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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Crise de meia idade ( não só mas também)

Ora bem, a miúda já dorme a noite inteira e já não mama quase nada, já posso ir arejar ideias, jantar fora, tomar um copo, ir a uma peça, ver um sunset, trocar dos dedos de conversa (sem ser online), abanar a anca, vou ligar a quem?.....ah pois é....


Já passaram 40 anos de mim e ainda não aprendi a relacionar-me com as pessoas. Confesso que é uma angústia cíclica na minha vida, sobretudo porque considero que não sou propriamente um bicho do mato, nem uma pessoa intragável. Sou uma pessoa de emoções fortes sim e também algo exigente e sobretudo atenta o que não considero um defeito, mas que talvez seja um entrave ás vidas agitadas e pessoais de cada um. Há sempre alguém que se dá mais, é um facto, mas quando deixa de haver retorno fico completamente de rastos e a partir daí assumo que a desilusão me bloqueia. Talvez seja só por causa disso que não tenha amigos. O problema vem de trás e primeiro muito por causa da minha incapacidade em lidar comigo e logo, como próximo. Lembro-me de ter bons amigos na primária e de brincar à grande, mas só na escola. Não brincava na rua e tinha apenas uma vizinha, da mesma idade, com quem desarrumava o quarto ( o que nos divertíamos a brincar aos jogos sem fronteiras). Depois fui para um colégio, só de raparigas e aí, na pré-adolescência, toda uma rapariga púdica e cheia de complexos de inferioridade , medos e sentimentos de culpa, se apoderou de mim. Há muitas coisas que não me lembro ( e isso confesso que também mexe comigo), fruto da instabilidade emocional que atravessava com o divórcio e consequências dos meus pais. Entre muitos sentimentos confusos,  acho que foi nessa altura que me apercebi e senti , pela primeira vez, a discriminação social  e isso nesta idade foi lixado e difícil de digerir. Vivia encantada e iludida e sem capacidade de me descobrir e afirmar pelo que era. Preferia as miúdas giras, cheias de pinta, nomes pomposos, que cheiravam bem e vestiam marcas e que viviam em casa grandes com jardim, ás outras. Que tola. No entanto é das outras que tenho saudades, porque me lembro que gostavam mesmo de mim e até viam em mim ( facto que descobri recentemente) aquilo que eu não conseguia ver, a minha luz (própria). A adolescência é mesmo do caraças! Continua a ser casa-escola, sem me relacionar com o resto do mundo. Quando mudei para o liceu, no 9 º ano, as amigas do colégio deixaram de o ser, mas isso não teve qualquer importância para mim naquela altura, pois uma grande bomba iria cair sobre mim, nessa mudança: Os rapazes. Pois... é que até aqui pouco ou nada me relacionara com eles e ter consciência do sexo oposto na adolescência com toda a complexidade que me caracterizada, foi para mim o fim do mundo. Levei todo um tempo para conseguir levantar a cara e trocar dois dedos de conversa sem que "me desfizesse em moléculas". É claro que depois quando o fiz , me apaixonei perdidamente por eles. Também chegou alguma rebeldia, mas tão pouca tão pouca que continua a dar importância a tudo menos aquilo que era importante. Cimentar amizades . Mas como o poderia fazer se nem eu sabia o que queria. Queria ir só ao sabor do momento, mas não sei se foi bem isso que fiz. O que fiz foi perder me de amores pelo meu primeiro e grande amor. E deixei de ter olhos para o resto do mundo. Tal como em todas as restantes relações que procurei e tive. Finalmente na faculdade (quando comecei a ter alguma liberdade) consegui começar a relacionar-me.  a crescer. E sim tive muito boas amigas e amigos, com quem ainda me vou comunicando. Mas....há sempre um mas, aliás muitos, tantos quantos os pontos de interrogação e os vazios que me perseguem à medida que me vou tentando recordar deles. Mas a sensação perdura, não consigo manter uma amizade, mesmo quando me vou entregando com tudo o que tenho, a quem vou gostando e confiando. Pergunto-me se me está a escapar qualquer coisa. Já passou muito tempo desde aí. Relaciona-mo-nos com quem está próximo de nós e do que fazemos, ou porque são os amigos dos nossos amigos. Vamos nos acostumando, aproximando, afastando, desiludindo, encantando, perdendo , ganhando e encontrando. Eu acabei por me encontrar há pouco mais de 10 anos, quando conheci a minha melhor metade, mas continuo a mesma miúda, tantas vezes frágil e insegura quanto explosiva e audaz, talvez a continuar a entregar-me desproporcionalmente , quando devia era deixar de criar expectativas. Ou só a concentrar-me e deixar-me de merdas com as que afinal até já tenho. A desculpa agora não pode ser que sou mãe, era só o que mais faltava. A minha vida apesar de longa ainda só vai a meio, por isso quero tudo aquilo a que tenho direito. Isto tudo seria bem mais fácil se estivéssemos todos no mesmo comprimento de onda, mas por outro nada não teria graça nenhuma. Um dia, tudo isto fará algum sentido. Hoje , sinto-me apenas só e sem companhia- para além da família, ok?

