Mostrar mensagens com a etiqueta isto não é um baby blog. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta isto não é um baby blog. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 20 de julho de 2016

2 anos, em velocidade cruzeiro

Quando a maiúscula fez 2 anos percebi o quanto me deu imenso prazer preparar os detalhes da sua festa , mesmo que ela ainda não o percebesse ou desse importância. Agora percebe e da me tanto valor quanto confiança , para escolher um tema e preparar tudo. Logo agora que eu estou tão cansada e a precisar é que organizem a minha vida, por mim. Mas isso agora não interessa nada porque o importante é fazer acontecer ! e a minúscula ,enquanto eu tiver ideias e vontade, também terá sempre direito a uma festa única ! Foi o que aconteceu com a pequena comemoração que fizemos na sexta -feira passada, com quem pode estar (se puderem escolher ,não tenham filhos no Verão que para elas é uma tristeza não terem amigos na festa- não me refiro ainda à minúscula claro que estava feliz e radiante , como sempre). Na verdade foram só pequenos detalhes, mas que quanto a mim fazem todo o sentido e a diferença e tal como as festas anteriores da mana, tudo começa baseado no padrão do vestido da festa- que desta vez não foi feito por mim. Barcos de papel azul marinho. Toalhas para as mesas do jardim. origamis em papel para decorar os pratos e o bolo. O agradecimento à presença dos familiares e amigos. 

Como a lona é cara- e é a cara do "tema", optei por ter um simples quadrado para a mesa do bolo e comprar alguns metros de tecido branco, fazer um novo carimbo e estampar os ditos barcos aleatoriamente.


O saco contém sempre um elemento comum e outras prendas umas para os outros bebés  (papel azul para os papás fazerem um barco de papel) crianças (2-sim sou contida- gomas em forma de peixinho) e adultos ( o imam dos 2 anos para juntar no frigorífico ao lado do 1 e dos já 6 da mana, eheheehh). Aquilo que foi em todos e que testamos na miúda que A dO Ro U foi uma tatuagem temporária, desenhada por mim (baseada no padrão do vestido) numa técnica super rápida ( tirando o tempo de espera do papel específico que se tem que mandar vir de fora). Um episódio curioso foi ela ter reparado numa mãe que tem uma tatuagem a sério no braço e ter ido logo a correr mostrar a dela, como quem diz: olha ! também tenho ahahahah


Foi muito , muito simples, mas certamente inesquecível para mim e um dia para elas. Tudo para elas. Muito obrigada ao serviço sempre ultra completo de catering , fornecido pelas avós e sobretudo à disponibilidade da Mãe do "Xei" que apesar de não puder estar presente lhe fez o bolo da festa- o seu preferido- de chocolate ( sim.....só tem dois mas já sabe bem o que gosta e o que quer)

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Livro mais que silencioso

Estou sempre a repetir-me , eu sei....mas as saudades são mesmo assim, multiplicam-se e dividem-se e somam-se e subtraiem-se aos meus dias, à minha vida. Mais quando precisava mesmo dela para me ajudar a não ter medo de arriscar a meter as mãos nos tecidos e nas linhas e a fazer coisas bonitas, como as que ela fez....Queria fazer um quiet -book para os 2 anos da minúscula. A ideia surgiu depois de ter visto o maravilhoso trabalho que a M (amiga dos blogues) fez no ano passado para a sua bebé.  que nem me passou pela cabeça que pudessem ser feitos , assim de forma caseira. Desde essa altura que comecei a pesquisar , investigar, separar, guardar, planear, imaginar....tenho tudo organizado, em esquemas num caderninho, mas o plano , que  pressupunha que eu iniciasse em Janeiro e fizesse pelo menos 1 por mês , já era...Estamos em Maio e daqui a 2 meses a minha bebé vai deixar de o ser e o livro só está todo feito na minha cabeça. Eu sei...não devia....devia era parar de pensar e duma vez por todas agir! fazer ! começar ! Falta-me coragem, entre tantas outras coisas. Tenho medo de avançar porque temo falhar, porque sou demasiado exigente comigo e com tudo o que me empenho a fazer. Falta-me  a minha avó, para me segurar a mão e amparar a queda. É que sem rede é tão dificil dar saltos....
 
Perdi uma tarde a olhar para esta capa de almofadão, que ela fez . Parece tão simples não é? Mas não é. Queria perceber como se faz, como e por onde se começa, ter a paciência e sapiência para conseguir transformar os pequenos e muitos retalhos dela num livro inesquecível para todas. Não vou a tempo de fazer um workshop em bordado ou algo parecido, mas vou a tempo de arriscar. Será que vou ser capaz?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Uma luz, na terra

No final de Setembro , quando o tempo começava a ficar instável e já chovia e arrefecia consideravelmente, resolvi procurar actividades para a maiúscula e a minúscula, que permitisse manter a nossa sanidade neste começo de outono, mas sobretudo que não  envolvesse ficar a bater com a cabeça nas paredes , dentro de casa. Somos pessoas de rua. Somos pessoas curiosas. Somos exploradoras. Logo nessa altura comprei os bilhetes, porque bem sei que  as pequenas coisas que vão havendo, que me parece preferem ser encontradas que se mostrarem (ainda bem por o meu lado), vão esgotando num abrir e fechar de olhos. Este sábado era o dia de irmos, pela primeira vez com a minúscula, assistir a um espectáculo ao teatro de São Luís. A verdade é que esteve por um ( aliás vários) triz. Resolvi arriscar e ainda bem que o fiz. Mesmo dorida ( e afinal já com a amolgadela no braço) e ligeiramente choraminga a minha boa onda- bebé-super-curiosa-exploradora, participou activamente, no mais belo e inteligente espectáculo para crianças (mais especificamente  bebés) que eu um dia assisti. E sim, eu sou bem exigente...Senão acreditam em mim oiçam  com atenção o vídeo que se segue.



