Não devia ser preciso dizer isto, que o amor aos nossos filhos deve ser incondicional, mas infelizmente há quem não saiba amar, sendo que isso agora não interessa nada. Esse Amor é o que mais quero conseguir transmitir ás minhas filhas, tal como lhes dar segurança e transmitir-lhes estrutura , que as mantenha de pé , quando por tudo ou por nada as queiram deitar por terra ( e então se precisamos de auto-estima para aguentarmos e levarmos com as frustrações e ignorância dos outros) . Mas sobretudo quero dar-lhes liberdade- outra coisa que muitos também têm dificuladade em fazer, sobretudo porque a tua não tem que ser igual à deles. Isto tudo para contar um episódio ,que aconteceu com a minha maiúscula. No outro dia pediu-me para pintar uma t-shirt branca sua- coisa que nunca tinha acontecido- apetecia-lhe pintar uns motivos de marinheiro e como estava mesmo confiante lá a deixei. Não ficou perfeito, de acordo com os padrões convencionais, mas ficou perfeito porque ficou diferente e único e dela. Quando voltou à tarde, queixou-se que uma miúda mais velha lhe puxou a t-shirt e disse que era feia e que estava mal pintada. (inspira expira) - " mas filha, ela não percebe que as coisas não precisam se ser todas iguais e perfeitas para serem bonitas. Claro que a tua t-shirt é linda e única com todas as imperfeições que tem porque foste tu que a desenhaste. E é só isso que importa, que tu gostes dela . Não queres ser igual a todos pois não?". Na verdade todos aqueles pensamentos negativos me vieram à cabeça...que a outra é uma invejosa! que tem é dor de cotovelo! quem lhe dera a ela ter uma t-shirt como a tua ! mas lá porque ela não gosta não precisa de lhe dizer que é feio ! enfim....inevitabilidades duma mãe galinha revoltada , mas confiante que ela será muito melhor que eu . Não é na diferença que está a Maravilha ?
sexta-feira, 6 de maio de 2016
quinta-feira, 5 de maio de 2016
R espiga R
Esta- a da direita- é a nossa nova espiga, que vai tomar o lugar da outra - a da esquerda- que ficou todo o ano pendurada na porta de nossa casa, como aliás já tínhamos feito em anos anteriores. A explicação para as crianças, que devem ser curiosas, pode ser lida aqui , duma forma bem simples e eficaz. Agora é juntar as mãos e tentar acreditar que nada nos faltara com mais esta "ajudinha".
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Até aqui, tudo vai ...relativamente bem
As mãos são o nosso maior entretenimento. A minúscula por exemplo, risca e rabisca e já tenta rabiscar onde já sabe que não deve ( mas terríveis 2 fica sabendo que desta vez vamos melhor preparados). Ofereceu-me esta mala única e maravilhosa , pelo dia da mãe. Como se percebe também já tem um cantinho dedicado ás suas obras de arte . O outro é uma parede forrada a papel que é quando lhe apetecer "transgredir" a mesa e a cadeira e o papel formatado ..eheheh
O pai entreteve-se a elaborar e fazer um geoplano à sua maneira ( que uma mera chapa de madeira e meia dúzia de pregos é coisa para meninas..eheeheh) . Ficou mesmo à maneira, ou tal como a maiúscula disse depois do seu uau "bem.....deve ter dado tanto trabalho....". O entretenimento agora é fazerem as mais estranhas figuras com os elásticos- é que as formas geométricas básicas também são coisas de bebés....ehehehehe. Até a minúscula se entretém a tirar os elásticos do sítio e a mete-los na caixa, quando não prefere antes espalha-los pelo chão da casa. ah pois é ....
O pai entreteve-se a elaborar e fazer um geoplano à sua maneira ( que uma mera chapa de madeira e meia dúzia de pregos é coisa para meninas..eheeheh) . Ficou mesmo à maneira, ou tal como a maiúscula disse depois do seu uau "bem.....deve ter dado tanto trabalho....". O entretenimento agora é fazerem as mais estranhas figuras com os elásticos- é que as formas geométricas básicas também são coisas de bebés....ehehehehe. Até a minúscula se entretém a tirar os elásticos do sítio e a mete-los na caixa, quando não prefere antes espalha-los pelo chão da casa. ah pois é ....
O tear foi
finalmente montado e em dois tempos a maiúscula não o conseguiu
largar, que é como quem diz , até ao (mini) novelo ter chegado ao fim. Parece que é terapêutico....mas para mim o barro está a ser suficientemente desafiante.