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Que 2014 seja o ano das nossas vidas *

Não devia, mas espreitei o que o ano me reserva....
por isso só tenho um desejo: Ó tempo, volta para trás ! JÁ

Se os últimos tempos e sobretudo o último ano não foram nada gentis para mim, sobretudo  para uma optimista que sou ou melhor era, temo realmente as palavras que o "destino" me dita. Não queria acreditar nestas coisas dos astros e manias e afins e se calhar deveria ter-me contentado pelas palavras daquela-que-até-sei-que-nem-joga-com-o-baralho-todo (se calhar por por isto que lhe dei o benefício da dúvida ...bah) e resolvi pesquisar mais um ou dois ou três prognósticos , sendo que era cada um pior que outro. Bloqueei mesmo quando li o meu mapa astral. Caramba, eu sei que não deveria mesmo dar importância nenhuma a isto, mas a cena é que estas coisas mexem mais comigo do que aquilo que queria. Tal como diz o ditado eu não acredito em bruxas, mas que as há, há pois há ! No fundo acho que queria encontrar um incentivo, uma palavra de esperança, um sinal de que as coisas boas acontecem a gente boa, uma luz ao fundo do túnel, um prenúncio de que o melhor de mim virá de novo à tona, deixando de uma vez por todas que esta pessoa amarga e cada vez mais solitária, me deixe em paz  e me traga a alegria de e em viver  e a fé no futuro...
"Este período vai trazer uma das perturbações emocionais mais profundas e perturbadoras da sua vida. Fragmentou-se a rocha sobre a qual construiu até agora a sua personalidade e as emoções mais primitivas inundam o seu ser."  A questão é que de facto há muita confusão na minha cabeça, muitas dúvidas, muitas incertezas, muitas provações e demasiadas desilusões, que me andam a consumir as energias e a sugar o melhor de mim, o que quer dizer que é comigo e só comigo que tenho que lidar. Mas eu já não sou um ser só, outras 3 vidas fazem inevitavelmente parte de mim e este é um peso demasiado grande para uma pessoa fragilizada como eu , carregar... As mudanças e rupturas são por isso algo que agora me assusta. O que acaba por ser um contra-senso à minha personalidade. UI. Só eu sei o que realmente preciso na vida. O exercício será portanto soltar as amarras que me prendem e aliviar o peso que me oprime. Sei que a liberdade na escolha seria algo determinante para esse caminho, mas sem dinheiro não há cá fantasias. Venha então o que tiver que vir, que ao menos já não vai ser grande surpresa. Talvez seja melhor assim. Afinal , tudo acontece por uma razão. 

* Haja o que houver, é preciso continuar a sonhar !

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sem sacrifícios, não há benefícios *


Envelhecer é uma treta ! Se eu sempre tive a ideia que não saberia envelhecer tranquilamente, hoje afirmo-o com toda a certeza: vai ser mesmo lixado ! No fundo espero que ainda não tenha chegado à meia-idade, mas na verdade receber como notícia de última hora, numa época festiva como a que estamos a passar, que o nosso corpo (ainda na casa dos 30) já começa a falhar: aliás o termo foi preguiçar, é do caraças ! Nada de grave, mas preocupante, vou sobretudo ter que (me) controlar. Na alimentação em primeiro lugar mas sobretudo na gestão das emoções e frustrações e limitações e provações pelas quais estou a passar. e ainda não tenho 40...o que torna tudo aquilo que sempre imaginei ainda mais assustador.  Por agora resta-me acreditar  e dizer repetidamente na minha cabeça: há males que vêm por bem; fecha-se uma porta abre-se uma janela; hoje chove, amanhã faz sol....

* é tudo aquilo que (sobretudo actualmente) mais me revolta de ouvir e custa a engolir. bah !