As imagens talvez não demonstrem tão bem a felicidade, a surpresa, a curiosidade, o medo,a alegria, daqueles bebés. Mas eu estive lá e tão comovida e envolvida quanto ela. Foi mesmo especial e para primeira ida a um espetáculo  não podia ter sido melhor, se bem que agora me coloca num gigante dilema....Haverá mesmo melhor, ou vá, igual a este? será que ainda falta muito mais para que a Ainhoa crie outros espectáculos? É que fiquei viciada, nota-se não é? 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Faz tu mesmo # a mala do gato

A minúscula tem actualmente uma fixação por malas de senhora. Adora tirar tudo de dentro delas e sobretudo enfiar a alça na cabeça e andar dum lado para o outro. E Ai de quem queira ter a mala de volta ....sim, já ata a burrinha  e faz birras a besnica. Imagino que as dos outros serão sempre melhores e mais cobiçadas, mas pelo sim pelo sim pelo não, fiz uma só para ela- e outra para a irmã que faz tantos elogios ao meu trabalho que também tem direito a uma. Um gato pareceu-me o mais imediato, mas na verdade devm-se conseguir resultados super giros com outros animais. É que é tão simples e rápido que se não tivesse outras coisas para fazer, me saia uma ninhada ! vejam lá se percebem....


(senão , perguntem-me). Epah....Na verdade parece mais um mocho, mas é mesmo a cara do (nosso) gato de cada vez que vê a miúda a aproximar-se . Pelo sim pelo não vou acrescentar uns bigodes mais logo.
 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Agenda cultural para bebés - Outono (em progresso)

Lembro-me de quando a mais velha era bebé, procurar e procurar programas de fim de semana, sobretudo para quando chovia . É que ficar com ela em casa era um desassossego e eu abomino a ideia dos parques, não os infantis de rua , que esses adoro. Com excepção dos concertos para bebés na Olga Cadaval e os concertos nas manhã de Sábado no Oceanário, que ainda continuam a existir, só a partir dos 2 anos é que havia qualquer coisa. Ou então é só difícil chegar à informação, se não se procurar especificamente nos lugares- tal como aconteceu agora. Existem hoje em dia uma série de plataformas e agendas destinadas aos mais novos, mas parece-me que nem ali existe uma oferta para os mais bebés. Sendo assim e porque tenho uma bebé com um ano, que precisa de muito espaço, mas adora ouvir histórias e dançar, decidi pesquisar o que vai acontecer em Lisboa neste Outono. Até agora , eis o que encontrei, mas a busca continua !


Culturgest - oficinas para pais e bebés 
São Luís - Dança - Uma Luz na terra
Museu da Marioneta - Tarará-Tchim (Dançarte e Ária da Música)
Museu da marioneta - Carneirinhos  (Maria de Vasconcelos)
CCB -  oficina de teatro 

Na Gulbenkian não descobri nada para menores de 2 anos, no Maria Matos não têm nada agendado mas vão pensar nisso (assim é que eu gosto !) e aguardo resposta da Companhia de música teatral . Se me estiver a falhar algum, façam o favor de me lembrar. As bibliotecas também podem ser uma hipótese ( não a melhor uma vez que o passatempo preferido dela(s) é tirar todos os livros das prateleiras) , mas enquanto estiver sol e não chove, parques e jardins, muitos !

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Faz tu mesmo # sacos para arrumação

Ok, estão na moda e eu não sou os outros....Mas de repente vi-me com uma data de brinquedos espalhados ( da mais nova), sacos de papel dos embrulhos de ontem (da mais velha) e uma cabeça que não pára ( a minha) e lá resolvi eu dar ás mãos. O resultado não é perfeito, mas serve perfeitamente para o pretendido: ocupar o tempo livre,  meter mãos à obra, reciclar e arrumar !
 
Nem é preciso o passo-a-passo, pois não?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Happy aka momento obrigada Laura

Vá , podem me chamar de esquisita, aceito. Mas como sou anti-modas e sobrecargas de vídeos e partilhas estapafúrdias e  notícias fictícias fora do tempo e acções inflamadas americanadas e histerismos colectivos, sou capaz de deixar escapar algumas coisas importantes. Não faz mal  até porque chegam tarde, mas chegam sempre a tempo. Quis o destino a minha mais velha, que conseguisse ouvir pela primeira vez, esta música até ao fim e tacharammmm, só este fim de semana tenha visto o vídeo .

