sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sexta-feira 13

Não entende porque é que as mulheres gastam balúrdios em sapatos mais ou menos escanifobéticos se depois mal se aguentam em cima deles. Se pensam que ficam mais giras desenganem-se, parecem ridículas ! (desabafo depois de quase a atropelar uma senhora que passava já com o vermelho para os peões, mas mal se conseguia por em pé em cima dos tacões)

Acha demasiado injusto que as regras do jogo nunca sejam iguais para todos. Não entendo como permitem que uns pais possam escolher (ou pior ser escolhidos) e outros (que se defendem conscientemente nas suas prioridades) não.....(desabafo depois da reunião de pais na escola da pequena)

Não entende como é que as pessoas desmarcam compromissos à última da hora, marcados não com tanto tempo de antecedência que os leve a esquecer, quando sabem que a outra pessoa tem muito pouca margem de manobra (desabafo que andava aqui pendurado)

Acha curioso que o patrão lhe venha pedir conselhos sobre como lidar com clientes e se devemos  aceitar ou não determinado trabalho (desabafo depois de eu lhe ter explicado que não há dinheiro no mundo que pague as mentiras, os abusos, a falta de ética e de profissionalismo de certo e determinado cliente do qual nunca vamos ver o dinheiro e por isso é melhor denunciá-lo Já!)

Merda, é sexta-feira 13 e ainda não recebi o ordenado (desabafo infelizmente recorrente)

FTM

Mais uma ideia simples, simplesmente genial. Basta juntar uns calções banais e juntar as rendinhas que estão guardadas no baú do enxoval e que não fazias ideias que iam ser usadas algum dia. Pois hoje é o dia ! O melhor é que até podes costurar à mão, senão vê como aqui




quinta-feira, 12 de julho de 2012

Amor é,

Chegar a casa e receber a mais inesperada das surpresas. Uma carta escrita á mão, com um postal piroso, mas delicioso e um marcador piroso mas bem gostoso. Mas melhor, muito melhor são as palavras que lá estão escritas e que me apertaram de imediato o coração e me trouxeram as lágrimas aos olhos. Entendo cada uma das frases como se fossem minhas e não são disparate nenhum, são tudo aquilo que eu precisava e preciso de ouvir. Tanto que não tive coragem de ainda ler mais, porque acho que merece um momento particular, sem ser entre jantares e banhos e birras de última hora. Irei continuar a ler antes de me deitar, quando estiver sozinha na cama e depois sei que vou soluçar debaixo dos lençóis e adormecer de coração cheio, cheio. Obrigada e até já.


em caso de emergência

O projecto chama-se Burning House e o lema é: O que levavas se a tua casa estivesse a arder ?É um conflito entre o que é prático, valioso e sentimental. O que você levaria reflecte os seus interesses de fundo e as prioridades . Ontem decidi pegar nas primeiras coisas que me lembrei, assim sem pensar muito e decidi registar o momento que depois colocarei no dito site. 
 

Eis a minha lista: a minha filha , a máquina de costurar , o disco rígido, as alianças de ouro que eram dos meus avós paternos, os álbuns de fotografias desde os meus antepassados até terem sido inventadas as digitais, a minha Júlia- a máquina analógica que era do meu avô Xico, um globo de estimação, o meu (grande) caderno diário desde os anos 90 e por fim embrulhava tudo isto na grande colcha de patchwork feita  pela minha querida Avó Laura e  se ainda conseguisse pegar na máquina e no projector de super8 e em mais um ou outro quadro de estimação, já me poderia fugir e refazer-me em qualquer lugar. 







 
E tu, pegavas em quê?

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um dia,

Ainda vou ganhar coragem e ser simplesmente feliz. Até lá tento perceber o que realmente me faz falta....

