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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Go with the flow

Começaram os festivais de verão. Este ano calha não ir, porque tão simplesmente não há nenhum concerto que me (de)mova. E não é porque tenho 40 , ou porque este ano não se apanha pó, ou porque e as casas de banho não são portáteis e até têm loiça cerâmica, ou até porque há estacionamento à porta de casa, ou até porque os bilhetes são mesmo caros. Já fui a tantos SBSR ( a ver se me lembro de vir aqui meter os bilhetes que tenho que digitalizar mas que estão religiosamente guardados, porque na altura eram mesmo a sério) que perdi a conta. Sei que fui a Alcântara, Algés, Parque Tejo e no Meco. Já fui em grupo, em par e sozinha. Vi todo o género de concertos e houve uns que me marcaram mais que outros, uns que me desiludiram à séria, outros que me arrependi tanto de não ter visto, mas guardo como a cereja em cima do bolo o último de vi. Foi em 2013, à ultima da hora, num momento temporário de loucura ( mais destes  são precisos !!!) com um bilhete comprado a preço de saldo - por ser uma pulseira que já não ia ser usada, deixei o rapaz e a miúda em casa e fui sozinha, de mota ( iuhhhhhhuhhhhhh), até ao pó do meco (quero lá saber). Meti-me na primeira fila e saltei , gritei , dancei e cantei como se não houvesse amanhã e foi a coisa mais libertadora de todos os tempos e o melhor concerto de sempre ( isto porque nos outros, me mantive em distância de segurança, senão os faith no more e os arcade fire também entravam no top) E pronto é só isto. Devia era arriscar ainda mais vezes e fazer realmente aquilo que o meu coração me manda. Sou sempre tão mais feliz...

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Spoiler (que devem mesmo ver)

Este fim de semana começa o Indie ( ai que saudades, ainda te lembras das correrias e sessões ininterruptas meu amor ?) e o Indie Júnior. É que num fim de semana , imprevisível de chuva , vem mesmo a calhar, mas também porque os filmes são mesmo bons, ora façam lá o favor de rir  e ir.


Se por acaso ainda existir por aí um adulto (diria não Pai) que queira sugerir algum filme imperdível aqui para os mais velhos,  ordeno-o que o faça. A nossa sanidade está a precisar de filmes para mais de 18...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

I appear missing



A expressão "acho que morri e fui até ao céu" é completamente disparatada e de algum modo pode ser dita quando queres expressar algo de maravilhoso e miraculoso que te aconteceu. Não existe céu nem inferno depois da morte, mas existem sim em vida. A morte é mesmo O fim. A não se que eu fosse francesa e designasse um orgasmo " la petite mort" . Mas comecemos pelo princípio que tudo isto tem um sentido. Queria muito ir assistir a um concerto no sábado passado inserido no festival SBSR, mas com os bilhetes a preços muito pouco acessíveis a quem anda a contar os tostões já me começava a conformar com a possibilidade de assistir no conforto de casa sentada no sofá. Não sou propriamente fanática, mas algo me puxava para a dita herdade do cabeço da flauta e depois de muitas tentativas e alguns "golpes baixos",utilizando mesmo a minha filha e o seu ar angelical a ver se comovia corações mais moles, foi mesmo uma sucessão de acontecimentos que levou com que um estranho partilhasse comigo a sua pulseira que fez com que eu me metesse sozinha na mota e fizesse 35 km até ao lugar onde realmente eu tinha que estar. Nem que tivesse sido encostada à vedação ou  subir a um pinheiro. Não foi preciso e acabei por ficar onde tinha que estar, na primeira fila, encostada à grade e a vibrar como se fosse uma rookie. poucos devem entender aquilo que vou dizer agora mas na realidade o som dos QOTSA desde há muito que me provoca uma estranha sensação de adrenalina com rasgos de borboletas na barriga e coceginhas nas entranhas, vá , a palavra certa para descrever é orgásmica - metade orgasmo e metade cósmica, no sentido de meio que inexplicável. É pesada e doce ao mesmo tempo. Ok agora podem-me chamar de maluca, mas na realidade aquilo que senti sábado à noite, foi extra-sensorial e mágico e atenção que eu não tomo nenhum tipo de drogas . Agora tenho a certeza que aquele foi o sítio, a hora e o único lugar onde tinha mesmo que estar ... Não morri e fui até ao céu, mas renasci a cada música e sim chorei, dancei, saltei, gritei, assobiei e deixei-me ir. Renasci , foi isso... pior é o corpo que já leva um pouco mais de tempo a recuperar. Já passaram dois dia e o concerto ainda ecoa nos meus ouvidos ! Deduzo que esta conversa não interesse a ninguém, mas tal qual uma adolescente excitada e a irradiar de felicidade,  senti esta necessidade de gritar ( tivesse eu outra idade e pendurava a capa do ípsilon de sexta passada, na parede ao lado da minha cama). Agora desculpem-me mas vou ali deitar-me na cama e suspirar....

Everyone it seems
Has somewhere to go
And the faster the world spins
The shorter the lights will glow
And I’m swimming in the light
Chasing down the moon
Deeper in the water
The more I long for you

Most of what you see my dear is purely for show
Because not everything that goes around comes back around you know
Holding on too long is just fear of letting go
Because not everything that goes around comes back around you know
One thing that is clear it’s all down hill from here

Love in your hand clevarly disguised
All the promises of stone crumble in the light

Most of what you see my dear
Is worth letting go
Because not everything that goes around comes back around you know
Holding on too long is just
Fear of wanting to show
Because not everything that goes around comes back around you know
Not everything that goes around comes back around you know
One thing that is clear
It’s all down hill from here

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Antes de morrer (acho que) quero

ir ao Festival Boom, em Idanha-a-Nova . Digo acho, porque não sei se sou suficientemente freak  para me sentir lá bem e por outro lado parece-me um festival onde há demasiadas drogas, com as quais eu não me identifico de todo....Não preciso cá disso para me sentir em paz com o mundo e em comunhão com a natureza e a energia que tenho contida em mim é mais que suficiente para me divertir e contagiar o próximo. Agora, o lugar é lindoooo , o conceito é maravilhoso e é mesmo aqui- ao contrário do Burning Man que também deve ser mágico, mas fica longe para caraças. Um ou outro deve ser inesquecível e isso é porque no fundo sou uma verdadeira freak "reprimida". Coração selvagem sei que tenho, falta-me perder um pouco mais a cabeça.




domingo, 15 de julho de 2012

Festivais de Verão

 A esta hora estarei a vê-los, mesmo sabendo que não ouvir uma das canções da minha vida. Entretanto oiçam-nos por aqui