Mostrar mensagens com a etiqueta como é que sobrevivi sem isto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta como é que sobrevivi sem isto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de março de 2018

os caminhos da mudança #cerâmica

 Pelo Natal recebi o melhor presente de sempre. A minha maiúscula , que agora tem 8 anos, perguntou-me o que queria receber. Respondi-lhe aquilo que respondo nos últimos tempos aos que ainda me perguntam. Um pacote de barro ou um livro de cerâmica. Nesse dia via-a a preparar algumas coisas e a fazer-me algumas perguntas , como por exemplo o preço das coisas e de quem eram as peças ,que ia descrevendo , das quais se lembrava ter visto na exposição de final do ano lectivo, em Julho. Apesar da minha curiosidade ser mais que muita, abri o presente apenas na noite de Natal. Não estou habituada a ser surpreendida pela positiva, por isso este surpreendeu-me e sobretudo comoveu-me. Por tantas e tantas coisas. Pelo pormenor, pela dedicação, por cada um dos detalhes, pela coragem, pela sua memória , pela sua capacidade de exprimir aquilo que vai de algum modo observando em mim. É também a prova que #aquisoufeliz e isso enche-me de vida. Aqui está ele, para partilhar com aqueles que têm tido a paciência de esperar pelo meu regresso. mas isso fica para outra conversa.

 
Aproveito o embalo e o momento, para também partilhar  uma peça (UAU) que a mini artista fez, durante algumas oficinas de verão em que participou, que é linda e surpreendente e ai se promete ...
 


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

poesia-me

Eu cá acho que as minhas filhas têm muita sorte....mas  isso só saberemos daqui a alguns anos, quando lhes perguntarmos ! Posto isto, tenho a dizer que é uma sorte ser mãe nos dias que correm.  Eu cá  acho que tenho uma sorte do caraças....Confesso que tenho gostado muito ,de com elas assistir  ás histórias nos museus e ás peças nos teatros, feitas para elas. O ano ainda agora começou e já delirei com a minúscula no Pantuta e fiquei encantada com a maiúscula no Poesia-me, ambos os espetáculos no São Luís mais novos. è sobre este último que quero deixar algumas palavras, sobretudo de agradecimento, por mim e (espero que) para elas. As futuras gerações, as minhas filhas. Poesia-me é uma série de encontros entre poetas e escritores e ilustradores e graúdos e miúdos que podem declamar, escutar e trocar ideias sobre poemas, palavras ou pensamentos. Parece-me uma forma muito inteligente de cativar a leitura dos mais novos e de os deixar curiosos sobre a arte. que é a Vida. Tudo isto rodeado de deliciosos cheiros e apetitosos sabores dum lanche poético. O primeiro encontro aconteceu sábado passado, com o Álvaro Magalhães. Aqui em casa deve ter sido um dos primeiros livros que comprei, sobretudo porque tinha ilustrações dum dos meus pintores portugueses preferidos, José de Guimarães. Os textos , não os tinha lido com atenção. E por isso agradeço de novo. Foi uma tarde mágica onde me senti mais próxima que nunca da Poesia e absolutamente encantada com os poemas que a Inês Fonseca e Santos, tão bem escolheu e leu. Trocar ideias com os mais novos, sobre os textos lidos,  é uma aprendizagem encantadora e sobretudo uma lufada de ar fresco ás conversas chatas e pessimistas dos mais velhos. Ali tudo foi poesia. Tudo é ainda possível e só isso não é tão maravilhoso? Nada acontece por acaso e só o texto do programa  ( que só li depois) já diria (quase) tudo.

