Apesar de tudo, a vida continua. Tem que continuar. Deve continuar. Não há tempo a perder e são elas que nos lembram isso todos os dias. Nem depressa, nem devagar, é Viver. São elas que me continuam a fazer rir e a surpreender todos os dias, mas há poucas outras , outros momentos, que parecem fazer parte dum plano qualquer , ou como lhe costumo chamar : momento obrigada universo. Fui eu quem pensei em lentamente regressar, aliás voltar a uma parte de mim (a mãe que quer construir coisas ), mas foi alguém que por nada, me fez mexer. Como ainda ando a recolher ideias e projectos e materiais e como a minha maiúscula , cujo estado actual é em modo Outono-Inverno aka pré-adolescente , já não sabe mais o que fazer, inventa. Não tem ela outro remédio, pois todos os dias, lhe temos que repetir, não, não te vamos comprar mais bonecas LOL. No fundo acho que o fascínio do fenómeno é o processo. E foi no processo que ela se entreteve a construir e criar. senhoras e senhores, meninos e meninas, aqui está a LOL caseira ! ( parece que depois quer filmar o processo de abrir a dita cuja, logo vejo se publico)
quinta-feira, 15 de março de 2018
Faz as tuas LOL surprise !
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quarta-feira, 7 de março de 2018
os caminhos da mudança #cerâmica
Pelo Natal recebi o melhor presente de sempre. A minha maiúscula , que agora tem 8 anos, perguntou-me o que queria receber. Respondi-lhe aquilo que respondo nos últimos tempos aos que ainda me perguntam. Um pacote de barro ou um livro de cerâmica. Nesse dia via-a a preparar algumas coisas e a fazer-me algumas perguntas , como por exemplo o preço das coisas e de quem eram as peças ,que ia descrevendo , das quais se lembrava ter visto na exposição de final do ano lectivo, em Julho. Apesar da minha curiosidade ser mais que muita, abri o presente apenas na noite de Natal. Não estou habituada a ser surpreendida pela positiva, por isso este surpreendeu-me e sobretudo comoveu-me. Por tantas e tantas coisas. Pelo pormenor, pela dedicação, por cada um dos detalhes, pela coragem, pela sua memória , pela sua capacidade de exprimir aquilo que vai de algum modo observando em mim. É também a prova que #aquisoufeliz e isso enche-me de vida. Aqui está ele, para partilhar com aqueles que têm tido a paciência de esperar pelo meu regresso. mas isso fica para outra conversa.
Aproveito o embalo e o momento, para também partilhar uma peça (UAU) que a mini artista fez, durante algumas oficinas de verão em que participou, que é linda e surpreendente e ai se promete ...
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sexta-feira, 26 de maio de 2017
a minha vida sem mim
A maior parte das minhas pessoas nem sabe, mas sofro (há demasiado tempo) duma depressão, diagnosticada e a ser tratada, há um ano. É uma irreconhecida doença emocional ( e só isto já poderia explicar tanto) invisível, cujas dores , sem causa conhecida, são muitas vezes insuportáveis e sobretudo muito ingratas. Porque não percebermos donde vêem e porque quando somos confrontados com elas, doem ainda mais. Porque afinal não somos responsáveis por elas e isso torna tudo ainda mais revoltante. Mas a depressão tira nos tudo: A força ,o ânimo, a vontade, os amigos, a auto estima, a esperança e dá-nos em troca tristeza, ansiedade, impotência, inutilidade, culpabilidade, irritabilidade,mais incertezas, inquietação, mais desespero, mais solidão, mais mágoa...e depois bloqueamos , porque tudo parece impossível, incompreensível, indizível. E a dor aumenta. E o buraco é cada vez mais fundo. E sentimo-nos uma merda, pelos erros que vamos cometendo e cuja culpa atribuímos sempre a nós, por não conseguirmos reagir, por não termos força para gritar, porque o mundo não presta e mais vale conformar-nos , guardar tudo só para nós e já agora desculpar tudo e todos, . Afinal ninguém quer magoar o próximo, propositadamente. Mas a bala dói à mesma - quer tenha sido acidental ou não... Depois a ansiedade, as perguntas, a vida e o tempo que não páram nem nos dão tréguas. E como estamos cada vez mais desesperados é mais difícil falar sobre aquilo que já não conseguimos perceber. E depois a dimensão dos estragos é tão assoberbada, que mesmo rodeados de quem nos ama, nos destrói. Vamos sobrevivendo ,mas aflitos , em busca de alguma paz e sobretudo amor( próprio) ,ansiando por nos entenderem, quando estamos totalmente perdidos. Vamos aguentando e sendo fortes, por uns e para os outros e