terça-feira, 17 de junho de 2014

Rescaldo de certas e determinadas indisposições

É claro que me indignam as notícias que vejo e oiço. Todos os dias e desde que me conheço. Sendo que também é óbvio que algumas mexem mais connosco consoante a fase das nossas vidas e estado de espírito em que nos encontramos. Depois chegaram as redes sociais e tudo corre a uma velocidade vertiginosa (perigosa demais diria eu), para o bem e para o mal...São demasiados casos, uns melhor contados que outros, uns mais verdade que outros, uns que movem mais pessoas que outros, sendo que é tudo demasiado aleatório a meu ver. Nada, nem ninguém é mais importante que o outro. Somos todos diferentes, todos iguais e de facto todos merecíamos o mesmo. Mas a realidade é bem diferente e o que mais me indigna não são estas (más) notícias e as causas que movimentam, mas sim os pequenos gestos e as pessoas com quem nos cruzados e que fazem o nosso quotidiano. Sim, porque não são só os criminosos, os ladrões, os bandidos, os delinquentes, os excluídos, os dementes e doentes, os responsáveis pelo panorama geral a que chegámos. São todos aqueles que com mais ou menos formação, melhor ou pior educação, maior ou menor sentido cívico, compõem o dia-a-dia da nossa sociedade. E se nem nos pequenos gestos o próximo se preocupa com aquilo que faz e as consequências que pode (chegar a) ter , então diria mesmo, que o mundo está perdido. E aqui mea culpa....por nem sempre ser capaz de me chegar à frente e dizer pára, ou de chamar a atenção, ou de fazer a devida reclamação, quando as coisas são comigo, é que quando vejo ou presencio algum tipo de indiscriminação, abuso, mau-trato, intolerância, ou injustiça sou a primeira  a intervir , sendo que já corri o risco de levar umas boas traulitadas bem capazes de me deixar inconsciente. Talvez seja por isso que deixar de acreditar naquilo de mudar o mundo. A minha revolta torna-se maior no estado de graça em que me encontro. Fico ofendida e chocada com as senhoras dondocas cheias de sacos que me atropelam para entrar e assegurar primeiro lugar no elevador , pelas senhoras que bufam por ter que pedir (esta também é boa) o meu lugar à frente delas nas caixas prioritárias, por todos aqueles que não se levantam ( e estou a falar de quem tem boas perninhas) para me dar o lugar (mesmo que eu não queira ou não precise de me sentar), pelos funcionários que me vêem grávida e de pé (sim, porque os tais anteriores não me cederam o lugar e nem sempre estou para pedinchar um direito que me assiste) num serviço com placa de atendimento prioritário e me ignoram, pelo carteiro que fica à espera que me baixe para lhe abrir a porta (pesada de ferro) e a fique a segurar, enquanto ele sai "carregado", com o seu carrinho de rodas. Podem parecer patetices minhas, mas garanto que não são. Se cada um fizesse o seu papel , sem ser preciso passar por cima dos outros ou até esperar que sejam os outros a fazer e decidir por si,  o mundo sim seria um lugar bem melhor ! E enquanto refilo outras coisas boas acontecem, porque também há boa gente , capaz de nos surpreender com os mais pequenos gestos e vá, com alguns grandes elogios que também fazem falta à malta (obrigada). A cereja no cimo do bolo foi a minha sobrinha do meio virar-se para mim e dizer-se o quão bonita eu estou....E pronto, já passou (<3)

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