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sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz nova vida para mim ! *

Este foi o pior ano de sempre, primeiro porque vivemos a pior e mais duras das realidades e sobre essa maldita doença só consigo gritar: xô bicho-mau xô, mas sobretudo porque percebi que todos os outros não foram nada bons. E também o melhor, porque ao tornar-se insuportável "sobviver", pedi ajuda e já comecei a transformação que está a mudar tudo. Um longo e doloroso caminho que tem revolucionado toda e qualquer forma de estar e sentir. Tudo e todos.  Depois de quatro décadas já vividas é duro, muito duro. A infância já passou e a adolescência também e começar tudo de novo agora ainda me parece quase impossível. Mas vai ter que ser. Está a acontecer uma reestruturação emocional interna e estou a aprender muitas lições neste campo de batalha emocional,  à medida que na psicanálise  todos os velhos sentimentos tomam vida.  São transformações emocionais demasiado profundas e bastantes perturbadoras que têm tido impacto em toda a minha vida . Tudo mexe comigo. Todos interferem comigo. Agora é a altura de soltar todas as amarras e aliviar o peso do que me oprime. Agora é o momento de ajustar a minha percepção do que realmente é necessário e eliminar tudo o que me faz mal - que eu por falta de auto estima procurava descompensada em tudo e todos. Ter a coragem de mudar , quando nos estamos a construir de novo - com o peso de uma vida em cima- é o meu desafio para o ano que vem e para o resto da minha vida. Diz que vou ficar mais forte que nunca e imune ao mal que tenho permitido que me façam. Diz que vou perder o medo  de todos e que esse medo não me vai impedir de mostrar quem sou. Diz que o que não me interessa, vai ficar pelo caminho e que a perca, para quem quase nada tem, vai deixar de doer e importar-me tanto.  Diz que não vou precisar de fazer mais posts como este para desabafar , no fundo para chamar um pouco a atenção e pedir que gostem de mim. Diz que a minha vida começa agora. Mas agora sou eu que grito  com toda a certeza do mundo que vou finalmente viver a vida que eu quero e mereço. Felizes começos .

* e feliz ano novo para todos !

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Presentes de Natal # Dar vida

Este ano, o Natal vai ser...único. Na verdade ia usar outros adjectivos, mais tristes, mais duros, mais reais com tudo aquilo que estou estamos a atravessar.  Eu , uma depressão. Todos , uma batalha.  Na verdade queria só vir pedir uma coisa, mas entretanto a aproximação destes dias que deveriam ser sempre mágicos e especiais, despertou em mim a nostalgia , a dor,  o medo e sobretudo muita saudade. Por isso escrever aqui hoje , nao esta a ser nada fácil... Este ano o Natal vai ser...único, como deveria ser sempre. Mas especial, magico e sobretudo cheio de colo e Amor.  Este ano nao iria conseguir querer fazer prendas- isto antes de a minha sogra me ter dado uma abóbora gigante quando la fomos deixar a maiúscula... Eu, porque ele que me nos tem aguentado seria incapaz de baixar os braços e como sempre esta a dedicar-se de dia e de noite aos nossos.  Este ano todas as listas e pedidos me parecem ridículos. Mas claro que podem e devem oferecer os legos e as maquinas instax  as minhas filhas. Eu e que nao sou os outros...Este ano temos a nossa pitchicanga  doente e agora e mais que nunca , temos que viver intensamente o momento. A vida. Este ano  e tudo para ela. E foi para ela que consegui a proeza de conseguir fazer este seu pequeno milagre presente de Natal. Obrigada Rita, sem ti seria impossível...la esta, e por isto sou incapaz de ficar indiferente aquilo que o Universo me vai oferecendo.