 

Desde então, quase que tem sido obrigatório, ouvir uma vez por dia, tipo bom dia alegria, enquanto nos abanamos e saltamos e dançamos à parva, as 3 . Sim que a mais nova já se abana e bem para delírio das fãs. A ver se registo o momento digno de entrar para o vídeo livro do bebé. Sim, é que afinal bastam-me elas (e ele) para ser feliz, por isso tocá celebrar!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Primeiro aniversário : Lista de (possíveis) presentes

Faço parte dum grupo secreto de mães (ops) que tiveram os bebés no verão do ano passado. Como o tempo voa (a minha já faz 10 meses esta semana) e mais cedo ou mais tarde, o primeiro dos bebés vai celebrar o seu primeiro aniversário, lembrei-me de fazer uma lista de presentes que tenho a certeza vão dar um jeitaço, para os pais, tios, avós, amigos e padrinhos. Talvez não haja para todos os gostos ( porque é baseado no meu), mas tentei pelo menos, que houvesse variedade no preço. Vale o que vale (sendo que me valeu bastante tempo de busca- entendo agora que isto dos blogs possa ser um trabalho- só queria era perceber como dá dinheiro) . Ah ! outro aviso....muito provavelmente eles vão gostar muito mais das caixas, fitas e papel de embrulho, do que propriamente os presentes, não se desanimem, tá? Têm tempo, essa é que é essa. Dito isto, espero que gostem e sobretudo que seja útil !

o que eles vão gostar quase de imediato

1. Cubos coloridos   Garanto que é sucesso garantido ! E a loja (this and that) onde os encontram, por si só ,também é um sonho.
2. Brinquedo em madeira para puxar. Há imensos animais , cada um mais giro que o outro.
3. Puzzle em madeira. Este é simplesmente lindo.
4. Jogo de encaixe ou como a matemática pode ser bem gira e divertida. Todos estes jogos de madeira podem ser encontrados na loja quer.
5. Há bolas e bolas. As minhas preferidas são as da crocodile creek que há na Imaginarium
6. Caixas de encaixe. Numa loja que tem muito e muito mais. Cristina Siopa.
7. Livros, sem abas, de cartão (é que os bebés têm um fascínio por rasgar e levar à boca tudo o que é papel) , com texturas e coloridos. Sugiro os da  Edicare  e do Xavier Deneux.
8. Puxa e empurra. É da plantoys e acho espero que se vende na loja quer.
9. Um boneco , único. Feito à mão , com todo o amor e dedicação. Este é apenas um exemplo, mas podem encontrar outros aqui, aqui  ou aqui.
10. estes cubos de cera de abelha são um espanto, até porque se eles os levarem À boca , não faz mal nenhum ! Aqui, diz que há.
11. Um clássico, mesmo que não seja muito usado. Os antigos eram lindos, mas agora há a Carrousel, que os tem lisos e em lindas cores.
12. Cadeiras de madeira , pitadas à mão. Nas grandes feiras anuais , no Alentejo, encontram-se muito, mas também há quem pela cidade as personalize.

Deixo aqui também outro link duma loja que acabei por descobrir ( infelizmente não é de cá nem imagino que por cá se venda) e que achei maravilhosa por demais. Ora espreitem....Chama-se Grimms, tal qual os contos de fadas !

  Os que vão adorar quando perceberem
A. o Diário de uma vida inteira ,de memórias. sem palavras, genial.
B. Uma sessão fotográfica ( o difícil é escolher, mas eu tenho 5 referências, se quiserem saber quais, perguntem-me)
C. Roupa há muita, mas especial de corrida, por aqui não costuma haver muita. Esta pode ser encontrada na Mini by Luna.
D. Uns sapatinhos super leves e confortáveis, para os primeiros passos e ainda por cima , feitos cá.
E. Um baloiço especial, cada um mais lindo que outro e concebido e feito por uma dupla de mães, também de cá.
F. Um colar personalizado, não para já, mas para sempre...

Os que são para eles, mas sobretudo para os pais deles

I. Já todos perceberam que quanto mais prático, pequeno, leve e reclinável melhor. O pior é que os mais leves e compactos não reclinam (humpft) .Sugiro então os da Chicco (LiteWay), porque me parecem ace$$iveis e sempre são 6 cm mais curtos que os da Zippy....
II. Um termos para levar as refeições para toda a parte (praia/campo). é das melhores coisas que se pode ter, garanto ! Diria mesmo que esta É a prenda que todos vão querer.
III. Um piscina insuflável garante horas de diversão, algum descanso e menos quilos de areia comida, ou pauzinhos e pedrinhas....Encontram por exemplo na Decatlon.
IV. A bela da mantinha para os pic-nics com os amiguinhos e as amiguinhas. Também há venda na Decatlon, para quem não quer gastar muito dinheiro....As Mantas alentejanas sao bem mais bonitas, mas caras. 
V. este saco maravilha aqui de baixo . Para enfiar todas as tralhas que lhes ofereceram, mais todas as outras que já tinha e que andam sempre espalhadas por todo o lado. O mais curioso e engraçado é que é uma das nossas- violeta cor de rosa . Se tal como eu não sabiam, ficaram a saber (ops...só espero que não seja segredo)


 Para o ano há mais....

terça-feira, 5 de maio de 2015

Dia da mãe (variação escola)

Se eu fosse a minha mãe....
Brincava com a minha filha, fazia jogos difíceis que ela não consegue fazer e eu ajudava-a!
Usava sapatos de salto alto, vestido comprido com roda e também uma peruca branca e baton.
Gostava de fazer bolo de banana para a minha filha e para as primas.

