sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Doçura ou travessura ?

Era para fazer uma bruxa, uma abóbora e um tanto faz ( resposta da querida V ). As miúdas cá de casa não estão esquecidas, já estão é servidas, mas sobretudo muito entretidas ( nalguma coisa tinha que ter sorte).  A sorte delas e dos rapazes com quem já consegui estabelecer contacto ( curiosa esta tão diferente forma de estar entre eles e elas) é que eu tenho muito feltro preto e laranja cá por casa, algum jeito básico para o desenho e elástico aos metros. Os moldes estão feitos e vou levar para lá já amanhã, para que eles se divirtam a fazê-los , comigo ou com os seus familiares. Também testei um de cada, nas miúdas cá de casa para ver se assentavam bem e parece que sim, que vai ser uma noite dia assustador ! buahhh ahahaahha buuuuuu ahaha ahahahah


Senhoras e senhores enfermeiros se preparem, que estamos a treinar sustos valentes para vos pregar.....O que interessa mesmo é brincar !

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Bibliotia

Chamei-lhes caderno da gratidão, ainda se lembram ? Eu nunca mais me esqueci...foi o primeiro de muitos giveaways que fiz ao longo de este ano, enquanto estava a mil, cheia de ideias para fazer com as miúdas e sobretudo à procura de (agora sei) mim. E de (agora sei) algum colo. Neste caminho sinuoso ( agora sei) perguntam-me se consigo nomear as minhas qualidades e fico genuinamente atrapalhada, porque só consigo responder que sou uma  boa observadora e generosa.  E se me falam em crianças, dou o que não tenho mas que crio e invento. Dou tudo e mais alguma coisa. e agora, nas minhas idas diárias ao IPO toda eu anseio para que este meu dom consiga pelo menos levar , não só a minha sobrinha, mas as outras crianças que já me procuram para ouvir-me a contar as histórias dos livros, a algum lugar especial , longe dali dos bichos maus. Há pelo menos mais uma fã assumida dos meus livros e outra que timidamente também percebo que gosta de me ouvir. Foi por isso que decidi usar os cadernos de gratidão - que só podiam estar à espera deste momento- como um género de passaporte dos livros. É que a pequena C. pediu-me para ficar lá com o Nicomedes e para hoje levar o Pato? Coelho? Assim encontro uma forma engraçada de controlar quem fica com o quê....Também fiz um carimbo estrela, que é a estrela do caderno e que serve para elas pontuarem o livro. Quantas mais estrelas , mais gostaram da história. Assim eu  assumo-me como uma bibliotia itinerante e elas para além das histórias, ganham um caderno só delas para encherem de estrelas e desenhos e tudo o que lhes apetecer ! Agora vou ter que ir ali organizar as folhas do origami e as máscaras para o dia das bruxas que lhes vou deixar para fazerem. vitória vitória, acabou-se esta história !

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A tia mágica *

Todos os minutos que me restam entre a minha própria terapia, as minhas filhas e as rotinas de uma casa e duma vida, agora são dedicados à minha pequena sobrinha que finalmente iniciou ou tratamentos contra o bicho mau. (Ele é grande, mas ela é maior !) . Agradeço a vossa preocupação , mas entendam que agora é o nosso tempo. O tempo de lhe oferecermos todo o colo e mimo e amor e alegria e boas energias e muito muito riso. Tudo o resto não queremos de todo. Sendo que pedir para serem dadores de sangue é sempre uma ajuda.... As borboletas foram um sucesso , muito maior que imaginei. Agora dão cor aos seus dias e seguem-na para toda a parte e sobretudo até lhe dão voz quando julgamos que ela não queria falar: - falta aqui a azul !  Sou a tia que conta historias e faz borboletas e coroas, e leva marionetas, e inventa contos , e  enche balões que aparecem nas histórias , e aperta os narizes que libertam sons, que leva raspanetes da enfermeira por andar a correr com a menina no corredor (sim, tinha toda a razão...não levava o cinto posto-shame on me), que só consegue ver luz e cor num sítio que todos achamos que é triste . Nada disso ! Somos nós que colorimos as nossas vidas, com riso e brincadeira. É tanto disso que fala este livro. É tão curiosa e tão apropriada a todos nós mães e pais. No final ela riu-se e é só isso que importa.