A vida é misteriosa(antes e depois de ser breve, frágil, milagrosa).Quem somos, de onde viemos, porque estamos aqui?Esquece as perguntas, os mapas, as liçõese atira-te ao que está a acontecerque a vida não é para ser decifrada(o que, de resto, não adiante nada),mas para se viver. 
(in Poesia-me, de Álvaro Magalhães e Cristina Valadas, ed. Asa)

Mas quando se falou no "Ah, o amor..." e ouvi o "Esse ladrão " - O tempo é um ladrão que me está sempre a roubar - fiquei logo a suspirar por mais, muito mais. Fui eu quem fui logo a seguir comprar o livro para nós, para mim e só por isto valeu muito a pena. Eu não me canso de agradecer, espero que elas, as minhas filhas percebam a sorte que têm. Agora que já vos convenci só têm que esperar até ao dia 18 de fevereiro , que é quando vai acontecer a segunda sessão. Até lá , não desesperem leiam, muito . Aconselho a Biblioteca Alvaro Magalhães.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Faz tu mesmo # boneca de pano # Momentos obrigada Universo

Quando a minúscula fez um ano eu quis oferecer-lhe uma boneca de pano feita por mim. Encontrei um molde perfeito, recortei as peças desenhei o cabelo, costurei os braços e pernas que até enchi, cosi também o cabelo à cabeça, mas bloqueei quando cheguei à cara: os olhos e a boca. Fiquei demasiado frustrada  (como tantas outras vezes) e meti o projecto numa gaveta. Tal como fiz com tudo na minha vida (mas isso agora não interessa nada). É claro que hoje, depois de a ter finalmente ter acabado e de o ter desabafado, percebi a importância destes pequenos, mas gigantes, momentos na nossa vida. Voltando ao dia de ontem e ao milagre que resulta (por enquanto) no brilhantismo do trabalho das pessoas que admiro por serem criadoras e fazedoras e dedicadas e cheias de bom gosto, tal como a Constança Cabral que segui desde sempre , mas que com as suas pausas no blog e dedicação ao instagram que eu ainda não tinha, me acabei por afastar um pouco.  Até que ontem petrifiquei com os seus últimos achados e as suas bonecas de pano. Por agora tenho pena que tenha que ser assim- mover-me pelos outros e não por motivação e criação própria- mas é o que tenho e consigo por agora. Enchi-me de coragem e motivação e tirar da gaveta um dos mil projectos a meio. Desenhei os olhos e a boca, que cosi sem pensar demasiado ( e sobretudo sem medo) e depois disso só faltava encher o corpo e a cabeça e coses um ao outro. Hoje de manhã , com a preciosa ajuda da maiúscula, enchemos o que faltava enquanto ela me contava histórias que ia imaginando da varanda do meu quarto e por fim liguei o que faltava e em menos dum fósforo lá estava ela. A humilde boneca de pano. Com o entusiasmo que a caracteriza e o gosto pela minha máquina de costura, ela lá decidiu que queria fazer um vestido para a boneca, enquanto o que descobri no fundo do baú dos tecidos (que assenta perfeitamente e que ela pediu para lavar- à moda antiga- ) secava no estendal.  Fizemos  o mais básico e rápido que conseguimos e esperámos pela chegada, ao fim do dia de escola e jardim, da minúscula , para lha mostrar. Foi amor à primeira vista e não mais a largou (consegui segura-la no banho e tive que fingir que ela também adorava o melão sentadinha ao meu colo). Neste momento dormem as duas juntinhas e eu estou de coração cheio. Nos dias que me correm , garanto que são momentos salva-vidas. Por isso está prometido o desafio de lhe fazer uma cama igualmente linda , com os paninhos que uma das minhas "amigas" da feira da ladra me descobriu . 


Por falar em feira da ladra , a ver se ponho em dia os meus últimos e preciosos achados. Autêntica terapia ! Ah o nome dela ...Sara, porque hoje uma muito simpática e amiga mais crescida da minúscula de seu nome Sara, comemora o seu aniversário. Parabéns "dona " Sara (aahahahahah)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Hoje eu não sou

