A propósito de regras em casa
, ocorreu-me o seguinte comentário: há coisas que são muito próprias
das idades e nisso não há volta a dar...há disparates e asneiras que
devem ser feitos na altura e idade certa para que mais tarde não se
transformem em verdadeiros problemas. Se por um lado temos as crianças
que deve ser protegidas de brincadeiras e estímulos não próprios para a
sua idade ( fiquei escandalizada quando no outro dia uma mãe suspirava
de alívio por ter percebido que na escola actual do seu filho de 3 anos,
a mesma onde anda a minha, não haver televisão. Parece que donde ele
veio os bebés passavam os dias em frente da mesma), por outro temos as
adolescentes que já começam a ter muita vontade própria e a quem
devemos estar atentos. Acho que devemos sobretudo ter consciência que na
cabeça das crianças as coisas ainda não fazem o mesmo sentido que na
nossa, os adultos. Eu sou um pouco contra as proibições radicais ( que é
como elas as entendem), acho preferível estar ao lado delas e
ensina-las a perceber como as coisas funcionam para o bem e para o mal,
para que mais tarde não se vire tudo contra nós. As crianças serão
sempre crianças, mas as brincadeiras (infelizmente) mudam- ainda não lá
cheguei mas pergunto-me porque é que as crianças andam de telemóvel? e
por mais que nos custe, temos que nos adaptar aos tempos modernos. Com
adaptar, não quero dizer que nos sujeitemos a tudo, atenção. Já se
percebeu que me retiraram demasiadas coisas que teriam sido importantes
para mim naquela idade ? Algumas delas tão insignificantes, que na
altura não teriam feito diferença nenhuma, mas que ainda hoje me
deixaram marcas profundas , de revolta. Hoje estou do outro lado e sei
que não é fácil, mas também sei que há cavalos de batalha que serão
escusados para o bem de todos hoje e mais tarde.
Sem comentários:
Enviar um comentário