Claro que me comovi, porque me lembrei do meu herói... o meu avô. Porque tenho pena , que dele não haja registos de voz. Porque sobre ele , não hajam histórias escritas. Porque o seu legado merecia estar imortalizado em imagens. Porque não houve uma salva suficientemente sonora , que me fizesse estremecer a cada disparo. Porque as honras militares foram uma confusão. Porque nem a bandeira souberam dobrar. Porque não me entregaram as insígnias. Porque ele não está a repousar ao lado da minha avó, onde eu sempre idealizei imaginei que fosse ficar. Mas sobretudo porque não viveu um pouco mais, porque só eu sei a falta que ele e ela me fazem. Dói, isto da saudade . Dói, a perda dos nossos heróis reais. Já o tinha escrito aqui, mas hoje com a linda homenagem ( a que tinha idealizado para o meu e que foi O fiasco) ao "bochechas" - digo-o com todo o respeito- , ficou a doer um pouco mais...
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
Doçura ou travessura ?
Era para fazer uma bruxa, uma abóbora e um tanto faz ( resposta da querida V ). As miúdas cá de casa não estão esquecidas, já estão é servidas, mas sobretudo muito entretidas ( nalguma coisa tinha que ter sorte). A sorte delas e dos rapazes com quem já consegui estabelecer contacto ( curiosa esta tão diferente forma de estar entre eles e elas) é que eu tenho muito feltro preto e laranja cá por casa, algum jeito básico para o desenho e elástico aos metros. Os moldes estão feitos e vou levar para lá já amanhã, para que eles se divirtam a fazê-los , comigo ou com os seus familiares. Também testei um de cada, nas miúdas cá de casa para ver se assentavam bem e parece que sim, que vai ser uma noite dia assustador ! buahhh ahahaahha buuuuuu ahaha ahahahah
Senhoras e senhores enfermeiros se preparem, que estamos a treinar sustos valentes para vos pregar.....O que interessa mesmo é brincar !
terça-feira, 25 de outubro de 2016
A tia mágica *
Todos os minutos que me restam entre a minha própria terapia, as minhas filhas e as rotinas de uma casa e duma vida, agora são dedicados à minha pequena sobrinha que finalmente iniciou ou tratamentos contra o bicho mau. (Ele é grande, mas ela é maior !) . Agradeço a vossa preocupação , mas entendam que agora é o nosso tempo. O tempo de lhe oferecermos todo o colo e mimo e amor e alegria e boas energias e muito muito riso. Tudo o resto não queremos de todo. Sendo que pedir para serem dadores de sangue é sempre uma ajuda.... As borboletas foram um sucesso , muito maior que imaginei. Agora dão cor aos seus dias e seguem-na para toda a parte e sobretudo até lhe dão voz quando julgamos que ela não queria falar: - falta aqui a azul ! Sou a tia que conta historias e faz borboletas e coroas, e leva marionetas, e inventa contos , e enche balões que aparecem nas histórias , e aperta os narizes que libertam sons, que leva raspanetes da enfermeira por andar a correr com a menina no corredor (sim, tinha toda a razão...não levava o cinto posto-shame on me), que só consegue ver luz e cor num sítio que todos achamos que é triste . Nada disso ! Somos nós que colorimos as nossas vidas, com riso e brincadeira. É tanto disso que fala este livro. É tão curiosa e tão apropriada a todos nós mães e pais. No final ela riu-se e é só isso que importa.
* termo especial inventado pela minha salvadora mais que tudo
terça-feira, 18 de outubro de 2016
O Amor salva !
Passavam muito tempo juntos. Ela adorava fazer-lhe cócegas nas
orelhas e jogar às escondidas. Ele gostava de lhe contar histórias
secretas da floresta e de lhe soprar suavemente nas antenas.