preparem-se para um momento piroso e não, não vou falar (ainda) do halloween....Vou-vos falar dum sonho que tive hoje e que fez com que acordasse corada e envergonhada. Sim, como se fosse ( de novo) uma adolescente, cheia de borboletas na barriga A minha (não) relação com ele sempre foi muito estranha. Deixa ser. A figura dele atrai-me, nunca o escondi. Eu já estive aqui. Mas depois a forma de ele estar irrita-me um bocado, como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso. Mais do mesmo. Sobre a música dele, o pensamento é o mesmo. Deixa a tua voz. Mas eu não sou uma miúda de comprar música e de ir a muitos concertos, muito menos ser groupie. é-me igual.  Talvez seja porque ele lançou um novo álbum. Futuro eu. talvez seja por cantar em português.só uma canção no mundo. sendo que em inglês já me tinha "roubado" qualquer coisa.Love, ain't this enough?You push yourself downYou try to take confort in wordsBut wordsThey cannot loveDon't waste them like thatCus they'll bruise you more. Mas hoje ele entrou no meu sonho.chama-me que eu vou . Foi tão estupidamente bom. Não dês só para tirar. Daqueles que nos deixa sem fôlego e cheia de raiva por acordar. Funeral. Um momento que me deixa cheia de calores e de novo ruborizada. David Fonseca. Agora é a nossa vez. Estava tão capaz de ir ao concerto este fim de semana no CCB, mas tenho algum receio que o sonho se torne real, que não tenho coragem.Ah e porque não estou cá. 
 
 


Quando nada restar
vou adormecer
e talvez vá sonhar
sonhar  sonhar
só para te ver 

(é)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

quando o sonho comanda a vida

Sou um espírito inquieto , presa numa realidade frustrada. Consegue-se perceber a dimensão da minha depressão? Quero tantas coisas e estou tão longe delas. Umas porque já não vou a tempo, outras porque não tenho tempo. E ando para aqui ás voltas. enganando-me e enganando meio mundo. barafustando contra tudo e todos em busca de ideais em que já nem eu própria sei se acredito, ou sigo. O comodismo, e o tempo que não pára, esses malandros. O tempo e a vida e os outros. Esses que fazem coisas belas e possíveis. esses malandros que invejo ao mesmo tempo que me deprimo.  Afinal é possível e consegue-se. Afinal onde é o meu lugar? tento e procuro, vou indo e até vou indo feliz. ás vezes. Outras nem tanto, porque descubro que afinal  só posso estar no lugar errado a fazer a coisa errada. Não quero fechar os olhos e já sei que não posso fugir. de mim. Estou um caos, mas dizem que não posso parar e eu bem sei que é verdade. Estou a falhar porque não quero desistir de procurar. Ser (uma) melhor arquitecta. Ser (a) melhor mãe. Ser , fazer . quero a excelência, há algum mal nisso? Ou pelo menos orgulhar-me , em vez de ter vergonha. Quero fazer melhor e mais, por elas e pelos outros. E depois encontro, quem o faça e viva: O belo, o ideal, o possível , olho de novo para mim e digo (uma data de asneiras) não, não é aqui o meu lugar. eles fazem -no e tão melhor que eu. Ali, acolá, parece um sonho daqueles que andamos sempre a perseguir uma coisa que nunca vamos conseguir apanhar, porque entretanto acordamos. Depois ainda oiço (vozes dentro de mim) desliga lá disso , das vidas dos outros, afinal tu não és os outros e os outros na volta também se estão a queixar doutra coisa qualquer que para ti afinal é tão banal. Lá estou eu. a tentar convencer-me disto ou daquilo. que a vida não é 8 nem 80 e que isso deve ser provavelmente mais uma fase e que vai passar. cre-do. tu estás a ouvir-te, miúda? A c o r d a

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Momento obrigada Universo # Bolo Podre

Tive que  esperar um ano para finalmente matar as saudades do bolo podre, que a minha avó tantas vezes fazia, em dias mais ou menos chuvosos. A minha mãe traz-me o mel da terra do meu avó. A minha sogra trás-me os ovos das suas galinhas. E para a próxima, o azeite será caseiro, duma terra muito especial para mim e para a minha nova e grande amiga Joana (há lá coisas do destino do caraças e esta é só mais uma delas), que o produz com o seu mais que tudo. Foi neste fim-de-semana e hoje já só restam migalhas, que a mais nova que não é dada a bolos deste também ficou fã. O próximo passo é tentar descobrir a origem do nome do bolo, mas por agora, a receita adaptada do famoso Pantagruel.



Ingredientes:
250 ml de mel
250 ml de azeite
125 g de açúcar (amarelo)
raspa de 1 limão
6 ovos
250 g de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela

Bate-se o açúcar com as 5 gemas + 1 ovo até esbranquiçar. Adiciona-se posteriormente o mel, o azeite, a raspa de limão, a canela e aos poucos e poucos a farinha peneirada com o fermento. No final incorporar as claras em castelo. Levar ao forno de 180º em forma de diâmetro de 20cm untada.


mhanm....