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Black friday

Eu sei que não devia, mas a verdade é que a cena do dinheiro mexe comigo, neste caso a falta dele, ou melhor o chegar sempre a horas impróprias. Hoje é o fim do mês e nós deveríamos receber (nem falo no subsídio de natal , bónus que já não vejo desde que a minha filha nasceu e que por curiosidade é quando realmente mais faz falta). Mas isso não aconteceu, tal como não aconteceu pagarem-nos o mês anterior ainda em falta. São 4 ordenados na mesma casa. não é preciso ser nenhum génio de matemática para perceber os transtornos que isso nos causa e a ginástica a que nos obriga. Ele chega sempre e por isso dou as graças, já não posso dizer o mesmo das falsas promessas de que tudo está tratado. Por isso sim, têm toda a razão: hoje é uma sexta-feira negra.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

moda e pre(con)ceitos

Mas quem é que decidiu que a roupa mesmo confortável e quente (estou a lembrar-me dos casacos polar) é designada de casual e conotada negativamente como sendo de fim de semana e ainda por cima dos bimbos e parolos ? Concordo que não é propriamente deslumbrante nas formas e na diversidade,  mas caramba é a única que realmente me aquece ...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

a continuação....

Ainda a propósito do que escrevi antes e que não me sai da cabeça , há outras coisas que também me tiram o sono e o barulho nocturno da minha vizinhança está a tornar-se insuportável, aliás só me pergunto mas quem é que se consegue sujeitar tanto tempo com estes seres malcriados que só grunham disparates...a questão é mesmo esta, o termos que nos habituar e sujeitar a demasiadas coisas que deviam ser naturais e que são cada vez mais forçadas. Percebo que estou no meu limite, quando me torno descrente de todo o sistema e por mais que tente acreditar nos bons valores, moral e costumes tenho cada vez mais a certeza que essa igualdade e liberdade não é para todos. Cada vez mais acredito na auto-suficiência mas não no espírito comunitário que esse também está em vias de extinção. O que também não me admira, pois em quem podemos nós hoje confiar ? em ninguém a não ser nós próprios. Todos precisamos  Descobri que preciso mesmo dos outros, mas o pior foi chegar à triste conclusão que sou praticamente indiferente aos outros, ou então lá estou só eu a exagerar de novo e a dar importância ao que não merece. Na verdade sofro, por tudo e por nada e parece que estando rodeada ainda piora. Não tenho que me calar , estou farta de comer e calar só para agradar e não levantar grandes ondas. Não vale mesmo a pena , mesmo. Chamem-lhe fugir que eu já não quero saber. Sim, quero fugir do barulho , da confusão, da degradação, da corrupção, da desacreditação, das mentiras, das futilidades, das pressões , da injustiça, do xico-espertismo, das falsas aparências e do deixa lá, vai correr tudo bem. Ah pois vai! e cada vez mais acredito que não aqui. Há lugar para mim nalguma tribo?

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

contrário ao mundo O

Eu avisei e logo pela manhã. Estava em modo In. Para um bom entendedor meia-palavra basta, mas como tenho constatado que as meias palavras para uns são só meias-verdades, deixando todo um enredo de males entendidos e presunções prefiro chamar as coisas pelos nomes. Estava em modo In_disposto, In_suportável, In_tolerante, In_transigente, In_dividualista entre outros e ainda nem me tinha conectado com o mundo ....deveria já estar a prever que hoje seria um dia Não. Sabemos que o  mundo está virado do avesso quando só numa manhã assistimos a uma série de pequenas cenas que sem serem demasiado importantes já começam a ser muitas e suficientes para me deixarem incomodada...Bem, só ler as notícias  e referidos comentários já seria o suficiente para ficar nauseado, mas a vidas das pessoas e a forma como ela se movem em sociedade é  preocupante e começa nos mais pequenos e simples gestos. Por exemplo, quando chamamos a atenção a um funcionário/cozinheiro sobre o sabor diferente e azedo dum dos seus pratos e ele com um ar muito espantado e ligeiramente ofendido diz que a dita sopa foi feita há uma hora e em algum momento tem curiosidade em cheirá-la, prová-la ou sequer oferecer-se para trocá-la, deixando a cliente com a enorme probabilidade de ficar de caganeira (desculpem o termo) o resto da tarde. Ou quando logo a seguir na loja de cafés cheia de preceitos e mariquiçes , seguramos na corda porque reparamos que uma funcionária para lá se dirige com um cliente mas que passa por nós como se fossemos invisíveis , não fica ela a segurar a dita corda e muito menos e sequer agradece a nossa gentileza !Ou quando temos que engolir a seco comentários desmesurados, discriminatórios de pessoas que fazem parte duma realidade social a anos luz da minha. Mas pior é quando pessoas que conhecemos nos dizem com todas as letras que não estão para perder um pouco do seu "precioso" tempo para simplesmente estar com quem realmente e só deveria importar...É nestes instantes que acho mesmo que mais vale estarmos desligados de tudo e me apetece largar o que tenho, que parece muito mais do que aquilo que realmente é. BaH !

