segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ser mãe, muda tudo


Desde sempre que adorei lidar com miúdos e sempre pensei que quando chegasse a hora iria ser uma mãe bestial. Tinha a perfeita noção que criar filhos é completamente diferente que estar com eles ocasionalmente e que só se tem realmente noção desta enorme responsabilidade a partir do momento em que temos alguém que depende, em tudo de nós. Depois pensamos que temos o nosso exemplo enquanto filhos que nos pode ou não dar indicações sobre as escolhas mas a personalidade de cada um, o tempo em que vivemos e todos os factores externos podem-nos dar a volta aos planos. Não há livro de instruções e as pistas válidas para uns podem ser veneno para outros e desengane-se de quem ache o contrário. Quando finalmente chegou a minha hora de ser mãe não cabia em mim de felicidade, literalmente! As expectativas começam logo na gravidez e eu nem me posso queixar porque tive uma gravidez maravilhosa sem enjoos, más disposições, idas constantes á WC, desejos, quedas de cabelo, más peles, restrições mesmo em relação à comida, entre outras queixas frequentes, fiz rigorosamente tudo o que sempre pensei que iria fazer, excepto fumar, beber uma cervejinha em pleno verão e por incrível que pareça em ter relações sexuais. As mudanças começaram logo aí sem que eu tenha dado por elas. O dito curso pré e pós parto ajudou-nos imenso sobretudo para nos preparar fisicamente e psicologicamente para os primeiros tempos demasiado físicos e extenuantes - aconselho a todos os casais. Mas por muita preparação que a gente tenha, por muitas conversas que se tenha com amigas ou pessoas que já passaram pela parentalidade (e que tenho a sensação de nunca serem absolutamente sinceras), nunca se está preparado para a MUDANÇA das nossas vidas. O parto foi (quase) maravilhoso e preparem-se para ouvir o que eu tenho para vos dizer: adoraria passar outra vez por essa adrenalina! O quase foi o pai não ter podido assistir, por um instante de nada e foi ela não ter chorado logo… Acho que foi esse instante- que para mim foi uma eternidade- em que não me colocaram ela imediatamente em cima de mim porque não respirava, que a minha vida mudou completamente. E era nessa altura que o pai lá devia ter estado, para me dar a mão com toda a força e dizer tudo vai ficar bem. Tudo ficou bem, mas tudo mudava. Ela não nasceria de cabelo preto farto, como sempre tínhamos imaginado. É apenas um pormenor mas que no entanto resume tudo: inevitavelmente criamos expectativas (por vezes demasiadas) mas esquecemo-nos que nada depende só de nós… Ser mãe, muda tudo e para mim que pensava que tudo iria continuar a ser mais ou menos como antes foi o choque da minha vida. Um choque tão grande que confesso que a primeira vez que saí de casa, ao final de 5 dias, porque tive mesmo que ir apanhar ar, achei literalmente que tudo à minha volta, a rua, os vizinhos, os sítios do costume, tudo estava diferente… Foi uma sensação demasiado intensa. Nas duas primeiras semanas só chorei e não foi por não ter conseguido amamentar- coisa que sempre fiz como se as minhas mamas só servissem para isso, ou por dormir mal- coisa que a minha rica filha sempre soube fazer e muito bem, ou por estar saturada de mudar a fralda e dar banho – responsabilidades que ficaram  a cargo do pai, entre dezenas de outras que se assim não fosse eu não teria aguentado, ou por qualquer outra questão mais física, foi porque me caiu a moeda, ou melhor , porque percebi que nada ia ser como antes e isso ninguém nos avisa como deve de ser. Por isso e antes que me esqueça, aviso já que criar, educar, não é nada daquilo que pensamos ou nos dizem que vai ser. As provações vão crescendo a cada dia que passa e felizmente que o Amor incondicional também, senão tornar-se-ia insuportável. Todas as nossas fraquezas, dúvidas e as malditas hormonas estão agora no seu exponencial e ao mesmo tempo é quando precisamos de ser as mulheres mais fortes e corajosas, porque temos medo que um deslize se transforme em falha na educação. Porque afinal os nossos filhos são um espelho daquilo que somos e ninguém gosta de errar. Acho que o pior que pode acontecer é nós anularmos-nos enquanto seres humanos, que choram e riem e têm momentos bons e menos bons e que ás vezes acertam e outras vezes falham. Mas é tanta coisa que temos que aprender e adaptar nas nossas vidas que nos primeiros tempos é quase impossível… Eu acho que só passados dois anos depois do nascimento recomecei a ter vida própria e sinceramente invejo quem o consegue fazer muito antes e sobretudo a quem ter um filho parece (sublinho, aparenta) pouco afectar o seu dia-a-dia. Neste momento a cabeça começa a dispersar, é que tenho tantas coisas para contar e partilhar sobre isto de ser mãe e outra demasiado importante que é continuar a ser também mulher (sendo que para isso ter o apoio incondicional do pai-marido é imprescindível- e sobre isto tenho mesmo que falar porque se vê por aí cada novela….) Ao longo destes quase 3 anos todas as etapas que vencemos são uma pequena vitória, a queda do umbigo, a mama, as cólicas, o sono, os choros, os dentes, a introdução de comida, as dores, os cocós,o aprender a sentar-se, a creche, as idas para casa dos avós, as babysitter (ainda não superei esta), o meterem tudo na boca, as sestas, as birras, as manhas, a praia, as festas, as excepções, os doces, as mordidelas e os puxões de cabelo, a chuva, o calor e o frio, o gatinhar , o andar, o ser sociável,  o saber partilhar, o ser-se organizado, o agradecer, o cumprimentar, os caprichos, as birras, o testar os nossos limites, o ser-se paciente, o saber que há limites , o saber ouvir um Não.
Lembro-me de quando ela tinha um ano e eu me queixava sei lá do quê, quando me disseram: aos dois é que é. Lembro-me de quando ela fez dois e eu me queixava sei lá do quê e já me tinha preparado para os famosos terrible two, quando me disseram: aos três é que é… A questão é que a partir do momento em que eles nascem, as etapas vão-se tornando cada vez maiores e mais complexas- as frustrações mas também as compensações vão sendo mais e ás tantas tudo serve é de desculpa para disfarçar a nossa dificuldade em educá-los. O problema é que lhes damos as ferramentas todas para poderem lidar com tudo, até que a certa altura vira-se tudo contra nós! É nestas alturas em que eu me pergunto, em jeito de gozo: porque é que ninguém me explicou que isto ia ser assim para sempre ?!