Eu disse que nao seria facil . Finalmente cheguei ao que verdadeiramente importa. E por ela , a nossa pitchicanga, que já perdi a conta das transfusões que precisou de levar, que a partir de agora só existe um pedido a fazer . Dar sangue. Dar vida. Nada faz tanto sentido quanto isto. Agora e sempre. Façam o favor de Viver.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Vamos ás compras ? # jogos de família

As coisas doutros tempos, já se sabe, são uma paixão que tenho ...Então se tiverem lindas ilustrações e dêem para jogar com a pequenada cá de casa, perfeito ! As idas à feira da ladra têm destas pequenas , mas grandes surpresas. É que este tem sido o jogo preferido e repetido destes novos fins de tarde, mais escuros e frios e já passados no quentinho da nossa sala. Entre muitas outras invenções e animações  das duas irrequietas, aventureiras e criativas miúdas cá de casa. Agora que a maiúscula já sabe ler e que está no espírito da coisa ( esta semana ainda não ligámos a televisão iéeeeeeeeeeeeeeee) vou então tirar da prateleira o outro jogo, o meu jogo,   aquele que também joguei vezes sem conta e que agora vai fazer todo o sentido.





Entretanto estive a tentar pesquisar  pela data deste jogo, mas infelizmente não encontrei nenhum tipo de informação . Uma boa ideia seria eu conseguir catalogar todo este universo MaJora....Alguém me ajuda? ( as fotos são de minha autoria)

terça-feira, 10 de maio de 2016

O Livro mais que silencioso

Estou sempre a repetir-me , eu sei....mas as saudades são mesmo assim, multiplicam-se e dividem-se e somam-se e subtraiem-se aos meus dias, à minha vida. Mais quando precisava mesmo dela para me ajudar a não ter medo de arriscar a meter as mãos nos tecidos e nas linhas e a fazer coisas bonitas, como as que ela fez....Queria fazer um quiet -book para os 2 anos da minúscula. A ideia surgiu depois de ter visto o maravilhoso trabalho que a M (amiga dos blogues) fez no ano passado para a sua bebé.  que nem me passou pela cabeça que pudessem ser feitos , assim de forma caseira. Desde essa altura que comecei a pesquisar , investigar, separar, guardar, planear, imaginar....tenho tudo organizado, em esquemas num caderninho, mas o plano , que  pressupunha que eu iniciasse em Janeiro e fizesse pelo menos 1 por mês , já era...Estamos em Maio e daqui a 2 meses a minha bebé vai deixar de o ser e o livro só está todo feito na minha cabeça. Eu sei...não devia....devia era parar de pensar e duma vez por todas agir! fazer ! começar ! Falta-me coragem, entre tantas outras coisas. Tenho medo de avançar porque temo falhar, porque sou demasiado exigente comigo e com tudo o que me empenho a fazer. Falta-me  a minha avó, para me segurar a mão e amparar a queda. É que sem rede é tão dificil dar saltos....
 
Perdi uma tarde a olhar para esta capa de almofadão, que ela fez . Parece tão simples não é? Mas não é. Queria perceber como se faz, como e por onde se começa, ter a paciência e sapiência para conseguir transformar os pequenos e muitos retalhos dela num livro inesquecível para todas. Não vou a tempo de fazer um workshop em bordado ou algo parecido, mas vou a tempo de arriscar. Será que vou ser capaz?

segunda-feira, 28 de março de 2016

O fim duma era , que veio com brinde

Não devia, mas sou péssima a gerir as minhas contas...Não devia porque , há quase 7 anos , precisamente quando engravidei da minha maiúscula , deixei de receber a tempo e horas. Também deixei de receber subsídios de férias. E quando digo deixei, tenho que multiplicar por 2, porque o pai das crianças trabalha no mesmo sítio que eu. Foi também nessa altura que tive que deixar o meu micro apartamento de solteira, que nunca mais consegui vender ( a ver é desta, que parece que finalmente o mercado voltou a mudar), mas que precisei sempre de "pagar" ao banco, sem dó nem piedade. O resto desta história já advinham, certo? Mas para piorar tudo , uma sentença dum processo em tribunal da herança- 10 anos depois- que lá nos distribuiu uma parte do património dos meus avós, do meu pai. Com ele , um presente envenenado de seu nome imposto sucessório, que me puxou o chão de novo, dos pés. Uma  nova dívida ao banco de 20 mil euros, que me hipotecou a vida , até agora. Aproveito para dizer que o prédio que herdámos , ainda está a muitos anos de nos dar qualquer tipo de lucro ( andares devolutos / obras ilegais que quisemos logo legalizar/ rendas pré-históricas / a precisar de cobertura nova, etc ) Regressemos ao princípio desta conversa. Como péssima gestora que sou , prefiro nem olhar para as contas em dívida, que tento religiosamente (diria miraculosamente)  pagar a tempo e horas. Mas em conversa com a minha casula , a propósito da obra do apartamento que vai finalmente começar e por curiosidade, fui pagar a prestação e aproveitei para espreitar a conta. Chorei tanto, mas tanto. aquela tinha sido a última. conseguem por segundos imaginar o alívio e o pânico ? M#%$&$ para o dinheiro, que só nos tira felicidade. O que me vai safando são estas surpresas do Universo, que me vai deixando de quando em vez. Estas relíquias, estes pequenos tesouros , encontrei-os no tal apartamento que vamos remodelar. Não cobrem nem de perto, nem de longe tudo aquilo que vivi nestes últimos anos, mas já me vão servindo de consolo e alegrando os dias que ainda me parecem um pouco cinzentos. * Mas que têm tudo para começar a mudar. Não é isso que chega com a Primavera?