(o meu desenho ficou na parede, mas trouxe o colar lindo que ela me fez)

Mas como sou a filha....
gosto muito de ti ! Gosto quando a mãe me ajuda a fazer livros e colagens com ela. Também gosto que me leve de férias na Zambujeira. Beijinhos e abraços.

 
Adoro o pijama da Juleca e os seus cabelos laranja. Quanto ao pai que veste sempre preto, lá continua ela a vesti-lo de verde . Há um intruso de quatro patas no desenho que espero mesmo que seja apenas um animal-amigo imaginário....

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Bebés e ponto de cruz , no fundo mais um post fofinho

Na gravidez da primeira, deu-me para re-aprender o tricot e quando nasceu, me aventurei-me nas costuras.
Na gravidez da segunda, foi o crochet  e agora quando nasceu , deu-me para voltar a bordar em ponto de cruz.
Por este andar e pela quantidade de artes e ofícios que ainda cheguei a aprender no colégio, acho que ainda me faltam mais uns quantos filhos ! ahahahahhaha
Foi no Natal que tudo (re)começou....Quando eu e as minhas novas Bff summerbabymums organizámos uma troca de presentes do amigo secreto, num dos nossos maravilhosos encontros. Queria ser eu a fazer e como eles ainda eram mesmo bebés nada como personalizar uma fralda de pano. O Zé godo foi o primeiro <3. Com a primavera chegaram as andorinhas e a Amália. estas fraldas já voaram para junto dela.


....mas entretanto já fiz outro , shiuuuuuuu,  com anjinhos e tudo ( só não posso mostrar já porque ainda me falta dar à Mercês-ops)

terça-feira, 10 de março de 2015

crónica duma birra, de mãe !

Se por acaso cometer a " loucura " de ter um terceiro filho ( quer dizer filha! que aqui as hipóteses não são 50/50)! Acho que nunca a vou largar. Vou andar sempre com ela ao colo. Vai andar sempre agarrada à minha mama. Vai dormir comigo até deixarmos de caber todos na cama. Vou mesmo deixar de trabalhar. Estou a falar de cabeça quente e coração vazio. A minha bebé está em casa com a rapariga que vai cuidar dela enquanto eu vou tentar trabalhar e eu estou sozinha no jardim, onde sempre vim com ela, praticamente desde o dia em que nasceu. Até a rapariga do quiosque ficou com a lágrima no olho quando viu que hoje não havia a mãozinha para segurar no seu dedo. Até as senhoras que distribuem o almoço aos velhinhos aqui do bairro espantaram um ah oh. Até o senhor do talho se espantou. Até a peixeira estremeceu. Sinto também os olhares das vizinhas à procura da Júlia no meu colo, no meu sling. E ainda é de manhã e não fomos lanchar à Isabel, que tal como eu vai suspirar. Ali em casa está tudo a correr bem, eu sei. Foi amor à primeira vista e a sorte tão enorme de ter uma filha tão especial, que está tão bem com a vida e com todos, que me dói. Sinto me tão pequenina, por estar tão ligada e dependente dela...Devia estar a aproveitar dizem-me uns, é tão importante teres essa liberdade comentam outros. Mas eu não sinto isso, pelo menos agora e com esta miúda. Não é o que é suposto ser. Para mim não faz sentido que me digam que é a ordem natural das coisas e que só nos vai fazer bem. Nada disto me parece natural, pelo menos agora e com esta miúda. E depois está a acontecer me uma coisa estranhissima , talvez seja de novo a maldita crise da meia idade, ou as hormonas, ou a cabeça a pregar-me partidas, mas todo este tempo que tenho ficado com ela , tem me despertado as memórias tão felizes e aconchegantes doutros tempos. Da minha infância. De cada vez que saio com ela, sou teletransportada para os passeios matinais com a minha avó, que tem tanto de maravilhoso, como de angustiante. Talvez seja este o meu medo, o de voltar a perder este conforto, o colo, que tanta falta (me)faz e que me tem deixado tão feliz ... Para piorar o cenário, a mais velha , que está ainda por cima está na idade de começar a ter consciência da perda, morte, medos e angústias, sente tudo e está de novo a passar por uma fase que me deixa , ainda mais sem chão. Precisava de mais tempo, era só isso. Tempo de qualidade. e no entanto tenho que regressar ao trabalho. Agora quem faz birra sou eu !:P

