Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta música. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Happy aka momento obrigada Laura

Vá , podem me chamar de esquisita, aceito. Mas como sou anti-modas e sobrecargas de vídeos e partilhas estapafúrdias e  notícias fictícias fora do tempo e acções inflamadas americanadas e histerismos colectivos, sou capaz de deixar escapar algumas coisas importantes. Não faz mal  até porque chegam tarde, mas chegam sempre a tempo. Quis o destino a minha mais velha, que conseguisse ouvir pela primeira vez, esta música até ao fim e tacharammmm, só este fim de semana tenha visto o vídeo .

 

Desde então, quase que tem sido obrigatório, ouvir uma vez por dia, tipo bom dia alegria, enquanto nos abanamos e saltamos e dançamos à parva, as 3 . Sim que a mais nova já se abana e bem para delírio das fãs. A ver se registo o momento digno de entrar para o vídeo livro do bebé. Sim, é que afinal bastam-me elas (e ele) para ser feliz, por isso tocá celebrar!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Para sempre (mais tarde) recordar

O que me vai salvando aqui no trabalho é a música, maioritariamente a radio radar, que ainda nem tive tempo de re-configurar os meus álbuns. Esta semana ouvi que alguém vai dedicar à sua filha, de seu nome Júlia , uma hora de músicas e pensei para mim que também já era tempo de começar a compilar um álbum só para elas. Não sou assim tão conhecedora, já gostei disto e daquilo, vou gostando mais disto do que aquilo e na maior parte das vezes gosto até me fartar e noutras vezes esqueço-me do que mais gosto. Tenho que me organizar a sério e não deixar passar algumas pérolas que devem mesmo ficar para a nossa prosperidade. Tenho outro defeito, não conheço bem as letras, presto pouca atenção (outro pormenor que vou ter que mudar) e na maior parte das vezes sei lá do que estão a falar.  Por isso esta tarefa não vai ser nada fácil e ainda bem, que quero ter tempo e elas ainda têm tempo. Começo por 10, porque ao ler as letras tive que ir eliminado uma data delas e porque quis fugir ás óbvias. Mas lá está, tenho tempo, espero.

se tiverem muita vontade em sugerir, força !

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O meu festival será outro...

Um dia fizeram-me uma surpresa , levaram-me de olhos vendados desde casa até ao interior do CCB, para assistir a um concerto maravilhoso e inesquecível: 3 pianos, que me levou ás lágrimas.Por outro lado o Rodrigo Leão também e ainda consegue ter esse efeito em mim....e ora não paro de sorrir e dançar, ora se dá um click e desato a chorar. Hoje a noite já prometia ser especial, mas eu estou grávida e mais sensível que nunca. Por isso levo muitos lenços e desde já peço desculpa, pela melodia soluçada que se irá escutar no alto do segundo balcão.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Normal person *

Isto de gerir emoções e sentimentos tem muito que se lhe diga, mas começo já por dizer que os maiores erros que se cometem são fruto de alguma injustiça, pouca intolerância, falsos juízos de valor e sobretudo da nossa incapacidade de nos afastar-mos da nossa própria existência. Na maior parte das vezes somos egoístas e demasiado impacientes e como não vivemos sozinhos e sim dependemos dos outros, é difícil quando eles não reagem como nós queremos ou quando nós gostaríamos. E depois podem surgir males entendidos. No fundo tudo seria mais fácil se não criássemos nenhuma expectativas em relação a nada e a ninguém e se fossemos sempre mais conscientes quanto à nossa significância. Falo no plural porque sei que mais ou menos somos "todos" iguais. Eu sei que sou um pouco mais , porque assumo que sou uma excelente argumentista de todos os géneros de filmes. Mas cada vez mais sei que não sou o único bicho de sete cabeças que por aqui anda. O timming da vida é lixado e nem sempre as coisas acontecem como e quando as planeamos. Depois há aqueles momentos em que um mal nunca chega só e nos sentimos as piores pessoas do mundo. Como normalmente nos projectamos como nos sentimos, somos bem capazes de passar por solitários incompreendidos e  que o mundo se uniu para nos tramar e que a culpa é de todos. Há também os períodos de felicidade extrema que também são lixados porque acabam por causar aos outros uma certa inveja alheia. Resumindo e baralhando nunca estamos satisfeitos ...mas e que culpa têm os outros disso? absolutamente toda e nenhuma ! cada um tem o seu tempo, o seu espaço e como não temos controlo nenhum sobre eles é natural que nem sempre andemos em sintonia. Por vezes os caminhos cruzam-se , por outras perdemo-nos em atalhos, por vezes andamos em sentido contrário, outras vezes apenas seguimos por caminhos paralelos, ás vezes andamos tão rápido que tudo nos passa ao lado, por outra decidimos apanhar uma boleia que tarda em parar, nem sempre olhamos para trás ou para os lados, mas há alturas em que escolhemos parar e apenas contemplar. Tudo isto para dizer  que às vezes queixo-me sem razão. Não posso esperar dos outros aquilo que ás vezes também me ultrapassa. tenho os meus dias, fases melhores e menos boas, por isso não me posso queixar. Sei que há pelo menos duas mãos cheias de pessoas (pensando bem até podem ser mais) que me querem mesmo bem e que tal como eu, têm os seus dias, também passam por fases melhores e piores, têm os seus momentos e precisam do seu espaço e tempo. Sou ou fui provavelmente um pouco injusta e caprichosa mas não é por mal, é porque lhes quero demasiado bem. Se algum dia ou por algum momento desiludi ou magoei quem não merecia, as minhas desculpas. Sou um pouco trapalhona nisto de gerir as emoções, mas sou imensamente grata pela minha vida e por quem fez e faz parte dela. Desculpem e obrigada !

