sexta-feira, 24 de abril de 2015

memória futura

Não sei se me deva já preocupar com o facto da minha mais velha , ainda este ano, entrar para a primeira classe...tenho a ligeira sensação que vai ser uma aventura . Para além de ser cabeça no ar, é uma trapalhona com as letras, o que resulta numa dislexia e num discurso bastante atrapalhado. Isso ou tem um pensamento a mil e não o consegue é bem acompanhar . É claro que isto ainda vai dar muitas voltas, mas arrisco-me a prever que terá muito mais sucesso com os números e com as mãos.  Podia agora falar sobre o ensino na primária, as expectativas, os medos, as pressões, as dificuldades, a falta de tempo para brincar , a sobrecarga temática, a imaturidade, as amizades etccc.  Mas o que me traz aqui hoje e agora é o 25 de Abril, através dela, ou melhor, a sua interpretação e comunicação daquilo que terá ouvido hoje na sua escola e que é digno de ficar registado. ( Isto de falar de coisas sérias a crianças tão pequenas tem muito que se lhe diga...) Para começar ela não gosta de histórias de maus. E esta é a história dum homem mau o Palazar. Que não deixava as pessoas dizerem aquilo que pensavam. Perguntou-me se a minha Visavó era do tempo deste homem e se ela tinha morrido. é que morriam pessoas e até havia uma guerra. Ah mas depois puseram crabos nas pistolas , numa noite em que um senhor (que morreu duma doença) cantou uma música : Grândola Vila Morena terra da Maternidade. Perguntou-me depois, onde tinha nascido a minha avó e a minha mãe. O importante é ir à manifestação gritar , vá lá mãe. vá lá, vamos? Fomos pois . que é na avenida da liberdade que se grita e comemora a nossa ! 25 de Abril, sempre !

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