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Indignação

Agora a sério...Quem daqui costuma comprar livros na livraria Sá e Costa que meta o dedo no ar. Pois....bem me parecia que costumam descer um pouco mais até à Fnac. Não é vergonha nenhuma, mas agora escusam é de ficar chocados. Já agora também há muitas papelarias, tascas, lojas de tecidos e retrosarias, alfarrabistas, sapateiros e marceneiros, charcutarias e lojas de cafés lindíssimas, históricas e nossas e mesmo aí ao lado, onde podem e devem comprar os vossos papeis e canetas e material escolar e carimbos, brinquedos, jornais e livros,  tecidos e linhas e botões e fechos, frutos secos e cafés e chás, beber uma cerveja e comer uma bifana, entre tantas outras coisas. Já bem basta a especulação e desequilíbrio imobiliário e económico. Somos nós que decidimos enquanto ainda há escolha.  Espreitem, entrem e frequentem estes espaços antes que seja tarde demais. Depois não digam que ninguém  vos avisou....

terça-feira, 16 de julho de 2013

Ser mãe, não é (nada) fácil #

Tem que existir outra maneira de fazer com que as nossas crianças, está bem estou só a falar da minha -apesar de ter quase a certeza que não falarei só por mim, façam aquilo que lhes pedimos à primeira (ou vá segunda) sem ter que as estar constantemente a ameaçá-las. Mas que raio de adultos e educadores somos nós que nos estamos constantemente a contradizer ? Chateia-me ter que "chantagear" a minha filha, sobretudo porque é algo que é feio e não se faz. Atenção...estou a colocar aspas porque é um termo demasiado pesado mas que uso de modo ligeiro. Não me estou a referir ás chantagens emocionais, que infelizmente as pessoas que não sabem bem gerir as suas emoções resolvem aplicar a torto e a direito causando por vezes danos irreparáveis...Não me refiro a um furação mas apenas a uma tempestade, de seu nome birra nas crianças e ataque de nervos nos seus pais. Senão vejamos: Só podes comer gelado se comeres a sopa toda;  só vamos dar um passeio se dormires a sesta; só vês televisão se fizeres os trabalhos; Só comes pastilhas quando tiveres os dentes todos; só sais à noite se tiveres boas notas; só vais ao jardim se não fizeres birras; só isto se aquilo....Ok, é a chamada causa-efeito, mas a cena do vou contar até 3 tem muito que se lhe diga. Devemos dizer-lhes não. Isso eu sei e isso eu faço. Mas será que o estou a fazer do melhor modo? Acreditem que já tinha pensado em desabafar isto há uns tempos, mas depois passou. Agora e porque o feitiço se está a virar contra o feiticeiro, achei que era a melhor altura para o fazer. Não é que a miniatura aka a minha pequena que (ainda) está quase a chegar aos 4 já faz o mesmo connosco? É nesta altura que percebemos que afinal os nossos receios e dúvidas que julgamos pequenas e insignificantes se tornam no nosso pior pesadelo....Só como sopa se me contares uma história; só vou dormir depois de fazer um jogo; só vou ao jardim se me deixares ver televisão; só isto e só aquilo. Estou feita ! E agora mães mais-que-perfeitas o que me têm a dizer sobre isto?

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Querido Karma

Gostava mesmo de saber o que ando a fazer de errado para me (continuares) a pregar rasteiras em alturas que não preciso mesmo delas. Reality check tenho tido todos os dias nos últimos tempos e não há maior castradora sobre tudo o que faço, que eu própria, por isso deixa-te lá de tretas. Confesso que ando sem pachorra para essa treta do fecha-se uma porta e abre-se uma janela, hoje chove amanhã faz sol, não há mal que dure para sempre e outros provérbios semelhantes....E o esforço pá? compensa quando? quando já não restar nada de nós? Bem sabes que não tenho medo nenhum do trabalho duro e pesado e que tudo o que construí saiu-me da pele e sem ajudas ou empurrões seja de quem for. É com esforço, dedicação e perseverança que vou tentando ser bem sucedida na vida, mas pelos vistos tu agora não estás para mim virado e ainda estou para perceber porquê....Acho que já paguei por todos os erros que cometi , fui suficientemente castigada pelos meus pecados e para te ser franca acho que és tu quem ainda me deves uns trocos, por isso alto e pára o baile ! Não estou a ser exigente , mas mesmo que me aches esquisita, respeita-me ! Eu também fui obrigada a respeitar-me....

