domingo, 20 de janeiro de 2013

Festas de garagem

Desde que fui mãe, que a minha tolerância sobretudo ao barulho e à falta de civismo e educação , passou a 0 (zero- quase nada) e se calha acordarem a minha miúda então preparem-se para ver esta paz de alma a transformar-se no vosso pior pesadelo. Mas antes de contar o episódio de ontem à noite vou situar-me no espaço e no tempo enquanto miúda adolescente- Sempre fui atenciosa, consciente e sempre respeitei o espaço dos outros, ou seja fui do tipo "certinha". É claro que fiz asneiras e disparates, rebeldiei-me e fumei charros, curti em sítios perigosos e tive aventuras inesquecíveis, destrocei corações e destroçaram o meu, mas nunca deixei as outras pessoas tivessem que aturar ou sofrer pela minha revolução hormonal (excepto os nossos pais que ocasionalmente lá nos vão tentando chamar à realidade e ainda bem). Somos miúdos, queremos tudo e mais alguma coisa, somos por vezes inconsequentes e a rebeldia também faz parte do crescimento, queremos experiências  audazes,  quebrar limites, saltar barreiras, fazer jogos perigosos, imitar o outro ou a outra, sentir borboletas na barriga, conquistar amigos e corações. Queremos festa e diversão e queremos muito bem. Mas convenhamos que tudo tem que ter conta peso e medida. Há limites sim, e é desde bem cedo que se deve saber ouvir a palavra Não. Voltamos a ontem á noite e á festa na Garagem (que não dá para o quintal e é nas traseiras e que não é delas) convertida em sala de fumo e coro por uma grupeta de nove pêpitas (sim estou a ser mázinha e ligeiramente preconceituosa, mas este tipo de miúdas mimadas chapa 3 de voz afectada, que assim que dão por falta do papel higiénico, esquecem logo os "voçê" e começam a mostrar são afinal iguais aos restantes mortais, nem melhores nem piores, irrita-me e sobretudo aquelas horas na noite) que de porta escancaradamente aberta e sob o efeito de algumas bebidas alcoólicas gritavam a uma só voz, entre "tipo" desabafos e "tipo" gritinhos histéricos , a música She do Frank Sinatra (diziam elas...- é antiga mas não é tanto pá ! Elvis Costello, tá?) . Por questão de tentativa de ser mais eficaz, foi o homem lá abaixo- não se importam de fechar a porta ? ai desculpe ...desculpe....vamos já fechar. Foi só até ele entrar em casa. Ainda refilam...Preparam-se para ver a Mãe-ai-atrevam-se-lá-a-acordar-a-minha-filha e a mulher-atrevam-se-la-a-rir-do-meu-homem-nas-suas-costas em acção. De pijama fui. Se não vos souberam dizer que não, digo eu ! Quando crescerem, espero que entendam e que saibam dar valor ao respeito pelo próximo, educando os seus filhos desde nascem e não os deixando fazer todas as vontades. Divirtam-se sim, mas sem perturbar o descanso dos outros, tá? Ao menos os vizinhos de cima, sempre que davam festas e sabiam que iam fazer barulho, convidavam-nos ! é verdade.

PS: já sei porque me irritam e afectam tanto tanto este tipo de pseudo-queques, é que supostamente deveriam ter educação....enfim.
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

Coisas de comer #

Fim-de-semana de tempestade, chove, a miúda adora ajudar na cozinha e eventualmente precisamos de comer. Ou seja, hoje é o dia perfeito para um lanche aconchegadinho, são servidos ? Ao scone vou acompanhar com um crumble de maçã com natas batidas.

Scone Familiar com passas (daqui)

(Para cerca de 4 pessoas)

125 g de farinha de trigo T65
Uma pitada de sal fino
30 g de açúcar
7 g de fermento
30 g de manteiga
1 ovo
80 ml de leite
25-30 g de passas de uva

Pré-aquecer o forno a 180º C. Untar com manteiga e polvilhar com farinha uma forma com cerca de 18 x 8 x 6 cm.
Numa taça, misturar a farinha com o sal, o açúcar e o fermento. Juntar a manteiga e trabalhar a massa com os dedos até obter uma mistura granulosa.
Numa tigela, bater o leite e o ovo.Juntar os ingredientes líquidos aos ingredientes secos e misturar até que fique uma massa homogénea. Juntar as passas e misturar bem.
Colocar a massa na forma.Cozer durante cerca de 25- 30 minutos ou até que um palito inserido no centro saia seco e apresente uma crosta levemente dourada.
Retirar do forno, desenformar e servir cortado às fatias.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Momento Obrigada Universo #

