sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os dois lados da moeda

A propósito de regras em casa , ocorreu-me o seguinte comentário: há coisas que são muito próprias das idades e nisso não há volta a dar...há disparates e asneiras que devem ser feitos na altura e idade certa para que mais tarde não se transformem em verdadeiros problemas. Se por um lado temos as crianças que deve ser protegidas de brincadeiras e estímulos não próprios para a sua idade ( fiquei escandalizada quando no outro dia uma mãe suspirava de alívio por ter percebido que na escola actual do seu filho de 3 anos, a mesma onde anda a minha, não haver televisão. Parece que donde ele veio os bebés passavam os dias em frente da mesma), por outro temos as adolescentes que  já começam a ter muita vontade própria e a quem devemos estar atentos. Acho que devemos sobretudo ter consciência que na cabeça das crianças as coisas ainda não fazem o mesmo sentido que na nossa, os adultos. Eu sou um pouco contra as proibições radicais ( que é como elas as entendem), acho preferível estar ao lado delas e ensina-las a perceber como as coisas funcionam para o bem e para o mal, para que mais tarde não se vire tudo contra nós. As crianças serão sempre crianças, mas as brincadeiras (infelizmente) mudam- ainda não lá cheguei mas pergunto-me porque é que as crianças andam de telemóvel? e por mais que nos custe, temos que nos adaptar aos tempos modernos. Com adaptar, não quero dizer que nos sujeitemos a tudo, atenção. Já se percebeu que me retiraram demasiadas coisas que teriam sido importantes para mim naquela idade ? Algumas delas tão insignificantes, que na altura não teriam feito diferença nenhuma, mas que ainda hoje me deixaram marcas profundas , de revolta. Hoje estou do outro lado e sei que não é fácil, mas também sei que há cavalos de batalha que serão escusados para o bem de todos hoje e mais tarde.

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