continuamos a querer parecer transparentes, quando no fundo ansiamos é que nos vejam e venham resgatar. No fundo aquilo que nos vai mantendo à tona é algo muito ténue e é por isso é que se deve gritar por ajuda. A sério. Sem ajuda, é impossível saber que é realmente um desequilíbrio químico em nossos cérebros. É como se vos arrancassem as tomadas eléctricas da casa toda, a electricidade ainda chega a casa, mas não há nada onde ligar as lâmpadas . Psicoterapia e Psicanálise e psiquiatria. Esqueçam os vícios que só anestesiam a dor e levem se a sério, confiando. A vossa pressuposição está longe da vossa realidade. Não estou a falar duma tristeza persistente , ou de variações significativas no humor ou do famoso encolher os ombros suspirando: é a vida, temos que ser fortes. Que se lixem os preconceitos e estigmas quando se trata de salvar vidas ( é que a depressão leva tudo e todos atrás)
quinta-feira, 25 de maio de 2017
A minha vida sem mim
A maior parte das minhas pessoas nem sabe, mas sofro (há demasiado tempo) duma depressão,
diagnosticada e a ser tratada, há um ano. É uma irreconhecida doença emocional ( e só isto já poderia
explicar tanto) invisível, cujas dores , sem causa conhecida, são
muitas vezes insuportáveis e sobretudo muito ingratas. Porque não
percebermos donde vêem e porque quando somos confrontados com elas, doem
ainda mais. Porque afinal não somos responsáveis por elas e isso torna
tudo ainda mais revoltante. Mas a depressão tira nos tudo: A força ,o
ânimo, a vontade, os amigos, a auto estima, a esperança e dá-nos em
troca tristeza, ansiedade, impotência, inutilidade, culpabilidade,
irritabilidade,mais incertezas, inquietação, mais desespero, mais
solidão, mais mágoa...e depois bloqueamos , porque tudo parece
impossível, incompreensível, indizível. E a dor aumenta. E o buraco é
cada vez mais fundo. E sentimo-nos uma merda, pelos erros que vamos cometendo e cuja culpa atribuímos sempre a nós, por não conseguirmos reagir, por não termos força para gritar, porque o mundo não presta e mais vale conformar-nos , guardar tudo só para nós e já agora desculpar tudo e todos, . Afinal ninguém quer magoar o próximo, propositadamente. Mas a bala dói à mesma - quer tenha sido acidental ou não... Depois a ansiedade, as perguntas, a vida e o tempo que não páram nem nos dão tréguas. E como estamos cada vez mais desesperados é
mais difícil falar sobre aquilo que já não conseguimos perceber. E
depois a dimensão dos estragos é tão assoberbada, que mesmo rodeados de
quem nos ama, nos destrói. Vamos sobrevivendo ,mas aflitos , em busca
de alguma paz e sobretudo amor( próprio) ,ansiando por nos entenderem,
quando estamos totalmente perdidos. Vamos aguentando e sendo fortes,
por uns e para os outros e continuamos a querer parecer transparentes,
quando no fundo ansiamos é que nos vejam e venham resgatar. No fundo
aquilo que nos vai mantendo à tona é algo muito ténue e é por isso é que
se deve gritar por ajuda. A sério. Sem ajuda, é impossível saber que é realmente um desequilíbrio químico em nossos cérebros. É como se vos
arrancassem as tomadas eléctricas da casa toda, a electricidade ainda
chega a casa, mas não há nada onde ligar as lâmpadas . Psicoterapia e Psicanálise e
psiquiatria. Esqueçam os vícios que só anestesiam a dor e levem se a
sério, confiando. A vossa pressuposição está longe da vossa realidade.
Não estou a falar duma tristeza persistente , ou de variações
significativas no humor ou do famoso encolher os ombros suspirando: é a
vida, temos que ser fortes. Que se lixem os preconceitos e estigmas
quando se trata de salvar vidas ( é que a depressão leva tudo e todos
atrás)
sábado, 15 de abril de 2017
Porque o Ovo representa o começo da vida
O motivo pelo qual estive ausente, dava para escrever um livro que não interessará a ninguém mas que está a mudar a minha vida, ah se está.... Tenho estado muito focada em mim, mas sem nunca me desligar da minha forma de estar com as miúdas, sempre a magicar e a fabricar felicidade. Quis o momento que há uns tempos, me tivesse cruzado finalmente com algo que procurava há tanto tempo, que até já tinha desistido ! Por outro lado parece que a época- Páscoa- simboliza o renascimento , o que também é muito curioso. Mas vamos ao que interessa e me trouxe aqui: Ovos de plástico coloridos e de tamanho bastante razoável, para encher com pequenas brincadeiras que fujam ao chocolate e ás amêndoas- que isso fica a cargo das avós e tias-avós.
