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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A idade da inocência

As crianças são todas iguais, no sentido que passam pelas mesmas fases de crescimento físico , mental emocional etc e tal. Por isso não é novidade nenhuma para os pais de miúdas com 6 anos, a maravilha que são os enredos das conversas que começam em preocupações e acabam em gargalhadas de chorar a rir ( momento1). E depois o que nos ensinam, é qualquer coisa ...(momento2)
Ontem estava preocupada com umas pintas que lhe estavam a aparecer nas pernas.
- Devem ser sinais... 
- Não mãe , não são nada   ! 
- Deixa ver...ah podem ser pelos novos a nascer ... (enquanto isso ela continua a observar as pernas)
- Txi olháqui as minhas pernas cheias de marcas
-  Isso é porque  és uma maria rapaz ;-)
- Mas eu não quero ter estes pelos de rapaz !!!! 
(....) ahahahahhaha

Também ontem lhe caiu o segundo dente , estreia cá em casa (o primeiro caiu nas férias em casa dos avós) e por isso preparámos tudo cuidadosamente para a fada dos dentes, figura em que ela acredita solenemente. Qual não foi o meu espanto quando hoje de manhã aparece na minha cama a chorar baba e ranho porque a fada deixou dinheiro mas levou o dente ! Mas porque é que ela teve que levar o meu dente ?!?! Acabada de acordar quando ainda por cima estava a ter um pesadelo sobre dentes ( ir ao dicionário dos símbolos perceber o que pode significar caírem T O D O S os dentes), meti os pés pelas mãos quando tentei justificar que o dinheiro era uma recompensa para a entreter enquanto a fada limpava o dente para o voltar a trazer de volta ( lembras-te que a mãe tem ali guardados alguns dos seus dentes ?- e agora pergunto-me eu: porque raio fazemos nós isto?!?!). Sou mesmo tola....como se o dinheiro servisse para compensar qualquer perda...Acabámos por "encontrar" o dente, precisamente na caixa onde estão os da mãe e ela lá se consolou. Eu , eu juro que aprendi a lição.  

segunda-feira, 14 de abril de 2014

perguntas atravessadas #

 em loop na minha cabeça , há pelo menos 4 anos e cuja resposta poderia mudar a minha vida (s)....e se houver outra resposta que não o dinheiro, partilhem-na , por favor..

Como é que se consegue ser mãe (ou mesmo pai) a tempo inteiro, sem ter um marido (mulher) que receba por, pelo menos,  os dois?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pre conceito

Não devo ser a única pessoa que materializa a imagem de uma pessoa, que ouvimos falar umas quantas vezes, ou mesmo muitas e da qual até vamos recebendo uma série de informações que vão ajudando a compor a personagem. Seja ela a mãe dum amigo que conhecemos e que vamos ouvindo esta ou aquela história ou até uma pessoa por detrás dum blogue que nos habituamos a ler e a conhecer ao longo dos anos mas cuja imagem nunca foi revelada. Acho que inconscientemente se forma logo uma imagem na minha cabeça quando me falam neste ou naquele que depois vou construindo e montando no meu fantasioso  e fértil imaginário. Devo dizer, aquilo que já não deve ser grande novidade, que sou quase sempre surpreendida, para.... melhor. É verdade, parece que afinal só crio grandes expectativas em relação à personalidade e não em relação à figura e respectivo figurino, ou seja ainda não apanhei nenhum valente susto mas já tive algumas desilusões (estas no campo da personalidade). Tudo corria relativamente bem até que no  outro dia levei uma daquelas valentes reality-check  ! No outro dia conheci a mãe de um dos pais que conheço através do parque infantil, onde vou quase todos os dias com a minha filha , lugar onde já se criaram ligações curiosas e interessantes entre miúdos e graúdos, pais e mães. Sobretudo aqueles que vão lá em todas as estações do ano, não os que só aparecem a partir da primavera e que desaparecem no lusco-fusco. Há ali pessoas com as quais converso diariamente e desde que a miúda começou a gatinhar, ou seja fala-se e partilha-se de tudo um pouco há já um bom par de anos. Ao longo deste tempo e sempre que ele fala na mãe, ela na sogra e o puto na avó lá se foi criando a dita imagem que aqui vou tentar descrever: Uma senhora alta, muito direita , sempre de cabelo muito bem arranjado, um olhar ligeiramente vago mas também doce , vestida sempre de tailleur em tons terra e ligeiramente autoritária .Bang ! Tudo ao lado....só tiros na água, mas é que não tem nada a ver com nada com o que imaginei e nem sequer tem nada a ver com nada. Uma simpatia é certo mas o resto...olha ainda estou em choque !