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A minha vida sem mim

Sei que não estou só. Sei que tantas outras mães estão neste momento com o coração mas mãos, a sofrer por antecipação ou a trabalhar completamente contrariadas. Sei que muitas conseguem dar a volta, mas a maior parte de nós, não. Mesmo aquelas que como eu têm a cabeça a mil e têm mil e uma (boas) ideias mas que no fundo dão mais trabalho que o maldito dinheiro. Ou então é só cobardia em largar tudo e viver sem medo. Ou será, sem dinheiro?  Não. Não é justo. Não quero ter que ir trabalhar, para ganhar, para conseguir pagar a alguém, para ficar a tomar conta da minha bebé. Ela precisa de mim, tanto quanto eu preciso dela. Não pode ser só uma questão económica. Todas falamos do mesmo, quase todas sentimos o mesmo, mas muito poucas podem fazer aquilo que uma mãe é suposto fazer. Tomar conta da sua bebé. Quero lá saber dos convívios e brincadeiras e sociabilizações e actividades. Não preciso nada de tempo para mim, para ocupar a cabeça, para produzir, para ter o meu papel na sociedade. Ela é só um bebé. E eu posso só ser a mãe dela enquanto ela o é ? Não tenho pressa nenhuma, porque sim o maior dos clichés é a maior das verdades: o tempo voa. E foge. E eu não tenho pressa nenhuma, a não ser em estar agora com ela. Colo e mimo. Precisa ela e preciso eu. Porque raio há de ir para um lugar que não é o dela, estar sujeita a ritmos e horários que não são os dela e ser apenas mais uma a ser alimentada e cuidada. Tem tempo. Aliás tem toda a vida pela frente para esse aborrecimento que são as condicionantes da vida, mas eu já só tenho metade. E ela é só um bebé com os seus ritmos e já vontades , mas é sobretudo a minha filha, que eu devido ter e que  queria conseguir criar. Pelo menos até ela fazer um ano e aí sim , ir para a escola onde sei vai ser bem amada.  Por agora só(?!) queria ser eu a estar ao lado dela quando for a sua primeira vez a rebolar, a dizer adeus, a bater palminhas, a gatinhar, a querer dar-me a mão, a ouvi-la dizer mamã , a andar nos baloiços, a ouvir as enormes gargalhadas, a ver os seus olhos a brilhar, a vir a mim, a trocar mimos a mimar , a andar, a querer o meu colo. Devia ser um "direito" e não uma angústia, este sufoco que vai ser entregar a minha bebé a outros para tomarem contra dela. Quero ser eu. A sua mãe. Pois. É oficial. Os 40 chegaram e com eles uma bebé linda e maravilhosa e a famosa crise da meia idade. Não é justo. Estou tão estupidamente feliz,  nesta nova maternidade, tanto que senão fossem os ditos 40 era bem capaz de fazer isto para sempre....

(dicas e empurrões aceitam-se. obrigada)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

se fosse pequenina, queria ser como ela(s)

Por mim, estava sempre a falar das minhas filhas. Todos os dias aprendo com elas. A mais velha então está mesmo refinada. É claro que a Laura não é mais nem menos que as restantes crianças da mesma idade, mas é a minha e  para mim é especial de corrida. Ainda não andando na escola, tenho a dizer que e (bem mais)  mais criativa e inventora, do que dada a números e sobretudo letras.  Tem a quem sair....A mim, porque não paro quieta, ao pai porque tem sempre maneira de resolver qualquer situação. Monta esquemas,  constrói instrumentos, faz livros e faz desenhos como ninguém , desde os 3 anos. A exposição é permanente e difícil é escolher entre todos os desenhos que faz diariamente....Estes são só alguns e lá está, não são extraordinários ?



Enquanto vanglorio a mais velha, delicio-me com a mais nova ali sentada, a palrar com o gato que não lhe liga patavina, enquanto se atira para a frente ( para cima da cama de almofadas) e se frustra por não conseguir sair dali. Acabou-se o sossego, lá vai mais uma a caminho das suas aventuras e audácias....

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

(Ponto da situação)

Tenho que dar o braço a torcer...ao pediatra ( em quem devemos mesmo confiar) e à minha filha (por ser tão genuína e simples) . Ah ! E tenho que começar a verbalizar e falar em voz alto, mais vezes e assim que começo a ficar com dúvidas e sobretudo antes de começar a sobre-pensar. Já o contrário aposto que muitos o confirmam... Não vos acontece, que assim que começam a falar das coisas boas e vangloriar os bons feitos e frutos da vossa educação, tudo começa ( ou pelo menos parece) a desabar ? Eu não me atrevo a dizer o quanto dorme a minha filha, com medo que algo aconteça ou alguém me lance uma  praga, irra ! Mas voltando ao ponto de situação e ás consequências dos últimos "queixumes " . Como é óbvio a primeira noite ( da união das manas no mesmo quarto) não correu lá muito bem, mas a segunda correu melhor e a terceira ainda melhor e talvez consiga afirmar que tal como o especialista tinha avisado, daqui para a frente tudo se compõe. Não sei se é sorte ( ai que tenho que controlar as palavras), se é disciplina e rigor, mas ė certamente a segurança das rotinas e a nossa sintonia do/no amor, que facilita muito nesta tarefas. Isso, a descontracção , a não antecipação dos problemas ( mas quem é que segue e acredita em aplicações do telemóvel?! ) , mas sobretudo o conformismo quanto à resolução do que pode mesmo não ser um problema. Calma e tempo e pedir respostas em voz alta. No primeiro dia agonia-se com a sopa, noutro já a quer comer sozinha com a colher; não gosta de fruta de nenhuma maneira, mas num improviso acaba por comer todo o puré de maçã , na papa que a mamã comprou enganada; Já ninguém vai dormir direito nesta casa, só até ao dia em que somos nós a ter que as acordar. Ah pois é. Até aqui ( afinal), está tudo bem. Sem fundamentalismos, com algum  instinto e muito coração, mas também com ponderação e razão. E ė isto, por agora...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Isto não é um baby blog #