A minha sobrinha mais nova está doente. Com aquela doença de nome feio e que deixa todos os que sabem, constrangidos e incomodados, tristes e indignados, ansiosos e desconsolados, mas sobretudo muito revoltados. Não era para menos, mas como estamos a falar da gigante C. vai correr tudo bem. É que sabem, eu acredito mesmo que ela vai ficar boa, porque tenho a certeza que o Amor cura. Agora é preciso criar uma rede de colo e mimo infinito, para ela, para os pais , para as irmãs e para todos nós, que a amamos acima de tudo. Sim, acima de ti bicho-feio ! xôooooo !!!! É Estar e brincar com ela, à grande e à Tiense ( á moda da tia) onde só há lugar para o improviso e a palhaçada. Por isso, agora é a hora de tornar todos os sonhos reais. Cada instante, de cada vez. Percebi que lhe arranco grandes gargalhadas com a minha forma criativa e divertida de contar histórias, ou como diria a minha irmã: para quê os doutores palhaços quando tens a Tia M.!? E hoje , assim à pressa lembrei-me duma linda história, sobre a amizade, a união, a generosidade . Sobre aqueles que julgamos mais frágeis , mas que conseguem mover montanhas. Sobre os bons amigos que são como as estrelas....nem sempre os vemos, mas sabemos que estão sempre lá. Vai ser uma história para ela, que espero os pais oiçam. Levo um urso e algumas borboletas que fiz em origami ( ver o tutorial aqui) . Depois vamos pendura-las num ramo, para lhe alegrarem e personalizarem o espaço, que já sei está carregado de boa gente. Mas....não há como a nossa casa, os nossos e se depender de mim ela terá disso todos os dias !
A minha sobrinha mais nova está doente. Com aquela doença de nome feio e que deixa todos os que sabem, constrangidos e incomodados, tristes e indignados, ansiosos e desconsolados, mas sobretudo muito revoltados. Não era para menos, mas como estamos a falar da gigante C. vai correr tudo bem. É que sabem, eu acredito mesmo que ela vai ficar boa, porque tenho a certeza que o Amor cura. Agora é preciso criar uma rede de colo e mimo infinito, para ela, para os pais , para as irmãs e para todos nós, que a amamos acima de tudo. Sim, acima de ti bicho-feio ! xôooooo !!!! É Estar e brincar com ela, à grande e à Tiense ( á moda da tia) onde só há lugar para o improviso e a palhaçada. Por isso, agora é a hora de tornar todos os sonhos reais. Cada instante, de cada vez. Percebi que lhe arranco grandes gargalhadas com a minha forma criativa e divertida de contar histórias, ou como diria a minha irmã: para quê os doutores palhaços quando tens a Tia M.!? E hoje , assim à pressa lembrei-me duma linda história, sobre a amizade, a união, a generosidade . Sobre aqueles que julgamos mais frágeis , mas que conseguem mover montanhas. Sobre os bons amigos que são como as estrelas....nem sempre os vemos, mas sabemos que estão sempre lá. Vai ser uma história para ela, que espero os pais oiçam. Levo um urso e algumas borboletas que fiz em origami ( ver o tutorial aqui) . Depois vamos pendura-las num ramo, para lhe alegrarem e personalizarem o espaço, que já sei está carregado de boa gente. Mas....não há como a nossa casa, os nossos e se depender de mim ela terá disso todos os dias !
os "comprimidos" são mágicos e são para os pais tomarem em caso de emergência. A ver se despachamos os pensamentos maus todos e lhes adoçamos a alma. Para que saibam , o bicho é grande, mas a C. é muito maior ! Tomáaaaa
O urso caça borboletas
Susanna Isern & Marjorie Pourchet
O urso caça borboletas
Susanna Isern & Marjorie Pourchet
OQO editora
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Vamos ás compras ? # jogos de família
As coisas doutros tempos, já se sabe, são uma paixão que tenho ...Então se tiverem lindas ilustrações e dêem para jogar com a pequenada cá de casa, perfeito ! As idas à feira da ladra têm destas pequenas , mas grandes surpresas. É que este tem sido o jogo preferido e repetido destes novos fins de tarde, mais escuros e frios e já passados no quentinho da nossa sala. Entre muitas outras invenções e animações das duas irrequietas, aventureiras e criativas miúdas cá de casa. Agora que a maiúscula já sabe ler e que está no espírito da coisa ( esta semana ainda não ligámos a televisão iéeeeeeeeeeeeeeee) vou então tirar da prateleira o outro jogo, o meu jogo, aquele que também joguei vezes sem conta e que agora vai fazer todo o sentido.