* termo especial inventado pela minha salvadora mais que tudo

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Amor salva !

Passavam muito tempo juntos. Ela adorava fazer-lhe cócegas nas orelhas e jogar às escondidas. Ele gostava de lhe contar histórias secretas da floresta e de lhe soprar suavemente nas antenas.

A minha sobrinha mais nova está doente. Com aquela doença de nome feio e que deixa todos os que sabem, constrangidos e incomodados, tristes e indignados, ansiosos e desconsolados, mas sobretudo muito revoltados. Não era para menos, mas como estamos a falar da gigante C.  vai correr tudo bem. É que sabem, eu acredito mesmo que ela vai ficar boa, porque tenho a  certeza que o Amor cura. Agora é preciso criar uma rede de colo e mimo infinito, para ela, para os pais , para as irmãs e para todos nós, que a amamos acima de tudo. Sim, acima de ti bicho-feio ! xôooooo !!!!  É Estar e brincar com ela, à grande e à Tiense ( á moda da tia) onde só há lugar para o improviso e a palhaçadaPor isso, agora é a hora de tornar todos os sonhos reais. Cada instante, de cada vez. Percebi que lhe arranco grandes gargalhadas com a minha forma criativa e divertida de contar histórias, ou como diria a minha irmã: para quê os doutores palhaços quando tens a Tia M.!?  E hoje , assim à pressa lembrei-me duma linda história, sobre a amizade, a união, a generosidade . Sobre aqueles que julgamos mais frágeis , mas que conseguem mover montanhas. Sobre os bons amigos que são como as estrelas....nem sempre os vemos, mas sabemos que estão sempre lá. Vai  ser uma história para ela, que espero os pais oiçam. Levo um urso e algumas borboletas que fiz em origami ( ver o tutorial aqui) . Depois vamos pendura-las num ramo, para lhe alegrarem e personalizarem o espaço, que já sei está carregado de boa gente. Mas....não há como a nossa casa, os nossos e se depender de mim ela terá disso todos os dias ! 
  

 os "comprimidos" são mágicos e são para os pais tomarem em caso de emergência. A ver se despachamos os pensamentos maus todos e lhes adoçamos a alma. Para que saibam , o bicho é grande, mas a C. é muito maior ! Tomáaaaa

O urso caça borboletas 
Susanna Isern & Marjorie Pourchet
OQO editora



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Vamos ás compras ? # jogos de família

As coisas doutros tempos, já se sabe, são uma paixão que tenho ...Então se tiverem lindas ilustrações e dêem para jogar com a pequenada cá de casa, perfeito ! As idas à feira da ladra têm destas pequenas , mas grandes surpresas. É que este tem sido o jogo preferido e repetido destes novos fins de tarde, mais escuros e frios e já passados no quentinho da nossa sala. Entre muitas outras invenções e animações  das duas irrequietas, aventureiras e criativas miúdas cá de casa. Agora que a maiúscula já sabe ler e que está no espírito da coisa ( esta semana ainda não ligámos a televisão iéeeeeeeeeeeeeeee) vou então tirar da prateleira o outro jogo, o meu jogo,   aquele que também joguei vezes sem conta e que agora vai fazer todo o sentido.





Entretanto estive a tentar pesquisar  pela data deste jogo, mas infelizmente não encontrei nenhum tipo de informação . Uma boa ideia seria eu conseguir catalogar todo este universo MaJora....Alguém me ajuda? ( as fotos são de minha autoria)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Medo e Utopia e tantas , mas tantas outras coisas.