terça-feira, 9 de abril de 2013

livro de reclamação #

Desculpem os desabafos, este blog anda meio bipolar e não tarda nada tenho que o partir em dois antes que me internem...mas por agora tenho mesmo que gritar: quando faço uma pergunta simples, concreta, objectiva e precisa, agradeço uma resposta, pode até ser curta tipo sim, não, agora não posso, não dá jeito, falamos depois, as qualquer coisa!!! irra...

domingo, 7 de abril de 2013

cansei de ser...tua amiga

Acabei de ler que a vida intima e algo que não se deve partilhar. Eu sei, mas por agora precisava só duma resposta (drástica) .Qual é mesmo o nome que se dá a uma pessoa que diz uma coisa, mas depois faz precisamente o contrario, com a maior cara de pau e como se nada fosse? eu sei, não me devia afectar mas quando inventam de mim aquilo que não sou e muito menos quero ser 'e difícil não me preocupar com a (in)sanidade mental. 

terça-feira, 19 de março de 2013

livro de reclamação #

urgente
adj. 2 g.
1. Que urge.
2. Que não pode ser diferido.
3. Iminente; instante.

Passados 24 horas , por vezes 7 dias , ocasionalmente um mês e noutros casos chegando mesmo a 365 dias, chama-se o quê? 
INCOMPETÊNCIA, PREGUIÇA, IRRESPONSABILIDADE.


sexta-feira, 15 de março de 2013

Insónias

Hoje mal dormi. Hoje acordei por várias vezes sobressaltada. Hoje acordei triste e sobretudo revoltada. Estou cansada e sobretudo farta das pessoas, nas quais acredito e confio cada vez menos. É impressão minha ou a honestidade é um valor em extinção? Isso e eu que sou boazinha de mais. FARTA ! que me enganem, que passem por cima de mim a todo o custo, que sejam desonestos, aldrabões , mentirosos e estorquidores, que se aproveitem de mim muitas vezes sem terem sequer desculpas, que não cumpram compromissos e contractos. FARTA ! só me pergunto como conseguem estas pessoas dormir à noite....como conseguem estas pessoas andar de cabeça levantada.....como conseguem estas pessoas lidar com a sua consciência....como é que ainda por cima se safam sempre ? FARTA! e desiludida e desanimada por ser boazinha e por não conseguir jogar da mesma forma suja como jogam comigo. Incapaz. incapaz mesmo de lidar com os desplantes de quem não tem vergonha na cara e não assume os seus actos. FARTA ! e eu é que não durmo, porque eu tenho conta para pagar e as quais tenho que honrar e independentemente de ter ou não dinheiro na hora tenho que arranjar maneira de os pagar, senão quem paga e mais sou eu. Os bancos não esperam, o estado está-se nas tintas, as pessoas por e simplesmente estão- se a lixar para os teus problemas . E não, não roubo. Faço sacrifícios e peço emprestado. Mas sou incapaz de mentir, aldrabar, enganar e roubar seja quem for. Sou incapaz de fazer seja a quem for , aquilo que não gosto( aliás) suporto que façam a mim. E sou eu que não durmo. Pior é não ter meios de ir atrás destas pessoas e exigir que paguem o que devem e façam aquilo que é o correcto. Sou eu que ainda tenho que gastar dinheiro para ver aquilo que é meu por direito, não é incrível? não admira que esteja FARTA! das pessoas. E sou eu que não durmo...E tu mulherzinha insignificante que pagavas uma renda miserável, que nos ficaste a dever 3 rendas, que te foste embora e levaste até as maçaneta das portas, tomadas e interruptores e ainda nos querias extorquir 5000 mil euros por uma tempestade que só existiu na tua cabeça, consegues dormir? E tu rapariga miserável que tentaste subverter o nosso compromisso e ainda me obrigaste a pagar por uma mudança imaginária de uma porta para a do lado, consegues dormir? E tu pessoa que me pregaste a partida de sair mais cedo e assumias que pagavas uma compensação ,por desonrar a palavra  que afinal nunca vi, consegues dormir? E tu aldrabão que pagas uma renda miserável de menos de 70 euros por uma casa com 7 assoalhadas que estás a ocupar mas sem sequer te dás ao luxo de lá viver e muito menos a manter e ainda te queixas dos míseros aumentos que por lei já começamos a ter direito, consegues dormir? E o senhor imbecil que por cometer uma infracção demasiado grave que quase me ia tirando a vida mas por ter posses conseguiu pagar à entidade seguradora e reguladora para sair impune e sacudindo a sua responsabilidade para cima de nós, pobres coitados , consegue dormir?  E tu rapaz que tens um corpinho muito bom para trabalhar vens-me agora com desculpas e ainda por cima deixas-me agarrada em tempo e a dever dinheiro, consegues dormir? E vocês senhores responsáveis pela simples condição de legalizar uma simples obra ilegal que foi feita no tempo do outro senhor, estão há um ano a empurrar pareceres ás cegas para todo o lado menos a nosso favor, conseguem dormir? E tu ser miserável que me / nos deves por dois trabalhos e dezenas de milhares de estudos e tempo perdido e no fim consegues fazer tudo a custo zero e ainda por cima falsificar assinaturas e desonrar o código deontológico, consegues dormir? Eu por causa de vocês, não consigo dormir...Porque as minhas contas dependem dos compromissos que fiz com cada um de vocês e basta um falhar que se começa a formar um problema, agora todos falharem é um pesadelo que se começa a tornar num dilema . Há uma ténue linha que separa a vida da loucura  e isso é assustador....Sim, sou eu que sempre assumi todos os compromissos, honrei a minha palavra, cumpri e fui honesta, que estou no limiar das minhas forças e ainda por cima não durmo....Está na hora de as coisas se equilibrarem e da justiça divina puxar pelos seus cordelinhos é que se cada um tem aquilo que merece não parece ! FARTA!