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Crise de meia idade ( não só mas também)

Ora bem, a miúda já dorme a noite inteira e já não mama quase nada, já posso ir arejar ideias, jantar fora, tomar um copo, ir a uma peça, ver um sunset, trocar dos dedos de conversa (sem ser online), abanar a anca, vou ligar a quem?.....ah pois é....


Já passaram 40 anos de mim e ainda não aprendi a relacionar-me com as pessoas. Confesso que é uma angústia cíclica na minha vida, sobretudo porque considero que não sou propriamente um bicho do mato, nem uma pessoa intragável. Sou uma pessoa de emoções fortes sim e também algo exigente e sobretudo atenta o que não considero um defeito, mas que talvez seja um entrave ás vidas agitadas e pessoais de cada um. Há sempre alguém que se dá mais, é um facto, mas quando deixa de haver retorno fico completamente de rastos e a partir daí assumo que a desilusão me bloqueia. Talvez seja só por causa disso que não tenha amigos. O problema vem de trás e primeiro muito por causa da minha incapacidade em lidar comigo e logo, como próximo. Lembro-me de ter bons amigos na primária e de brincar à grande, mas só na escola. Não brincava na rua e tinha apenas uma vizinha, da mesma idade, com quem desarrumava o quarto ( o que nos divertíamos a brincar aos jogos sem fronteiras). Depois fui para um colégio, só de raparigas e aí, na pré-adolescência, toda uma rapariga púdica e cheia de complexos de inferioridade , medos e sentimentos de culpa, se apoderou de mim. Há muitas coisas que não me lembro ( e isso confesso que também mexe comigo), fruto da instabilidade emocional que atravessava com o divórcio e consequências dos meus pais. Entre muitos sentimentos confusos,  acho que foi nessa altura que me apercebi e senti , pela primeira vez, a discriminação social  e isso nesta idade foi lixado e difícil de digerir. Vivia encantada e iludida e sem capacidade de me descobrir e afirmar pelo que era. Preferia as miúdas giras, cheias de pinta, nomes pomposos, que cheiravam bem e vestiam marcas e que viviam em casa grandes com jardim, ás outras. Que tola. No entanto é das outras que tenho saudades, porque me lembro que gostavam mesmo de mim e até viam em mim ( facto que descobri recentemente) aquilo que eu não conseguia ver, a minha luz (própria). A adolescência é mesmo do caraças! Continua a ser casa-escola, sem me relacionar com o resto do mundo. Quando mudei para o liceu, no 9 º ano, as amigas do colégio deixaram de o ser, mas isso não teve qualquer importância para mim naquela altura, pois uma grande bomba iria cair sobre mim, nessa mudança: Os rapazes. Pois... é que até aqui pouco ou nada me relacionara com eles e ter consciência do sexo oposto na adolescência com toda a complexidade que me caracterizada, foi para mim o fim do mundo. Levei todo um tempo para conseguir levantar a cara e trocar dois dedos de conversa sem que "me desfizesse em moléculas". É claro que depois quando o fiz , me apaixonei perdidamente por eles. Também chegou alguma rebeldia, mas tão pouca tão pouca que continua a dar importância a tudo menos aquilo que era importante. Cimentar amizades . Mas como o poderia fazer se nem eu sabia o que queria. Queria ir só ao sabor do momento, mas não sei se foi bem isso que fiz. O que fiz foi perder me de amores pelo meu primeiro e grande amor. E deixei de ter olhos para o resto do mundo. Tal como em todas as restantes relações que procurei e tive. Finalmente na faculdade (quando comecei a ter alguma liberdade) consegui começar a relacionar-me.  a crescer. E sim tive muito boas amigas e amigos, com quem ainda me vou comunicando. Mas....há sempre um mas, aliás muitos, tantos quantos os pontos de interrogação e os vazios que me perseguem à medida que me vou tentando recordar deles. Mas a sensação perdura, não consigo manter uma amizade, mesmo quando me vou entregando com tudo o que tenho, a quem vou gostando e confiando. Pergunto-me se me está a escapar qualquer coisa. Já passou muito tempo desde aí. Relaciona-mo-nos com quem está próximo de nós e do que fazemos, ou porque são os amigos dos nossos amigos. Vamos nos acostumando, aproximando, afastando, desiludindo, encantando, perdendo , ganhando e encontrando. Eu acabei por me encontrar há pouco mais de 10 anos, quando conheci a minha melhor metade, mas continuo a mesma miúda, tantas vezes frágil e insegura quanto explosiva e audaz, talvez a continuar a entregar-me desproporcionalmente , quando devia era deixar de criar expectativas. Ou só a concentrar-me e deixar-me de merdas com as que afinal até já tenho. A desculpa agora não pode ser que sou mãe, era só o que mais faltava. A minha vida apesar de longa ainda só vai a meio, por isso quero tudo aquilo a que tenho direito. Isto tudo seria bem mais fácil se estivéssemos todos no mesmo comprimento de onda, mas por outro nada não teria graça nenhuma. Um dia, tudo isto fará algum sentido. Hoje , sinto-me apenas só e sem companhia- para além da família, ok?