Se tudo o que preciso para me sentir como agora me sinto, tão feliz e grata com o facto de estar aqui e agora, estarmos no meio do mês e ainda não ter entrado em casa nenhum dos ordenados do mês anterior, apesar de ser sexta-feira e lá fora estar frio e a chover, é sair de casa pela manhã, tomar o pequeno almoço no café lá no cimo da rua e deliciar-me com as montras cheias de bolos frescos e coloridos, vir a pé até à estação de metro, lembrar-me que de hoje não passa coser aquele botão que tanta falta me faz na gabardine que uso todos os dias, sentir os cheiros frescos e as fragrâncias da cidade e das pessoas, até ser interrompida  por aquele cheiro intenso a água de rosas que aquela velhinha carrega com ela enquanto diz ao neto: sim, eu sou a melhor avó do mundo, perguntar a uma senhora que vai encostada e cabisbaixa na passadeira rolante se se está a sentir bem e ver a cara de feliz e agoniada a dizer: não, estou grávida....e a minha cara de surpreendida a dizer: então...parabéns...?!, descer e subir escadas, ver e ouvir conversas, recordar viagens e amigos, desejando não esquecer tudo o que me está a passar a mil pela cabeça até chegar à frente do computador , então tenho que vir a pé e de transportes para o atelier mais vezes... Hoje ninguém me pára e faço questão de partilhar com todos este meu optimismo e esta confiança no poder que as mais pequenas coisas e os gestos mais simples podem ter e fazer a diferença. Estar aqui e agora , estar vivo, é a maior dádiva que temos, por isso por hoje e agora lembre-mo-nos apenas disso.  Somos feitos de emoções e bem sabemos como elas nos pregam partidas, mas também sabemos que somos uns guerreiros e que quando nos derrubam, nos vamos voltar a erguer e cada vez melhor e sem nos magoarmos tanto. Hoje experimentem lá pregar-me rasteiras ;-)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Não me importava de viver aqui#


Que assim de repente me lembrou o meu petit-apartment de quando era divorciada....Mas foi assim muito de repente, porque este é muito mais amplo, tem muito mais luz, têm cantos e recantos e paredes altas. Fica do lado de lá do Atlântico e do outro lado da Brooklyn bridge e é por tudo isto que eu não me importava nada de viver .....

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dualidade ondulatória cospuscular


Eu queria que a Laura tivesse um irmão. Não quero é ter outro filho.

Foto tirada por mim com Yashica TL electro X + Kodac200 / validade2006

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

strangers in the park

No fundo todos olhamos para o lado e não só opinamos como julgamos tudo o que se passa á nossa volta. Não é necessariamente certo ou errado é simplesmente uma  manifestação duma ideias a respeito de algo ou alguém. Eu sou bastante observadora e até tenho a capacidade de ver e ouvir e perceber várias coisas à minha volta (tenho a certeza que alguns dos meus feelings já me pouparam de situações desagradáveis) e consequentemente é natural que forme uma opinião e ás vezes (e sei que nem sempre devia) alguns juízos de valor. Mas na maior parte das vezes aquilo que constato são curiosidades de como o ser humano consegue ser tão estranho e contraditório. Vou dar um pequeno exemplo. Ontem no parque infantil chegou uma vizinha que tem um miúdo com uns 4 anos e dizia-lhe severamente que não deveria andar no escorrega maior. No escorrega onde a minha filha começou a tentar subir mesmo antes de começar a andar e que já sobe e desce e empoleira e balança como acho que é natural que uma criança da sua idade o faça (quem me dera lá caber). A parte do curioso é que esta senhora acha "perigoso" o seu filho brincar num equipamento infantil- que se tem que ensinar a utilizar- mas ir tomar café com ele à noite na rua a horas impróprias,porque os vejo e oiço a chegar,  não deve ser.... sei que não tenho o direito nem o dever de julgar, mas sei que todos o fazem dum modo ou outro. Mas mais, acho que todos falássemos mais uns com os outros, trocássemos ideias e experiências e opiniões, nos mostrassem mais vezes o nosso reflexo ao espelho, talvez nos ajudasse a relativizar a nossa tolerância e a importância ou não de algumas coisas. Seria certamente uma ajuda preciosa, não fossem as pessoas tão cinzentas e orgulhosas e ofendidas...Pois eu já me me diverti imenso a ter uma conversa super informal e íntima com uma estranha, nesse mesmo parque, que só teve bons efeitos: rimos imenso das tolice das nossas fraquezas (algumas mais passageiras que outras), ficámos mais próximas e ajuda-mo-nos mutuamente. Estamos cada vez mais fechados nas nossas vidas e achamos que a realidade é a ficção da televisão , internet e redes socias, alienando-nos e projectando em tudo e todos as nossas frustrações e ambições. Deixe-mo-nos de desculpas: Falemos mais, especulemos menos, partilhemos mais e presumamos menos.  Ninguém é perfeito e eu muito menos, mas podemos todos tentar  ser um pouco melhores.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Grito pela rua

Sempre achei estranho como é que num país como o nosso, cheio de sol e temperaturas amenas, as pessoas não vivem mais na rua. A sério que não entendo como as únicas crianças que ficam no parque infantil até depois do sol de por são basicamente estrangeiras. Como também não entendo como não existem esplanadas em cada esquina e colina. Não entendo como os nossos parques e jardins não se enchem de pic-nics aos fim de semana e muito menos entendo porque não existe por cá comida de rua...Em qualquer cidade da europa, mais fria, chuvosa e cinzenta vê-se tudo isto e muito mais. Bem, não foi isso que agora me trouxe aqui (agora), foi mesmo só partilhar duas coisas que encontrei por acaso hoje mesmo e que no fundo se fundem. Um artigo intitulado Portugal está a gritar por comida de rua :“Há tantos mercados com produtos de alta qualidade, bastava começarem a aparecer alguns espaços dentro dos próprios mercados” e as bonitas imagens dum mercado algures do outro lado do mundo o Matakana Farmers Market, na Nova Zelândia, onde isso acontece. Não tem tudo um lugar tão delicioso? Hum....tive uma ideia (ASAE não me leves a mal, mas comida saudável no jardim é fundamental)