frustrações desnecessárias, tanto a um professor como a um aluno, por não conseguir cumprir em muito menos que uma ano os 69 pontos das metas curriculares de português ( que ainda nem fui ver as restantes disciplinas). Ler um texto com articulação e entoação razoavelmente corretas e uma velocidade de leitura de, no mínimo, 55 palavras por minuto. À sério ?! Alguém que me explique como se eu tivesse 6 anos porque raio a velocidade e a quantidade de letras que lemos é relevante à nossa aprendizagem? E se só dissermos 54 em 62 segundos? Pois parece que não ficamos retidos no primeiro ano e depois lá vamos nós para o segundo com muitos mais problemas. Tudo isto me soa a fracasso em vez de construção. Toda esta frustração só gera medo e ansiedade, que depois se reflete em acções desproporcionadas e descabidas, sem sentido nenhum. Quem é que no seu perfeito juízo castiga uma criança por esta não estar com problemas no processo de aprendizagem, que ainda está a decorrer?  Quem está cansado, irritado, frustrado, desnorteado.

Então, se o desejo da sociedade é construir homens fortes, precisamos rever nossos conceitos educacionais e travar uma batalha contra essa invasão de que  tudo parece ser normal. Os pais estão perdendo os filhos para um fantasma que os assombra por muito tempo, e eles não sabem como exorcizá-lo: o fantasma da ausência. O mundo acelerado exige que se trabalhe cada vez mais para que os filhos possam ter mais. Porém, será que apenas isso os satisfaz? Será que não seria muito mais significativo para uma criança uma conversa ao pé da cama ou um beijo de boa-noite do que um telemóvel novo? Será que uma visita repentina à escola não faria mais efeito do que o aparecer apenas na festa de final de ano? Existem educadores que nunca viram os pais dos seus alunos. A escola passou a ser um orfanato. Os complexos dos adolescentes e adultos — baixa autoestima; a insegurança para dar os primeiros passos, escolher uma profissão, mudar de emprego; ou até mesmo fáceis tarefas como escolher uma roupa — serão sempre reflexo da infância sem limite. Quando percebermos que a solução para esses conflitos é o seio de uma família bem alicerçada pelo respeito, pelo amor e pelo afeto ao próximo, grandes conflitos mundiais serão solucionados, porque todos eles são de ordem pessoal. Será difícil construir uma rocha, mas colher migalhas perdidas no caminho será sempre impossível. Assim Caminha a Humanidade tem sido a desculpa mais comum entre muitos, porque, muitas vezes, eles mesmos desconhecem onde cometeram os primeiros erros.

As crianças não precisam de manual para ser compreendidas, precisam de pais que assumam compromissos, que saibam que há uma enorme diferença entre criar e educar. Crianças educadas são fortes emocional e fisicamente, crianças criadas são apenas fortes fisicamente e gastam essa energia de forma errada. Limitar é ensinar a tolerar frustrações. É prevenir para que, no futuro, uma dificuldade qualquer não se transforme em uma barreira intransponível. Limitar é ensinar que todos temos direitos, mas deveres também. Limitar é mostrar que o outro também deve ser considerado quando nos decidimos a agir, que nunca devemos pensar apenas em nós mesmos, mas, sim, compreender que vivemos em grupo — ou seja, convivemos. É, antes de tudo, preparar nossos filhos para o exercício da cidadania. É, pois, uma parte importante do trabalho educacional da família. Um pai e uma mãe conscientes não se deixam levar pelo medo do que está acontecendo pelo mundo fora; ao contrário, tudo o que acontece na sociedade deve servir de base para encontros e conversas com os nossos filhos. E, finalmente, dar limites é dar responsabilidade, o que implica tornar nossos filhos, mais cedo, adultos responsáveis. É preciso saber educar sem culpa. É preciso  falar e debater entre pais, educadores e professores. É preciso agir e é já. Aviso já que não aceito que me digam que estou a exagerar.