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Crochet- lição nº6 - metade da manta e outra meia por fazer


Aqui está o começo da união dos quadrados para a manta da Júlia, que só irei retomar quando chegar a nova remessa do branco Beiroa, que infelizmente esgotou entretanto....Ainda tentei a ligação com um rosa velho pelo qual me tinha apaixonado no último workshop, mas não resultou. Fiz até onde pude, mas como estou totalmente viciada no crochet e a transbordar de ninho, meti-me noutra manta, com novas lãs e novo formato, a roseta. Deve ser a ansiedade do momento que se aproxima, mas agora só espero conseguir terminar alguma coisa a tempo. Esta está meia feita e a outra meia está por fazer, mesmo com este calor, não desisto de a(s) fazer. Algo de bom só pode  acontecer....

domingo, 1 de junho de 2014

Crochet- lição nº5 - a união dos quadrados

Fiz até onde conseguia (a parte final era demasiado importante para aprender pelo you tube) e agora sei que fiz mais do que ao que devia.... Devia ter esperado por conhecer por exemplo o anel mágico, ou por aprender a fazer um hexágono e sobretudo a roseta e ter mais tempo para olhar para as cores....A parte engraçada foi que mostrei aquilo que aprendi entretanto e a minha técnica de remate parece que fez sucesso . Mas já os tenho feitos os 92 quadrados da manta da mais nova e agora já os sei unir ! Ontem saí do workshop tão excitada que nem fui capaz de (re)começar a vê-la finalmente ganhar forma. Foram as novas cores....as novas formas...e conhecendo-me tão bem como conheço, bem sei que vou acabar esta e começar logo logo uma nova !

Aqui está o resultado duma tarde que passou rápido demais. Agora, figas ! que mesmo estando de rastos está na hora de a manta ganhar forma. Mostro já (é só ter tanta paciência como eu tenho tido).

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Faça chuva ou faça sol, é hoje !

Como é possível que eu ainda não seja dadora de medula? como é possível que mesmo depois de saber de tantas campanhas tenha continuado de braços cruzados? como é possível que  assistindo a tantos apelos ainda não tenha ajudado o próximo? como é possível mesmo depois de ser mãe não tenha tido a coragem de salvar uma vida ? Acabou-se e é para já  ! E não é porque alguém próximo precise agora, nem por alguém ter pedido, nem por me ter comovido com alguma história, nem por saber que na vida as coisas não acontecem só aos outros. Vou porque ganhei vergonha na cara  ! e tu?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Momento obrigada universo #

Acabei de ter uma e outra e outra epifania
-Só espero bem que isto não signifique que cheguei ao fim da linha, mas antes ao princípio.

Primeiro, finalmente percebi e reconheci que o meu problema é dar demasiada importância  e relevância aos problemas e ás vidas dos outros. Por outro lado sou cada vez mais intolerante à falta de educação, ás incongruências, aos silêncios e ás verdades incompletas.

Depois, bem depois foi uma sucessão de sensações demasiado difíceis de exprimir mas que me atingiram de alma e coração. Não resisto a partilhar, mesmo que quisesse guardar tudo isto só para mim...

Por fim, descobri o que me faria verdadeiramente feliz ...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Love is like a sin my love

 Love is like a sin my love
For the ones that feel it the most

Atenção: este vídeo pode conter imagens capazes de ferir as susceptibilidades de mentalidades mais sensíveis, porque mostra sexo. Mas relatado pela actriz, agora cheia de rugas e cabelos brancos e com a fantástica música Paradise Circus dos Massive Attack, torna-se imperdível. Parem , escutem e olhem (quando tiverem tempo, claro)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

FTM

Mais uma ideia simples, simplesmente genial. Basta juntar uns calções banais e juntar as rendinhas que estão guardadas no baú do enxoval e que não fazias ideias que iam ser usadas algum dia. Pois hoje é o dia ! O melhor é que até podes costurar à mão, senão vê como aqui