segunda-feira, 30 de abril de 2012
fractura exposta
A minha identidade é construída (também) pelo que faço profissionalmente. Sendo a minha vocação, se ocupo a maior parte da vida a fazer aquilo, mas se aquilo que estou a fazer é contrário aquilo que é a minha realização, no fundo estou sempre a empurrar uma parede. Acaba por ser um desgaste constante. Aquilo que supostamente me realizaria está revertido e no fundo estou a ser violentada por aquilo que está a acontecer. Hoje é o último dia do mês e estou oficialmente há dois meses sem receber. Há trabalho mas não há dinheiro, dizem que é a crise e têm toda a razão, a crise dos valores- que chega a demorar gerações para passar. Hoje, completamente encurralada, e sem um tostão furado, não sei o que posso, tenho ou deva fazer...
domingo, 29 de abril de 2012
Realidades paralelas
Porque será que quando se fala em construir em África, nomeadamente um jardim de infância, tudo isto não passam de imagens de "sonho" ? relembro esta frase: Todos
os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. No entanto, estas imagens dum estúdio de Design sediado em Israel, parecem desmesuradamente desenquadradas daquilo que se vive nos Palops. As sociedades são (ainda) demasiado diferentes, será apenas preconceito ou as coisas não têm mesmo que ser iguais em toda a parte ? Algo que abomino é quando se minimizam as questões, ou seja - ah é para tal sítio, portanto não precisa de ser especial....Errado! Duma coisa eu tenho a certeza, não se devem minimizar os esforços para que haja conforto, segurança, funcionalidade e sobretudo quando se fala em crianças, as ferramentas necessárias para que elas possam continuar a sonhar.
Se calhar devíamos (re)aprender a viver Mais, com muito Menos....
Se calhar devíamos (re)aprender a viver Mais, com muito Menos....
sábado, 28 de abril de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
olhares (in)discretos
Sempre fui uma voyeur, uma espiã. Quando me convidares para jantar em tua casa, eu sou aquela que espreita por detrás da cortina do chuveiro. É ligeiramente assustador eu confessar esta pancada, mas eu aposto que em cada um de nós há uma curiosidade em espreitar a vida dos outros e as suas casas. Se vos incomoda, fechem as portadas, os cortinados ou os horríveis estores, mas há lugares que devem ser mostrados e partilhados . Olhares detalhados de algumas das casas mais originais e espaços mágicos mostrados com consentimento e sem sentimentos de culpa.
Hitoshi Uchida-san -Dono duma loja de antiguidades em Tokyo-Kamakura Japan - Out, 2011
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