terça-feira, 5 de maio de 2015

Dia da mãe (variação escola)

Se eu fosse a minha mãe....
Brincava com a minha filha, fazia jogos difíceis que ela não consegue fazer e eu ajudava-a!
Usava sapatos de salto alto, vestido comprido com roda e também uma peruca branca e baton.
Gostava de fazer bolo de banana para a minha filha e para as primas.

(o meu desenho ficou na parede, mas trouxe o colar lindo que ela me fez)

Mas como sou a filha....
gosto muito de ti ! Gosto quando a mãe me ajuda a fazer livros e colagens com ela. Também gosto que me leve de férias na Zambujeira. Beijinhos e abraços.

 
Adoro o pijama da Juleca e os seus cabelos laranja. Quanto ao pai que veste sempre preto, lá continua ela a vesti-lo de verde . Há um intruso de quatro patas no desenho que espero mesmo que seja apenas um animal-amigo imaginário....

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Férias grandes

As férias da mais velha já começaram e tal como desde que tem um ano é altura de passar uns dias em casa dos avós. Sim é que eu e o pai não temos (infelizmente) direito a 6 semanas seguidas de férias....Apesar de este ano estar de licença de maternidade este ano não seria excepção , se bem que por instantes fui invadida pelo medo que ela , com quase 5 anos e com uma irmã acabada de nascer, pudesse não achar piada nenhuma a esta situação de ora agora ir para ali ora agora ir para lá.Que tola sou ....afinal eu é que sou a mariquinhas e a insegura e ela tem-me ensinado mais do que talvez tenha aprendido até aqui.  A primeira semana foi para o Ribatejo, para os avós paternos e não só foi, como pela primeira vez não fez a habitual birra. Tal como prometido telefonou-nos todas as noites e eu escrevi-lhe um postal que pelos vistos a encheu mesmo de alegria e comoção. A mesma que senti quando regressou e quando há noite e pela primeira vez choramingou com saudades dos ditos avós. No dia seguinte seguimos para o Alentejo, para os avós maternos.
Aqui a mais nova dormiu a sesta e em toda a viagem para lá e para cá, em cima duma manta alentejana, que provavelmente deverá ter cerca de 50 anos (e voltarei para contar essa história). Já a mais velha brincou que se fartou e ajudou enquanto nós ajudávamos nos preparativos finais,  desta semana no campo. 
Para nós está a ser um "sossego" e já mal podemos esperar  ela semana que vem. Em que finalmente vamos os 4 para o nosso merecido descanso na nossa amada costa alentejana e sudoeste vicentino. Boas férias...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Uma história, que também é a minha , dum bebé de seu nome, Paulo