Entretanto estive a tentar pesquisar pela data deste jogo, mas infelizmente não encontrei nenhum tipo de informação . Uma boa ideia seria eu conseguir catalogar todo este universo MaJora....Alguém me ajuda? ( as fotos são de minha autoria)
Etiquetas:
antes que desapareça,
aqui em casa,
caçador de leilões,
família,
herança,
histórias com tempo,
ilustração,
miúdos e graúdos,
saudade
quarta-feira, 20 de julho de 2016
2 anos, em velocidade cruzeiro
Quando a maiúscula fez 2 anos percebi o quanto me deu imenso prazer preparar os detalhes da sua festa , mesmo que ela ainda não o percebesse ou desse importância. Agora percebe e da me tanto valor quanto confiança , para escolher um tema e preparar tudo. Logo agora que eu estou tão cansada e a precisar é que organizem a minha vida, por mim. Mas isso agora não interessa nada porque o importante é fazer acontecer ! e a minúscula ,enquanto eu tiver ideias e vontade, também terá sempre direito a uma festa única ! Foi o que aconteceu com a pequena comemoração que fizemos na sexta -feira passada, com quem pode estar (se puderem escolher ,não tenham filhos no Verão que para elas é uma tristeza não terem amigos na festa- não me refiro ainda à minúscula claro que estava feliz e radiante , como sempre). Na verdade foram só pequenos detalhes, mas que quanto a mim fazem todo o sentido e a diferença e tal como as festas anteriores da mana, tudo começa baseado no padrão do vestido da festa- que desta vez não foi feito por mim. Barcos de papel azul marinho. Toalhas para as mesas do jardim. origamis em papel para decorar os pratos e o bolo. O agradecimento à presença dos familiares e amigos.
Como a lona é cara- e é a cara do "tema", optei por ter um simples quadrado para a mesa do bolo e comprar alguns metros de tecido branco, fazer um novo carimbo e estampar os ditos barcos aleatoriamente.
O saco contém sempre um elemento comum e outras prendas umas para os outros bebés (papel azul para os papás fazerem um barco de papel) crianças (2-sim sou contida- gomas em forma de peixinho) e adultos ( o imam dos 2 anos para juntar no frigorífico ao lado do 1 e dos já 6 da mana, eheheehh). Aquilo que foi em todos e que testamos na miúda que A dO Ro U foi uma tatuagem temporária, desenhada por mim (baseada no padrão do vestido) numa técnica super rápida ( tirando o tempo de espera do papel específico que se tem que mandar vir de fora). Um episódio curioso foi ela ter reparado numa mãe que tem uma tatuagem a sério no braço e ter ido logo a correr mostrar a dela, como quem diz: olha ! também tenho ahahahah
Foi muito , muito simples, mas certamente inesquecível para mim e um dia para elas. Tudo para elas. Muito obrigada ao serviço sempre ultra completo de catering , fornecido pelas avós e sobretudo à disponibilidade da Mãe do "Xei" que apesar de não puder estar presente lhe fez o bolo da festa- o seu preferido- de chocolate ( sim.....só tem dois mas já sabe bem o que gosta e o que quer)
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Momento obrigada universo , de seu nome Júlia
Há precisamente dois anos tive a noite mais memorável na minha vida. Obrigada minha filha, por aqui chamo-te minúscula, mas bem sabemos que és gigante <3.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
terapia #1
Quis o universo que há uma semana atrás, a Sara escrevesse este Post- que fala numa viagem , em arquitectura, em memórias. Precisamente numa altura em que eu me questiono sobre as viagens, a Arquitectura e as memórias. Nesse dia chorei muito. Chorei porque percebi ( e verbalizei) que não estou mais apaixonada pela Arquitectura, aliás , porque percebi que talvez nunca tenha sequer estado apaixonada . Sempre o soube, mas é ao ler as palavras dos enamorados e ver as obras dos artistas, que tenho a certeza que devo ter estado no sítio errado à hora errada. Percebi que o curso me deve ter passado ao lado, porque estava mais preocupada em "sobreviver". Chorei, porque me sinto muito menos que os outros e porque não sinto empatia com aquilo que me deveria fazer feliz. E depois chorei porque a descrição dela, ao dito convento, seguida de algumas imagens do mesmo , me fez regressar a um lugar do meu passado, muito antes, que só me trouxe tantas e boas memórias, seguidas de saudades. Afinal existe este lugar em mim e fica na Serra da Estrela e agora quero tanto lá regressar...