* Frase de Frederick Douglass

 Deixo também o link que vos leva ao burocrático do programa e metas curriculares de português do ensino básico

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Livros infantis # Lista de desejos ( das miúdas claro)

A minha nossa paixão por livros infantis já não é novidade para quem por aqui passa. Desde que a maíuscula deixou de ser bebé, que mesmo antes de dormir, lhe contamos uma história , ou mais quando nos sabia a pouco. Depois ela começou a pedir para ficar com mais dois ou três livros para ver e agora já começa a fascinar-se por ela própria começar a entender as letras e as palavras. Quando a minúscula nasceu, deixei de ser eu a contar-lhe as histórias. Passou a ser o pai. Curioso..agora quando sou eu a ler-lhe (aliás são os únicos livros que actualmente leio parece que me volto a encantar cada vez mais com as histórias e o mais curioso é que ela agora também as percebe de formas tão diferentes. É nos livros que tantas vezes procuro tentar ajuda-la a compreender ou ultrapassar alguma situação mais delicada. Nem a proprósito há agora um livro que merece a nossa atenção e que vai merecer um post só para ele. Já o disse aqui ou aqui, mas ali no Nheko a Alexandra ainda diz melhor. Há muito que me mantenho afastada das livrarias, talvez depois de ter perdido a cabeça (aliás a carteira)  na última feira do livro e na feira do que o livro pode, mas por isso a lista dos livros que gostava(mos) mesmo de ter, não pára de crescer ...Ah e também porque há a Amazon cheia de livros que dificilmente serão traduzidos para português, e jogos e coisas perigosamente deslumbrantes para a conta duma mãe demasiado....infantil . No bom sentido claro ! 
 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Festival play 3

E lá fomos ao primeiro fim de semana do festival Play, no cinema São Jorge, com a maiúscula e a minúscula. Nem que fosse só para ir ao cinema são Jorge, acho que valeria a deslocação, mas depois há curtas maravilhosos e inesquecíveis, por isso não entendo como as sessões estavam mais vazias que cheias, no Domingo de manhã então ....O mau tempo não pode deveria ser desculpa e os bilhetes não são assim tão inacessíveis. Para a semana há mais e porque o cinema e a música andam de mãos dadas, apresentamos este ano um evento muito especial – uma sessão de cinema com música ao vivo de Rita Redshoes. Uma oportunidade única de ver o filme O Balão Vermelho, de 1956, realizado por Albert Lamorisse. Já temos preferidos, sobretudo na sessão Alguém que me compreende , onde cada curta é melhor que a outra ( Mimi & Lisa Katarína Kerekesová Princess Marie-Sophie Chambon My 2014 Neighbor Anya Zulueta Bunny New Girl Natalie van den Dungen Due Piedi Sinistri Isabella Salvetti ), mas houve uma da sessão Mudar o mundo, que me marcou, não pela beleza mas só e apenas pela mensagem. Acho que deveriam mesmo perder 3/4 minutos a ver...


 
As sessões para a minúscula eram deviam ser lindas, mesmo que só tenha conseguido ver alguns instantes, visto que o restante tempo passei de costas para o ecrã mas de olhos (zonzos) nela, que estava tão mas tão contente que não parava quieta. Ela e outros tantos que aquilo foi é uma animação na plateia. Mas agora a sério, vão que é mesmo bom.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

curta-animada # where is my mind

Amanhã e durante dois fins-de-semana (durante a semana vão as escolas) começa a 3ªedição do festival internacional de cinema infantil e juvenil de Lisboa o PLAY.
Somos espectadores assíduos e  ouve algumas curtas que ainda hoje são faladas lá por casa, como o kiosk, my strange grandfather, my mom is a aeroplane, ou a zebra. Mas a parte mesmo boa que este festival nos trouxe, foi o entusiasmo,tanto mas tanto, que  por brincadeira acabámos por fazer a nossa primeira curta metragem, numa tarde de domingo chuvoso, faz agora 2 anos.  Ainda ontem quando o revimos ( suspirou a maiúscula: ah velhos tempos....ahahahahhahah) ficamos espantados com o resultado totalmente improvisado, feito no momento, com uma miúda de 4 anos super empenhada e divertida, com o paciente pai e a impaciente mãe. Até a música, que só escolhemos depois da montagem final, assenta na perfeição. Os detalhes são preciosos e só demonstram que juntos fazemos magia, com aquilo que mais temos, muita vontade ! Ficou combinado que vamos voltar a fazer outra ( por ela era já ontem à noite), mas por agora, deliciem-se e não percam uma ou outra sessão. Eu vou só ali limpar a baba e já venho

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Faz tu mesmo # máscaras de Carnaval