Quando menos esperas,  abre-se uma gaveta do tempo, que te leva a viagem extraordinária com mais de meio século, cheia de registos escritos, desenhados e fotografados, que me comove a cada caderno que se abre, onde me é apresentado desde o seu primeiro instante o meu pai- que no fundo, nunca cheguei a conhecer...O que mais me impressionou foi a quantidade de pormenores que se gravou e guardou, sendo que ele foi o décimo e último filho dos meus avós. O seu livro do bebé para além de ser lindíssimo tem detalhes maravilhosos como, como foi o seu primeiro passeio, quando sorriu pela primeira vez, até tem um recorte dum jornal da época a noticiar o seu baptizado...


 Os primeiros desenhos são absolutamente deliciosos e até os passes do comboio, do qual ouvi contar muitas histórias, estão impecáveis. Depois são os cadernos da escola, com toda a informação comportamental, social e moral que é exemplar na pré-primaria, mas que começa a tornar-se uma problema na primária sendo que o menino não se aplicava e era distraído, apesar de falar bem o francês .


Mesmo que ainda fique demasiado ainda por saber, estes pedaços de memória que não passam de papéis, confortam-me  e consolam-me o vazio duma maneira que poucos compreenderão. A versão original da história está aqui, sem as palavras e sobretudo os sentimentos à mistura e por isso é nelas que quero confiar. O que já lá vai. lá vai e o que aconteceu na realidade já não me interessa para nada. As próximas fotografias são por isso mesmo importantes, porque afinal eu nasci fruto do Amor que houve entre o meu pai e a minha mãe. E ainda por cima estão aqui todos...
Depois , com vinte e poucos anos deu-se também o 25 de Abril, que acabou por ser uma revolução nacional e no seio desta família. Pelos vistos o meu pai teve aí o seu papel e isso deixa-me , para além de surpreendida por só o saber passados 40 anos, mas extremamente orgulhosa e de novo comovida.
Eu também nasci neste ano e infelizmente não tenho memórias desses tempos, daqueles em que todos fomos felizes. O fim desta história não é feliz e aconteceu demasiado cedo,mas isso agora não interessa para nada, quando se desenterrou e descobriu este pequeno tesouro. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O jogo das boas maneiras

As coincidências têm destas coisas...embalada pelos últimos post dedicados ás crianças  (livros e ilustração) e no seguimento da miúda lá por casa ter agora descoberto os jogos de tabuleiro em família, lembrei-me de ir buscar ao sótão o mais maravilhoso , delicioso e educativo jogo de todos os tempos. Quando era pequena, eu e a minha irmã jogámos vezes sem conta e tenho a certeza que aprendemos e muito com ele. As frases e as imagens ficaram e as boas maneiras também. Vamos tentar jogar com ela, apesar de não saber ler tem bastantes imagens e a ver se começa a interiorizar , também a brincar, o respeito pelo próximo e a boa educação. Valores que prezo acima de tudo e que infelizmente tendem , esses sim a estar em crise e atenção que nem a crise nem absolutamente nada é desculpa para isso acontecer- desabafo num dia em que me conseguiram tirar do sério . mas como isso agora não é para aqui chamado, ora espreitem....



temos que começar a investir mais nisto dos jogos, pois já estamos um pouco fartos de jogar sempre aos mesmos 2 ou 3 que ela tem, por isso e porque já devem ter percebido os meus gostos, aceito sugestões ! sendo que estamos actualmente apaixonados pela gama dos Orchard toys  o que gostaria mesmo era de encontrar preciosidades como a gama dos jogos educativos despertar....

domingo, 19 de maio de 2013

Herança

Vou contar um segredo delicioso....que ao contrário das também famosas-cá-por-casa  "azedas" é verdadeiramente um néctar de deuses !  Troco o nome delas pela indicação dum lugar onde há aos molhos.