(retirei estas duas imagens da internet, ou seja, não são de minha autoria )
Curiosamente também é um convento e lembro-me de ter uma forma arquitectónica igualmente marcante (assim que nos aproximava-mos da vila lá estava a caixa de fósforos , como lhe chamava) . Ao investigar agora mais um pouco percebo que é uma obra recente, os anos 60 do século passado, mas agora quero muito investigar mais um pouco. Também haviam espaços aonde não podíamos ir, o que torna tudo muito mais empolgante e misterioso. Lembro-me das viagens intermináveis para lá chegarmos, num daqueles carros clássicos dos anos 70 dos meus avós, da caixa de fósforos branca, dos cheiros do ciprestes, do silêncio, de estranhar a modernidade da igreja, do claustro também pouco convencional, dum lago com peixes, dos baloiços enferrujados, do tanque lá em baixo, dos passeios pela serra, das refeições nos refeitórios, de ir para a cozinha ajudar e ser recompensada com pratos de batatas fritas, das irmãs simpáticas e das que fugíamos de medo. Chama-se casa rainha do mundo e fica em Gouveia e esta aqui em baixo sou eu, nos ditos baloiços e no meio da serra cheia de memés. E choro agora , mas é de felicidade.
Etiquetas:
A inveja é uma coisa muito feia,
Amor é,
família,
lugares,
momento obrigada universo,
o amor é um lugar estranho
quinta-feira, 17 de março de 2016
Da beleza das coisas mais simples *
No início deste ano (lectivo) decidimos não inscrever a Maiúscula em actividades, sem antes perceber como seriam as novas rotinas e dinâmicas dos dias. A natação era algo que gostávamos que continuasse, mas ela não quis e nem insistimos. Custou-lhe mais foi deixar de ir, com as primas, fazer Aikido com a avó, que por uma questão de logística se tornou complicado. Entretanto tentámos procurar aulas de dança criativa, mas o único sítio que nos interessava só tinha aulas ao sábado de manhã. Acabou por ir experimentar com uma amiga o Hip Hop , para o qual não tem lá muito jeito, mas que ela gosta muito e sempre ajuda a descarregar a energia (imensa) com que vem da escola (deviam ter ginástica todos os dias , essa é que é essa). Entretanto voltou a falar nas quartas...e agora com o tempo que se sobra de manhã (milagre lá por casa, desde que lhe oferecemos um despertador e ela se levanta e faz tudo sozinha! ah pois é) , senta-se na sua secretária a desenhar. Ontem, depois destas obras de arte, não fui capaz de deixar de lhe fazer a surpresa de a ir buscar mais cedo e a deixar na escola da prima, onde a avó estava para as levar para o Aikido. Se eu fiquei ultra comovida com a maravilha que está este seu livro ilustrado, imaginem ela quando percebeu tudo. Acho que vamos ter que nos reorganizar...Quanto aos desenhos, vou emoldurar para não ficarem todos babados.
