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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Chamada de atenção

Devia ter sido mais idiota...Temos tanta pressa em sermos adultos que quando aqui chegamos, cheios de rugas, dores nas costas, dedos amarelos da nicotina e uma data de contas para pagar, dói perceber que perdemos a chance de ser totalmente idiotas, quando podíamos ter sido. Mas não é tarde, nunca é tarde !

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

da velocidade e do que se perde pelo caminho ou uma simples história de Amor

Marina e Ulay fazem aniversário no mesmo dia, mas em anos diferentes. Quando se encontraram, não precisaram de muito tempo para dividir a intimidade de seus diários uma para o outro. Assim que começaram, perceberam que haviam arrancado a página da data comemorativa. "Fomos directamente para a casa dele e ficamos na cama durante dez dias...Quando voltei para casa, fiquei desesperada de amor e não conseguia andar ou falar”. Depois e durante 12 anos, entre 1976 e 1988, Marina e Ulay fizeram arte juntos. Soube tudo isto depois de ter visto um filme que corre a velocidade luz nas redes sociais e de ter pesquisado sobre o assunto. Deixo a errata ou melhor , uma ligeira correcção aquilo que se diz. O vídeo, esse fala por si.

onde se lê (aquilo que a maior parte das pessoas leram e rapidamente partilharam )
"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de uma lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.
23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ullay chegou sem que ela soubesse, e foi assim."
 Deverá ler-se (uma aproximação mais real á coisa)

"Está errado isso. Foi retirado do documentário "The Artist is Present". Eles já tinham se encontrado dias antes. Não deixa de ser menos emocionante pelo facto de que era a consagração da obra dela e ela não sabia que ele iria se sentar à frente dela naquele momento. Além disso, não era para dividir 1 minuto de silêncio, era para as pessoas se sentarem na frente dela pelo tempo que quisessem. E eles não achavam que o relacionamento não valia mais nada, nem foi para darem um grande abraço no centro: precisavam reflectir se queriam continuar naquela relação, e repensar sobre o grande esforço que é encontrar alguém na vida para deixá-lo partir assim. Marina disse que "as pessoas levam muito tempo para construir relacionamentos e pouco tempo para destruí-los". Por isso decidiram terminar desta forma, com plena certeza do que queriam."

seja como for, o momento de que se fala é realmente emocionante e tocante...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pre conceito

Não devo ser a única pessoa que materializa a imagem de uma pessoa, que ouvimos falar umas quantas vezes, ou mesmo muitas e da qual até vamos recebendo uma série de informações que vão ajudando a compor a personagem. Seja ela a mãe dum amigo que conhecemos e que vamos ouvindo esta ou aquela história ou até uma pessoa por detrás dum blogue que nos habituamos a ler e a conhecer ao longo dos anos mas cuja imagem nunca foi revelada. Acho que inconscientemente se forma logo uma imagem na minha cabeça quando me falam neste ou naquele que depois vou construindo e montando no meu fantasioso  e fértil imaginário. Devo dizer, aquilo que já não deve ser grande novidade, que sou quase sempre surpreendida, para.... melhor. É verdade, parece que afinal só crio grandes expectativas em relação à personalidade e não em relação à figura e respectivo figurino, ou seja ainda não apanhei nenhum valente susto mas já tive algumas desilusões (estas no campo da personalidade). Tudo corria relativamente bem até que no  outro dia levei uma daquelas valentes reality-check  ! No outro dia conheci a mãe de um dos pais que conheço através do parque infantil, onde vou quase todos os dias com a minha filha , lugar onde já se criaram ligações curiosas e interessantes entre miúdos e graúdos, pais e mães. Sobretudo aqueles que vão lá em todas as estações do ano, não os que só aparecem a partir da primavera e que desaparecem no lusco-fusco. Há ali pessoas com as quais converso diariamente e desde que a miúda começou a gatinhar, ou seja fala-se e partilha-se de tudo um pouco há já um bom par de anos. Ao longo deste tempo e sempre que ele fala na mãe, ela na sogra e o puto na avó lá se foi criando a dita imagem que aqui vou tentar descrever: Uma senhora alta, muito direita , sempre de cabelo muito bem arranjado, um olhar ligeiramente vago mas também doce , vestida sempre de tailleur em tons terra e ligeiramente autoritária .Bang ! Tudo ao lado....só tiros na água, mas é que não tem nada a ver com nada com o que imaginei e nem sequer tem nada a ver com nada. Uma simpatia é certo mas o resto...olha ainda estou em choque !

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Karma o "#$%&/UI)( !

