Não há sítio mais comovente que as partidas e chegadas nos aeroportos, esses espaços gigantescos, onde todos os dias há um misto de alegria extrema e de tristeza desconcertante, entre sentimentos montanha-russa. Aqui os afectos são totalmente expostos entre multidões de estranhos e absolutamente genuínos entre aqueles que se amam. Afinal estamos a sair ou a chegar da ou à nossa casa. Sempre que vou ao Aeroporto emociono-me, ao assistir ás despedidas e aos reencontros dos outros, em momentos de fragilidade que os desarmam e me comovem. Nunca me irei esquecer do dia em que recebi de braços abertos a minha irmã, depois duma longa ausência no estrangeiro que só larguei porque iria pela primeira vez conhecer a minha querida e primeira sobrinha recém nascida. Foi ali que de lágrimas a escorrerem, os nossos olhares se trocaram e conheceram e sorriram de imediato. E nesse instante era só eu e ela e tenho a certeza que até o tempo parou. Dizem que o aeroporto é um não-lugar, um espaço de passagem incapaz de dar forma a qualquer tipo de identidade, um lugar de viajantes solitários num espaço que não é de ninguém, no entanto é tão cheio de Amor...
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