Sendo assim toca a enchê-los de bolas saltitonas, balões, tatuagens temporárias, pulseiras para fazer, mini legos ou playmobiles, pensos rápidos coloridos, fita-colas, mini aguarelas, borrachas, micro carrinhos, elásticos, ou o que mais se lembrarem. Por aqui , aliás pelo montado alentejano, vai ser (finalmente) assim :
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
quantos livros as semanas de cada mês #1
Chegámos
ao fim do que parece sempre o mais longo mês do ano. Pensem lá um
bocadinho em tudo o que já aconteceu desde a noite do ano novo e digam
lá se não tenho alguma razão? Por aqui , Há já muito tempo que ando a
brigrar com ele. O tempo ( ah esse ladrão, que me está sempre a roubar
)....Se por um lado é sinal que ando muito mais focada em mim, por outro
não consigo dedicar-me a 100 % a tudo o que agora me apetece
experimentar e fazer. O outro lado bom desta renovação tem passado com o
tempo que passo a ver as vidas dos outros. Eliminei tudo aquilo que só
me trazia angustia , que no fundo não era nada que de interessante e
relevante e fiquei com as pessoas que fazem coisas que gosto e admiro e
com a qual sinto ligação. Os livros por exemplo. Ainda pensei em aderir
aquelas coisas dos hastags do livro por semana , ou dia , ou qualquer
coisa que o valha, mas não tenho disponibilidade nenhuma para o fazer
regularmente. Ando ao sabor do tempo (levou-me este dia tão bom e que
passou a correr), do meu tempo ( Já só o posso lembrar). Mas precisava de partilhar alguns livros e sobretudo uma ideia que virou um PACOTE - espreitem o site da prateleira de baixo para perceberem e aderirem a este desafio fantástico. Janeiro teve 4 semanas e mais uns dias , por isso hoje deixo 4 sugestões e desejos de livros - todos da Orfeu Mini- sugiro a ida à Baobá, livraria em Campo de Ourique, que para além de livros tem contadores de histórias aos fim de semana- cada um mais bonito que o outro e todos com uma história s linda s, que não consegui resistir a um ou dois. O pior é que parece que sempre que saio das livrarias com um, outra novidade vai de imediato para a prateleira...enfim, para o mês há mais !
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
poesia-me
Eu cá acho que as minhas filhas têm muita sorte....mas isso só saberemos daqui a alguns anos, quando lhes perguntarmos ! Posto isto, tenho a dizer que é uma sorte ser mãe nos dias que correm. Eu cá acho que tenho uma sorte do caraças....Confesso que tenho gostado muito ,de com elas assistir ás histórias nos museus e ás peças nos teatros, feitas para elas. O ano ainda agora começou e já delirei com a minúscula no Pantuta e fiquei encantada com a maiúscula no Poesia-me, ambos os espetáculos no São Luís mais novos. è sobre este último que quero deixar algumas palavras, sobretudo de agradecimento, por mim e (espero que) para elas. As futuras gerações, as minhas filhas. Poesia-me é uma série de encontros entre poetas e escritores e ilustradores e graúdos e miúdos que podem declamar, escutar e trocar ideias sobre poemas, palavras ou pensamentos. Parece-me uma forma muito inteligente de cativar a leitura dos mais novos e de os deixar curiosos sobre a arte. que é a Vida. Tudo isto rodeado de deliciosos cheiros e apetitosos sabores dum lanche poético. O primeiro encontro aconteceu sábado passado, com o Álvaro Magalhães. Aqui em casa deve ter sido um dos primeiros livros que comprei, sobretudo porque tinha ilustrações dum dos meus pintores portugueses preferidos, José de Guimarães. Os textos , não os tinha lido com atenção. E por isso agradeço de novo. Foi uma tarde mágica onde me senti mais próxima que nunca da Poesia e absolutamente encantada com os poemas que a Inês Fonseca e Santos, tão bem escolheu e leu. Trocar ideias com os mais novos, sobre os textos lidos, é uma aprendizagem encantadora e sobretudo uma lufada de ar fresco ás conversas chatas e pessimistas dos mais velhos. Ali tudo foi poesia. Tudo é ainda possível e só isso não é tão maravilhoso? Nada acontece por acaso e só o texto do programa ( que só li depois) já diria (quase) tudo.
A
vida é misteriosa(antes
e depois de ser breve, frágil, milagrosa).Quem
somos, de onde viemos, porque estamos aqui?Esquece
as perguntas, os mapas, as liçõese
atira-te ao que está a acontecerque
a vida não é para ser decifrada(o
que, de resto, não adiante nada),mas
para se viver.
(in
Poesia-me, de Álvaro Magalhães e Cristina Valadas, ed. Asa)
Mas quando se falou no "Ah, o amor..." e ouvi o "Esse ladrão " - O tempo é um ladrão que me está sempre a roubar - fiquei logo a suspirar por mais, muito mais. Fui eu quem fui logo a seguir comprar o livro para nós, para mim e só por isto valeu muito a pena. Eu não me canso de agradecer, espero que elas, as minhas filhas percebam a sorte que têm. Agora que já vos convenci só têm que esperar até ao dia 18 de fevereiro , que é quando vai acontecer a segunda sessão. Até lá , não desesperem leiam, muito . Aconselho a Biblioteca Alvaro Magalhães.
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