i'll be back ...

e não me deixeis cair em tentação


domingo, 3 de junho de 2012

Quando for grande....

Queria ter vivido um momento assim , ou assim....sendo assim encho a vista, o coração e sonho !

sábado, 2 de junho de 2012

Tem dias,

em que me pergunto como designar o meu namorado, companheiro, parceiro, namorido, pai da minha filha,  etc e tal...Se nos casássemos era bem mais simples.O problema está nisso mesmo- O casamento. É por imagens como estas, que percebi que nunca me vou conseguir casar, isso e porque sou demasiado exigente e porque o sítio onde queria festejar é exótico demais... Portanto ele vai continuar a ser o meu namorado, companheiro, parceiro, namorido, ou simplesmente  a minha melhor metade e isso não importa nada !
Estas imagens inspiradoras e de casamentos extraordinários podem ser deliciadas aqui !

Quero comer isto:

 Mini Hambúrgueres de galinha e especiarias com iogurte grego e hortelã em pão pita

Juntar numa taça, a carne picada, as tuas especiarias preferidas , os coentros, as malaguetas, alho e cebola. Misture bem com a mão para depois formar bolinhos planos e frite-os em algumas gotas de azeite , numa frigideira anti aderente. Enquanto isso, bata juntos o  iogurte grego natural (sem açúcar), a hortelã e um pouco de sal. Aqueça o pão pita (primeiro humedeço e depois costumo meter na torradeira),  em seguida e depois de o abrir ao meio coloca-se a alface , o hambúrguer e cobre-se com um pouco de iogurte e algumas fatias do pepino.  Rápido, fácil , nutritivo e equilibrado, picante e fresco, crunchie e macio, quente e frio, e super delicioso !

ai a pele...e o suor...e o cheiro....e o sal

Conheço o Sal

Conheço o sal da tua pele seca
depois que o estio se volveu inverno
da carne repousando em suor nocturno.

Conheço o sal do leite que bebemos
quando das bocas se estreitavam lábios
e o coração no sexo palpitava.

Conheço o sal dos teus cabelos negros
ou louros ou cinzentos que se enrolam
neste dormir de brilhos azulados.

Conheço o sal que resta em minha mãos
como nas praias o perfume fica
quando a maré desceu e se retrai.

Conheço o sal da tua boca, o sal
da tua língua, o sal de teus mamilos,
e o da cintura se encurvando de ancas.

A todo o sal conheço que é só teu,
ou é de mim em ti, ou é de ti em mim,
um cristalino pó de amantes enlaçados.

Jorge de Sena