segunda-feira, 11 de março de 2013

melhores dias virão

Queria vir para aqui dizer coisas bonitas, que as coisas se estão a compor e que já estou melhor obrigada...mas isso não seria verdade, apesar de estar a tentar. Assistir à felicidade dos outros só me tem deprimido ainda mais e não me tem ajudado o facto de me sentir pouco amparada.O facto de ter estado uma semana inteira de cama não ajudou. o facto de o meu inquilino me ter passado uma rasteira e avisar a meio do mês que vai sair no final do presente mês não ajuda. O facto de ter que desencantar 3000 euros até ao final do mês não ajuda. O facto de a minha felicidade e futuro estarem tão dependentes de dinheiro não ajuda...A verdade é que estou a passar por um mau bocado e por mais que tente ser optimista e saber que melhores dias virão (espero mesmo),não consigo ver a luz no fundo do túnel. Mudar de ares talvez ajudasse, mas é o facto de não puder que está a dar cabo de  mim. Desculpem, prometo sair desta fossa assim que o consiga.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hipotecada

Tenho uma dívida de 17 889.36 euros ás Finanças, mas não não foi por qualquer incumprimento da minha parte , muito menos por ser falsa recibos verdes. Foi porque o meu pai faleceu antes da minha avó, que faleceu 2 meses antes da lei relativamente ao imposto sucessório ter mudado. Deste modo tenho que pagar ás finanças,  em 6 suaves e semestrais prestações do imposto sobre sucessões e doações, o valor de  2 981.56 euros. Ontem recebi a carta da 5º prestação a pagar até ao final do mês. Como já se deve ter percebido eu não tenho onde cair morta. Herdei sim um prédio, juntamente com as minhas irmãs que tem tudo para ser uma garantia de futuro, mas falta-lhe o  tudo porque agora não é nada e já é uma sorte ainda não termos prejuízo. Está meio abandonado porque o processo de divisão de bens teve demasiado tempo nos tribunais e durante essa altura nada de se fez e a outra metade está ocupada por pessoas que pagam rendas de menos de 100 euros. E depois há esta divida que já nos endividou e não nos permite margem de manobra para absolutamente nada. Logo eu que nunca vivi acima das minhas possibilidades e só tive que pedir empréstimo para a casa e nem uso o cartão de crédito , é claro que tive que pedir dinheiro ao banco para me ajudar a pagar as prestações anteriores, pensando que em ano e meio  conseguiríamos vender o prédio ou ter alguma contra proposta que me permitisse pagar as restantes prestações. O tempo passou e a crise só veio ainda piorar mais. Agora já nem o banco me empresta mais dinheiro e já não tenho a quem recorrer, visto que a minha (fada) madrinha já me ajudou na 4ª. Isto e a crise. Isto e os ordenados em atraso. Isto e uma vida em suspenso por causa de dinheiro. Mas não há como fugir, e mesmo que quisesse (e quero mesmo muito) não tenho um tostão furado para ir ali a fora só para ganhar fôlego e regressar. Alguém consegue imaginar a minha frustração e agonia? Dizem-me que um dia vai compensar eu não ter renunciado, mas quando? quando eu já não  tiver forças para trabalhar ? enquanto for viva ou ainda corro o risco de deixar à minha filha uma carga de trabalhos? Não quero, não queria. Por agora queria ter uma ideia luminosa e criativa que me permitisse ganhar dinheiro em 6 +1 meses. Mas infelizmente e à parte dum grande fã que tenho das minhas fotografias, não me tenho assim tão em conta ....Aceito dicas e sugestões é que recuso-me a baixar os braços e hipotecar o meu presente e futuro.(Logo eu, que detesto pedir seja o que for a alguém e sobretudo ficar a dever)