* que infelizmente tanto complicamos...mas que vamos sempre a tempo de mudar !
segunda-feira, 7 de março de 2016
Faz tu mesmo # é uma base portuguesa concerteza
Estou tanto de entusiasmada, como de angustiada. Isto da falta de tempo, para fazer as coisas que verdadeiramente me fazem feliz, começa-me a afectar o mau humor , mas pior o Amor. Ando mesmo irritadiça, refilona, deprimida, saturada e sobretudo preocupada, com a forma como ando a viver esta Vida, que merecia tanto, tanto mais. Dói ainda mais, quando a maiúscula ( não sei se inconscientemente- ela diz que vê o futuro- me do) me começa a pedir para ser eu a ensinar-lhe as coisas, cá em casa. Mas que ela me percebe e sente, já eu percebi. E é delas e por elas que vou pensado e fazendo, estes fugazes instantes, que me vão dando fôlegos de sonhos e de esperança . Se ela está a dar os poliédros, então que se reinventem formas de os ver. Este é portanto um projecto simples, lúdico e que resulta em objectos lindos, práticos e tão nossos. A cortiça e os padrões dos azulejos que afinal: Oh mãe, mas isso são cubos!! <3
materiais:
tinta acrílica + pincéis
Placas de cortiça
x-acto + base para cortar + régua
fita
verniz/selante mate transparente (para garantir melhor acabamento, se necessário)
processo:
Modéstia à parte, mas acho uma ideia brilhante, que pode ser usada tanto individualmente, como bases para copos e chávenas quentes, mas também em grupo, criando o tal padrão , para travessas quentes ou bules, por exemplo. Isto foi só um começo, que a ideia é fazermos uns quantos mais. Já pensaram que este é um bonito e barato presente que todos conseguem e podem fazer, para ter ou até oferecer ? (é mesmo por isso que nunca conseguirei viver disto...) Por falar nisso, tenho um giveaway deslumbrante para fazer em breve....me aguardem !
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Sobre a morte #livros infantis ( para todos)
Aqui estão eles. Dois livros que abordam, aquele tema tabu, que ninguém gostaria ter que falar ( sobretudo a crianças, como diz na peça o Miguel Fragata) : a morte, mas com naturalidade, com sensibilidade, sem camuflar a sua importância ou aligeirar a dureza do mesmo. Tudo é dito sem dizer. São livros de uma beleza incrível e que nos podem ajudar a aceitar que a morte é uma inevitabilidade e que por isso mesmo temos é que viver esta vida com tudo aquilo a que temos direito. São pois livros sobre a vida, com o melhor que ela tem: Felicidade, experiência, aprendizagem e herança, amor e família, onde os dias de despedida tristes e cinzentos se pintam de luz. São livros cheios de poesia e sentimentos, sobre a realidade que afinal não é infinita nem eterna, contados com imensa delicadeza. Afinal, estes sentimentos de dor, tristeza, amor e saudade fazem parte das nossas vidas, "só" precisamos é de aprender a lidar com eles. São livros para crianças, mas tenho a certeza que vão emocionar muitos adultos, que se vão rever tanto nestas relações com os nossos próprios avós. Não tenho qualquer vergonha em dizer que a mim, me fazem chorar.
O Anjo da Guarda do avô, por Jutta Bauer da Gatafunho + A Avó adormecida, por Roberto Parmeggiano e João Vaz de Carvalho da Kalandraka
Quis a vida e o mistério da morte, que enquanto escrevo e organizo o post, que a minha querida amiga, com o qual estava a falar precisamente sobre isto que é o mistério da nossa "hora", recebesse a mais triste das notícias, que o seu avô
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Post ranhoso !