Nada acontece por acaso e se vinha aqui falar de livros infantis ,e sonhos ,e vontades ,e coisas que aconteceram este fim de semana em Óbido no Fólio, e coisas que queria que acontecessem na minha vida, acabo por falar naquilo que não queria, que habita em mim e que pelos vistos se relaciona com tudo isto: o Medo e a Utopia. Por isso começo do fim para o princípio. Um artigo que acaba de esbarrar nos meus olhos e que ...touché ! "O revisor diz-nos que a viagem entre o Rossio e Óbidos durará cerca de duas horas. E eu penso, que a minha outra viagem, aquela que me trouxe até aqui, durou uns vinte anos. Quando cheguei a Óbidos não era bem eu, era mais um estilhaço daquilo que devia ter sido." E é isto que também sou: um estilhaço. aliás muitos estilhaços. demasiados. E é também  tanto isto "E ela, que também fez a viagem de Lisboa até lá, conta-me que se cansou de ter medo. Que o nascimento da filha a fez pensar que queria viver num sítio mais tranquilo, onde não andasse sempre com medo de não ter tempo. Um sítio onde pudesse ser freelancer e deixar de ter medo de perder o emprego. E eu penso, a caminho de um festival literário, cujo tema é a utopia, que se calhar essa é a utopia da nossa geração: Não ter medo". Medo, muito medo.  Tanto que comprometeu a minha vida e a minha felicidade por demasiado tempo. Quase 40 anos de alguém que quase sempre não fui eu. E estou farta. E quero tanto mas tanto deixar de ter medo. Para finalmente ter a coragem de viver tudo aquilo que mais quero e que afinal não é assim tanto. Em Óbidos, no Fólio e na galeria de arte onde estava a Pim!, onde ainda por cima há sempre aquela Alegria em reencontrarmos aqueles tão bons e importantes amigos- aqueles que já deixaram de ter medo- nossos e sobretudo da nossa maiúscula, emocionei-me com a Utopia dos textos do Afonso Cruz , sobre o qual queria conseguir falar. Mas também ele me tira as palavras do coração, quando escreve naquelas lindíssimas paredes brancas: Quanto tempo leva uma pessoa a crescer até voltar a ter a felicidade da infância?  e o tapete do chão quando diz: Não sei se o mundo está preparado para ouvir o que as crianças têm a dizer.  Eu estou. Quero é conseguir sair daqui e para conseguir ter a tal felicidade prometida e que me é devida. Para isso há alguns livros dele para as crianças ToDos, que são simplesmente geniais e que nos mostram esse espanto filosófico da vida que as crianças têm, mas que vamos perdendo quando crescemos ( cheios de medos) .Estes 3 são imperdíveis !


O ideal mesmo seria voltar a ser uma criança... Tem piada que nunca deixei de ser utópica e sempre achei que fosse isso que me estivesse a comprometer. Mas o que queria dizer é que
talvez seja por tudo isto que cada vez mais só me apeteça estar entre crianças.Ao menos elas não me julgam. É um dar e receber imediato. E foi numa contadora de histórias que me imaginei e vi feliz. Já que não os consegues ilustrar, nem escrever, Conta-os ! E é isso que já vou fiz na escola da maiúscula e vou fazer na sala da minha minúscula, porque é assim que se começa. Os caminhos para ser feliz sempre lá estiveram. Agora é questão de quando deixar de ter medos , avançar.  E tu, já estás preparado?

O universo é horrível e injusto. 
A perfeição
Não existe. Por mais que procuremos
ela foge como o horizonte .
E nós vamos sendo felizes e isso é perigoso.
Não há nada mais perigoso que ser feliz.

Era importante que nos irritássemos,
que nos desassossegássemos, 
que exigíssemos,
que nos inquietássemos,
que lutássemos, 
por um mundo melhor, em suma,
que fossemos menos felizes.
mais preocupados.

Ou seja:
se fôssemos um pouco mais infelizes,
seríamos todos muito mais felizes. 

( Afonso Cruz in PIM! 2016)


sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Casa-Mãe ( momento obrigada Universo)

No meu instagram apareceu-me um novo e lindo café , que só depois percebi era na nossa cidade e melhor ,que sendo no bairro vizinho , se vai num pé e vem noutro. Como sou curiosa e precisava de sair de casa , precisamente para tomar cá, lá fui eu conhecer o Hello Kristoff - que não só soa ,como parece mesmo um lugar saído duma qualquer cidade norte europeia. Simples e lindo e claro que um pouco já visto, mas nem por isso deixou de me deslumbrar. Sobretudo porque lá consigo falar em português com os empregados ( aqui vai a minha critica ao copenhagen cofee ) que ainda por cima são super simpáticos e nada a armar - das poucas mas ultra importantes coisas que aprecio mesmo. Mas a parte mesmo boa é que lá existem revistas para ler e eu lá peguei numa ou duas. E depois comovi-me , muito. 
 

