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sexta-feira, 24 de abril de 2015

memória futura

Não sei se me deva já preocupar com o facto da minha mais velha , ainda este ano, entrar para a primeira classe...tenho a ligeira sensação que vai ser uma aventura . Para além de ser cabeça no ar, é uma trapalhona com as letras, o que resulta numa dislexia e num discurso bastante atrapalhado. Isso ou tem um pensamento a mil e não o consegue é bem acompanhar . É claro que isto ainda vai dar muitas voltas, mas arrisco-me a prever que terá muito mais sucesso com os números e com as mãos.  Podia agora falar sobre o ensino na primária, as expectativas, os medos, as pressões, as dificuldades, a falta de tempo para brincar , a sobrecarga temática, a imaturidade, as amizades etccc.  Mas o que me traz aqui hoje e agora é o 25 de Abril, através dela, ou melhor, a sua interpretação e comunicação daquilo que terá ouvido hoje na sua escola e que é digno de ficar registado. ( Isto de falar de coisas sérias a crianças tão pequenas tem muito que se lhe diga...) Para começar ela não gosta de histórias de maus. E esta é a história dum homem mau o Palazar. Que não deixava as pessoas dizerem aquilo que pensavam. Perguntou-me se a minha Visavó era do tempo deste homem e se ela tinha morrido. é que morriam pessoas e até havia uma guerra. Ah mas depois puseram crabos nas pistolas , numa noite em que um senhor (que morreu duma doença) cantou uma música : Grândola Vila Morena terra da Maternidade. Perguntou-me depois, onde tinha nascido a minha avó e a minha mãe. O importante é ir à manifestação gritar , vá lá mãe. vá lá, vamos? Fomos pois . que é na avenida da liberdade que se grita e comemora a nossa ! 25 de Abril, sempre !

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Sei o que fizeste Domingo passado # manhã

Todos os pretextos são bons (e eu ando particularmente atenta ) para sair da cidade e mudar de ares (mais sugestões aceitam-se). Afinal Portugal é um país enorme (não entendo a frase : tornou-se demasiado pequeno para mim, mas isso não é agora para aqui chamado) . O mote tinha sido lançado através do facebook pela Quinta do Arneiro: "PÊRA ROCHA VENDE-SE ( as boas ideias são para se imitar .... ) resolvemos abrir a venda também aqui na Quinta. Se quiser vir " ao rabisco " da Pêra Rocha este domingo traga sacos ou caixas e venha preparado para ir à procura de pêras... depois passa pelo armazém e paga a 0,25 € / kg."  e por coincidência , mesmo antes de sair de casa ao passar os olhos pelos blogues que sigo deparei-me com este post. Nem foi tarde nem cedo, pegámos cada um num cesto, noutro enfiámos as toalhas e os fatos-de-banho e lá rumamos nós a Oeste. Tive o prazer de conhecer esta quinta através dum feliz e maravilhoso acaso. Um filme. Este e dum blogue que me enche a Alma e o coração. Por isso não me espantei com a beleza do lugar e da simpatia com que fomos recebidos, mesmo estando um calor insuportável. Havia muita pêra, no chão e nas árvores. Tivesse eu mais tempo e espaço e o que fazer à dita e tinha lá ficado tarde adentro. Mas só trouxemos 13 quilos que para nós (e para os colegas da escola da miúda) chegam e só não sobram graças aos presentes de Natal (sim, lá estou eu a organizar-me com antecedência).  


A ideia para além de ser brilhante resultou numa manhã super agradável e maravilhosa para todos. para mim. que cada vez mais preciso de me encontrar na terra e para a miúda que aprende e diverte-se ao mesmo tempo. Mais iniciativas destas e podem contar connosco ! Pena foi o calor, mas até isso resolvemos rapidamente.Vem já a seguir.

As fotos foram tiradas com a minha "nova" máquina: Canon AE1 + kodaccolorplus (val.2010)


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

strangers in the park

No fundo todos olhamos para o lado e não só opinamos como julgamos tudo o que se passa á nossa volta. Não é necessariamente certo ou errado é simplesmente uma  manifestação duma ideias a respeito de algo ou alguém. Eu sou bastante observadora e até tenho a capacidade de ver e ouvir e perceber várias coisas à minha volta (tenho a certeza que alguns dos meus feelings já me pouparam de situações desagradáveis) e consequentemente é natural que forme uma opinião e ás vezes (e sei que nem sempre devia) alguns juízos de valor. Mas na maior parte das vezes aquilo que constato são curiosidades de como o ser humano consegue ser tão estranho e contraditório. Vou dar um pequeno exemplo. Ontem no parque infantil chegou uma vizinha que tem um miúdo com uns 4 anos e dizia-lhe severamente que não deveria andar no escorrega maior. No escorrega onde a minha filha começou a tentar subir mesmo antes de começar a andar e que já sobe e desce e empoleira e balança como acho que é natural que uma criança da sua idade o faça (quem me dera lá caber). A parte do curioso é que esta senhora acha "perigoso" o seu filho brincar num equipamento infantil- que se tem que ensinar a utilizar- mas ir tomar café com ele à noite na rua a horas impróprias,porque os vejo e oiço a chegar,  não deve ser.... sei que não tenho o direito nem o dever de julgar, mas sei que todos o fazem dum modo ou outro. Mas mais, acho que todos falássemos mais uns com os outros, trocássemos ideias e experiências e opiniões, nos mostrassem mais vezes o nosso reflexo ao espelho, talvez nos ajudasse a relativizar a nossa tolerância e a importância ou não de algumas coisas. Seria certamente uma ajuda preciosa, não fossem as pessoas tão cinzentas e orgulhosas e ofendidas...Pois eu já me me diverti imenso a ter uma conversa super informal e íntima com uma estranha, nesse mesmo parque, que só teve bons efeitos: rimos imenso das tolice das nossas fraquezas (algumas mais passageiras que outras), ficámos mais próximas e ajuda-mo-nos mutuamente. Estamos cada vez mais fechados nas nossas vidas e achamos que a realidade é a ficção da televisão , internet e redes socias, alienando-nos e projectando em tudo e todos as nossas frustrações e ambições. Deixe-mo-nos de desculpas: Falemos mais, especulemos menos, partilhemos mais e presumamos menos.  Ninguém é perfeito e eu muito menos, mas podemos todos tentar  ser um pouco melhores.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Meu querido mês de A(i) gosto, gosto ! parte I

Ou como diria o outro: Pelos caminhos de Portugal, eu vi tanta coisa linda , vi um mundo sem igual....









Feira anual da Zambujeira do Mar, vista através duma canon 550 D e registada por mim.