Não gosto de falhar e não gosto de fazer as coisas meias bem e não gosto que me façam favores e por isso hoje, e de novo, estou de novo com um nó na barriga. Mas vamos por partes. É inverno . está frio, chove e faz vento, por isso as constipações gripes e afins são (dentro da época) " normais". Se em nós é chato, nas crianças pior e nos bebés nem se fala. Penso que tudo deve ter começado em meados de Dezembro. Semana sim semana não e lá tinha eu que ficar em casa com a miúda e isso também significa que tenha que faltar ao trabalho. E é aqui que as coisas complicam. Este vai não vai, esta falta de sossego, esta inquietação tola. Não deveria ter que me sentir assim encostada entre o bem estar das minhas filhas e o meu trabalho, mas sinto e é das piores sensações. Some-se estas ausências à minha corrente desilusão no trabalho e imagine-se o catastrófico resultado. Vontade zero.capacidade de concentração e produção zero. E nos entretantos lá tenho que a deixar , para depois voltar a piorar. Ou ela ou a outra, que também precisa de tempo e mimo e de se vestir, de tomar banho, comer e dormir. Elas e eu e o pai que tenho a sorte em ser um super-homem! Mas mesmo os super heróis têm as suas fraquezas e a nossa força não dura para sempre. É neste absurdo que as famílias tentam (sobre)viver nos dias que correm. Aliás eu, que estou aqui só a gritar falar por mim. Na semana passada a minúscula piorou e a maiúscula adoeceu. Para evitar recaídas decidimos ficar com a minúscula em casa e a maíscula ao 4 dia voltou para a escola. Ao 5 ligaram-nos porque afinal estava mal. bah ! Hoje o regresso, mas pedem-nos um papel (sim entendo a função, mas entendam também que tal como sugerem é melhor ficar em casa que regressar aos infectários por um dois dias-que na realidade são os tais um-dois dias a mais de trabalho que a mãe tem que perder), que não tenho porque a consulta é só amanhã. Impasse. Não "consigo" ficar com ela e eles "aceitam-na" com a condição que foi uma vez sem exemplo. Detesto que me façam favores de nariz torcido. Claro que preferia ficar com ela ! claro que só me apetece mandar o trabalho para as urtigas ! Claro que estou de novo de coração nas mãos e de mãos juntinhas a desejar que elas não piorem ! Claro que não estou a produzir nada de jeito ! Claro que andamos mais cansados e o mau feitio já espreita e quem é que paga as favas ? Elas e ele e eu própria que ando com pouca pachorra para me aturar....bah . Isto porque não consigo abrandar , aliás não posso ! como já diz a maiúscula: Não é nada justo ...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Dia de Reis, hoje dedicado á minha-rainha-maior
Hoje é dia de Reis. E ontem entusiasmei-me no texto que deveria antes, estar aqui. diferenciado. Mas depois da pesquisa do dito post da Mum's the boss, sobre os miúdos não darem valor a nada e de o ter lido com toda a atenção, achei que merecia destaque. Vamos por partes. A minha filha não tem muitos brinquedos e muito menos dispositivos electrónicos, nunca investimos muito nisso , até porque cedo percebemos que ela era mais de se entreter com as coisas mais banais que temos lá por casa e porque construímos sempre coisas (provisórias) com ela e para ela. Tanto , que ela "hoje" o que pede é coisas para construir- não convencionais...