Aos 6 meses de Julia, vejo-me de novo cheia de ansiedade, dúvidas e dilemas....caraças, a mãe natureza devia ser um pouco mais perfeita neste campo, ou então é só a sociedade dita civilizada que só veio complicar o que seria natural, básico e instintivo. Aposto que por outros cantos deste mundo tudo é muito mais fácil e menos cientificamente ou teoricamente explicado. Decidi pedir o prolongamento da licença, para gozar tudo aquilo que tenho direito com o meu novo amor mais pequeno ( ah ! e também porque não há vagas para bebés que entram a meio do ano "lectivo" que no fundo é quando têm idade para isso). Mas se pudesse, ficava muito mais tempo. Não sei se é da idade, do tempo, ou de com este segundo estar (mesmo assim) muito (mas muito)mais descontraída . Resumindo: como está comigo, resolvi amamentar em exclusivo até aos 6 meses . Foi mesmo o melhor que podia ter feito ( se quizer saber porquê, depois explico), mas isso também implica que agora os 6, seja introduzida a diversificação alimentar , assim toda ao mesmo tempo, com todas as consequências que isso implica. Até aqui , tudo bem. Mas vamos ao que me trouxe aqui. A mudança para o seu quarto, que neste caso é mudar para o quarto da irmã de  5 anos, que andávamos a adiar, mas que após consulta no pediatra- que indicou que agora seria A melhor altura, se tornou inevitável. A parte curiosa e interessante é constatar que em situações " limite" somos capazes de nos desenvencilhar muito melhor que se andássemos por aqui a fazer demasiados planos e ter ideias dispendiosas e trabalhosas.  Numa semana desmontamos o nosso escritório ( que no fundo pouco ou nada era utilizado no respectivo espaço) que passou a ser o quarto de brincar das miúdas. A nossa sala ficou muito mais composta.O quarto da Laura ( shuif....lá vem a lamenchas sentimentalista) ficou vazio, só com a cama dela e depois com o berço da Júlia . Primeiro foi isso, o quarto que foi durante 5 anos só da Laura, onde ela desde cedo aprendeu a brincar sozinha, onde cria os seus personagens e faz teatrinhos, onde dança e canta, onde desenha as histórias que inventa, onde devora os livros e faz a comida para as usas bonecas e onde inventa invenções que vos deixariam de boca aberta (tem a quem sair), agora ja não é - e eu fui-me abaixo- e ela me deu mais uma lição de vida, quando fez um grande UAUU , que fixe ! quando viu a mudança...E depois ontem a noite, quando pela primeira vez deitámos a Julia no seu berço, no quarto delas,  "longe" do seu segundo ninho (shuif....la vem ela de novo....) , na alcofinha linda e da cama dos papas, onde sempre dormiu e deixou dormir bem desde muito cedo. Deitei-a de coração nas mãos e com um aperto na barriga ( lá esta, a natureza podia ser mais amiga), mas tanto ela como a irmã se portaram exemplarmente. Isto claro, até eu ter ido de novo interferir talvez com a lei natural do seu sono (fui dar de mamar pela meia noite, quando ela dormia tranquilamente- outra indicação (lógica?!) do pediatra. Depois  ela foi acordando e chorando, acabando por acordar casa toda, a horas improprias . houve então um impasse. O que fazer ? A Laura precisava de dormir. A Julia também. Nós também, mas o que queríamos mesmo era fazer o que é suposto. O pai mais emocional. Eu mais racional. Custa-me voltar atrás ( não precisam de me bater que a Laura fe-lo da melhor maneira). Fui avisada que há um período de adaptação de dois ,três dias ( lógico) e por isso não queria dar um passo atrás. Ainda sorri , quando me apercebi que a Laura tentava ajudar, colocando a chucha a uma bebé que cada vez mais acordada, ria e dobrava o riso , assim que a via. Mas a Laura estava mesmo cansada e às tantas disse-me:
Ó mãe..... Não a podes levar para o vosso quarto , para a vossa cama e ficar lá no meio de vocês tão bem como estava ?! Ò querida... Tens que ter um pouco de paciência, agora é aqui o quarto dela e ela vai ter que aprender...
E agora , toda a vossa atenção para a resposta da minha rica filha, de pouco mais de 5 anos, que me deu uma lição, que ainda estou a digerir e que não acredito ter resposta e que no fundo é uma chapada aos terapeutas e especialistas : Mas mãe.. ... Ela é só uma bebé, como queres que aprenda isso tudo ?  ..... Longo silêncio..... E agora ?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

.Jusqu'ici tout va bien.