Comovi-me por tantos motivos, mas sobretudo porque encontrei uma revista com um nome lindo, uma capa linda e uma linda revista, cheia das coisas mais importantes e belas que percebo agora fazem tanto sentido. CASA-MÃE .A revista é um compilação das pessoas que colaboraram neste lindo projecto de recuperação duma velha casa num lugar que só pode ser mágico. Assim, sim. Isto era o queria fazer e faz sentido para mim enquanto arquitecta e criadora e apaixonada pelas nossas artes intemporais e manuais. E fico imensamente feliz por um projecto assim ter tido a coragem de deixar de ser um sonho para se tornar real.E por outro lado imensamente triste porque queria tanto conseguir ser ou fazer algo precisamente assim- e não sei se vou a tempo, mesmo que já o consiga verbalizar: quando for grande, quero ser artesã. Cada história,  corresponde a uma parte de quem contribuiu com a sua arte para fazer parte desta casa-mãe. Alguns obviamente que já conhecia e seguia, por isso cada página que passava me enchia mais de vida. É a isto que se chama Amor e paixão, não é? O Vasco, o Ricardo Lopes ( meu professor de roda e que é uma inspiração) , o Mestre Zagalo, a Sul, a Lona, a Companhia portugueza do chá, e todos os outros que fiquei encantada de conhecer como a circulo ceramics, os ladrilhos santa catarina, a MizeteNielsen....Mas se estão encantados como eu façam o favor de ir comprar a revista/livro, que eu já tenho a minha e não me apetece largar. Também me apetece cada vez mais seguir o meu sonho de vez e ir tentar aprender tudo o que consiga e possa. Começo para a semana a Cerâmica, mas também não me importava nada de trabalhar a cestaria ou mesmo a madeira. Mas sim, um passo de cada vez e o mais importante e assustador parece que já dei. Finalmente reconstruir-me e ser feliz !

 

Agora o sonho é conseguir ir conhecer e viver este lugar que tem tudo para ser muito especial ( Faço anos em Novembro e logo a seguir é o Natal, não me importo que se juntem e juntem tudo. Obrigadinha)
 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

tempo para criar ou crescer ou só conversar...

Queria vir só mostrar o novo brinquedo das miúdas, feito aqui em baixo na oficina da Maria, pelo o sr. Carlos e a sua filha Sara,  que constroem coisas maravilhosas como já se sabe...É uma linda cana de pesca, que a maiúscula quis comprar depois de (finalmente)  ter partido o seu mealheiro, que trazia um peixe amoroso. Nessa altura a Sara disse-lhe que ia fazer mais alguns e terá sido aí que a curiosidade cresceu. Todos os dias entravam porta dentro, a minúscula para fazer música com os já seus pedaços de madeira e a maiúscula que se aproximava e perguntava cada vez mais coisas. Uma tarde quis experimentar e agora não quer outra coisa. Lixar, pintar e conversar. E eu não podia ficar e estar mais feliz . Por mim também lá ficava....(mas isso merecerá outro post) . como ainda não tenho coragem , faço o que posso e consigo: aventais para as mini marceneiras e brevemente ceramistas, que foram estrear na segunda feira. Precisamente no dia em que a professora tinha mandado trabalhos para casa ( há lá palavrão mais feio que este?!) - o direito de resposta segue ali em baixo- que não quero fazer mal aos lindos peixinhos.