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O caminho das estrelas

Talvez seja nas épocas de maiores incertezas e mudanças que volto a olhar para os astros, as mãos , as cartas e as estrelas, porque eles duma maneira ou outra me mostram alguma coisa, seja ela o que for. Não sou de todo dependente nem viciada nas artes adivinhatórias pois bem sei o quão "perigosas" podem ser em tomadas de decisão que devem ser tomadas em consciência apenas por quem tem que ser- e não por terceiros, ou opiniões de quarta. isto é o que eu sempre digo a quem me pede (muito raramente e felizmente) conselhos. Como tenho muito respeito pelo oculto (eu não acredito em bruxas, mas que as há, há !), pois não tendo a certeza do que pode ou não ser realidade ou apenas coincidência, quando leio a minha carta astral consigo afastar-me do que está lá escrito, mas há palavras ou frases que vão ficando gravadas e de quando em vez batem-me aqui á porta. Será ? e se? O curioso é que quando lemos o futuro não nos conseguimos abstrair  do presente e do passado e isso, muda tudo. É só quando lemos o futuro, que agora é o presente, que entendemos o que esta(va) lá escrito. É natural que as nossas projecções sejam sempre ou mais negativas ou positivas consoante o nosso nível de segurança, mas na realidade o futuro não se prevê, é aquilo que é e tem que ser. E agora rio-me porque o que li no passado sobre o futuro, que está a ser o agora, não é nada do que tinha entendido na altura, mas é precisamente aquilo que lá está escrito e que está a ser. Agora estou é curiosa em saber se este projecto em que me meti é aquele em que vou adquirir maior percepção da minha alma e destino enquanto ser humano, ou se ainda está para vir coisa melhor. Olha, o que tem que ser....será !

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O tamanho conta

A ver se entendo....


Fui agora ao correio, enviar umas encomendas em sacos almofadados comprados por mim numa papelaria convencional, devidamente apropriado e  adequado ao conteúdo. Pesava 22 g ,queria que seguisse em correio azul e queria especificamente que fosse com selos.  Paguei 75 cêntimos e tive que levar com o (mal)dito autocolante por que não há esse valor exacto em selos e para fazer o total seriam precisos 4 selos que eram praticamente o tamanho do envelope. Cheguei aqui e estive a verificar se os ditos 75 cêntimos eram um valor comum e deparei-me com a seguinte tabela:

Peso
 Até 20g - Formato Normalizado (1)   - 0.47
Mais de 20g a 50g - Formato Normalizado (1) - 0,68

Mais de 50g a 100g -  0,75

(1) Os objectos não normalizados deste escalão são taxados pelo escalão seguinte.

Ora , se pesava 22 g não deveria ter pago 68 cêntimos? Não, porque pelos vistos não é um objecto "normalizado". Bah! Mas e o que é um formato normalizado, são aqueles envelopes deles com tamanhos estrambólicos e que custam um dinheirão? O que mais irrita é que eles próprio aconselham no site- Certifique-se que o seu correio segue devidamente acondicionado para que chegue ao destino nas melhores condições, Utilize envelopes ou outro tipo de embalagens adaptados à forma, natureza do conteúdo e às condições de transporte. Enfim é mais do mesmo, a casa ganha sempre e ao contrário do que se diz, o cliente nunca tem razão. Ah! e eu prefiro continuar a não ser formatada .



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Pensa rápido

Fifty people one question, assim, simples. As reacções dos estranhos são genuínas quando se lhe colocam as perguntas: Antes do final do dia, o que gostarias de ter feito? Onde gostarias de acordar amanhã de manhã? Qual o teu segredo? as respostas são absolutamente sinceras, honestas e até tristes. E tu, não penses muito e responde aquilo que primeiro te vier á cabeça....

terça-feira, 30 de outubro de 2012

O que quer dizer virgem, mãe?