Tenho um desafio gigante pelas mãos, mas neste momento acho que não vai passar disso....mas sobre isso falarei noutra altura. Agora é tempo de me deixar estar até voltar a estar ...relativamente bem
segunda-feira, 2 de maio de 2016
#imakeherclothes
E passados quase 6 anos, desde que fiz a primeira peça de roupa , ela é finalmente (já devia ter sido no ano passado, mas com a minúscula ainda muito bebé , nunca mais me lembrei) vestida ! Curioso....nessa altura, foi a costura que me "salvou".


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sexta-feira, 29 de abril de 2016
Mamã
Não me vou perder em palavras. Vou apenas dizer que este é um livro emocionante e belíssimo, donde não apetece sair (o colo e o mimo nunca são demais) . Também ele é de poucas , mas certeiras, palavras, aliás poesia, que acompanham as deslumbrantes ilustrações da argentina Mariana Ruiz Johnson. Não há nada mais intenso que a maternidade e esta é uma linda obra de arte e uma homenagem ao Amor de Mãe. Devia ser assim tão simples.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Faz tu mesmo # avental para a oleira
Ás vezes, é preciso abrandar, ou mesmo parar, ou até mudar e (re)começar . É nesse limbo que me encontro, porque o corpo já não acompanha a cabeça, ou o contrário, já nem sei bem. Foram demasiadas fases e demasiados anos cinzentos, até que o saco rebentou. Estou portanto a tentar meter ordem em tudo isto e focar-me duma vez por todas em mim, na minha felicidade e consequente felicidade dos que mais me são próximos, que absorvem o melhor e o pior de mim. Decidi não mais adiar um sonho, que tenho desde sempre e que sempre projectei como um futuro. Mas o futuro é agora, e agora é hora de me dedicar à cerâmica- e sem mais demoras aquilo em que sempre me projectei- a roda do oleiro. É uma pausa, não é (ainda) um acto de coragem. foi o desespero e sim, isso é uma dor que tenho que tratar. O curso já começou e eu fui de coração aberto, mas esqueci-me dum avental e vim de lá cheia de barro. (todos os meus problemas fossem estes). Tudo isto para mostrar o lindo (sim, sou suspeita) avental que hoje fiz para mim. Agora sim, estou pronta .
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quarta-feira, 27 de abril de 2016
terapia #1
Quis o universo que há uma semana atrás, a Sara escrevesse este Post- que fala numa viagem , em arquitectura, em memórias. Precisamente numa altura em que eu me questiono sobre as viagens, a Arquitectura e as memórias. Nesse dia chorei muito. Chorei porque percebi ( e verbalizei) que não estou mais apaixonada pela Arquitectura, aliás , porque percebi que talvez nunca tenha sequer estado apaixonada . Sempre o soube, mas é ao ler as palavras dos enamorados e ver as obras dos artistas, que tenho a certeza que devo ter estado no sítio errado à hora errada. Percebi que o curso me deve ter passado ao lado, porque estava mais preocupada em "sobreviver". Chorei, porque me sinto muito menos que os outros e porque não sinto empatia com aquilo que me deveria fazer feliz. E depois chorei porque a descrição dela, ao dito convento, seguida de algumas imagens do mesmo , me fez regressar a um lugar do meu passado, muito antes, que só me trouxe tantas e boas memórias, seguidas de saudades. Afinal existe este lugar em mim e fica na Serra da Estrela e agora quero tanto lá regressar...
(retirei estas duas imagens da internet, ou seja, não são de minha autoria )
Curiosamente também é um convento e lembro-me de ter uma forma arquitectónica igualmente marcante (assim que nos aproximava-mos da vila lá estava a caixa de fósforos , como lhe chamava) . Ao investigar agora mais um pouco percebo que é uma obra recente, os anos 60 do século passado, mas agora quero muito investigar mais um pouco. Também haviam espaços aonde não podíamos ir, o que torna tudo muito mais empolgante e misterioso. Lembro-me das viagens intermináveis para lá chegarmos, num daqueles carros clássicos dos anos 70 dos meus avós, da caixa de fósforos branca, dos cheiros do ciprestes, do silêncio, de estranhar a modernidade da igreja, do claustro também pouco convencional, dum lago com peixes, dos baloiços enferrujados, do tanque lá em baixo, dos passeios pela serra, das refeições nos refeitórios, de ir para a cozinha ajudar e ser recompensada com pratos de batatas fritas, das irmãs simpáticas e das que fugíamos de medo. Chama-se casa rainha do mundo e fica em Gouveia e esta aqui em baixo sou eu, nos ditos baloiços e no meio da serra cheia de memés. E choro agora , mas é de felicidade.
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