sábado, 2 de março de 2013

Vira o disco e toca o mesmo...

É sobretudo nestes dias, de grandes manifestações que me sinto mais perdida. já cheguei a um ponto em que deixei de acreditar nos políticos , nestes, nos que estiveram antes e nos que estão para vir. Mas será que ainda alguém vive na ilusão que não é preciso haver alguma austeridade? Acham mesmo que a solução é demitir este ministro e respectivo Governo? O que acham que se segue ? eu digo: regressam os que estavam lá antes, dá mais uma volta aqui e outra acolá e daqui a uns tempos lá estamos aflitos outra vez e porquê ? porque não admitimos que é preciso fazermos alguns sacrifícios, fruto da desonestidade política destes e dos que já lá estiveram.Estamos num tempo em que todos opinam, antigos e actuais governantes e presidentes. diariamente ouvimos a dizer o que está mal e o que devia ser feito, mas não foram eles que deixaram negócios de estado ruinosos acontecer e pouco ou nada o fizeram para impedir? Não entendo esta cacafonia ...há aqui uma co-responsabilidade de décadas, todos são o perfeito exemplo do dilema de causalidade e duma vez por todas temos que os encostar à parede, exigir responsabilidade e não deixar que fujam dela. Não os empurrem dali para fora, exijam antes que cortem na despesa e aliviem as nossas cargas fiscais e por fim juntem-se todos, estes, aqueles e todos os outros que estão cheios de opiniões e ideias e duma vez por todas resolvam a trapalhada em que se e nos colocaram, encontrem soluções e não nos escondam nada. Não sei em que ponto estamos e talvez seja por mea culpa, por ter escolhido a bem da minha sanidade mental não ler, ver, ouvir todos os dias notícias. Sei o que se passa pelo pior dos motivos. Pela minha conta no final do mês, pelas ruas mais vazias, pelas placas do vende-se e aluga-se, pelos meus amigos que arregaçaram as mãos, fizeram as malas e partiram e disseram basta ! Estou perdida porque não sei o que posso fazer, para sair desta terra da fraternidade. O povo é quem mais ordena, mas isso na pratica significa o quê: um por todos e todos por um? Pois, não sei....sei que o povo é quem vai ás urnas escolher quem quer ver a liderar e metade desse posso normalmente opta por não ir e a outra metade está limitada aos "poderosos" (como pessoas que ambicionam o poder) de sempre. Nada vai mudar sem haver uma mudança drástica e é isso que me deixa perdida. A minha luta é diária, desde que acordo até que me deito, ao educar a minha filha, ao dar-me com excelência no trabalho, ao estar atenta a quem precisa, ao ajudar o próximo, ao amar os meus amigos, ao ser uma cidadã consciente. Luto diariamente desde sou crescida. Já pouco me comove mas ainda muito me move. As palavras são importantes, os gritos são precisos mas é preciso agir.  Sou idealista mas não tenho perfil para governar e só posso fazer aquilo que está ao meu alcance  e é isso que tento fazer diariamente. Mas depois pergunto-me é suficiente?  Deixei de acreditar sim, nestes políticos e nos governos, na Europa e da Banca, nos que têm o poder de mudar tudo com um simples pestanejar.  Mas quero continuar a acreditar nas pessoas. Esta apatia é grave mas a vida é feita de pequenos nadas. Se alguém tiver uma boa ideia então faça o favor de me comunicar .

segurança social ?