Trata as pessoas do mesmo modo que queres que te tratem a ti....pois,a teoria sempre foi muito bonita e interessante, mas na prática e na realidade as coisas são bem diferentes e raramente funcionam ! estou saturada de aturar gente maluca e desequilibrada , estou farta de tentar chegar a certas pessoas , estou cansada de tentar ajudar pessoas , tudo em vão. Caramba, a sério que não mereço ser ignorada, preferiria que de vez em quando algumas pessoas descessem dos seus pedestais e fizessem alguns fretes.É que eu acredito que devemos ser uns para os outros e é isso que  de vez em quando, me atormenta e lixa, muito mais que o que devia... Ainda era miúda e lembro-me se me ensinarem (quase como se fosse religião) que devemos dar, sem esperar receber . Nunca fiz disso doutrina, mas sou de facto generosa por natureza- aliás, chego a ser demasiado e talvez seja esse o meu problema. Mas gosto de ver as pessoas felizes e se puder  e conseguir contribuir para isso, sou a primeira a avançar. Quem me conhece ou começa a conhecer sabe do que falo, não espero muito , mas o nada dá cabo de mim. É que não entendo é falta de sensibilidade e bom senso, de quem só está aqui para fazer estragos.  A sério, desisto. Eu contento-me com pouco. (Nunca mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não vou continuar a dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber só funciona  bem em rezas, esoterismos e seres demasiado evoluídos e intangíveis  neste planeta. Mas eu não moro numa igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e sim, só vou começar a dar a quem me dá também ! Egoísta jamais , mas de facto nem todos merecem tudo. Sim, as pessoas esses seres que conseguem estragar quase sempre, quase tudo...



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Descanso: precisa-se !

Eram precisamente quatro da manhã quando ela acorda a chorar e a chamar por mim. Estava com medo e queria que eu ficasse um bocadinho ao pé dela: o barulho. Que se ouvem os ecos da discoteca da esquina eu já sabia, mas ontem parecia que alguém estava dentro dum carro a ouvir música aos altos berros, mesmo à nossa porta. Mas não....eram mesmo os graves da discoteca da esquina...só não perco a cabeça, porque ser arrancada do sono àquela hora já é drama que chegue, mas tinha que fazer qualquer coisa. Primeiro passo foi pesquisar os contactos da policia municipal, da PSP e da própria discoteca. O primeiro é um número verde que nos dá direito a falar com uma máquina, o segundo dizia que já não existia e que tinha que ligar para outro número que pelo número de dígitos só me levaria a falar com outra máquina. Restou-me ligar para a dita discoteca e perceber que a música estava tão alta, que o senhor que atendeu teve que vir cá fora para a rua para me conseguir entender....A única parte caricata é que enquanto eu de longe só oiço pum, pum pum, pummm pum, pum, pum, pummmmm ,  atrás dele ouve-se um fadusco da Amália. Algo, mas algo está mal e algo tem que ser dito e feito. Nem estou a falar na falta de civismo e a pouca vergonha dos que frequentam o dito espaço que vem com as hormonas desreguladas avariar para a rua, para debaixo das nossas janelas, mas sim de baixar ligeiramente o volume, repararam os aparelhos podres de ar condicionado que parecem motores agrícolas e isolarem melhor as paredes. Para além das velhotas que tomam  comprimidos para dormir a noite e que não dão pelo faroeste em que se transforma a sua rua à noite, há toda a restante população , que é e se quer jovem- para não deixar apodrecer o coração da cidade e que ouve, mas não tem que ouvir tudo aquilo e mais alguma coisa...Estou farta e cansada e acho que se podemos fazer alguma diferença não nos podemos limitar a lamentar e cruzar os braços. O descanso é um direito que me assiste, como diria o outro.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Há malucos para tudo

O Artista suíço Ursus Wehrli tem um livro maravilhoso sobre A Arte de Limpar, onde ele apresenta cenas do quotidiano de desordem e  as reorganiza em linhas puras, classificadas por diferentes atributos como cor, tamanho, tipo, forma, etc.  Algumas das imagens  parecem estar na fronteira dum distúrbio obsessivo-compulsivo, como o ramo de pinheiro que foi ordenado pelo tamanho de agulha. Outros a uma escala tão grande  quase parecem ridículos, como se um gigante tivesse aparecido e re-organizado um relvado cheio de toalhas e pessoas ou mesmo um parque de estacionamento.




Mas ele também trabalha pinturas famosas que ficam deslumbrantes (procurem pelo quarto do Van Gogh). Não é um espectáculo?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

em caso de emergência

O projecto chama-se Burning House e o lema é: O que levavas se a tua casa estivesse a arder ?É um conflito entre o que é prático, valioso e sentimental. O que você levaria reflecte os seus interesses de fundo e as prioridades . Ontem decidi pegar nas primeiras coisas que me lembrei, assim sem pensar muito e decidi registar o momento que depois colocarei no dito site. 
 

Eis a minha lista: a minha filha , a máquina de costurar , o disco rígido, as alianças de ouro que eram dos meus avós paternos, os álbuns de fotografias desde os meus antepassados até terem sido inventadas as digitais, a minha Júlia- a máquina analógica que era do meu avô Xico, um globo de estimação, o meu (grande) caderno diário desde os anos 90 e por fim embrulhava tudo isto na grande colcha de patchwork feita  pela minha querida Avó Laura e  se ainda conseguisse pegar na máquina e no projector de super8 e em mais um ou outro quadro de estimação, já me poderia fugir e refazer-me em qualquer lugar. 







 
E tu, pegavas em quê?

quarta-feira, 23 de maio de 2012