( ou seja ,na volta até valoriza) O que por outro lado me deixa confusa ( ah espera é isto que se chama crescer e educar). É que hoje em dia tudo é uma seca para ela. Acho que por ela , passava o que lhe resta do dia ,a ver televisão. Até eu ter tempo e projectos para fazer com ela, que ela até acaba por gostar de fazer- sobretudo quando há Mesmo tempo (o que nos dias que correm e com toda a sorte do mundo que ela até tem, não é suficiente e infelizmente eu não consigo ter ideias e concretiza-las para todos os dias). Isto poderia levar-me ao Grande assunto, mas neste momento não posso mesmo pensar nisso, mesmo que talvez ganhasse A coragem de vez para o fazer. Se nós não temos nada em abundância e se sempre valorizamos o tempo de estarmos e fazer-mos algo juntos, porque razão ela não dá valor a isso? Quando temos o essencial conseguimos olhar para aquilo que realmente é importante. OU no fundo até dá, mas agora anda só mais frustrada e cansada e revoltada? Funciona por opostos, será? pelo facto de haver muita coisa, não temos como apreciar tudo o resto porque há demasiada informação à nossa volta. Ai. A pressão do não se querer falhar, de não a mimar mas também de não a traumatizar. Sim, há ainda a referência da nossa própria infância, ou seja, tentar não cometer os mesmos erros que provavelmente até fizeram connosco no passado. A importância das coisas também é tão relativa...afinal qual é mesmo o mal de uma criança de 6 anos querer brincar com uma barbie? Pronto já fiz a ligação. A minha filha escreveu uma carta ao pai natal, onde pediu coisas que nós não achamos piada nenhuma, mas que ela pelos vistos queria muito. Percebemos isso depois do Natal , quando ela se chateou porque ainda por cima o pai natal a quem ela entregou a carta (ok, mea culpa, devíamos ter ido por ao marco do correio) lhe prometeu que ia dar toda a atenção aos seus pedidos. Depois porque uma das crianças do nosso Natal recebeu caixas e caixas de tudo aquilo que pediu ( e mesmo assim no final estava aborrecido...). Ponderei. Afinal ela não é nada de pedir coisas (esquece lá um ipad que primeiro está o teu pai e tens tempo para queimar a vista a os neurónios à frente dum ecrã). Nem tem assim tantas futilidades (meu ponto de vista claro) quanto isso. Eu própria gostaria (horrores) de ter brincado com a Barbie, essa é que é essa. E o brilho nos olhos dela quando lhe dissemos que os Reis ás vezes é que trazem O presente, foi o que acabou por derreter o coração. Tal como a sua emoção, ontem, ao deixar 3 pedaços de bolo e água para os camelos e hoje, quando me veio acordar histérica porque os Reis lhe deixaram O presente. Com uma carta a explicar que o Pai Natal hoje em dia já não consegue dar resposta aos cada vez mais pedidos dos meninos e que ela até já tem tudo o que precisa para ser feliz. A resposta vai-nos dar logo à tarde, quando voltar da escola e terminar comigo o tal caderno da gratidão, que estou indecisa terá 12 (mês) ou 52 (semanas) páginas e que espero seja outra forma de expressão e comunicação entre nós. Por fim não posso deixar de partilhar este filme. sendo que eu sou meia alérgica a ver e logo a partilhar filmes (daqueles que provavelmente já todos viram) , a publicidades muito bem montadas (tanto que até parece bom demais para serem verdade) e de lágrima fácil. Esta, lá está...comoveu-me...mas infelizmente não me revelou a resposta que "procuro".
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Presentes de Natal # os adultos
Dar presentes que tenham que ser usados/ consumidos, tem sido a nossa preferência nos últimos anos e quanto a isso acho que não são precisas grandes justificações. Este ano acabou por ser uma sucessão de coincidências que me levaram a escolher os azeites e o sal aromatizado, sim, por nós, com os melhores e mais frescos produtos. Tudo foi pensado, desde os frascos , ás combinações, ás etiquetas, aos sabores e no final fiquei mesmo orgulhosa e feliz com a simplicidade (aparente) deste nosso presente. O Azeite Virgem extra biológico com 0.3 graus de acidez, vem directamente dum lagar na beira do olival da "madrinha" da minha minúscula, que é uma grande amiga minha. As ervas frescas e a flor de sal comprei-as no mercado biológico lá do bairro, os frascos também. Depois foi fazer , imprimir, cortar e atar as (não são lindas ?) etiquetas e embrulhar os conjuntos.