A partir de que idade será inevitável ter que responder ás perguntas mais inconvenientes da minha criança? é que ela com 3 anos já dá risadas quando fala em pilinhas. sendo que no outro dia já fez uma observação que me deixa até agora corada....Se não fosse esta herança católica, que está (ainda) entranhada falar sobre a sexualidade deveria ser tão fácil como da afectividade. Mas seja o que for e quando for tenho a certeza que me vou safar, sem me envergonhar e de certeza que não a vou traumatizar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Um segundo

Acontece-me de quando em vez, ficar especada e embevecida a olhar por instantes infinitos para a minha filha e perguntar-me: como é possível ? É mesmo toda minha, só minha? é que é tão perfeita, tão linda, tão inspiradora, tão pai, tão mãe e tão única...Derreto-me com cada detalhe seu, o cabelo encaracolado, as expressões faciais do maroto ao doce, a sua voz e as gargalhadas estridentes, a pele e o toque mesmo que seja toca e foge, os seus jeitos e trejeitos , o seu cheiro, as suas mãos que ainda cabem nas minhas, o buraquinho que tem na orelha que nasceu com ela, as conversas que tem e as histórias que inventa. Amo-a acima de tudo e todos e é isso que temo ter que dividir quando penso em ter um segundo filho, é uma tolice, eu sei. Desde sempre os casais têm muito mais que um só filho e amam certamente a todos de forma diferente mas incondicionalmente. Mas ela é tão única e ainda tem tanto para me mostrar e ensinar, que não quero perder nem um bocadinho. A verdade é que também tenho algumas saudades de quando ela era tão pequenina e tão ligada incondicionalmente e fisicamente a mim- ser mãe pela primeira vez consegue ser bastante frustrante e ligeiramente ingrato. Consigo-o ver agora,  pois olhando para trás percebo que o tempo passou demasiado rápido, cheio de dúvidas e preocupações que se calhar tinham pouca importância e que condicionaram sem duvida a minha relação com o resto do mundo (que na fase inicial parece inexistente e tão distante) e consequentemente a minha relação com ela, a minha bebé, que já é uma menina. A sério , gostava tanto que o tempo voltasse para trás, que eu não tivesse tido tanta pressa para que esta ou aquela fase passassem a outra, que eu tivesse gozado de modo mais tranquilo o começo da maternidade, que eu não me tivesse perdido entretanto. Não queria ter outro filho, preferia antes voltar a ter a minha. Como não é possível, claro que gostaria de ter outro filho, por estes e muitos outros motivos, mas as dúvidas são tantas e as respostas tão pouco claras que tenho medo e pior, já quase não tenho idade (sim porque a idade é importante digam o que disserem. Primeiro ela foi um bebé tão, mas tão bonzinho que acho nunca teria a mesma sorte com um segundo. Depois há toda a situação económica e social actual e futura que não permite grande margem de manobra para educar e alimentar outra criança . Por outro lado não sei se tenho forças para voltar a passar por tudo de novo, mesmo que desta vez seja mais fácil. Depois, queria tanto reviver uma gravidez e um parto, sobretudo que o pai pudesse desta vez estar a meu lado a dar-me a mão, a consolar-me e a chorar de alegria comigo. Por outro lado a autonomia em voltar a ser gente, a pessoa com algum tipo de vida social, que só agora reconquistei, não me apetece voltar a perder. Depois as tristezas e alegrias seriam sempre a dobrar e isso tanto tem de mau como de bom. Por outro lado ela , sobretudo com a personalidade vincada que tem, precisava mesmo de ter companhia à altura e não um pai macaco e uma mãe palhaça e não é só para se entreter agora é sobretudo para o futuro, para partilhar uma vida até ao fim, sempre acompanhada. Depois fica sempre a pergunta, e como seria o outro, rapaz, rapariga, mais parecido com o pai ou com a mãe? Talvez devesse pensar menos, mas não, ter um filho é o maior acto de coragem, responsabilidade ,certeza e Amor. E isso só se percebe depois de ser Mãe.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Macacos de imitação

A propósito de documentários, uma vez que anda por aí o DocLisboa, relanço uma questão  levantada em "what makes us humans?" passado há uns tempos na 2: e que sempre me fez pensar. Deram a um macaco uma tela, pincéis e tintas e ele pintou vários quadros. Levaram um desses quadros ( sem identificar o autor) a uma galeria e uma perita em arte esteve a analisa-lo e avaliou-o: Disse que era uma obra de arte, enquadrou-o num movimento artístico, elogiou-o, pensou ás tantas ser um Pollock, avaliou-o em cerca de 500 mil dólares, mais coisa menos coisa. Depois, o apresentador disse que era dum macaco e ela inverteu o discurso totalmente e disse que sendo assim não valia nada! Não entendo....é isto que nunca entendi! É claro que eles depois enquadram isto tudo muito bem ao avaliar os cérebros de humanos e macacos e a explicar as diferenças. Mas se o quadro valia por si só e era uma obra de arte, não me venham com histórias das cargas emocionais, sociais e culturais que servem para justificar tudo e mais alguma coisa. Será que tudo precisa de ter uma história e uma lógica para ser válido? E até que ponto isso justifica uma obra abstracta?