Sim, se calhar esta é a altura em que deveria começar a tratar do meu futuro. Mas sobretudo agora, como ? desde que me lembro que sou gente que ouvi os crescidos a dizer que quando chegasse a minha vez já não ia haver dinheiro para nós. Mesmo assim fui estudar e até tirei dois cursos que me saíram do pelo. Mesmo assim fui para uma profissão precária para sempre ligada aos falsos recibos verdes. Mesmo não acreditando e sobretudo precisando paguei as prestações à segurança social. Mesmo sabendo que é e será tudo em vão. Mesmo tendo-me apaixonado por uma pessoa que tal como eu é precário. Os de hoje queixam-se, com todo o direito mas de bolsos cheios. E quando chegar a minha vez, como será , se não vai haver dinheiro e sobretudo se eu só descontei pelo mínimo que é o máximo que consigo? Ainda não estou a meio (espero) mas cada vez mais penso que deveria ser agora que me deveria precaver e no entanto é sobretudo agora que não consigo poupar um cêntimo. Medo é que o futuro é já !

não é para quem quer, é para quem pode

Sou inquilina e sou senhoria e tenho a dizer que a nova lei do arrendamento é das mudanças mais drásticas e dramáticas que se esperam venham acompanhadas de muito bom senso. É absurdo o que uns e outro pagam. É dramático o preço das rendas. É dramático o estado de conservação de muitos imóveis. É dramática a situação em que o senhorio paga mais de impostos e manutenção do que o que recebe de rendas. É dramática a situação dos nossos idosos que recebem pensões mínimas e vivem em casas em péssimas condições. Mas depois há aqueles que pagam 50 euros e vivem num t5 nas avenidas novas, ou a velhota que mora em casa da filha porque já não pode morar sozinha, ou aqueles que pagam rendas tão baixas que se dão ao luxo de ter várias casas. Há que perceber que há quem possa mas simplesmente não queira e por isso acho bem que se equilibrem as coisas. Entre o 8 e o 80 há para aí muita injustiça e é tramado estar em cada um dos lados. Resta o bom senso e a protecção que a lei prevê em caso de se comprovar os rendimentos baixos. Senão vejamos, se os senhorios não têm dinheiro como podem eles fazer obras de manutenção e melhorias ? como se pode pedir a uma velhota que mora num ultimo andar e lhe chove na casa para lhe aumentar a renda de 50 para 200 euros ? mas se o senhorio só recebe 50 euros  como pode ele melhorar a casa? é o verdadeiro caso da pescadinha de rabo na boca...mas quem se lixa sempre é o mexilhão. Pede-se sensibilidade e exige-se bom senso.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pesadelo cor-de-rosa

Já uma vez aqui tinha falado na confusão que me faz ler histórias supostamente dirigidas a crianças. A serio que não entendo a treta do medo, das bruxas que roubam crianças, fazem-nas prisioneiras e até as querem mesmo comer, das princesas que só querem é casar, dos pais que abandonam os seus filhos, dos príncipes que dão beijos na boca e logo a seguir viveram felizes para sempre, das invejas e ganâncias, das histórias que eles querem continuar a ouvir e deveriam ter ficado enterradas no tempo dos Reis e Rainhas (daqueles a sério) ou mesmo na pré-história. Mas depois há os outros, os de agora que têm ilustrações lindíssimas mas cujo conteúdo ou é imperceptível , ou é simplesmente desadequada para as crianças que são esponjas ! Sinceramente tem sido demasiado difícil escolher bons livros para a minha filha (e não que me encha as medidas a mim) e isso considero preocupante. As ilustrações são super importantes mas deveriam acompanhar uma história, um texto, com princípio,  meio e fim , com cabeça tronco e membros e sobretudo simples. Para quê complicar ? É que nem 8 nem 80...Não é preciso haver finais felizes nem histórias complexas, mas também não se querem frases soltas nem morais muito rebuscadas. Por agora são apenas crianças e têm o mundo todo à sua frente e o devido tempo para perceber a complexidade que é ser-se adulto. Talvez esteja a ser injusta ou então os livros que folheio são de facto para crianças mais crescidas, mas então há uma lacuna para crianças com 3 anos que já percebem tudo e querem saber tudo e se o problema for só meu gostava mesmo que me mostrassem que estou errada. Sei que lá em casa,  para além de alguns contos populares que  me foram contados, só tenho prazer em mostrar-lhe e contar-lhe três ou quatro livros e histórias. São histórias do mais simples que pode existir e sem serem rebuscadas têm das mensagens mais importantes, positivas e bonitas que se desejam. A árvore generosa e  o  Meu balão vermelho.  Se tiverem reclamações ou boas sugestões façam o favor de me importunar .