sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Horrible 3, ou estarei lixada para sempre?


Eu sei. Devia ter muito mais calma. Mas nem sempre consigo. Lidar com uma miúda cheia de personalidade e que pensa (e ás vezes até consegue) que manda lá em casa exige de nós muito mais de nós, física e psicologicamente, que alguma vez imaginei. Gostava de conseguir aplicar as teorias, os métodos, os esquemas e artimanhas, mas nem sempre tenho força e muito menos paciência e persistência para me manter a pessoa mais calma e menos afectada do planeta. Não lhe cedo a caprichos, mas claro que ás vezes não lhe consigo dizer que não- mas alguém consegue sempre???  Lidar com birras, aquelas que não têm mesmo motivo nenhum, a meio da noite quando devíamos por fim estar a descansar, num crescendo de raivinhas e surdez no meio de gritarias, é para mim um desespero. Primeiro, por não perceber o que levou ao descontrolo, depois por não me conseguir manter a calma ao final de minutos intermináveis a chorar e tentar chegar de algum modo a ela e por fim por não perceber o que a leva a fazer isto: é mesmo dela ou estarei a falhar em alguma coisa? Muito provavelmente são os dois e seja como for, não estou a conseguir gerir este turbilhão de emoções do furacão que consegue aquele ser angelical com apenas 3 anos.
Custa ainda mais perceber que só faz isto connosco e um pouco, mas muito pouco, na escola. Seja como for dói muito perceber que podemos (posso) estar a falhar na sua educação e sinto-me por demais envergonhada. Custa-me assistir ao seu “desprezo” perante os miúdos que a adoram e mesmo veneram, não conseguindo demonstrar na maior parte das vezes carinho por eles. Quer estar na dela e não está para fazer fretes a ninguém e isso magoa-me horrores. Não, não preferia ter uma “mosquinha- morta”, mas também não precisava de ter alguém que me mostra todos os dias quão fraca eu sou e que me realça todas as inseguranças. A minha pediatra diz que é só ter paciência, falar-lhes nos olhos mantendo-nos sempre calma. No outro dia uma mãe fez isso à Laura e resultou (quero acreditar que com o filho dela também não resulta sempre). Eu também uso essa técnica que nem sempre resulta, sobretudo depois de ultrapassar os limites do tolerável e aceitável – é que ninguém aguenta (a não ser quem opte por ter outros a tratar dos filhos- que acredito tem um preço muito alto a pagar mais cedo ou mais tarde) ! Não quero ter uma filha  mimada, mas também não quero ter uma selvagem. Juro que tento fazer o meu melhor, tendo noção que muitas vezes falho e cedo, mas ninguém merece passar por estas constantes provações. Se manter a calma , ter muita paciência e não lhe ceder aos caprichos é a única solução eu prometo esforçar-me ainda mais, senão alguém tem um plano B?

1 comentário:

  1. Ando a ouvir o livro desta senhora: http://www.amazon.co.uk/Calmer-Easier-Happier-Parenting-Revolutionary/dp/144472990X

    Diz que ajuda em casos desses. A minha também tem umas raivinhas, cujo nível acústico vai crescendo com a idade. Diz que este método ajuda. Ainda só vou no capítulo 3, mas posso-te ir mantendo informada ;)

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