Então só percebi que havia os ditos tpc quando ela se preparava para deitar e eu arrumava a sua mochila. ou seja um pouco tarde demais...ou não que na verdade ela fartou-se de aprender coisas nessas  3 horas que são o que sobra de tempo para brincar e estar com a família , porque a outra hora é gasta em banho e jantar. Ora o dia tem 24 horas. 10/11 são a dormir . sobram 12/13. menos as tais 4 horas em casa/jardim/brincar/fazer/criar/aprender/pular/ dá 8 horas de escola (a outra hora é o somatório de deslocações/birras e afins). Está bem...dessas 8 horas na escola temos que tirar os recreios e as refeições, mas mesmo assim não é suficiente para aprender e fazer? é mesmo preciso trazer  mais trabalhos forçados? Alguém no seu perfeito juízo tira algum prazer em trazer trabalho para casa? é mesmo este o espírito que queremos incutir à pequenada? Pois ....não gostei, não gosto. Até porque nesse dia ela chegou um pouco antes das 6 e esteve na primeira hora no jardim a jogar futebol comigo , a andar de baloiço com o pai e a subir árvores e apanhar folhas e castanhas com a sua mana. depois então descemos e ela quis ir mostrar o seu avental novo e esteve lá até ás 8 a lixar, pintar , conversar, partilhar e aprender sobre tantas coisas que até eu não sabia. O seu peixe por exemplo é metade africano  e metade egípcio (infinitos corações).  Depois do jantar e do banho ainda "precisava mesmo" de fazer mais umas cartas para a caderneta que ela própria inventou e desenhou ( post que se segue) , mas mesmo assim ainda nos quis explicar como se somava 48+36....mais que isto já me começa a parecer demais.

domingo, 25 de setembro de 2016

Pasta e (não) Basta (!!!)

Hoje, como diria a minha maiúscula, foi o melhor dia da minha vida ! Sim , percebo que achem estranho. Não, ainda não consigo explicar. Mas isso agora não interessa nada. O que interessa é que hoje assisti a um dos mais belos espectáculos da minha vida. Eu e a maiúscula. Quem sabe o que estou a falar e que não conseguiu bilhete que se prepare, pois tenho a dizer que perderam o imperdivel...Pasta e basta ( infinitos corações) no São Luís Mais novos.  Sim, chamem-me nomes, eu própria me chamei quando assim que recebi a newsletter há meses atrás, comprei imediatamente o bilhete- isso e porque li na mesma frase Miguel Fragata e Afonso Cruz ( mais infinitos corações) + experiências culinárias em família. Juro. A chegada ao jardim de Inverno onde nos lavaram as mãos ( quanta honra) , pediram que escolhêssemos entre 3 tipos de massa  e por fim nos deram uma parte rasgada dum postal (festival Todos) que era o nosso bilhete, uma parte dum puzzle que indicaria o nosso lugar na sala. Um jardim de inverno ainda mais lindo (e aquela luz....ai a nossa luz) com mesas de madeira corridas, bancos corridos , uma estrutura leve de iluminação e fios ( onde estava o dito postal suspenso), no centro uma cozinha improvisada onde já fervia água nas panelas e cheirava a terra e mar e ar e vida. Na nossa mesa um saco de sêmola de trigo, ovos e água e uma máquina de fazer massa. Juro.  Adorei. e sabiam que adorar significa levar à boca ? Todos os minutos foram mágicos. A história, as histórias,  os cheiros e os sabores. O aquecimento e o relaxamento. A mão na massa ( milhões de infinitos corações) a nossa de alfarroba, porque afinal íamos fazer massa de chocolate com sabor a mar (opa....mais corações). Amassar. estender. farinha.  passar na máquina. estender. rechear. cortar. farinha sempre farinha. partilhar.escutar. fazer. limpar. pôr a mesa. as mesas. sentar. desfrutar. comer. deliciar. se fizéssemos bem a massa iríamos ter uma bela refeição, senão a nossa massa não estivesse lá muito bem feita a refeição não ia ser tão boa....repetir .ouvir e rir. limpar e dançar. ouvir e rir até a loiça partir. sorrir e opá....não podemos repetir? Saímos de estômago, mas sobretudo de coração cheio. Queremos mais ! quero mais ! Pasta nunca é demais !!! Obrigada 

as fotografias foram tiradas com o meu telemóvel, mas dá para perceber que foi um verdadeiro momento obrigada universo, não dá?