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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fractura exposta

Há alturas em que deixo de acreditar em tudo e só me apetece desistir. Mas não posso, nunca...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dor-sabafo

Algumas músicas contêm toda a verdade do mundo. “do you realize?”, dos flaming lips, é uma delas. É a música que pergunta se temos noção de que todos vamos morrer um dia. Nós temos, mas nunca estamos preparados para lidar com aquilo que deixa de existir- no plano físico e real, de abraços, de olhos nos olhos, de conversas e confissões. Toda morte é dolorosa, porque vem cheia de incertezas, dúvidas e de perguntas que nunca mais terão resposta. Pensamos em tudo o que a gente não disse, em tudo que poderia ter sido feito, em tudo o que a gente ainda queria fazer…Pergunta-mo-nos porquê? Onde estava eu? Onde estava Ele? E se…
E é isso que nos diz a letra desta canção: “que nós, em vez de dizermos adeus, devemos fazer com que todas as pessoas importantes saibam o quanto  são importantes , enquanto elas estão aqui; and instead of saying all of your goodbyes / let them know you realize that life goes fast / it’s hard to make the good things last / you realize the sun doesn’t go down / it’s just and illusion caused by the world spinning round.
Falta de tempo é a grande desculpa deste século. Toda a gente tem tempo para fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo, mas nem sempre consegue encontrar um espaço na sua super-agenda, super –preenchida de tudo e nada,  para tomar um café ou uma cerveja com os seus amigos . Deixamos tudo para depois, arranjamos desculpas atrás de desculpas e adiamos e remarcamos, sem saber bem o porquê. Até que um dia será tarde demais e aquela pessoa pode não estar mais ali e aí entramos num longo período dos verbos no tempo condicional. Devíamos evitar dizer adeus e insistir mais em olhar nos olhos de quem amamos, mostrando, falando, partilhando, abraçando, dizendo de qualquer forma, que o seu coração só é seu, porque tem um pedaço de cada um deles ali, no seu peito. 


 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dor-sabafo

Passamos o tempo da vida a tentar comunicar, a aprender , a ser aliciados e criar ligações, desde o momento em que acordamos até ao momento em que vamos dormir, pensando que finalmente teremos algum descanso. Mas depois começamos a sonhar e o inconsciente lança-nos mais perguntas e empurra-nos para o abismo das hipóteses, como se nos quisesse dizer qualquer coisa. Qual enredo mais esdrúxulo do David Lynch qual quê! São horas na Internet, conversas banais ao telefone, montes de links, leituras na horizontal, imagens que se amontoam. E no meio disto tudo há a vida real. Os encontros com os amigos cada vez mais fugazes, as conversas com os conhecidos são banais, a família que ter que ser cuidada, é muita informação! É nesta tentativa de não querermos deixar-nos ficar para trás, de querermos mais e melhor, que nos excedemos. Há uma altura em que devemos dizer chega, um momento em que temos simplesmente que parar de (re)pensar.  E tudo aquilo que precisamos é apenas e só de silêncio.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fractura (demasiado) exposta

Não estou bem. Fraquejo por tudo e por nada e comovem-me as coisas mais ridículas como ver um casal de turistas e seus três lindos filhotes a passear por Lisboa. Se soubessem o quanto as viagens me fazem falta....e o dinheiro então....

quarta-feira, 18 de abril de 2012

fractura exposta

Se calhar não pareço, mas sou uma pessoa altamente frustrada....Por não ter nenhum dom que me faça destacar de todos os outros. E isso aborrece-me, bastante. Tenho imensas vontades, imensos desejos, imagens perfeitas dentro da minha cabeça, textos presos entre os meus dedos, gritos que teimam em sair mudos, discursos emotivos que se atropelam entre a razão e a emoção, viagens por fazer, demasiadas peças que me bloqueiam todos os caminhos para a criação. E isso traduz-se em frustração. Não tenho o dom da palavra, nem da escrita, nem das imagens, nem  da construção coisas novas, nem da criação. Sinto-me pequena e encolho-me perante aqueles que têm muita mais bagagem intelectual que eu. Eu sei, não devia.Mas lá está, falta me qualquer coisa. Talvez seja só  falta de equilíbrio emocional, não sei...ou então talvez tenha que trabalhar mais e mais, aprender mais e mais, estudar mais e mais, treinar mais e mais. Mas há feridas demasiado profundas. E acabaram de me magoar , mais uma vez. Sinto-me pequena, mais uma vez. Não devia, eu sei...Sobretudo quando usam armas  (infundadas) com as quais rapidamente me desarmam, pois não tenho poder de argumentação, sabedoria, cultura e maturidade emocional para me conseguir defender. Sou só mais uma, humilde mas demasiado básica e invisível, é isso. Não nasci com um dom, não tive a sorte de me estimularem ou canalizar para os locais certos, não me transmitiram a segurança que precisava e que continuo a precisar, perdi-me no crescimento emocional e intelectual e não sou suficientemente audaz de modo a que a sorte me proteja. A minha frustração foi crescendo e foi acumulando mais barreiras e obstáculos, tornando-me cada vez mais insatisfeita e cada vez mais longe de objectivos, que entretanto se foram multiplicando e que fazem com que eu hoje, ainda não seja uma pessoa realizada. E isso dói pró caraças.