terça-feira, 10 de julho de 2012

It takes two to tango

Ando há que tempos para escrever sobre o que muda na relação entre o casal, aquando do nascimento dum filho, mas cada vez que começo a pensar nisso surgem milhares de outros pensamentos sobre o amor, as relações, as pessoas, a complexidade dos sentimentos, o papel da mulher e do homem, tudo isto mais  a falta de tempo e acabo sempre por me perder. Acho que tenho demasiadas coisas por dizer e isso depois traduz-se em pouca concentração e sintetização dos pensamentos. Mas agora e depois de todas as coisas que vão acontecendo á minha volta sinto que chegou a hora. Pois bem, ter um filho é a maior prova de Amor que um casal pode passar, sendo que não é de todo um jogo mas antes a maior responsabilidade que temos nesta vida. Acho que a maior parte das pessoas não tem bem a noção disto- é que não basta gostar de crianças, de o relógio biológico estar a dar horas ou mesmo temer ficar sozinho para sempre, e  mesmo que tenha há sempre variáveis que não controlamos. Podemos e devemos estar é atentos a todos os sinais...As pessoas casam e descasam desde sempre, (se bem que não são conhecidas muitas histórias do tempo dos nossos avós) e eu como filha de pais separados , cedo aprendi a viver com esta realidade que por um lado acabou por um lado me tornou mais realista ( nada dura para sempre)  e por outro mais consciente  ( as desilusões podem trazer feridas demasiado grandes). Cresci a ouvir histórias com finais menos felizes, outras que estavam condenadas à partida, outras de sacrifício, outras de ocasião, outras de ilusão, outras perfeitas . Uma separação ou divórcio não é (sobretudo não deve ser) uma coisa de ânimo leve, mas quando há filhos envolvidos então há que ter os pés bem assentes na terra. É claro que aos filhos não têm culpa nenhuma pela separação dos pais, mas no entanto acho que há muita gente que se separa por causa dos filhos, será que me faço entender? Desde que sou mãe, a minha percepção sobre os relacionamentos, para além de ter amadurecido, veio a reforçar muitas das coisas em que acredito. Ao mesmo tempo surgem as conversas e os desabafos de pessoas que passam pelas mesmas questões, dúvidas, receios e anseios e que me mostram outros pontos de vista- sobretudo o lado masculino. Ora bem, ter um filho é uma coisa a dois: Uma mulher e um homem. Á parte da gravidez e da amamentação , que é algo exclusivo da mulher, tudo o resto deve ser uma partilha igual a dois. As histórias do tempo dos nossos avós e até dos nossos pais não podem ser comparadas aos dias de hoje, sobretudo pela grande mudança que existiu no século passado e que se chama a emancipação da mulher. Quero com isto dizer que as responsabilidades do homem e da mulher , são precisamente as mesmas.E se não são, mais cedo ou mais tarde a coisa pode dar de si- mas isto sou eu a dizer, porque deve haver muitas pessoas que ainda acham que isto de ser pai e mãe e diferente. No entanto há aqui um factor muito importante e que é necessário transmitir. A partir do momento em que a mulher dá á luz, há uma mudança maior que ela, física e hormonal e isto é um dado muito importante e que deve ser tratado com o maior respeito e a maior da compreensão.Há uma frase, dita por um amigo que se tinha acabado de separar , que me ficou marcada e que me fez dar o click! a sua cara metade tinha deixado de ser mulher para  ser só mãe. Percebi, mas também lhe expliquei o seguinte: Não é fácil ! Porque o instinto maternal nos invade assim que a cria nos vem para o colo, porque ficamos cheias de dores no corpo,porque os primeiros tempos são de grande adaptação, porque a recuperação (ao contrário do que aparece nas revistas cor de rosa) é lenta e tudo leva o seu tempo a voltar ao sítio, porque o cansaço nos consome os dias e as noites, porque as mamas são deles nos primeiros meses, porque lá em baixo aconteceu muita coisa, porque a vontade em fazermos amor é bastante diferente da que tínhamos antes e isto não quer dizer que gostemos mais ou menos do nosso homem, apenas temos uma data de coisas que assimilar. Por isso, tenham paciência (muita) e não desistam ás primeiras contrariedades.  O primeiro ano é dose, se bem que daí para a frente nada será como dantes, mas há sacrifícios e cedências que têm que ser feitos por ambos, senão a balança acaba por se desequilibrar e mais cedo ou mais tarde alguém vai ter que pagar . Bem sei que as mulheres são à partida mais complicadas, mas isso não é desculpa para virar costas.  It takes two to tango-  quer se queira quer não um filho é dos dois,  para o bem e para o mal e aqui sim, até que a morte os separe. Temos que aprender a ser mais pacientes, menos exigentes, a saber lidar com a situação de cansaço extremos, a aturar as birras com muita calma, saber lidar com a frustração, dividir tarefas e responsabilidades , dar tempo ao tempo, saber partilhar os nossos piores receios e anseios, continuar a alimentar os sonhos, ajudar, comunicar, explicar e falar. As super mulheres só existem na BD e nas telenovelas brasileiras, deste lado continuam as mulheres em carne e osso, que agora são mães mas também mulheres cheias de vontades e desejos ( só que umas precisam de mais tempo que outras). Se nos anularmos enquanto pessoas que têm as mesmas vontades de descansar, sair, desanuviar, trabalhar, crescer, aprender, estar, conviver, construir, desligar, então mais cedo ou mais tarde a nossa identidade , aquela que antes fez toda a diferença e fez com que nos apaixonássemos, muda. E então é natural que  a chama acabe por se extinguir....mas nós não queremos isso pois não? Escrevo em modo desabafo, porque passei por isto tudo e sabe Deus o que me custou sujeitar ás mudanças inexplicáveis que o meu corpo sofreu e respectivas consequências e algum transtorno que isso me causou emocionalmente. Ainda hoje há coisas que não consigo explicar, mas felizmente percebi em conversa com outras pessoas que não fui a única a passar por isto, a diferença está em quem temos ao nosso lado e eu tenho a minha única e melhor metade. Obrigada.

Sim, mas não

Porque nem tudo o que parece é, divirtam-se no Yes, but no