terça-feira, 20 de novembro de 2012

Antes de morrer eu quero #

cumprir várias vontades numa só viagem: conhecer a Islândia, assistir ao festival Iceland airwaves , mas sobretudo quero mesmo assistir a uma aurora boreal  ! por enquanto vou sonhando e delirando com fotografias, filmes (como o que se segue) e programas de tv absolutamente fabulosos.

FazTuMesmo#

Um bolo de sandes ! Há por aqui uma receita, mas acho que o melhor é fazer um com os ingredientes que se quer, a seu belo gosto e prazer. Prometo que vou tentar, para a próxima festa de aniversário...



segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Amigos pelo mundo #3- Luxemburgo

A vida só pode ser maravilhosa quando nos dá a conhecer pessoas incríveis, com quem tu tens uma ligação para lá do comum. Em 2004, comecei um blogue que servia de lugar de partilha para os amigos mais chegados, mas que a dada altura se tornou num lugar onde conheci pessoas únicas. A Marisa é uma dessas pessoas. Não sei bem como cheguei ao blogue dela, mas sei que o lia e aliás continuo a ler com a maior das atenções e com enorme admiração. Ao final de anos a trocarmos mensagens e ideias virtualmente, finalmente conheci-a, a ela e aos dois homens da sua vida. Foi tudo demasiado rápido e ainda mais rápido se tornou quando ela de repente decidiu que tive que ir à procura dum futuro melhor, ali para o Luxemburgo. Parece que quanto mais perto estamos, mais longe ficamos. O curioso é que só estivemos juntas fisicamente 3 vezes, e em cada uma dessas vezes foi como se nos conhecêssemos desde sempre. Ela é a minha maior confidente e tenho-a como uma grande amiga, daquelas tipo as melhores...Por isso custa esta distância física, que afinal sempre houve, mas que tem dias em que gostava não existir. Mas eu sigo-a diariamente e ela aceitou partilhar comigo e com todos os outros que estão comigo um dia , por lá:

"Cheguei ao Luxemburgo há oito meses. Não vim porque quis: vim porque o desemprego nos tinha batido à porta. Costumo dizer que foi o Luxemburgo que nos escolheu porque antes de vir nunca seria o meu país de eleição para emigrar. Agora aprendi a gostar e a sentir-me em casa neste pequenino país.
A minha vida não é propriamente entusiasmante. Trabalhamos bastante durante a semana e depois aproveitamos os fins de semana para descansar e, quando o tempo o permite, viajar um bocadinho. Uma das melhores coisas de viver aqui é que temos pelo menos três países à mão de semear (Bélgica, França e Alemanha) que nos ficam a dez ou vinte minutos de viagem. O Luxemburgo tem 80km de Norte a Sul e 50km de Este a Oeste – é uma miniatura de país! "

Acordo cedo e, tanto quanto me foi dado a perceber, sou sempre a primeira do prédio a sair. Nem todas as casas do prédio estão ocupadas, por isso é um sítio muito tranquilo. Nestes dias, conto com uns minutos do dia para tirar o gelo dos vidros do carro antes de sair para trabalhar. Demoro doze minutos a chegar, já com um pouco de trânsito. Se não houvessem semáforos e mil carros a entrar no Luxemburgo todos os dias levaria ainda menos.



Trabalho no campo, numa espécie de zona industrial. Fica a 5km da cidade do Luxemburgo e para chegar passo por prados ainda verdes, florestas com as maravilhosas cores de Outono, sobre duas auto-estradas (que não se pagam aqui). Ficamos longe de tudo: não há lojas nem restaurantes, só uma estação de serviço e outras empresas. Mas é um sítio muito tranquilo.


Trabalho numa empresa que transporta pagamentos com cartão de crédito do sítio A ao sítio B – é a maneira mais simples de explicar o que fazemos! Lembrem-se de mim quando num hotel, num restaurante ou num parque de estacionamento pagarem com o vosso cartão naqueles terminais. É uma empresa pequena mas os nossos clientes estão literalmente por todo o Mundo e muitos deles são também mundialmente conhecidos. É estranho que tudo se controle a partir daqui mas bancos, fundos de investimento, seguradoras adoram o Luxemburgo.

Foto 7 e Foto 8
Nas Sextas aproveito para fazer as compras da semana sozinha. O vida já se encarregou de me ensinar que tentar isto com um bebé de dois anos  não é a melhor opção. Há muitos produtos portugueses em todos os supermercados, muitos funcionários portugueses e ouve-se Português em quase todos os corredores. É quase como estar aí! Depois, antes de chegar a casa, adoro abrir a caixa do correio: aqui recebemos imenso correiro e não são só contas! Chega-nos muita informação comunal e estatal sobre educação, estado das obras públicas, planos para os próximos meses – as pessoas sentem-se realmente parte de uma comunidade.

Chegada a casa, é altura de ligar o aquecimento central em todas as divisões, ajeitar o que vai ficando espalhado por aí e esperar pelos rapazes. Oito meses depois, ainda estamos a tentar que esta casa seja a nossa casa e por isso é importante termos as nossas memórias à vista. Agora é só esperar pelo fim de semana e fazer planos na hora! É tempo de dizer Äddi!

 E eu digo e espero que seja só um, Até Já !

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Sobre a intransigência #

A maternidade tem-me ensinado muito, mas tem particularmente explicado e mostrado muito sobre quem eu sou e sobretudo quem fui. É que passado este tempo todo, algumas das peças que compõem a minha vida começam a ganhar forma, a tornarem-se nítidas e a encaixar. Durante anos vivi amargurada, invejando quem consegue recordar a sua infância, cheia de alegrias e detalhes,pois eu não me lembro de rigorosamente quase nada, a não alguns momentos menos bons, algumas pessoas e nomes em toda a minha infância e adolescência. Desde que me lembro de mim, lá por volta dos 15 anos, que procuro encontrar nas gavetas da minha memória o meu passado. Alguns dizem-me que essas memórias chegam mais tarde, eu temia em acreditar que se estavam escondidas é porque não tinham sido felizes. Agora percebo...Tem sido ao lado da minha filha, na convivência diária com ela  e a educa-la que algumas das sensações passadas despertam e agora percebo que se as memórias estão perdidas é porque é lá que devem estar, para me proteger. Agora temo continuar a procurar, porque tenho medo do que possa lá encontrar.  Agora tenho a certeza que amarei a minha filha acima de tudo e de todos e só espero ter, sobretudo em momentos de fraqueza e insanidade, todo o discernimento para nunca me esquecer de tal.

Sobre a Morte

Morar num bairro típico e conhecer os vizinhos tem destas coisas, quando um deles parte, é como se por uns instantes se tratasse de um dos nossos.