Desengane-se já quem pensa que não aqui venho tantas vezes por estar atrapalhada com a bebé. Antes pelo contrário...está a correr tão bem que só quero é gozar cada instante de felicidade.Jusqu'ici tout va bien. Tenho tanto para partilhar que nem sei por onde começar, sobretudo porque está a ser tão diferente da minha rica primeira filha, que dói. Dói porque não deveria ser assim tão diferente e tão mais fácil. Custa perceber que poderia ter sido tudo tão diferente e muito menos complicado. A minha filha mais velha e nós, primeiros pais, amantes, homem e mulher, merecíamos muito mais naquela que foi uma primeira viagem tão diferente , mas igualmente a transbordar de amor, desta, que navegamos em velocidade cruzeiro. Não, a natureza humana não é lá muito justa, mas isso agora já não interessa nada. Aprendi sobretudo a descomplicar e a gozar o momento sem criar qualquer expectativa em relação ás etapas que já vieram e estão para vir .Jusqu'ici tout va bien. Desde o primeiro dia que me disciplinei para não me deixar vencer pelas hormonas e jurei que não me iria isolar e fechar, como fiz na primeira. Também me prometi que enquanto a pequena não precisasse tanto de mim ( a não ser mama e colo) a maior iria estar em primeiro lugar e reservaria para ela momentos só nossos. Foi o melhor que podia ter feito, mesmo que as hormonas me tenham vencido nos primeiros tempos (Não há nada a fazer quanto a isso a não ser tomar vitaminas, pedir ajuda e descansar, muito.) Tive tempo para conseguir fazer a transição , é que foram 5 anos intensos de dedicação exclusiva e que sempre imaginei não se fossem multiplicar. Não é fácil, mas as minhas ricas filhas ensinaram me isso rapidamente. A elas e a ele devo esta explosão de felicidade. Tem havido tempo para tudo e para todos, seja a 1, 2 a 3 ou a 4 e isso tem sido o segredo do sucesso. Mas a sério, tem sido tão tranquilo e natural que as únicas dores que tenho são nos maxilares , de tanto me rir e falar à bebé. Falta me a voz ,de tantas as vezes ao dia dizer : tu és tão linda, bebe mais lindo da mamã. Chateio-me, porque ela acorda , adormece e mama a rir . Ando cansada, porque fazemos grandes passeios as duas, no sling, todas as tardes.Jusqu'ici tout va bien. Talvez seja sorte, talvez a experiência, talvez a nossa tranquilidade ajudem à festa, mas estou a gostar tanto, que se não tivesse esta idade e os tempos fossem outros teria todo o gosto em ir para o rapaz. ;-)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Momento obrigada Universo #

Já escrevi a carta e acabei de receber o presente que escolhi para lhe dar. Disseram-me várias enfermeiras, que gostam de usar pregadeiras nas suas fardas e não pode ter sido por acaso que a nova colecção da Vera João Espinha, tenha sido lançada precisamente no dia em que saí da maternidade. Já lhe tinha namorado e gabado as pequenas cruzetas que até sugeri que poderiam resultar em pregadeira , que afinal também ela tinha pensado. Por isso quando me falaram na prenda ideal , imediatamente me lembrei das pregadeiras mosaico. A que queria (em tons de azul , tal como a maternidade) já tinha sido vendida, mas a Vera amavelmente e rapidamente tratou de me resolver a questão. Já cá está, juntamente com a carta de agradecimento que espero ir entregar ainda esta semana, precisamente um mês depois <3

Devo acrescentar que a pregadeira é ainda mais bonita ao vivo....

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Férias grandes

As férias da mais velha já começaram e tal como desde que tem um ano é altura de passar uns dias em casa dos avós. Sim é que eu e o pai não temos (infelizmente) direito a 6 semanas seguidas de férias....Apesar de este ano estar de licença de maternidade este ano não seria excepção , se bem que por instantes fui invadida pelo medo que ela , com quase 5 anos e com uma irmã acabada de nascer, pudesse não achar piada nenhuma a esta situação de ora agora ir para ali ora agora ir para lá.Que tola sou ....afinal eu é que sou a mariquinhas e a insegura e ela tem-me ensinado mais do que talvez tenha aprendido até aqui.  A primeira semana foi para o Ribatejo, para os avós paternos e não só foi, como pela primeira vez não fez a habitual birra. Tal como prometido telefonou-nos todas as noites e eu escrevi-lhe um postal que pelos vistos a encheu mesmo de alegria e comoção. A mesma que senti quando regressou e quando há noite e pela primeira vez choramingou com saudades dos ditos avós. No dia seguinte seguimos para o Alentejo, para os avós maternos.
Aqui a mais nova dormiu a sesta e em toda a viagem para lá e para cá, em cima duma manta alentejana, que provavelmente deverá ter cerca de 50 anos (e voltarei para contar essa história). Já a mais velha brincou que se fartou e ajudou enquanto nós ajudávamos nos preparativos finais,  desta semana no campo. 
Para nós está a ser um "sossego" e já mal podemos esperar  ela semana que vem. Em que finalmente vamos os 4 para o nosso merecido descanso na nossa amada costa alentejana e sudoeste vicentino. Boas férias...