Ideias são o que não faltam, a nós pais claro, que a pequenada (a que já fala e pensa) pede quase sempre o mesmo, consoante as personagens do momento  e a hora do dia. Por aqui, como até agora ela tinha pedido personagens fora do comum, sempre fui eu a costureira de serviço. Minto, no ano passado vestiu-se a rigor de ribatejana ,com um fato "museológico " emprestado pela Tia T.  O facto de ser eu a fazê-los requer que não haja grandes mudanças de planos, a não ser que tal como acabou por acontecer, não encontrei matéria prima para lhe fazer a tal Indiana ou Dançarina de Bollywood ( dança que aprendemos um destes dias) e por isso virou Chipónica ( cum mix de china com japão), aproveitando a saia que lhe tinha feito para a festa do final de ano da escola. O resultado está deslumbrante e acho mesmo que me superei. E se eu gosto e ela adora então a prova foi de novo superada.  A minúscula vai confortável e fofinha como um bebé de ano e meio deve ir. Vai de nuvem e leva chuva . A ideia não é minha, foi baseada nesta aqui. E pronto lá vão elas fofas e belas ( ai que saudades do verão e das bolas de Berlim na praia ). Haja alegria !




terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

L vai para a escola- Método fonético ou visual

Método fonético ou método global (visual) ? Ora lá está uma questão que nunca me tinha questionado, talvez porque só agora, com a entrada da miúda para a primária é que me vejo confrontada com estas novas formas de ensinar. Digo novas para mim, calma. Também a questão dos diversos movimentos Montessouri, Piaget, Moderno, Freinet, João de Deus, nunca foram uma questão porque nem sabia que existiam ou vá, quanto muito no que os caracterizava . Nunca me questionei, porque nunca imaginei que houvessem tantas diferenças ou vá, que deduzi que o sistema público de ensino escolar fosse igual em todo o lado.Seja como for não interessa assim muito porque afinal os professores são colocados todos os anos por concurso. É tudo uma questão de sorte ou de falta dela .  Será que deveria saber tudo isto? Talvez. Percebi que havia diferenças ainda antes de o ano começar, quando fui comprar os manuais escolares, mas foi quando o seu livro de leitura e o caderno de leitura se começou a compôr, que é a ferramenta que estão a utilizar como método de aprendizagem, que comecei a ficar baralhada. Não me lembro nada de ter aprendido assim, visualmente. Lembro-me das sílabas, dos ditongos da fonética. Talvez tenha sido por isso que este método me esteja a fazer alguma confusão. primeiro porque (ainda) não o entendo, depois porque me parece que não é a decorar as palavras pela sua forma /imagem que se percebe o bé-á-bá da nossa língua. E então se ela é traiçoeira. Investigo portanto, numa tentativa de não perder o fio à meada, mas sobretudo porque quero estar presente nesta etapa tão importante que é a aprendizagem. Encontro a Cartilha Maternal e identifico-me logo com o método (tenho que ligar à minha mãe para me tirar esta dúvida e ver se ainda consigo resgatar do sótão os meus cadernos da primária). Nesse texto da Sara, também encontro pela primeira vez a designação de Método fonético ou método global (visual) e encontro este texto, com o qual também me identifico: "O primeiro ano deverá ser dedicado à integração na turma e à aprendizagem de comportamentos disciplinados na aula, de regras de segurança, visitas de estudo aos empregos dos pais, a locais históricos, e quanto mais cedo melhor. Pode-se ir aprendendo o alfabeto e os algarismos, construindo sílabas e aprendendo somas até 20 – mas não se deve tentar que logo no primeiro ano aprendam tudo, pois o aluno, sobrecarregado, ficará desapontado logo no primeiro ano da escolaridade."  Ai, que agora lembrei-me duma entrevista que ouvi (aliás não consegui ouvir até ao fim) na semana passada, dum desses tipos ricos que se fartam, a dizer que as crianças têm que aprender desde cedo a ser competitivas porque senão não vão ser ninguém na vida  e que acha muito bem que haja exames a todo o dia e toda a hora, para se fazerem homens e mulheres. bah. já fiquei de  novo agoniada. Mas isso agora não interessa nada. O que eu queria é que me contassem experiências, o que têm a dizer sobre o modo como andam a ensinar (espero eu) os nossos filhos. Agora é que é, aquilo que importa a base do que se começa a construir. Talvez seja por isso que me veja tão empenhada em que ela ganhe gosto no conhecimento e que se entusiasme com o mundo. Talvez seja por isso que um simples jogo como o da forca , tenha sido uma bela maneira de estudarmos as palavras ,do livro de leitura,  no Domingo de manhã. Talvez seja por ter uns pais inquietos e criativos que ela se divirta tanto a inventar formas e desenhos a partir duma linha ou de um ponto ( na última foto a caneta azul é do pai e a vermelha é dela). Talvez esteja afinal no bom caminho e não saiba. Mas vá contem-me tudo.