* música do nova dos Arcade Fire , num momento reflecktor - e tu já te olhaste hoje para o espelho?

terça-feira, 30 de julho de 2013

Les Amours Imaginaires

Fixação 

s.f. O ato de fixar, de estabelecer. 
Psicologia. Formação de um hábito ou uma associação. 
Química. Operação que torna fixo um corpo volátil

...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

I appear missing



A expressão "acho que morri e fui até ao céu" é completamente disparatada e de algum modo pode ser dita quando queres expressar algo de maravilhoso e miraculoso que te aconteceu. Não existe céu nem inferno depois da morte, mas existem sim em vida. A morte é mesmo O fim. A não se que eu fosse francesa e designasse um orgasmo " la petite mort" . Mas comecemos pelo princípio que tudo isto tem um sentido. Queria muito ir assistir a um concerto no sábado passado inserido no festival SBSR, mas com os bilhetes a preços muito pouco acessíveis a quem anda a contar os tostões já me começava a conformar com a possibilidade de assistir no conforto de casa sentada no sofá. Não sou propriamente fanática, mas algo me puxava para a dita herdade do cabeço da flauta e depois de muitas tentativas e alguns "golpes baixos",utilizando mesmo a minha filha e o seu ar angelical a ver se comovia corações mais moles, foi mesmo uma sucessão de acontecimentos que levou com que um estranho partilhasse comigo a sua pulseira que fez com que eu me metesse sozinha na mota e fizesse 35 km até ao lugar onde realmente eu tinha que estar. Nem que tivesse sido encostada à vedação ou  subir a um pinheiro. Não foi preciso e acabei por ficar onde tinha que estar, na primeira fila, encostada à grade e a vibrar como se fosse uma rookie. poucos devem entender aquilo que vou dizer agora mas na realidade o som dos QOTSA desde há muito que me provoca uma estranha sensação de adrenalina com rasgos de borboletas na barriga e coceginhas nas entranhas, vá , a palavra certa para descrever é orgásmica - metade orgasmo e metade cósmica, no sentido de meio que inexplicável. É pesada e doce ao mesmo tempo. Ok agora podem-me chamar de maluca, mas na realidade aquilo que senti sábado à noite, foi extra-sensorial e mágico e atenção que eu não tomo nenhum tipo de drogas . Agora tenho a certeza que aquele foi o sítio, a hora e o único lugar onde tinha mesmo que estar ... Não morri e fui até ao céu, mas renasci a cada música e sim chorei, dancei, saltei, gritei, assobiei e deixei-me ir. Renasci , foi isso... pior é o corpo que já leva um pouco mais de tempo a recuperar. Já passaram dois dia e o concerto ainda ecoa nos meus ouvidos ! Deduzo que esta conversa não interesse a ninguém, mas tal qual uma adolescente excitada e a irradiar de felicidade,  senti esta necessidade de gritar ( tivesse eu outra idade e pendurava a capa do ípsilon de sexta passada, na parede ao lado da minha cama). Agora desculpem-me mas vou ali deitar-me na cama e suspirar....