É esta a questão que aqui coloco e outra, afinal quais destes dois quadros será o do macaco, o da esquerda ou o da direita? (quem viu o documentário, abstém-se de votar, tá?)

sábado, 7 de julho de 2012

Idade dos porquês


Quando eu era mais nova, queria ser astronauta...Não sei porquê, mas talvez  a ideia de ir para o desconhecido e sentir a energia do universo, fosse a maior e mais audaz das aventuras. Acho que tinha demasiadas dúvidas sobre a vida e talvez se estudasse a Origem de tudo, encontraria as respostas que tanto ansiava conhecer.  Agora é ela que quer saber tudo, Porquê?, pergunta-me sucessivamente. O mais curioso é que ultimamente ela anda fascinada com os "pelanetas" (como carinhosamente lhes chama- já agora se a encontrarem peçam-lhe para dizer lusco-fusco) e quando olha para ao céu à noite, já sabe que a estrela mais brilhante é um planeta ! No outro dia já lhe contei como é cada um deles mas lembrei-me que tenho uma atlas, mais que precioso pois foi a única prenda do meu pai que foi verdadeiramente importante e emocionante, cheio de fotografias lindas e que vou ter que lhe mostrar.  Enquanto procuro resposta ás perguntas mais difíceis que ela já me coloca- e que tanto me tem feito pensar, cantarolamos juntas: 

 Lá em cima há planícies sem fim/ Há estrelas que parecem correr
Há o Sol e o dia a nascer/ E nós aqui sem parar numa Terra a girar
 
a primeira foto é deste fotografo e a segunda deste

sábado, 2 de junho de 2012

Tem dias,

em que me pergunto como designar o meu namorado, companheiro, parceiro, namorido, pai da minha filha,  etc e tal...Se nos casássemos era bem mais simples.O problema está nisso mesmo- O casamento. É por imagens como estas, que percebi que nunca me vou conseguir casar, isso e porque sou demasiado exigente e porque o sítio onde queria festejar é exótico demais... Portanto ele vai continuar a ser o meu namorado, companheiro, parceiro, namorido, ou simplesmente  a minha melhor metade e isso não importa nada !
Estas imagens inspiradoras e de casamentos extraordinários podem ser deliciadas aqui !

domingo, 29 de abril de 2012

Realidades paralelas

Porque será que quando se fala em construir em África, nomeadamente um jardim de infância, tudo isto não passam de imagens de "sonho" ? relembro esta frase: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.  No entanto, estas imagens  dum estúdio de Design sediado em Israel, parecem desmesuradamente desenquadradas daquilo que se vive nos Palops. As sociedades são (ainda) demasiado diferentes, será apenas preconceito ou as coisas não têm mesmo que ser iguais em toda a parte ? Algo que abomino é quando se minimizam as questões, ou seja - ah é para tal sítio, portanto não precisa de ser especial....Errado! Duma coisa eu tenho a certeza, não se devem minimizar os esforços para que haja conforto, segurança, funcionalidade e sobretudo quando se fala em crianças, as ferramentas necessárias para que elas possam continuar a sonhar.
Se calhar devíamos (re)aprender a viver Mais, com muito Menos....


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Perguntas Absurdas


Os "técnicos" das Câmaras gostam de nos fazer passar por parvos ou são apenas uns verdadeiros idiotas ? Acho que há macacos capazes de fazer melhor que alguns dos incompetentes, que acreditam que por estarem sentados atrás duma secretária dum orgão de poder local, têm super-poderes !  Como é possível que uma coisa tão demasiadamente simples se possa transformar numa confusão que envolve gastar o tempo e sobretudo o dinheiro de quem está farto de ter que pagar pelas burrices dos outros?  Se os macacos só precisam de comer 2 vezes ao dia, porque insistem em atirar-lhes os amendoins, numa altura em que há falta deles ???

Consigo perceber, demasiado bem, porque este país chegou a este ponto...