Os embrulhos também foram feitos por nós. As etiquetas são estas árvores e estas bolas de Natal - feitas com a tal argila branca, uma palhinha, um pauzinho e um pouco de cola com brilhantes vermelhos e dourados - que para o ano podem colocar nas suas árvores de Natal! E foi assim mais um Natal, este que correu mesmo bem. Que continuem as festas, pelo menos até amanhã com a chegada dos Reis- que aqui em casa se vive com (ainda) muita magia. Amanhã a maiúscula vai receber O presente que mais queria e pediu ao Pai Natal. Só percebemos que é mesmo O que quer depois da azáfama do Natal, por isso faz mais sentido dar agora. Este ano, como já há muitas perguntas (mas porque é que ele recebeu tudo -e muito- o que quis e eu não? ) os reis vão deixar uma carta do Pai Natal a (tentar) explicar qualquer coisinha e O caderno da gratidão. Não é que ela tenha brinquedos a mais (que na verdade não tem) , é mais para que ela perceba que não são todas as coisas que os outros têm e que ela poderia ter que fazem dela uma menina feliz. No fundo é sempre assim não é ? nunca percebemos as coisas quando as deveríamos perceber, só mais tarde quando olhamos para trás é que ganhamos consciência. O que importa é irmos semeando. Boas festas !
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Presentes de Natal # as crianças
Este ano (quer dizer o ano passado) a inspiração não era lá muita e depois chegaram uma série de dores que me deitaram mesmo abaixo durante demasiado tempo, mais algumas constipações da pequenada e o rapaz com demasiado (excesso mesmo) trabalho, que me/nos impediram de pensar e fazer aventuras. Podíamos comprar coisas já feitas e até pedir que as embrulhassem ? Podíamos, mas não era a mesma coisa pois não? Por isso e através de pequenos ajustes e algumas invenções foi assim que demos literalmente a volta ao assunto. A pequenada divide-se em bebés: que ganharam uma mochila (feita aqui pela MadMad, que recebeu A melhor e mais linda das prendas-em construção-atenção) digna dos maiores aplausos lá em casa e do melhor comentário de sempre da maiúscula: Uau mãe, parece mesmo a sério ! (ahahahahah);
nas miúdas, que receberam um tear - que era para ter sido construído por nós, mas não houve tempo e por isso comprámos já feito, trocámos os acessórios por linhas bem mais bonitas, recortamos e colámos as instruções num cartão bem prático e colocámos numa malinha feita e personalizada por mim. Simples mas lindo não?
nos miúdos, que receberam um kit com carros e aviões para montarem ( tipo Meccano) que também comprámos, mas desembalámos e metemos numa caixa de madeira que adaptámos , pintámos e personalizámos à maneira. Simples, mas única, não?
A parte curiosa é que somos uma família de artistas e quem se esmerou absolutamente este ano, foi a minha irmã....que costurou e costurou as mais lindas e espantosas máscaras de super-heróis para os rapazes, as mais lindas e práticas capas de desenho para as miúdas e as baby-ardósias para as bebés. Para não falar das caricaturas familiares do meu cunhado que estão absolutamente fantásticas , de rir e chorar por mais. A ver se consigo mostrar ( se eles deixarem claro) .
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Faz tu mesmo # canhão de confettis
Por aqui já não se gosta muito de olhar para trás, já não se fazem listas de desejos, já não se compram cuecas azuis, já não se metem notas no bolso, já não se salta do banco, já não se escreve o nome do amado/ desejado na planta do pé e se grita vais ser meu sei lá quantas vezes, já nem se comem passas e já só se dá um gole no champanhe, já não se vai para fora não sei quantos dias e nem se janta com popa e circunstância. Acho que no ano passado até nem demos pela meia-noite....Agora as festas são outras, diferentes mas cheias de boas energias, cheias de brilho e cor e animação e muitas risadas (minha doce maiúscula, és tão radiante que nem imaginas) e abraços de família (minha doce minúscula és tão grandiosa que nem imaginas). Por isso mesmo em cima do relógio o último #FTM do ano, que se faz em menos de 5 minutos e que já comprovámos ser digno de festa ! Por aqui comemora-se a qualquer hora, por isso Feliz Ano Novo !
Ah e para o ano vão haver surpresas....
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















