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Porque me esqueci de tomar as vitaminas?

Há frases feitas, pensamentos, teorias e explicações para quase tudo, em todas as fases e  etapas das nossas vidas. Mas nada disso nos consola realmente, quando estamos a atravessar períodos nebulosos, que no meu caso têm sobretudo a ver com a privação de sono, tempo, mimo e namoro.Dizem que a natureza é perfeita, que o Universo sabe o que faz, que Deus escreve direito por linhas tortas, blablablablablabla.....(para não dizer uma asneira) Basta ver os noticiários para querer mandar os teoristas todos para um sítio que eu cá sei! Mas não é dos problemas da humanidade em geral que quero falar, é dos meus insignificantes dilemas, que ao décimo quinto dia (re)começam. Para me situar e contextualizar devo dizer que sou uma pessoa informada, organizada, metódica, tranquila, positiva, mas cheia de medos e incertezas e revoltas e perguntas. Mas quem é que tem a lata de dizer que a natureza é perfeita quando é só a mãe que tem estes distúrbios hormonais, que de 3 em 3 horas está de mama ao léu, que só o colo da mãe é que a consola, que tem uma cria que é um anjo de dia mas que à noite, mesmo quando a mais velha e o pai chegam e precisam de mim tanto quanto eu também preciso deles, é que resolve que eu sou só dela e para ela ?! desculpem mas tudo isto é imperfeito...mesmo que eu já tenha percebido que não posso nem nunca vou ver a mãe e mulher perfeita. Sim, não há famílias perfeitas ! Ah para não falar que à noite é quando estamos todos mais cansados e menos capazes de usar de todas as teorias perfeitas para criar um bebé super tranquilo, autónomo e capaz. Se damos colo demais é porque os estamos a mimar, se os deitamos na nossa cama , estamos a criar seres dependentes e pouco autónomos, se os deixamos chorar é porque somos negligentes, se têm cólicas temos que ter paciência ou então enfrasca-los com medicamentos que nem por cá são vendidos, se berram ou se dá a chucha ( ai mas chucha tão pequenos e depois ficam com a boca e os dentes tortos) ouse dá a mama ( ai a mama , que raio de chucha !),se não criamos rotinas somos uns irresponsáveis, se nos deixamos ir ao sabor do vento irresponsáveis somos, se os deixamos dormir muito de dia então não vão dormir nada à noite, ou então não! . É demasiada pressão e informação e no entanto nós só queremos o melhor para eles, sem nos desgastarmos e anularmos. É justo, não é ? O que não é de todo justo é que a hora de descompressão deles, quando mais precisam de colo , calhe quando eu preciso de me desdobrar e preciso também eu, de muito colo...Não é pedir demais, pois não ? Não deveria ser tão penoso, essa é que é essa, sobretudo porque este bebé que agora descansa e se consola ao meu colo é realmente a coisa mais preciosa e linda que tenho o privilégio de ter. Não é de facto comparável ter um segundo filho, mas esta também não veio com livro de instruções...por isso é tentar descodificar toda a expressão, choro, gesto e comportamento como se fosse a primeira vez e quem disse que era fácil é um super burlão ! Agora vá, encham-me de palpites e truques e mezinhas e fórmulas secretas que é o melhor que ainda se arranja. 

Já agora e para efeito estatístico, respondam lá: Quando exteriorizam o quão porreira é a vossa bebé , que dorme bem e come bem e é um sossego, não acontece que ela começa logo a fazer o contrário? Pelo sim pelo não por aqui acabou a doce Júlia ;-)

terça-feira, 29 de julho de 2014

à enfermeira Catarina (MAC)

Tenho que escrever uma carta ao Hospital e à Enfermeira Catarina. Para lhe agradecer eternamente o facto de para além de ter sido a melhor profissional , foi o maior ser humano que me acompanhou, escutou, sussurrou, ajudou e sobretudo me deu a mão, naquele que considero o momento mais sensível e extraordinário na vida duma mulher, prestes a ser mãe, mesmo antes de dar à luz. Sem ela acho que facilmente teria perdido o controle e o parto não teria sido tão maravilhoso e rápido. Por isso quero e preciso de lhe agradecer ! com palavras, mas também com um presente. A questão é que não a conheço, apesar de a Laura ter perguntado: onde é que está aquela tua amiga?, e não sei o que aprecia. Por piada, um amigo enfermeiro disse que o melhor que se podia dar, era um dia de folga, mas como isso não está ao meu alcance queria mais ideias e sugestões. Se por um lado queria ser eu a fazer alguma coisa, por outro não me lembro de nada que possa ser mesmo útil. Já me lembrei de fazer biscoitos, de personalizar uma caneta, de mandar gravar um Obrigada num coração de prata, de oferecer uma medalha com um anjo da guarda, um chocotelegrama, uma almofada (para usar no turno da noite), uma caneca (para o pequeno almoço no hospital)...mas estou confusa! Será que alguém me dá uma luz ;-) ?