Everyone it seems
Has somewhere to go
And the faster the world spins
The shorter the lights will glow
And I’m swimming in the light
Chasing down the moon
Deeper in the water
The more I long for you

Most of what you see my dear is purely for show
Because not everything that goes around comes back around you know
Holding on too long is just fear of letting go
Because not everything that goes around comes back around you know
One thing that is clear it’s all down hill from here

Love in your hand clevarly disguised
All the promises of stone crumble in the light

Most of what you see my dear
Is worth letting go
Because not everything that goes around comes back around you know
Holding on too long is just
Fear of wanting to show
Because not everything that goes around comes back around you know
Not everything that goes around comes back around you know
One thing that is clear
It’s all down hill from here

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Our love song

Um dia, se eu me casasse sem pompa e circunstância, esta seria absolutamente A música...

I I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed

If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films

There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Geografia do arrepio

Por falar em matemática das palavras e estando a ouvir a gramática da paixão , dei de caras com este poster dos anos 60, duns rapazes que por acaso não acho nada bonitos, mas que até têm umas bocas jeitosas (todas menos a do John). Isto tudo para dizer que há beijos e beijos e eu estou a precisar dum daqueles....



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Um dia # (pode ser amanhã?)

A culpa não é do Outono, mas dos dias que encurtam e ficam mais cinzentos e frios. Seja o que for, é costume esta altura do ano despertar em mim sentimentos contraditórios que me confrontam com tudo aquilo que gostaria de ser e de fazer. São demasiadas vontades, sonhos e desejos, deixando-me igualmente feliz mas também um pouco deprimida e perdida…Ando naturalmente mais sensível e intrometida nos meus pensamentos confusos, tentando descobrir o segredo para o meu equilíbrio. Se não pensasse muito e deixasse que fossem as minhas vontades a guiar, só queria poder sair daqui de quando em vez, perder-me nos xistos e nos riachos, nas florestas e no barro, nos velhos e nos novos, nos prados e no silêncio, no sujar as mãos e em andar descalça, na horta e nas conversas, em cozinhados e lãs e bordados, nos tanques e nos pomares, na lareira e simplesmente estar enrolada contigo sob a manta de retalhos, nos sons dos vinis riscados e a contar-lhes histórias, nos baloiços improvisados e em cima da carroça, nos cheiros da nossa terra, doces e salgados, nos contos e saberes tradicionais, nas cores do Outono, nos moinhos de pão e de água, nos bons dias, boas tardes e boas noites, sentidos…Queria não estar aqui, estar aí contigo e com os nossos filhos, quando o tempo deixasse de o ser. Queria estar aí. Na minha terra, na terra de ninguém, na terra que não tenho. Se eu tivesse, se eu pudesse, se eu conseguisse, se eu não pensasse. Vou, vamos, um dia destes...?

Bernardo Sassetti- Epílogo: Amanhã

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

guia para o pior dia de sempre


Tudo o que precisas de saber e ter,  para organizar a festa da lástima, destinada aos piores dias de sempre.


1. Álcool- para afogar as mágoas...

2. Roupa larga. Opte por malhas largas ou a camisa do namorado, meias de lã, mantas para se abraçar e um edredão para se afundar


3. Comida aconchegante. Às vezes, só o chocolate resolve tudo !

  
4.  Filmes e livros. porque há filmes e histórias que fazem o truque ...o das lágrimas a escorrer, e o queixo a tremer


5.Música. uma playlist que poderia ser interminável mas que por agora não é...onde não coube a essencial !

 
O método é simples: desligar-se de tudo e todos, afinal não estamos nos melhores dias e não queremos irritar os outros. Chorar tudo de seguida, que dizem limpa a alma. Dormir, é que todos sabemos que amanhã o dia irá brilhar de novo e vamos de certeza sentir-nos bem melhor. prometo.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sem mais demoras: Feist

Il avait fallu batailler, patienter, essuyer plusieurs reports, tenir le cap malgré une constante incertitude, tant et si bien que dans les jours précédant la Soirée de Poche, alors que tout était confirmé, nous étions encore dans le fantasme. Nous préparions quelque chose d’irréel, et Feist, avant même d’être là, était à la fois bien concrète et insaisissable. L’idée de Feist, c’est tout ce à quoi nous pouvions nous accrocher. Elle imprégnait la moindre de nos décisions, arbitrait toutes les conjectures, plaçait les lumières et guidait la main qui scénarisait la soirée. Nous étions aux ordres de notre fantasme, de l’idée la plus sincère que nous pouvions nous faire de la chanteuse qui allait arriver.